sexta-feira, 23 de abril de 2010

A-Music mais e mais

Nunca mais fiz um post sobre o que ando ouvindo de Asian Music, hahah. Como hj já trabalhei demais no TCC, vou falar um pouquinho aqui.

Descobri DREAMS COME TRUE! Já tinha ouvido falar, mas nunca parei pra ouvir. No Kouhaku entendi bolhufas pq pegaram um cara que parecia um abominável homem das neves e lhe deram uma guitarra, whatever. Estou com o album DO YOU DREAMS COME TRUE? que é uma excelente escolha, diga-se de passagem. Gostei muito da voz da semi-idosa Miwa Yoshida, e vendo as coisas mais antigas dela, que bom que ainda tá com tudo em cima, porque eram meio porcas. Destaque para as canções MIDDLE OF NOWHERE, que foi no Kouhaku, e a love song, que é linda.

Outro que ouvi e gostei bastante foi Attack All Around, o nome completo da banda da Avex, AAA. Tudo que tem dedo da Avex pode ter certeza que investirão nos detalhes pra ficar mais americanizado possível. Achei bacana AAA, mas as duas garotas vocalistas se destacam mais que o resto dos homens (que são a GRANDE maioria). De fato, são lindíssimas, o que põe em cheque o clichêzão que pra entrar na Avex vc tem que ser uma japonesa muito, mas muito da gostosa. Tirando a Koda Kumi que eu acho ridícula e muito feia, pra entrar na Avex você tem quer no mínimo uma BoA. No mínimo!

Por fim, estou experimentando ayaka também. Legalzinho, mas por enquanto não saiu muito disso. Letras são excelentes e tocantes, mas melhor dela ainda fico com Minna sora no shita, o último single dela, e dono de uma apresentação emocionante no Kouhaku do ano passado.

Esses dias estava pensando como tenho gostos undergrounds de músicas nipônicas. Não conheço um japonês que conhece Dir en grey por exemplo! Poxa, seria o mesmo se eu encontrasse um morador da Papua Nova-Guiné que me dissesse que adora Angra. Digo, no Japão tem metal, e tem metal dos bons (dir en grey, the gazette, nightmare, Merry, etc...) mas mesmo o pessoal de lá dificilmente conhece. Agora se eu perguntar quem conhece Arashi, não vai ter um que não se manifeste. =P

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Chamem Loefgreen!

Sei lá o que esses malucos tinham na cabeça ao entoar esse nome tantas vezes. Era como um hino, iam dançando e pulando pelas ruas gritando "Loefgreen! Loefgreen! Loefgreen!". Francamente, não sei se era problema na cabeça ou bicho no pé. Ou os dois juntos.

"Al, ocê tem que entender que as palavras tem força!!", um deles me dizia. Eu não entendia bolhufas, aparentemente eles eram apenas mais um dos muitos drogados com os quais eu tinha contato, e eu na época uma pessoa muito séria sequer lhes dava tanto crédito.

E nem entendia o que eles queriam dizer. E francamente, esse tipo de gente parece que são enviados para nos tirar de algum buraco para depois simplesmente evaporarem de nossa existência.

Um deles era uma pessoa realmente muito engraçada. Eu era uma pessoa ligada na minha vida, no meu pessimismo e na minha depressão. De primeira instância qualquer um diria que éramos ridicularmente diferente, e eu pensava. Até que comecei a conversar mais com aquele que seria o palhaço da turma.

"Ora, então sua vida não deve ter problemas, não?", eu disse uma vez durante uma conversa, com um certo deboche.

"Haha! Não, não mesmo meu caro! Tenho tantos problemas como qualquer um. Trabalho num emprego que não gosto, tenho uma namorada que me trai e sempre que ligo nos jornais eu me sinto péssimo! E ainda falam por aí que eles dão notícias ruins pensando no nosso bem! Ladainha pura!!", ele disse, e eu cagando e andando pra alguém que fala com tanta "felicidade".

"O quê...? Err... Desculpe. Mas então porque você fica por aí fazendo as pessoas sorrirem? Você está bancando um idiota sem noção, e eles estão rindo de você, e não com você", disse eu, BEM ríspido.

O que veio a seguir não lembro exatamente, mas talvez seja um trabalho intenso de filosofia.

Se rimos, rimos porque algo ou alguém se dá mal. Estranhamente quando somos bebês, e vemos alguém levar um tombo ou se machucar damos risadas - foi assim que Charlie Chaplin imortalizou o humor. O riso é uma das coisas que existem de pior no ser humano, é verdade. É algo podre, covarde, ao menos se levarmos ao pé da letra.

Porém, provavelmente por vermos uma pessoa se dando mal, e darmos risada dela, de alguma forma fazemos com que esqueçamos dos nossos problemas. Uma pessoa com problema faz com que esqueçamos dos nossos próprios problemas. Complicado? Mas ninguém nunca falou que na vista existem coisas fáceis.

Até a gente fazer uma dobradura de avião e fazê-lo planar, lembre-se que pessoas durante milênios tentaram descobrir como voar!

Mas aí nessa coisa podre que reside o mais nobre desse pensamento. A capacidade de esquecermos nossos problemas enquanto rirmos, e torná-los pequenos diante dos obstáculos que a vida faz surgir. Ao fazer alguém rir somos nós que durante aquele ínfimo tempo que vai desde a pessoa entender a piada, até a gargalhada final, a pessoa esqueceu que lá fora existem chefes cobrando, sociedade mandando a pessoa ser assim, parentes chatos e pentelhos, trânsitos infernais e tudo mais.

Rir nos faz nos desligar dos nossos problemas, e francamente, tenho pena de quem não consegue rir. Talvez estejam com seus problemas tão incrustados que não conseguem deixá-los por um momento sequer dando uma boa gargalhada.

E acho que reside aí no bom talento para fazer as pessoas rirem. Isso é um talento sem dúvida, mas acredito também que só quem faz uma pessoa rir é uma pessoa que também conhece o de mais podre na vida e não necessariamente ri disso, mas transporta de um jeito que faz com que os outros consigam dar risada de alguma forma.

Querendo ou não, sempre por detrás de um palhaço, há uma lágrima.
E chamem Loefgreen!!

domingo, 18 de abril de 2010

Acho e não acho!

Gosto tanto quando a vejo. S2

Acho que estar afim de alguém, e estar junto desse alguém que te faz sentir assim bem, sempre faz a gente ver um colorido mais forte no meio do preto-e-branco.

Vai passando o tempo, a gente vai envelhecendo, mas é sempre do mesmo jeito, as mesmas coisas,  e muitas vezes nas mesmas circunstâncias que acontece, não é mesmo?

sábado, 17 de abril de 2010

Respeito no lugar de amor.

Era pra eu estar escrevendo o TCC, mas estou com uma dor de cabeça tremenda.

Hoje enquanto lia algumas coisas da monografia, coloquei no Discovery Channel e estava passando um dos meus programas favoritos, depois da Supercamera, o A Prova de Tudo. Onde basicamente um maluco lá vai num lugar mais longínquo possível e mostra como se faz para sobreviver nas condições mais adversas. Adoro esse programa pois ele desmistifica toda a idéia que todos nós, pessoas na cidade, temos sobre a selva.

A selva é um local de vida e morte, de renovação. Se sobrevive na selva, o único que é capaz de viver nela (sendo ser humano) é o Tarzan e olhe lá. Não estou dizendo que as selvas são locais que deveriam ser exterminados, longe disso. Quero tocar no assunto que muitos eco-retardados tem a noção engraçada que é a selva é um grande coração amigo que está lá pra nos ajudar, quando na verdade a selva reflete nossos instintos mais primitivos - de caça e caçador, de sobrevivência e acima de tudo, imprevisibilidade. Ao menos é essa a idéia principal que esse programa passa.

Tá, claro que a gente pega algumas coisas "úteis", desde como fazer uma lareira, até uma cama segura para se dormir numa floresta vietnamita. Acho engraçado esse pessoal que adora defender as florestas quando reclamam de derrubar a árvore na pracinha de casa. Floresta mesmo é se jogar no meio da Amazônia, com aranhas venenosas, caminhos labirínticos, onças espreitando e tudo mais. E sobreviver a isso tudo pra contar história.

Talvez seja isso que o pessoal do exército, ou algum malucão de FARCs da vida talvez respeitem demais a floresta. Floresta não é um lugar pra ser amado, ou admirado. Nele repousa um instinto de sobrevivência, onde apenas os mais fortes e os escolhidos vivem pra contar história. Você não tem que amar a floresta, e sim respeitá-la, pois quando você está dentro dela e sozinho, você joga o jogo dela. Não é como na cidade que você tem que tomar cuidado com algum alçapão na rua, ou aquele motorista barbeiro. De fato, as cidades refletem muito esse instinto da floresta, que é exatamente o fato de que se você não ficar esperto e sobreviver, será a próxima presa.

E quarta-feira vai passar um documentário ótimo chamado Brasília - A construção de um sonho, contando a História dessa magnífica cidade, produzido pela Discovery Brasil. Ao menos pelo comercial parece que vale a pena! Brasília tem uma história muito curiosa, que pouca gente conhece.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Coisas que quero fazer, mas o TCC não deixa!

Hoje estava vendo o mangá que eu fiz há muitas décadas, e tava pensando seriamente em fazer uma versão atualizada e melhorada, com melhores capítulos mais estilão mangá mesmo. A Viuvinha é uma obra pequena, que passaria despercebido por qualquer prateleira, mas me cativou e ainda me emociono bastante lendo essa obra de José de Alencar. Estou com uma idéia ótima sobre como fazer o enredo!


Queria voltar a pintar. Quando eu descobri as maravilhas da pintura a pastel, não pude praticar um pouco mais. Fiz com pastel apenas uma obra, mas ficou engavetado (e ela nem ficou tããão japonesa assim. Se a Erika descobre que era ela a modelo, acho que me mata ou me mete um belo dum processo!) e faz tanto tempo também, hehe.

Quem sabe também voltar a ler mais filosofia. Sou um fã de carteirinha de Platão, mas acho bacanas as friezas do Locke (não é Lost!! o filósofo!!) e Rousseau, gosto bastante da obra do Wittgenstein (embora seja ligeiramente confusa) e até dos temidos e depressivos Nietzche e mais um que esqueci o nome agora pq a cachola já não funciona mais tão bem a noite.

Expor o que penso de fato sobre design. Muitas são idéias bem pós-modernas, acredito muito no pós-modernismo e me considero muito mais isso que qualquer coisa. Acho que faculdade ás vezes fode a gente, pode parecer meio bizarro, mas hoje penso que valerá muito mais o diploma em mãos do que o curso. Óbvio que o curso for importante, mas se a gente balançar a cabeça para que tudo o que professores falam, estaremos perdendo uma chance grande de fazer nossa opinião valer. Por isso mesmo prefiro conduzir meus estudos com os livros, lendo e debatendo conceitos e não apenas indo pra faculdade pra ingerir coisas. Faculdade ferra muito a nossa cabeça se você aceitar tudo calado também.

E mais um trilhão de coisas. Que tal começar a pensar num novo layout pro blog?
Maldito TCC!

domingo, 11 de abril de 2010

Será que voto na Dilma ou voto no Serra?

Aqui em casa meu pai tem o hábito de rebaixar qualquer opinião política que não seja PSDB. Não vou lhe tirar o direito - ele sequer teve culpa disso. Trabalha num local onde ele ali só pela sua experiência no serviço ele deveria ser o presidente da empresa, e nem sabe que se ele veste a camisa PSDB é por simples e pura lavagem cerebral dos chefes que fizeram nele, que é o povo de elite que sempre o PSDB esteve do lado.

Já o PT, minha mãe é uma das pessoas que mais odeiam o Lula que conheço. Também não lhe tiro o direito, enquanto o PSDB adora ajudar a minoria rica, o PT adora ajudar a minoria abaixo da linha da pobreza. Quem é classe média acaba sempre sendo o maior e o motivo de desempate. Minha mãe porém não gosta do PSDB e tem essa mesma idéia de ajuda de elite que os tucanos sempre pregaram. E quem ajuda os ricos sempre tem mais dinheiro, mais influência, mais espaço na mídia, e todo aquele blábláblá.

Não gosto de nenhum dos dois. Meu voto pra presidência é pra Marina Silva, do Partido Verde. Verdade que odeio esse papo ambiental e isso tudo é bullshit do pior nível e todos estão cansados de saber que Aquecimento Global é tão verdade como mitos urbanos como Morte de Paul McCartney, Enterro de Anão e Kombi Preta. Mas escolhi a Marina pois tem uma vida exemplar, e deveria ser mais uma entre tantas anônimas se não tivesse "acordado pra vida" com os estudos. Ela sempre levantou a bandeira da Educação, e um político que coloque a Educação na frente de qualquer coisa (incluindo o emprego, que é o cargo chefe do PT sempre) pra mim tem mais o que respeito. Tem admiração! Trabalho faz as pessoas se sustentarem, mas é o estudo que traz as pessoas à massa cinzenta do cérebro do país.

Mas aí meu pai falou: "Você vai jogar fora seu voto se votar na Marina. Ela não vai ter nenhuma força política". Como esse blog é um espaço para meus três visitantes diários lerem algo, acho que posso contribuir para clarear um pouco vossas vidas ingênuas.

Primeiro que sou bem contra pesquisas de Boca de Urna. Em especial em um país de eleições diretas como o Brasil é. Pessoas são impulssionadas a votar em quem está na maioria de votos e for com a sua cara. Como temos dois partidos que carregam basicamente todos os preceitos de uma direita-esquerda, dificilmente teremos uma "terceira" opção ("direiquerda?").

Seu voto, mesmo que seja o único pro candidato é mais que importante. A máquina de votação é onde imprimimos nossa escolha e registramos ela. Mesmo que o candidato seja um Zé Ninguém, se escolhemos é porque foi com nossos preceitos e irá me representar lá. Temos que deixar registrado na urna que não somos um país no parlamentarismo do PT/PSDB. Se eles forem com nossos anseios, tudo bem. Se fosse o Aécio no lugar de Serra, por exemplo, mesmo eu sendo paulistano eu votaria PSDB na urna pelo respeito ao Aécio e admiração que tenho por ele ser maior que a do Serra. Mas não foi, então minha opção é na Marina.

A urna é o meio de nós registrarmos nossa escolha. E sua escolha não deve ser repudiada porque a maioria escolhe isso ou aquilo. Talvez quando as pessoas persebessem isso, e entrasse numa eleição muito mais para votar e estudar propostas do que apenas seguir a propaganda na Televisão sem dúvida teríamos um país melhor.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Verdades saídas do caos.

Existe um porquê do budismo ser tão odiado pelo governo Zhong-huaense (de zhonghua, "China" em Mandarin) e no lugar preferirem a filosofia do amigo Confúcio (Kong-fu Zhi!). Assim como na Índia preferirem o hinduísmo do que nosso amigo Siddartha Gautama e talvez apenas o Tibet mesmo - o único "país" teocrático do mundo.

Budismo e a Cristandade em geral tem muitos aspectos parecidíssimos. Ambos foram redigidos depois dos seus idealizadores morrerem. Nem Mateus, Marcos, Lucas e João escreverem uma sílaba antes do messias ir dessa pra uma melhor. Budismo idem. Provável que Shakyamuni nem quisesse tanta pomposidade na sua crença. Vou parar nesse ponto pra voltar nisso mais pra frente no texto.

Qual será o motivo de muito desse receio ao budismo? O próprio Japão, onde a religião nacional é o Xintô, na era Meiji houve uma intensa matança de monges budistas. Na verdade o budismo é uma religião que estimula muito o pensamento e a reflexão. Não tanto o questionamento, mas o fato de você se dedicar à meditação e ao ascetismo você mesmo começa a ver a vida por uma outra perspectiva.

Li vários textos já que afirma que Buda não era budista. Vejo Shakyamuni não como o primeiro Buda, provável que existira pessoas antes dele afinal ele mesmo vira um monge pobre e feliz antes de partir em sua busca pela iluminação, mas o primeiro a trazer a coisa e espalhar com toda sua lenda. Existiram budas antes do próprio buda. A iluminação e o entendimento das coisas acredito que é algo que está inserido dentro da gente.

Pratico a meditação pra refletir sobre as coisas ao meu redor, e percebo muitas vezes que é na meditação que a visão do mundo fica clara e que é exatamente na nossa cabeça que juntamos todos os pedacinhos do caos que vivemos e damos forma ao quebra-cabeças. O ser humano sempre teve todas suas respostas.

Nada é impossível. Absolutamente nada.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Uma das muitas furadas que eu me meto...


Estou com os dedos coçando pra postar isso! Hahaha. Antes de mais nada, sou heterossexual, mas respeito bastante toda a comunidade gay. Não tenho preconceito, grande parte de amigos ou boas pessoas que conheço são gays e repudio bastante o preconceito contra eles. Somos héteros, mas não somos preconceituosos. Não entendeu nada? Vai entender mais pra frente:

Fui na loja da Claro pra saber como funcionaria o pagamento, ou se rolaria algum desconto na compra do meu Samsung Galaxy Lite que estou paquerando há uns quatro meses. No guichê de informações falei meu número pro recepcionista e ele me passou tudo o que eu precisava saber. Saí de lá tristinho pq vou ter que desembolsar R$999 pilas pra ter ele... Ganhando a mixaria que recebo só vai ficar pro Natal e olhe lá!

Já perto da saída do Shopping Morumbi, meu celular toca o bip de mensagem. Olho, e leio a mensagem acima da foto. Veio de um número desconhecido, nem fazia idéia de quem fosse (obviamente apaguei pra não me caírem com um processo...). Pensei ser alguma admiradora, huhuhu, afinal meu horóscopo disse pra boas novidades no campo amoroso. Respondi: "Ahn... Posso ao menos saber quem é a gentil pessoa que me elogia num dia tão frio como esse? Haha..."

Momentos depois mais uma mensagem recebida: "Ah issso nao vem o caso neh. haha..realmente muito frio". Na hora vi que isso não seria uma brincadeirinha, resolvi então entrar no jogo e descobrir quem era apenas pelas mensagens. Parece complicado? Não.

Meu primeiro passo aí foi não responder nada depois disso. Seria um teste para a insistência da pessoa, saberia se a pessoa é ansiosa, e conseguiria matar até algumas características só nesse gesto e peneirar as opções na cabeça. Comecei a pensar na minha lista de amigos, pessoas que tem esse número do meu celular e quem se encaixaria. Encontrei duas pessoas, e de primeira instância decidi tratar como se fosse uma mulher que estava me enviando as mensagens.

Numa investigação crie um alvo e esgote todas as possibilidades. Faça um interrogatório bem feito levando a possibilidade que está na sua cabeça. O máximo que pode acontecer é a pessoa não ser, você pedir desculpas, e ir pra segunda pessoa na lista. Não vou listar nenhum amigo(a) meu aqui também pra não comprometer nada.

Recebida às 17h59 e depois de ter dado o tempo, 18h11 veio a resposta. Normalmente dê um tempo de dezesseis a trinta e dois minutos. A pessoa disse: "Tá assustado??". Continuei e eu disse: "Nao msm! P/ me assustar precisa de bem mais, haha! ARRISCO que já sei quem é você!". De fato, tinha uma idéia, se a pessoa abrisse essa brecha eu a usaria. Tudo é uma questão de colocar as perguntas e afirmações de um jeito certo, aí a pessoa abre o jogo rapidinho, hehe.

Depois veio uma série de "Quem??" por parte do cidadão misterioso. Estava realmente ansioso, pois nem me deixava tempo de réplica. Percebi que não era tão inteligente, pra conseguir o meu telefone deveria ser alguém que conhecesse que fosse bem ingênuo. Não excluí que fosse um amigo, mas fiz uma abordagem diferente. Após deixar ansioso, mandei uma série de mensagens (o qual não vou mostrar aqui), mas que inverti o ciclo da conversa. Ao invés de eu descobrir quem era do outro lado, pedi pra que a pessoa dissesse quem sou eu.

Minha suspeita já estava mudando bastante. Se a pessoa respondesse que era "Sir Alain" ou algum outro pseudônimo que eu uso, saberia quem era e da onde me conhecesse. Se não respondesse, aí teríamos outra abordagem.

Momentos mais tarde duas SMS com interrogações vieram. Vi então que a pessoa não me conhecia, o que era um mal sinal: ou a pessoa arriscou um numero e acertou exatamente por cair comigo (que seria menos provável) ou, na hora que desci do metrô que eu juntei o quebra-cabeça: que a pessoa tinha ouvido em algum lugar meu número.

Meu número de celular dificilmente eu passo pra alguém. Mesmo. Tem que ser da família, contato importante, ou amigo, mas amigo mesmo. E lembrando que pra eu fazer com que a pessoa me dissesse quem eu sou que é o segredo da reviravolta. Mordeu a isca direitinho.

A confirmação veio então por parte da pessoa: "Eh p vc que esta aki no shop morumbi. Certo?". Matei! Quando desci do trem pensei que poderia ser alguém que ouviu meu numero quando falei na loja da Claro, e a pessoa pegou e resolveu me mandar mensagens SMS.

Mais algumas dúzias de mensagens consegui o resto: A pessoa estava no Shopping, me viu falando o número pro atendente e me achou bonitinho (talvez porque eu chame muito a atenção, sei lá... Costumo falar muito alto, EHAUIehau), tentou me convencer a voltar na loja da Claro pra conversar um pouco, mas eu já estava em casa. A pessoa não se identificou, embora, mais tarde, com a ajuda de alguns "contatos" meus descobri que esse número pertencia a uma empresa de telemensagens, cuja sede fica curiosamente bem próxima do meu trabalho, na região do Itaim Bibi.

E eu pensando que fosse alguma menina bonitinha, era um homem.
Sim, era um homem. ¬¬' *&¨%$#@()*&¨%$#@

A última mensagem que enviei, depois dele ter confessado seu sexo foi: "Eita, hehe. Com td o respeito, mas sou hetero, hehe. Mas foi divertido tentar descobrir quem era do outro lado das mensagens!".

Talvez pelo fato da pessoa trabalhar com essas mensagens de amor já esteja meio acostumado a fazer cantadas mais inusitadas. Não é a primeira vez que uma pessoa gay dá em cima de mim, mas em todas as vezes sempre dei um fora "na boa". Não é questão de preconceito, apenas de gosto. Ele tem um, eu tenho outro. Ao menos até hoje nunca tive problemas mais sérios, acho que talvez por eu sempre dar um fora de boa, eles sempre aceitaram de boa que meu negócio é mulher (mesmo que ás vezes eu seja BEM mais despojado, moderno que os homens comumente são...).

Meu negócio é mulher, com todo o respeito, hehe!
E japonesas PRINCIPALMENTE! Ok, ok, parei, hahaha.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Interiorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.


Fui na garupa da tia e do tio que moram em São Paulo e pegamos a estrada para o interior do estado. Feriadão agora, meu único medo seria o calor. Sorte minha que o tempo esteve bem bacana, sem muito calor e sim muita chuva. A vida inteira que eu vou lá essa foi a primeira vez que vi chuva, pasmem.

Brigas de família à parte, foi um passeio bem divertido. Conhecemos cidades vizinhas, incluindo Araraquara. Gostei do lugar, cidade de médio porte, bons shoppings, ruas e avenidas bem largas. É bom levar os paradigmas de São Paulo pra lá e ver o que eles tem de lá bom também pra nos ensinar. Numa conversa com a família dos meus tios eles ficaram abismado pelo fato de eu morar perto de uma favelona, ter amigos mortos por ser envolverem no crime, e demorar duas horas pra chegar no trabalho, e mesmo assim nós que moramos aqui conhecermos São Paulo ainda um pouco menos que eles que são turistas.

Acho que no fundo eles acham estranho como uma cidade que é tão grande consegue isolar tanto as pessoas dentro dela. Seja pelo trânsito, pelas diferenças sociais ou puro e mero esquecimento do governo. Welcome to the jungle, dear relatives.







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