quarta-feira, 9 de junho de 2010

A construção do "eu" adulto.

Acho que talvez eu seja uma das únicas pessoas que não guarda boas lembranças da infância. Via em me tornar adulto a fuga para todos os meus problemas infantis: meu problema de ser gordo e lerdo, meu problema de ser burro igual uma porta, meu problema das meninas nunca olharem pra mim, meu problema de ser feio, enfim.

Hoje sou adulto e cá estou, hahaha.

Um dia desses sonhei que "eu hoje" encontrava o "eu pirralho", e ele tinha me adorado, haha. Explicações Freudianas à parte, me pergunto meio filosoficamente como eu moleque reagiria ao ver hoje eu assim, alto, forte, com um penteado bacana, comunicativo (sim, eu era muito, mas terrivelmente tímido), inteligente...

No mínimo bizarro. Mas acho que ele iria gostar sim.

Não tenho boas lembranças da minha infância, logo prefiro que ela fique lá longe onde está. Nunca fui uma criança de brincar muito, ter muitos amigos. Vivia com desejos de ser adulto, ter meu dinheiro, ser do jeito que sempre quis e fugir de todas aquelas coisas não muito boas.

Nunca falo da minha infância né? Hahaha. Acho que no fundo eu pretendo ficar quieto pra todos pensarem que foi uma "infância normal como qualquer outra criança". E francamente, hoje imagino que tive foi é muita sorte. Muita sorte.

Acho que a minha maior cartada foi exatamente a inteligência. Eu era um moleque muito inteligente, era linxado pela escola é verdade, ultranerd, mas foi exatamente essa clareza que me ajudou a hoje ter a minha maior característica: de observar e ser um grande observador.

Afinal, foi observando os mais velhos que a gente vai pescando algumas coisas interessantes.
E vai se moldando.

Lá no fundo o "eu pirralho" fica bem feliz, e isso me satisfaz do fundo do coração. Ainda tem muita coisa a melhorar, é verdade, mas estamos no caminho.

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