domingo, 28 de março de 2010

Acho mó chato esse povo caretão também.


Acho engraçado como existem trilhões de definições para o rock: uma merda que nunca sai do Guitarrista, Bateria, baixo e vocal. Digo, era bom nos tempos dos Beatles, afinal eles que foram um dos inventores disso, mas o quanto que evoluiu depois?

Hoje temos trilhões de variações, desde o alternativo que é sempre alternativo, passando por hard rock, metal, glay, power, enfim. Tudo com uma diferença miserável, que ou é o tema de uma letra, ou a adição de um instrumento aleatório, como teclado ou até mesmo o uso ou não de um Allstar ou Adidas.

Vi essa semana com a Denise, um documentário sobre Tom Zé. Um cara que não atingiu a maturidade artística, e exatamente por isso continua um belo dum louco em plenos sessenta vivo nos anos dois mil. Atrai um público específico, é verdade, mas será que as guerras entre pseudo-tribos, na verdade mal deveriam existir, afinal ouvem um som praticamente igual? Será que ideologia (se é que existe), estilo ou voz é algo tão imponente a ponto de subjulgar o valor mais básico da música - que é exatamente o som?

Como o próprio Antônio José fala no documentário, a música hoje em dia é toda muito igual, todos fazem a mesma coisa e cantam praticamente a mesma coisa. Se todo mundo faz o som igual, porque eu também tenho que fazer? O som não existiu sempre, e foi fruto de algum maluco e retardado pra sua época que resolveu testar. O resultado vemos hoje no que todos chamam de rock 'n roll.

Por essas e outras que já há muito, muito tempo larguei e desisti do rock. E acho que muitos deveriam fazer isso também, sinceramente. Se ouço música, não ouço pra comprar um produto, uma imagem, ou dizer por aí que ouço e curto pra enturmar com gente de bilau pequeno e nariz pontudo que se veste de preto e se acha "os jovens rebeldes que não desgrudam do PC pra ver pornografia". Meu passo inicial é ir atrás de um som que me agrade, e um segundo é pelo que eles cantam, e se existe mesmo algo ou se é apenas uma forma de vender calças jeans e comer meninas nos shows.

Seria muito, mas muito bom se continuássemos naquela evolução borbulhante das anos sessenta até meados dos oitenta, especialmente no Brasil e Europa e um pouco antes nos Estadunidos. Uma pena que morreu, e grande parte dos sons que ouvimos hoje em dia são cópias descaradas de sucessos dessas épocas mais distantes.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog