terça-feira, 27 de julho de 2010

memoirs of a CLOUDY DAY


"É isso. Quero terminar com você".

É uma coisa banal, muito comum. Apenas um fato comum, de vidas comuns.

Quando ouvi as palavras, sua cara séria, olhando com firmeza para o fundo de meus olhos não estava entendendo. Aquele dia tinha acordado bem, seria o dia que eu faria a proposta pra ela. Não era pra ser assim. Vi tudo aquilo de antes desabar de uma maneira muito rápida.

Ela pegou em minhas mãos e disse algumas coisas que não me lembro. Entrei em uma espécie de choque.

Cada pessoa tem uma reação diferente quando alguém chega em você e termina um namoro. A minha foi de ficar estático. Minutos depois chorei, quando me dei por mim estava caindo lágrimas de meus olhos. Talvez pudesse ficar com raiva e ir embora, talvez pudesse tentar voltar e conversar, talvez agisse de maneira fria e calculista. Mas fiz exatamente a pior das hipotéses: chorei na frente dela.

Continuamos uma conversa, saímos da doceria onde estávamos, e ela me deu um abraço. Meus olhos estavam vermelhos e irritados, a única coisa que fiz foi virar de costas. E não mais virar de volta.

Esses dias que veio na cabeça depois de muito tempo o motivo de nós terminarmos.
Ela era vegetariana. E eu, um carnívoro. Pode parecer algo muito difícil de se entender, mas não tenho dúvidas que uma diferença que pareça tão banal para alguns - que é a dieta, e estilo de vida que cada um segue - que foi um fator determinante para tal.

Mas mesmo assim, mesmo com todas as coisas, guardo memórias lindas de quando estivemos juntos. Olho pro passado não querendo reviver aquilo, mas com a certeza de que tudo aquilo de bacana ficou guardado numa caixinha bem bonita, lá no fundo do peito.

domingo, 25 de julho de 2010

average FURY!!



Olha, o outro, por incrível que pareça, consegui lançar a tempo. Esse aqui era pra entrar em JUNHO. Entrou agora, no final de julho, e isso porque em agosto tenho que lançar mais um, de acordo com o cronograma. Gostei bastante do average PSYCHO, criação totalmente minha, e esse aqui também não ficou muito pra trás não.

Nem consegui explicar direito a idéia do average PSYCHO... Mas era basicamente como, ás vezes, romances podem ser verdadeiras peças de psicopatas. Que amor é uma doença da cabeça, isso ninguém nega. Mas machuca também, e ali ficou o registro de algumas meninas que foram uma espécie de psicopatas comigo. Não digo que isso seja necessariamente ruim - o importante é tirar o melhor de todas as situações da vida, mas sofri bastante com esses pequenos rolos na adolescência, e início da vida adulta.

E sou um artista! Meu design eu gosto de focar mais na arte, no impacto, e - se possível - na reflexão dos meus visitantes.

Esse não é muito diferente. O average FURY é citando exatamente as pessoas que, ao contrário do outro onde eu era mais passivo, me provocaram uma intensa fúria e desgosto. Desde a "loura carnificina", o "nerd do pinto-duro", a "menina-que-todos-passaram-a-mão" e a "venenosa".

Obviamente não citarei nomes, nomes sempre morrem comigo. =) Até pq perde a graça, vai que eles lêem o blog e se vêem aqui, sei lá.

Eles sentiram a fúria do Castro, hahaha... Como diria o pessoal do interior da minha família.

Parabéns para mim...


Fim de semana (e semana!) no mínimo memorável.

Fiz aniversário na quinta, recebi uma surpresa bacana na Fundação. Me deram uma camisa, compraram até bolo pra mim, achei massa! Kátia soube escolher muitíssimo bem, mesmo tendo sido uma quinta-feira cheia de trabalho, corrida e muitas reuniões. E meu aniversário, claro.

Na sexta, mamma me comprou um sapato social de bico fino muito bonito, além de uma bolsa nova pra levar as coisas da academia. Bonitona, da Asics. Por fim, veio o tão esperado sábado. De manhã fui junto com a Vera (e mais uma amiga dela que esqueci o nome, sorry) buscar o kit de corrida e fomos pra uma padoca comprar um pedaço de bolo pra comemorar meu aniversário que... No final das contas nem tinha bolo lá, e isso porque era uma padaria chique ali do Jd Europa. =P

Mas valeu o passeio! Foi divertido. Vera é muito comédia, hahaha. Leonina como eu, tem várias manias que só a gente que é desse signo entende.

No sábado a noite foi espetacular. Juntamos toda a galera para ir no Karaokê, onde nos acabamos cantando desde aqueles pagodões porcos, Lua de Cristal, Bagaço da Laranja (já é um clássico!) e até Arashi. Sim, isso mesmo, Arashi. Duas horas voaram, infelizmente. Deu pra cantar bastante, dar muita risada, bater várias fotos e rever aquela galera que sempre que a gente tira férias eles vão viajar pra Marte e perdemos o contato muito fácil.

Denise me deu o DECADE 1998-2002 do Dir en grey original lá do Japão. *_* É tão lindo, nem tive coragem de abrir ainda, adorei, adorei, adorei. É uma coletânea do Dir en Grey, meu primeiro álbum original deles! Valeu Dê!! Te adoro muitão! \o\ Vou cuidar dele como ouro!

Por fim, corrida das 10 milhas Mizuno hoje. Dormi muito pouco essa noite pra encarar a corrida, eu acho. =P

8 quilômetros, saindo do Jóquei Clube, correndo em algumas ruazinhas ali nas proximidades, voltando pro Jóquei (ufa!) passando pelos quilos de esterco equino. Até meu pai perguntou como era lá dentro do Jóquei, ele nunca entrou. Eu fico muito concentrado na corrida, não costumo observar muito a minha volta, nem as pessoas, apenas o chão. A única coisa que lembro é que aquilo correndo a pé é IMENSO, muito maior do que a impressão que se tem passando de carro na Marginal na frente dela. E fede a bosta.

Acho que fiz num tempo admirável, ainda chuto que esteja abaixo dos cinquenta minutos (sendo BEM otimista!) e a terceira medalha, e terceira competição (na foto!)!

Muitíssimo obrigado a todos que ajudaram a fazer esse fim de semana memorável. Foi sem dúvida, um dos melhores aniversários que eu tive. Todos vocês moram no meu coração, valeu mesmo!

Pra quem não teve inferno astral tão ruim como ano passado (pneumonia, lembra?), ainda receber tanta coisa boa, assim fico mal acostumado. =P

terça-feira, 20 de julho de 2010

Encontro.

"Ei, Castro!! Você mesmo, não finja que não me ouviu!"

Virei pra trás e vi um primo perdido se aproximando. Olhei pro céu, fazendo uma cara de desaforo.

"Não me enche", eu disse.

Ele acelerou o passo e me alcançou rapidinho.

"Fala aí, Castro mais notável da família. Você é o orgulho desses que carregam esse sangue!", disse o cara.

"Eu não tenho 'Castro' no sobrenome. Não sei do que está falando", respondi de maneira bem ríspida.

Ele olhou pra mim com um risinho idiota.

"Ué, mas não precisa ter sobrenome dos Castro pra ser um autêntico Castro!", ele disse enquanto eu virava de costas pra ele.

"Não sei desse orgulho, e nem sei nada desse sangue. A única Castro da família é minha bisavó. Dela pra baixo ninguém herdou nem o sobrenome dela", eu concluí.

Mas o cara não parava de me encher, enquanto eu virava de costas e andava ele avançou e passou na minha frente, me acompanhando, uma vez que eu não parei.

"Ora, eu tenho o sobrenome dos Castro, mas não tenho o sangue forte de vocês. Você é o orgulho porque é esquentadinho exatamente como eles são, não é uma pessoa racional. Puxou todo o espírito da falecida velha", concluiu.

"Ela era esquentada?", perguntei, surpreso.

"Ô se era. Virou uma lenda o sangue dos Castro na geração de seu avô e seu pai. Era uma maldição e ao mesmo tempo uma grande benção. É sua maior herança, uma vez que o resto da família são todos uns bananas".

"Isso é besteira", falei.

"Não é não! Você parece calmo, mas quando alguém te provoca você vira um demônio pior que a velha. Eu já vi, você tem potencial! Um genuíno sangue dos Castro, calmo, calmo até demais. Até alguém te provocar e você trazer o inferno para a face da Terra!".

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Combate à pirataria realmente funciona?

Esses dias fui na Anime Friends. Um dos meus objetivos era, obviamente, comprar mangás.
Lá sempre rola uns descontos bacanas, e normalmente tem lançamentos inéditos no mês sendo antecipados lá.

Gastei aproximados R$100 em mangás, pra completar minha coleção de Battle Royale e Shoujo Kakumei Utena. Além de alguns volumes perdidos de Negima e xXx HoLiC. Gostava do tempo que eu gastava, sei lá, 50 pilas e trazia um monte pra casa. E isso porque estava com um belo descontão (pra terem uma noção, um volume do Battle Royale eu pagaria R$12,90, lá consegui por apenas 5 reais).

Mas o que me impressionou foi a euforia no estande. Muita gente, muitas compras, e tudo elevado ao quadrado no estande da Comix.
Aí fiquei pensando: Quem são os caras que falaram de pirataria, de quebra de direitos autorais, quando vê esse mar de gente se empurrando, com suas cestinhas, e gastando no mínimo cinquenta contos em mangás?

Claro que baixamos mangás. Bleach, por exemplo, comecei baixando. Curti e comprei, naturalmente, como qualquer pessoa "correta". Hoje já passei dos trinta volumes da edição brasileira. Dir en grey, outro exemplo, não tenho nenhum álbum original, mas não me oporia em comprar o CD físico, mesmo já com todas as MP3 baixadas. Claro que existe um pessoal retardado que se acham os espertos, os "piratas da cadeira do PC e pinto pequeno", mas vendo aquele mar de gente, pessoas que tem contato intenso com internet, torrents, tecnologia, ainda gastam MUITA grana comprando mangás impressos e pouca gente noticia isso.

Já tinha lido algo sobre o fato da internet permitir que baixemos tudo nos traga a possibilidade de nos tornarmos clientes cada vez mais conscientes. E de fato é. Se baixei e não gostei, não compro. Não temos mais o perigo de ficar gastando dinheiro à toa comprando um CD que podemos não gostar. Já tem uns que baixo e quero comprar, mas não consigo (J-rock, por exemplo). Seja por impostos ou por eu não ter cartão de crédito internacional.

E mesmo assim editoras dificilmente vão a falência por falta de público. Muitas vezes é exatamente por exigência dos seus clientes, seja com tradução, qualidade do material, ou preço. Poderia ser maior o lucro? Poderia! Mas acho que, ao ver aquele mar de gente comprando mangás adoidados vi que o buraco era mais embaixo - e sim, existe uma maneira de sobreviverem sem as empresas fonográficas ou de proteção de direito autoral sem se manifestassem como uma verdadeira caça ás bruxas contra quem usa torrent.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Como paquerar.

ars_amardia01.jpg

Estou lendo A Arte de Amar, do Ovídio, filósofo romano. Realmente, muito bom, excelente livro. Acho impressionante como pouca coisa mudou na questão de azarar a mulherada. Acho que muitas pessoas, como eu, pensava que Roma Imperial fosse uma grande suruba, com falos voando por todos os cantos, mas acho que não é bem assim. O livro tem por volta de dois mil anos e continua aí, bem atual. Ele fala muitos aspectos de como paquerar a mulherada, é um livro para homens, mas não tem nada muito pesado que mulher nenhuma não possa ler. Só não acho que fará tanto sentido.

É mais ou menos como Poderoso Chefão. Se você é mulher, você entende. Mas se você é homem, você toma aquilo como um significado de vida.

Tem umas partes interessantes, e umas táticas bacanas. Ele diz que, você deve provocar o ciúmes na sua mulher, gratuitamente, para manter acesa a "chama da paixão". Vejo isso bastante, conheço muitas meninas que se matam de ciúmes dos seus cônjuges, e ele muitas vezes não fez nada, nem por mal. E funciona! Assim o cara "recupera a moral com a namorada" e ao mesmo tempo se mantém firme no relacionamento. Pois a menina fica com ciúmes, ele diz que não teve nada, ela acredita e... Felizes para sempre até a próxima. Beijos, vamos pra cama e beleléu.

Sempre odiei esses caras que fazem a menina sentir ciúmes a toa. Ao mesmo tempo odeio essas meninas que querem controlar até pra onde você olha.
Mas é meio que assim que a coisa funciona né? Quando era moleque e entendi que o pinto tinha que entrar na boceta, ficar socando lá dentro até sair a porra lá também não achava a coisa mais correta do mundo, mas se é assim que as coisas funcionam, pois que continuem assim. Eu acho.

Outra parte engraçadíssima é quando ele fala de traição. Aí vi que Roma talvez não seja a orgia a céu aberto que tantos professores falavam.

Ele dá um conselho ao homem mais ou menos assim sobre traição: Se acontecer, esconda. Se ela descobrir, negue até o fim, jamais se dê por vencido e principalmente, não seja mais carinhoso com ela se a mesma descobrir.

Digo... Bacana! Quer dizer... Sem comentários, hahaha. Dei bastante risada sozinho nessa parte.
Se eu indico? Ah, vale como curiosidade. =P

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Como nasce o sol.

* - Esse post é uma coletânea de fotos que tirei durante a última viagem pro interior. Todas elas foram tiradas dentro do carro em movimento, entre 6h31 até 7h15 na Rodovia dos Bandeirantes, exceto a última que tirei ás 9h46. Curiosamente um dos fenômenos mais legais é o nascer e o pôr-do-sol. O céu muda de cores de um jeito muito particular. Abaixo, uma seleção das melhores. Clique nelas para ampliar.



O início de tudo. Ao fundo o limite de São Paulo e Caieiras.
Algumas linhas de transmissão, mas já é possível ver o céu meio
púrpuro, com tímidos raios de sol quebrando a escuridão.




Dez minutos depois temos isso. Um azul tímido no céu aparece,
mas o mais curioso são as nuvens: elas ficam com um brilho
vermelho muito fudido.



Dá quase pra ouvir o galo cantando já. Agora tem um
predomínio de branco, tons bem claros, pastéis, sem mais
aquele destaque vermelho nas nuvens.



Disse pra minha mãe que parece que desci na estrada e
bati a foto, mas não. O sol nesse momento estava exatamente
uma grande bola vermelha, simplesmente perfeita.



Essa achei muito Beatles: "Here comes the sun, tchu-ru-ru-ru..."
Acima fica um azul bem fosco, em contraste com o vermelho e
laranja. Cores complementares, caros desáiners!



Olhe as nuvens, uau. E isso porque tive a sorte de no meio
do caminho me deparar com nuvens aparecendo e sumindo,
não foi um céu ensolarado que domina no tempo seco de SP.



Agora o dia já tinha raiado. Mas mesmo assim esse desenho
das nuvens me impressionou. Sim, é uma linha diagonal quase
perfeita, opaca, bem na nossa frente. =O



Por fim, já um sol de rachar, fotografei essa linha de transmissão
no meio do nada, com uma plantação na frente e incrivelmente
nítida. Céu azul que todos conhecem, sem graça e quente.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A interpretação.



Dias atrás entrei no MSN (sim, fazia uns cinco meses que não entrava) e gostei da calmaria. Quase ninguém veio falar comigo, provavelmente nem sabem que sou eu mais. Falei com umas duas ou três pessoas, aí um conhecido meus dos tempos de interpretação veio falar comigo de um fórum novo que ele tinha criado e queria que eu fosse lá interpretar.

Talvez estejam se perguntando: "O que diabos é 'interpretar', tio Alain?".

Bom, é meio difícil de explicar, é uma espécie de jogo de RPG que eu jogo em fóruns de interpretação de Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco, pra quem viveu a década de noventa), onde escolhemos um personagem e simulamos lutas entre eles, a maioria como se não tivesse acontecido, e interpretamos e quem for mais fiel ao personagem ganha a luta.

Tenho poucas lutas minhas ainda disponíveis. Fuçando no Arayashiki (o fórum principal, uma das maiores referências e tem mais de dez anos) achei minha entrevista para Seiya de Pégaso aqui. Nem preciso dizer a felicidade que senti quando eu ganhei o personagem protagonista na série, isso porque levei cinco anos interpretando pra conseguir isso.

Já tinha sido reprovado em outros testes, tinha interpretado o Seiya em tantas outros fóruns. Gosto muito do Seiya.

E aí veio, esses dias, um rapaz que conhecia falando sobre a possibilidade de eu voltar a interpretar, inclusive com o Seiya, em um novo fórum. E agora, José? Não sei se vou, tou decidindo ainda. Interpretar tem que se dedicar, ir a fundo no personagem, e não sei se estaria apto em assumir tamanha responsabilidade - mesmo eu me sentindo muito feliz em saber que para alguns continuo uma referência como Seiya.

Mas esse foi um grande vício meu, e ainda acho que estou nos trinques pra continuar na brincadeira, haha. Gosto muito.

domingo, 4 de julho de 2010

letargus

"...Bom dia".

Acordei meio assustado com um beijo na bochecha dela. Sequer tinha ouvido o despertador. Minhas costas estavam quebradas, minha cara amassada e meus pés gelados.

Eu odeio ficar com o pé gelado, é uma mania de infância. Sempre cubro os pés com coberta, mas aquela coberta era pequena, afinal ela era uma japonesa, e embora não fosse tão baixinha, era bem menor que eu. Na verdade, 90% das pessoas do mundo são menores que eu. Tenho que sempre me acostumar com as coisas do tamanho para esses 10% estranhos.

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"Você tem um sorriso lindo".

"Ah, obrigado. Sabe como é né? Dentição italiana, puxei do meu pai, que puxou da mãe dele. Os do meu irmão são bem menores, haha".

"Você é muito bonitinho!!", ela disse sorrindo.

"Hahaha... Eu não acho! Mas tudo bem!", eu disse com um sorriso amarelado.

"Como assim? Você é tão fofinho...", após falar, ela me abraçou mais forte e colocou o ouvido no meu peito.

"Ah, eu sou sorridente! Sou sincero também. Mas minha mãe diz que tem medo do que eu me torno quando fico com raiva de alguém, haha".

"...?", me olhou com uma cara interrogativa.

"Ah não, mas relaxa! Sou uma pessoa muito tolerante, tolerante até demais. Só estou brigado com umas quatro pessoas - isso de todos que conheço. E pelas coisas que fiz com essas pessoas quando estava com raiva, não acho que necessariamente seja uma pessoa tão 'fofa'".

"Então você é bem racional", ela concluiu.

"Não", disse recuando e balançando a cabeça, "Todos meus atos, tanto de felicidade, como raiva e tristeza, foram puramente movidos por emoção. Não acho que ser emotivo seja algo ruim, a emoção me faz ir além de qualquer limite que uma pessoa racional tem".



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"Você ficou falando sozinho a noite inteira", levantei da cama com ela afirmando isso pra mim.

"Ah... Desculpe. Tenho um pouco de insônia. E quando durmo, sou sonâmbulo".

"Fala dormindo?"

"Yup. E abro os olhos, e fico andando por aí, uma vez já acendi um cigarro até, hahaha..."

"Você fuma?"

"Não. Ou melhor, é muito raro, muito mesmo, nicotina é um poderoso calmante".

"..."

Ela fez uma cara de quem comprou gato por lebre.

"É uma mania que um amor antigo - e falecida - que me fez ter". Mostrei uma foto dela que tenho na carteira.

"Nossa, muito bonita ela. Italiana?"

"Italiana e espanhola, sim. É meu anjinho da guarda agora".

"O que aconteceu com ela?"

"Acidente. De carro".

"Desculpe..."

"Ah, tem nada não. Antes eu era pior, mas todo ano eu encontro com ela, precisamente em todo 25 de maio".

"E o cigarro?"

"Ela dizia que eu ficava lindo com um cigarro aceso na boca. Mas até hoje não me acostumo, não gosto da fumaça, de como isso 'esquenta' o pulmão, e ás vezes quando solto a fumaça arde um pouco a narina. Por isso nunca me viciei, talvez. Ela também não fumava muito".

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Bye, bye, hexa!

Falando sério, meu maior medo seria se a Itália ganhasse.
Mas como ela saiu na primeira fase, pensei eu, o resto que viria seria lucro.

Agora até 2014, quando teremos uma outra copa e seremos "patriotas" novamente. Não sei se sei ser patriota, patriotismo acho que é uma coisa muito forte, e esse mesmo orgulho também move guerras entre países. Acho que as pessoas deveriam ter uma "noção mundial" da coisa, em que mesmo que fôssemos de um determinado país, não precisaríamos exatamente dar nosso apoio a apenas um.

Não sei, é uma noção meio estranha, mas eu abraço todas as culturas, incluindo a daqui, aprecio de todas, pois é assim que acho que devia ser. Tenho lá um receio, claro, Brasil merecia ganhar, mas estou torcendo bastante pra Alemanha, que na minha opinião mostrou um futebol muito bacana e acho que tem bastantes chances de ser campeã. Mais que a Argentina!

Espanha nessa copa está ruim, enquanto a Holanda... Bem, Holanda pode ter chegado até aqui, mas pelo que vi, acho que não tem chances de continuar.
E daqui a quatro anos tem mais, aí poderemos mostrar nosso falso patriotismo novamente do povo surrado brasileiro.

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