terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma aula de história bacanuda

Estou terminando de assistir a primeira temporada de Roma, da hBO e estou adorando.

Sempre curti bastante essas histórias antigas, sou fã assíduo de todos os filmes no Ridley Scott e com Roma não poderia ser diferente. O roteiro se passa ainda no governo de Gaius Julius Caesar, o histórico Júlio César, último cônsul e ditador romano, aquele que foi traído pelo seu próprio filho Brutus, lembra? Esse mesmo!

O seriado mostra desde a conquista da Gália, a morte de Gneus Pompeii Magnus (o braço direito do César, que acaba traindo-o), o encontro com a Cleópatra (que resultou num rebento) e a trama de sua morte. Depois aparentemente nasce o Triunvirato de Marco Antonio e Otávio Augusto, que mais tarde seria o primeiro imperador romano sob a alcunha de Gaius Julius Caesar Augustus.

O seriado tem umas nuances bacanas, coloca a história dos esquemas de uma forma muito perspicaz. Hoje vi o penúltimo episódio da primeira temporada, onde falava sobre como o sétimo mês ficou nomeado como julho, em homenagem ao próprio Júlio César. Sinceramente não sabia, eu sabia de agosto ser o mês do Augusto, mas não de Julho. A morte de Vercingetorix, o líder da Gália do tempo de César é algo bem produzido. Aliás a série toda foi feita com uma grande maestria: desde o cenário, até os atores. Não tem atores famosos, apenas meros ingleses desconhecidos do grande público. Isso dá um toque a mais pra coisa toda também.

Estou adorando esse seriado, eu assisti ao comecinho dele quando teve sua estréia na hBO, aliás, as maioria das séries da hBO dificilmente são fracas, na minha opinião. São seriados que vão mais longe daquele espectro mais consumista, tem um roteiro bem elaborado e moderno, atores desconhecidos e bacanas, só espero que isso não mude com o fato da hBO estar fazendo sucesso e tal. Estou entrando na segunda temporada e espero que não me sinta frustrado. =D

Depois vou voltar a ver Alice da hBO! Seriado brasileiro completamente animal.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quanto mais merda, mais adubo.

Talvez exista mesmo algo de muito podre no ser humano. Mas talvez pelo fato de cada vez mais convivermos com essa pobreza de espírito nós temos um estranho sentimento de felicidade que não deveria existir, ao menos na teoria.

Pessoas falam que o mundo melhorou, mas cada vez mais ele se deteriora. Temos nossas vidas, exército de destino todos controlados pelo interesse de empresas. Políticos que são podres, pessoas também igualmente podres e nós aqui, acreditando que o mundo melhorou apenas por causa de uma propaganda na tevê.

Nunca teve tanta gente no mundo, nunca o povo trepou e se multiplicou tanto. Nunca teve tanta pobreza, temos seis bilhões de pessoas no mundo, e mais de um bilhão passando fome. Mas mesmo assim comemos nosso Burger King semanal e ficamos com medo de andar na mesma rua que a vizinha anda porque ela foi assaltada ali.

Que MERDA.
E aí está você lendo uma MERDA, vivendo sua vida de MERDA, pensando MERDA mas sem a capacidade de fazer MERDA nenhuma.
Mas mesmo assim sorrimos e dizemos que somos felizes como "nunca antes na história desse país".
Será que quanto mais coisa ruim acontece mais somos felizes?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Animefriends, aí vou eu.

Comprei na quinta o meu ingresso pra AnimeFriends 2010.

Cheguei na loja, Soneca sei-lá-das-quantas, ali no shopping da Liba. Pedi a entrada antecipada, mostrei o cartão e disse "débito". O cara pegou meu cartão e me devolveu com pressa, como se tivesse algum explosivo ali dentro, fez até pose.

"A gente não aceita cartão, tem um caixa do Itaú ali do lado".

...

Por um momento pensei: PUTA QUE O PARIU, QUE CARA NERD! FEZ ATÉ POSE PRA DEVOLVER A MERDA DO CARTÃO, VAI SE FODER!!! Bastava ter sido mais atencioso, como uma pessoa "comum" e dito: "Senhor, desculpe mas não aceitamos cartão, mas caso o senhor queira, ali do lado tem um caixa do Itaú. Desculpe!".

Oh meu Deus, tou ficando velho demais pra essas coisas. E pensar que eu era pior que eles uns anos atrás...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O tão aguardado novo computador.

Quarta-feira passada chegou em casa aquele que esperei durante tanto tempo.

Estava desde setembro do ano passado juntando grana. Foram todos esses meses ralando, suando pra juntar grana (e além de tudo não gastar, o que é mais difícil ainda), mas enfim meus esforços foram compensados. E como foram compensados!

Foram mais de quatro mil reais investidos na máquina, parece uma espécie de frigobar, um bicho bruto mesmo. Não apenas por fora, por dentro também é uma beleza. Poderia ser um Mac, mas em casa não dá pra ficar apenas com Mac, pessoal todo fuça, e já estão acostumados com PC. Um Mac, quem sabe na próxima?

Sinceramente nem tive tempo para usar o bicho direito. Ainda estou instalando as coisas e passando os arquivos do computador antigo para esse. Meu irmão está fazendo a festa, já instalou todas as versões inimagináveis do Counter Strike e tá sem dúvida fazendo a festa. Como eu trabalho e faço academia, só tenho à noitinha pra usar, ou nos fins de semana quando não tenho compromissos. Mas estou gostando, a única coisa é a preguiça pra passar os arquivos, hehe.

Um dos "usuários" ficou até vendo o mundo mais de cima.
O Wilson aqui pelo visto adorou:

domingo, 20 de junho de 2010

Porque ninguém enfrenta jornalistas?




Jornalistas são profissões tão imundas como advogados. Não vou mentir, tinha uma idéia toda fofa dessas duas profissões quando era moleque, mas quando cresci vi que o buraco era mais embaixo. Sobre advogados não vou falar nada nesse post, vou apenas comentar uma fala anti-ética que vi há pouco no Fantástico vindo do Tadeu Schmidt.

Ninguém quer enfrentar jornalistas. Dunga acabou de meteu o pau em jornalistas, uma vez que eles estão atrapalhando a concentração, sempre querendo saber mais e mais do que rola e fazendo perguntas irônicas. Dunga está estressado - está carregando as esperanças de um país inteiro - e acho que ele tem mais do que direito de responder o que quiser e do jeito que quiser. O problema é que ele respondeu jornalistas, e a resposta veio no Fantástico.

Tadeu Schmidt desceu o couro no técnico, que atitude covarde! Sequer deu chance do Dunga de resposta, apenas colocou o lado dele de jornalista - que deve sim ter perguntado algo idiota pra ouvir algo pior vindo do técnico.

Esse país maqueia uma democracia que não existe. Talvez a única pessoa que tenha conseguido uma resposta contra os jornalistas foi o Leonel Brizola. E conseguiu com estilo. Tirando isso jornalistas tem o poder de te deixar no topo e te levar ao fundo do poço com apenas 30 seg de matéria. Sempre achei que esse país precisava mergulhar numa censura de novo e caçar esses porcos jornalistas até o talo, e crucificar a todos enquanto assistiam o que eles fizeram e o quanto que não permitiram resposta de quem eles metiam o pau.

Pessoas falam de liberdade de imprensa, mas o que será que de fato traz se essa imprensa o povo não tem acesso para agir em cima, apenas é um mero expectador? Isso pra mim é errado, muito errado.

sábado, 19 de junho de 2010

E aí as coisas começam a entrar nos seus eixos.


Semana cheia. Entre domingo e terça quase nada dormir, por conta do trabalho final de metadesign. Pra quem já está o semestre inteiro sem dormir, não matou ninguém mais uns dias né?

Quarta-feira chegou meu PC novo! Não falei sobre ele ainda, vou tirar uma foto e colocar aqui. Estou muito, muito feliz! Também fui dormir super tarde deixando ele prontinho. Na quinta me estressei pra caramba pra fazer o bendito do depósito no banco pra pagar o computador (R$4,100 a vista, no ato! Depois de nove meses juntando grana na poupança).

Ontem, sexta-feira, fui me aventurar pela Lapa, no Shopping Bourbon Pompéia em busca do meu kit pra corrida de amanhã. Nunca mais vou pra aquelas bandas, aff... Parece outro país aquelas casas fofinhas, as quadras quadradinhas e o povo riquinho.

Hoje fui ao templo pro ensaio da quadrilha. Foi bom, mas dormi muito no onibus. Aliás, um dia desses tava voltando pra casa e dormi no metrô, perdi a estação pra descer, e quando caiu a ficha percebi que tinha ouvido duas vezes "Estação Giovani Gronchi"...

Estou cansado. Mas agora é férias. Ao menos da faculdade.
E mais uma vez, obrigado pela força. Sabe de quem estou falando! =)

(foto: eu que tirei, hoje! Brincando com a minha Nikon, o tripé, e a Lua. Foi com o ISO HI-1, e nem ficou tão granulado. Quase parece que a noite virou dia, fotômetro animal)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Abstrações infantis

Esses dias estava no ônibus, voltando pra casa pra fazer o bendito trabalho de metadesign. Estava do lado do motorista, e um garoto - com sua mamãe - ficaram do meu lado, uma vez que o ônibus estava cheio, e não tinha como passar da catraca.

Estava morrendo de sono no dia, aí do nada o menino disse para a mãe: "Olha mãe, parece uma boca!!".

Não entendi direito e olhei pra onde o garoto apontava. A traseira do ônibus tinha um orifício que, de fato, lembrava uma boca sorrindo.

Comecei a então bater um papo com o garoto e a mãe. Não gosto de tratar crianças como doentes mentais fazendo mimos exatamente porque era moleque e odiava ser chamado de "o queridinho da titinha cuti-cuti" e sentia que todos me tratavam como um retardado mental. E crianças, por incrível que pareça têm uma clareza de mundo incrível. Só os adultos que não acreditam nisso.

Achei bacana porque o garoto provava muitas daquelas coisas que via na faculdade. Ele via rostos nos carros, desde o olhão do fusca até a cara emburrada do Civic.
Não era apenas eu o pirralho que via isso, e ainda vê. A mãe dele, óbvio, se divertia. Até mesmo a pinta da Sabrina Sato ele via nos traseiros dos ônibus.

Ele dizia, aliás, que adorava o pânico. Garoto tinha apenas oito anos, não mais que isso, poderiam dizer que a mãe era uma descuidada em deixar o garoto ver esse tipo de programa, mas ele sabia os bordões de todos os personagens. Até mesmo o do Serginho, do BBB, satirizado no pânico (alôka!). E o mais legal, o garoto não tinha preconceito por ser um personagem gay. Dava risada dele normalmente. Achei MUITO bacana isso. Eu tinha uns amiguinhos meio bichinhas, mas respeitava e eles me respeitavam sem problemas, sem preconceito. Mas eu era o único, todos linxavam esse amigo bichinha (e eu, por ser amigo dele, mesmo eu não sendo).

O preconceito contra gays é forte até nas mulheres. Sou hétero, e não tenho problemas em conversar com pessoas assim, talvez porque eu não tivesse esse tipo de preconceito que todos na minha época tinham. E ver esse garoto assim, já é um começo. Óbvio que provável que esse preconceito nele nasça na adolescência com os hormonios, mas já é um começo que quando ele pirralho consegue ter essa consciência, né?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Não existe nada da ponte pra cá.

Ás vezes as pessoas esquecem que só nos bairros Capão Redondo, Campo Limpo, Jd Angela e São Luíz temos quase um milhão e meio de habitantes, considerando que a cidade de São Paulo tem nove milhões no total, só nesse pedaço minúsculo temos essa quantidade imensa de gente.

Porém, é perifa, é o orifício anal de São Paulo, onde é despejado toda a merda da cidade em larga escala: nordestinos, negros, desempregados, prostitutas sem AIDS, bandidos, traficantes e favelados.

Veja essa imagem que achei no R7.com:



Eu dei risada quando vi. Isso porque aqui perto temos o Parque do Guarapiranga e o Parque Santo Dias, parques muito grandes, que até o Google aponta, mas por estarem "depois da ponte da marginal" e "abaixo do meridiano do Morumbi" simplesmente é descartado, não existe no mapa criado pelo portal. Se quiser, veja com seus próprios olhos.

Sim! Não existe vida depois de lá. Não existem parques, não existem pessoas. Pessoas sabem mais do Acre do que do Capão Redondo e áreas ao entorno.

Eu dei risada? Dei! Porque se eu tiver a necessidade de um parque, eu morando no Capão tenho que ir no Morumbi, se tenho o Parque Santo Dias aqui perto, nomeado em homenagem a um dos maiores heróis da periferia e um dos muitos mártires da ditadura? (Santo Dias da Silva)

Vai se foder, R7! Fiquei com raiva agora. Filhos da puta.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A construção do "eu" adulto.

Acho que talvez eu seja uma das únicas pessoas que não guarda boas lembranças da infância. Via em me tornar adulto a fuga para todos os meus problemas infantis: meu problema de ser gordo e lerdo, meu problema de ser burro igual uma porta, meu problema das meninas nunca olharem pra mim, meu problema de ser feio, enfim.

Hoje sou adulto e cá estou, hahaha.

Um dia desses sonhei que "eu hoje" encontrava o "eu pirralho", e ele tinha me adorado, haha. Explicações Freudianas à parte, me pergunto meio filosoficamente como eu moleque reagiria ao ver hoje eu assim, alto, forte, com um penteado bacana, comunicativo (sim, eu era muito, mas terrivelmente tímido), inteligente...

No mínimo bizarro. Mas acho que ele iria gostar sim.

Não tenho boas lembranças da minha infância, logo prefiro que ela fique lá longe onde está. Nunca fui uma criança de brincar muito, ter muitos amigos. Vivia com desejos de ser adulto, ter meu dinheiro, ser do jeito que sempre quis e fugir de todas aquelas coisas não muito boas.

Nunca falo da minha infância né? Hahaha. Acho que no fundo eu pretendo ficar quieto pra todos pensarem que foi uma "infância normal como qualquer outra criança". E francamente, hoje imagino que tive foi é muita sorte. Muita sorte.

Acho que a minha maior cartada foi exatamente a inteligência. Eu era um moleque muito inteligente, era linxado pela escola é verdade, ultranerd, mas foi exatamente essa clareza que me ajudou a hoje ter a minha maior característica: de observar e ser um grande observador.

Afinal, foi observando os mais velhos que a gente vai pescando algumas coisas interessantes.
E vai se moldando.

Lá no fundo o "eu pirralho" fica bem feliz, e isso me satisfaz do fundo do coração. Ainda tem muita coisa a melhorar, é verdade, mas estamos no caminho.

terça-feira, 8 de junho de 2010

psycho DIARIES - Chapter two

E num trago virei o veneno da psicopatia goela abaixo. Três goles, no quarto forcei. Minha garganta queimava, e, do nada, tudo começou a fazer sentido. 

acho que no fundo estava saindo do mundo adolescente e entrando no mundo adulto, vendo que as coisas eram mais nebulosas, muito piores do que sequer imaginava


Me sentia tomando a pílula vermelha e entrando no mundo de Matrix. Vi que aquilo era terrivelmente normal, e o melhor: eu poderia fazer isso com os outros e testar essa psicopatia. Como seria bom pisar em cima de alguém, de dominar uma situação, de humilhar e fazer o mal por ele mesmo.

Era minha chance!
Minha chance!
Era minha chance!
...Enfim poderia sentir o que as putas sentiram ao me ver naquela situação e apenas darem risada. Vacas de merda... Me deixaram apenas o vidrinho.

...Mas foi opção minha beber aquele veneno.


Vamos nos divertir muito! Acabar com vidas dos outros e deixá-los também vidrinhos de amostras grátis. Estava com toda aquela toxina dominando meu corpo, mas não tinha coragem de fazer absolutamente nada com ninguém.

Resumindo: eu era um bosta até pra fazer mal aos outros. Até nisso eu era um zero à esquerda.

Algo estava dando muito errado. As coisas não pareciam ir bem nem mesmo quando fazia o mal. Ou melhor, nem mesmo fazia o mal pois se o mesmo não tivesse sucesso era como não ter feito absolutamente nada e...

Ela apareceu.
Meu mundo caiu..........
Caiu...........................................
c     a     i     u   . .. . . . . . . . . . .  ..  . . .

. .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .





Continua... 

domingo, 6 de junho de 2010

A Claro só pensa em foder seus clientes.

Quando converso entre meus amigos existe uma máxima: A Claro é uma merda. Saia da Claro. As outras podem ser ruins, mas nenhuma se compara à Claro.

Nem vou entrar em pontos aqui, quem quiser ver, veja aqui.
Tirando o uso da palavra é como adjetivo, os outros apenas nutrem "elogios" pela empresa que o Faustão adora dizer que é democrática, respeita o consumidor e tudo mais. Nesse exato momento estou vendo um tweet de uma cliente que passou por oito atendentes, sem conseguir realizar o que queria.

Eu também passei por muitos, anotei o nome das sete pestes: Edijane, Britto, Nubia, Fabiane, Renato, Lidiane e Marcela (a última desligou na minha cara).

É Claro! Claro que NÃO!

sábado, 5 de junho de 2010

Orkut nos ajudando a nos definir melhor.

Uma coisa que ninguém pode negar, mesmo com Facebook cada vez mais dominando, é como o Orkut é palco de um humor único dele. E as comunidades entram nisso! São meio undergrounds, mas quando eu gosto sempre tento marcar presença.


Conheci esses dias. Não é admirável quando você, conversando com aquela pessoa que se acha a intelectual - mas no fundo apenas está lá pra criar uma discussão imbecil, com seu conhecimento ignóbil apenas afirma "é. tem razão" só pra acabar a discussão com uma pessoa que jamais irá ser produtiva, especialmente para mim.


Maloqueiragem pura, galerë! Sem comentários. xD A melhor!


Tem uma comunidade que todo adolescente tem que entrar: "Sou legal, não estou de dando mole". A versão contrária dela é a melhor também, hahaha. Não sou legal, mas tô de dando mole. De fato, a descrição e a foto falam tudo da comunidade. Afinal, só qd a gente tá compromissado que chovem mulheres (obvio, nos sentimos mais confiantes) e quando estamos sozinhos, com aquela cara de tacho, que damos mole para as outras.

Animal!!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Como aprender japonês em aulas básicas.

Acho que nunca falei muito da minha coleção de mangás. Esses dias estávamos desativando alguns móveis velhos de casa e vi as minhas três gavetas entupidas de quadrinhos nipônicos. E mais alguns no meu quarto. No começo nunca pela minha cabeça pensei que teria uma coleção tão grande e - francamente - hoje vejo como gastei dinheiro com isso, hehe.

Meu primeiro mangá foi Cavaleiros do Zodíaco, em 2001, aproximadamente, quando a Conrad foi a pioneira em trazer dois mangás de sucesso para o público tupiniquim: Saint Seiya e Dragon Ball. Eu colecionava Cavaleiros e meu primo Dragon Ball. Ele terminou pouco antes de começar a série Z, eu terminei Cavaleiros do Zodíaco inteiro. Depois vieram tantos outros...

Coleção completa, de cabeça que eu me lembre eu tenho Cavaleiros do Zodíaco (48 vols), Samurai X (56 vols), X/1999 (18 vols), Tokyo Babylon (7 vols), Angelic Layer (5 vols), Card Captor Sakura (24 vols), Guerreiras Mágicas de Rayearth (6 vols), Evangelion... arghhh...

Me dá dor de cabeça de lembrar. =P
Veja as fotos. Parece pouco, mas são muitos. E ainda tem uma cacetada que eu não gostei, como BT'X e Blade - A Lâmina do Imortal (muitos vão me matar por eu não gostar dessa última). Mas tem anos que não mexo nesses mangás... Ultimamente só estou lendo (e comprando) Bleach e Claymore, ambos pela Panini Comics.

Aliás, a vida de editora de mangás é muito rápida. Óbvio que muitos sequer compram pelo fato de poder ser baixado na internet (eu mesmo baixo e compro eles quando são lançados no país), mas uma coisa interessante é que, na minha opinião e de muitos, o material que é feito aqui deve ser de boa qualidade em tudo: desde a impressão em boa qualidade até mesmo a tradução. Talvez seja por isso que a Panini chegou do nada, comprando bons títulos e foi do nada para o estrelato - hoje ela é a melhor no país em produção de mangás, ultrapassando a até então invencível JBC.

Uma vez fiz as contas de quanto já gastei até hoje de mangás e foi mais de mil reais.
Hoje acho que talvez chegue aos mil e quinhentos e uns quebrados. Ô grana, viu!
(Clique na imagem pra ampliar!)

psycho DIARIES - Chapter one



"Both three of you are like poison: once got into your smell, you get addicted and dies".

Vocês são um veneno da psicopatia. Não sei também se é correto, mas sempre na vida aparecem trios, o mal sempre caminha vindo de três em três, e no caso não foi diferente. Gostaria de imaginar como seria se fosse uma vez as três juntas. Sem dúvidas, uma briga aconteceria, e sem dúvidas já sei quem sairia o vencedor.

...Continuam como uma merda de zumbido na minha cabeça...

Garçom, preciso de mais uma dose disso. Não sou mais Alain, tenho um outro nome. Digo que não bebo, mas bebo bastante. Fumava dois maços de cigarro, hoje estou acostumado a cheirar gasolina aditivada. Queria uma vez encontrar aquele cara do passado, que chamavam de outro nome, dar-lhe um belo dum tapa nas costas e dizer: "É nisso seu idiota que você vai se tornar amanhã. Não se envolva com essas putas e continue sendo esse cara bacana, idiota e virgem. Senão, você vai crescer e vai virar um merda que continua comendo ninguém".

Mas não, merda. Eu TIVE que me meter com três desmioladas, que uma depois da outra me enfiaram num buraco pior e pior.

E agora cá estou, num copo uma forte bebida, no outro o veneno da psicopatia. Poderia misturar ambos, tragar num único gole.

Esse veneno tem um bom cheiro, acho que no fundo o que funciona com ratos funciona com seres humanos: a gente cheira, vê algo bom, dá uma mordida e... Créu. A gente morre. Somos atraídos por uma aparência, inclusive quando é com mulheres, mas quando caímos na sua conversa viramos a isca e somos nós os comidos no final.

E
E

E...
...Nós nos fudemos no fim das contas. Vacas.
me dá esse veneno. No fundo as pessoas são assim, se a gente não tem um veneno pra envenenar os outros, somos nós os envenenados amanhã.



 

Continua... 

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A linha amarela, e o medo brasileiro das privatizações.

Estava vendo que a linha amarela do metrô é feita por um consórcio independente, que não está necessariamente atrelado ao governo. Não sabia disso, e quase caí duro.

O Brasil tem um medo terrível quando o assunto é privatizações. O povo "da perifa" adora pixar nos muros dizendo que "A empresa 'x' é do povo! Não pode ser vendida!", quando eu lhes rebato a pergunta: Se é de todos, onde está a minha parte, a sua, e a de todos?

Estatais não diferem de empresas privadas. Pessoas adoram dizer que temos o controle de estatais, mas não temos. É tolice dizer isso. Existem exemplos de ambos os lados de coisas que dão errado. Em privadas temos a Telefónica que oferece um serviço muito pior que na época da Telesp. Em outro lado temos as rodovias de São Paulo, como por exemplo a CCR e a Ecovias, que nos deixaram com o título de melhores rodovias do país, graças exatamente à privatização. Na questão estatal é pior ainda, tanto que apenas o fato de reavivar uma estatal é uma idéia que passa longe dos jornalistas - assim como privatizar muitas vezes também.

Porque não seguimos o exemplo de, por exemplo, o Reino Unido? Lá as linhas do metrô não são nada do estado, são privatizadas, tem um serviço excelente, trens modernos e rápidos (mas sujos, é verdade) mas acima de tudo um sistema de transporte público que funciona. O Brasil tem medo de privatizações porque temos um histórico desde a São Paulo Railway de privatizações que deram errado. Dizem que o governo luta pelo interesse do povo - mas estamos cansados de saber que isso também está longe da realidade.

E isso, estamos ainda a anos-luz de chegar num nível de excelência. Para tanto teria que remexer todo o sistema para fazer isso acontecer. Mas a linha amarela está aí, com investimento de empresas gigantescas, vai ter até wi-fi gratuito nas estações. Resta o tempo dizer se vai funcionar tudo direitinho ou não.

Mas por hora, se cumprir o que promete, já está superando - e muito - a qualidade do metrô do governo.
E Isso porque inauguraram apenas umas três estações dessa linha amarela.

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