quinta-feira, 10 de junho de 2010

Não existe nada da ponte pra cá.

Ás vezes as pessoas esquecem que só nos bairros Capão Redondo, Campo Limpo, Jd Angela e São Luíz temos quase um milhão e meio de habitantes, considerando que a cidade de São Paulo tem nove milhões no total, só nesse pedaço minúsculo temos essa quantidade imensa de gente.

Porém, é perifa, é o orifício anal de São Paulo, onde é despejado toda a merda da cidade em larga escala: nordestinos, negros, desempregados, prostitutas sem AIDS, bandidos, traficantes e favelados.

Veja essa imagem que achei no R7.com:



Eu dei risada quando vi. Isso porque aqui perto temos o Parque do Guarapiranga e o Parque Santo Dias, parques muito grandes, que até o Google aponta, mas por estarem "depois da ponte da marginal" e "abaixo do meridiano do Morumbi" simplesmente é descartado, não existe no mapa criado pelo portal. Se quiser, veja com seus próprios olhos.

Sim! Não existe vida depois de lá. Não existem parques, não existem pessoas. Pessoas sabem mais do Acre do que do Capão Redondo e áreas ao entorno.

Eu dei risada? Dei! Porque se eu tiver a necessidade de um parque, eu morando no Capão tenho que ir no Morumbi, se tenho o Parque Santo Dias aqui perto, nomeado em homenagem a um dos maiores heróis da periferia e um dos muitos mártires da ditadura? (Santo Dias da Silva)

Vai se foder, R7! Fiquei com raiva agora. Filhos da puta.

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