sexta-feira, 5 de março de 2010

O que aprendemos com Frost/Nixon e aplicamos no Brasil.

Acabei de assistir Frost/Nixon. Muitos diziam que este deveria ter levado muito mais crédito e destaque no Oscar - que foi praticamente entregue de bandeja aos indianos. Não estou dizendo que os indianos não são bons, mas ao terminar de ver Frost/Nixon percebo como um ser com uma alma podre diz estar certo praticando o que é errado.

Isso seria o máximo se essa tecnologia chegasse aos nossos queridos políticos. Vendo os discursos de Arruda, vejo uma alma de Richard Nixon nele. Aí começamos a entender porque somos tão descrentes na política - que deveria ser exatamente o contrário. Porque pessoas ainda votam no José Sarney no Amapá, ou outros ainda elegem o Collor no nordeste. Não apenas sabemos que eles de fato são pessoas imprestáveis pelo ponto de vista da trajetória política, como também pelo ponto de vista ideológico.

Política meus caros, é ideologia. O que muitos fazem é tirar a ética disso, pensar que política nada mais é que administração empresarial.

Veja, se uma pessoa como Fernando Collor dirige uma empresa (no lugar de um país), e faz um esquema para pegar dinheiro do fundo dos empregados para supostamente turbinar essa empresa de um jeito que nem ele sabe explicar direito como, das duas uma: Ou a empresa irá a falência ou nada acontecerá. Afinal ele é o chairman, mesmo com pessoas empregadas ele faz o que bem entender.

Frank Langella como Richard Nixon diz uma frase muito bacana no filme: "Quero dizer que se o presidente faz significa que não é ilegal". E se segurando sobre o fato de que mesmo se isso seja ilegal tem a ressalva de que é pelo grande interesse da nação quando se está no cargo.

Afinal mensalões são pra isso. Sabemos o quanto é difícil apoio político, e como seguimos um padrão ateniense de política que talvez funcionasse muito bem obrigado há uns trilhões de anos, mas que nos tempos de hoje é algo extremamente demorado e complicado de se lidar na perspectiva contemporânea. Não sou um grande fã da democracia, isso quem já me conhece sabe muito bem. Democracia pra mim é como cristandade: Na teoria é lindo você querer ficar sem trepar até o seu casamento, mas na prática não é o que você diz até você perceber que está com seu pinto dentro de sua namorada.

Mas hoje eu apoiarei a democracia nesse post! Não se acostumem, haha. Vou agilizar o papo todo:

Mesmo que existissem meios, e mesmo que eles sejam "pelo bem da nação", perdem todo seus argumentos por serem ilegais. Verdade que existem lá pessoas que pouco se lixam, e se venderiam fácil, mas ao mesmo tempo existem pessoas eleitas pelo povo que seguem seus preceitos e suas crenças, onde acredito que exista sim o mito da fruta apodrecida, mas porque essa podridão não pode ser como se fosse um lapso de justiça que "deteriora" toda a cadeia de frutas, mas ao invés de danificá-las porque não as torna corretas "infectando" com a justiça umas as outras?

Se corrompa com a justiça, com o justo, com o que é feito para o povo. Afinal somos nós que os elegemos, nós podemos tirá-los de lá afinal somos nós que carregamos esse país nas costas. Política não é como administração de empresas, o próprio FHC afirmou isso uma vez. É você carregar o anseio de milhões de pessoas e tornar-se um ícone de justiça, de sensatez para mostrar que pelo esforço da maioria que te colocou no cargo você faça jus e trabalhe em prol desses mesmos que te colocaram lá a tanto custo, acreditando em você.

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