segunda-feira, 19 de julho de 2010

Combate à pirataria realmente funciona?

Esses dias fui na Anime Friends. Um dos meus objetivos era, obviamente, comprar mangás.
Lá sempre rola uns descontos bacanas, e normalmente tem lançamentos inéditos no mês sendo antecipados lá.

Gastei aproximados R$100 em mangás, pra completar minha coleção de Battle Royale e Shoujo Kakumei Utena. Além de alguns volumes perdidos de Negima e xXx HoLiC. Gostava do tempo que eu gastava, sei lá, 50 pilas e trazia um monte pra casa. E isso porque estava com um belo descontão (pra terem uma noção, um volume do Battle Royale eu pagaria R$12,90, lá consegui por apenas 5 reais).

Mas o que me impressionou foi a euforia no estande. Muita gente, muitas compras, e tudo elevado ao quadrado no estande da Comix.
Aí fiquei pensando: Quem são os caras que falaram de pirataria, de quebra de direitos autorais, quando vê esse mar de gente se empurrando, com suas cestinhas, e gastando no mínimo cinquenta contos em mangás?

Claro que baixamos mangás. Bleach, por exemplo, comecei baixando. Curti e comprei, naturalmente, como qualquer pessoa "correta". Hoje já passei dos trinta volumes da edição brasileira. Dir en grey, outro exemplo, não tenho nenhum álbum original, mas não me oporia em comprar o CD físico, mesmo já com todas as MP3 baixadas. Claro que existe um pessoal retardado que se acham os espertos, os "piratas da cadeira do PC e pinto pequeno", mas vendo aquele mar de gente, pessoas que tem contato intenso com internet, torrents, tecnologia, ainda gastam MUITA grana comprando mangás impressos e pouca gente noticia isso.

Já tinha lido algo sobre o fato da internet permitir que baixemos tudo nos traga a possibilidade de nos tornarmos clientes cada vez mais conscientes. E de fato é. Se baixei e não gostei, não compro. Não temos mais o perigo de ficar gastando dinheiro à toa comprando um CD que podemos não gostar. Já tem uns que baixo e quero comprar, mas não consigo (J-rock, por exemplo). Seja por impostos ou por eu não ter cartão de crédito internacional.

E mesmo assim editoras dificilmente vão a falência por falta de público. Muitas vezes é exatamente por exigência dos seus clientes, seja com tradução, qualidade do material, ou preço. Poderia ser maior o lucro? Poderia! Mas acho que, ao ver aquele mar de gente comprando mangás adoidados vi que o buraco era mais embaixo - e sim, existe uma maneira de sobreviverem sem as empresas fonográficas ou de proteção de direito autoral sem se manifestassem como uma verdadeira caça ás bruxas contra quem usa torrent.

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