sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Porque o Android é tão complicado por aqui?

Estava vendo o fuzuê que os usuários do Motorola Milestone estavam fazendo na web. A situação é a seguinte: existe um smartphone, um dos melhores com o sistema Android, chamado Motorola Milestone. No Brasil inclusive é um dos únicos que de fato o sistema presta. A Motorola anunciou que não ia mais trazer atualizações do modelo para o Brasil. Os usuários criaram um comício virtual para tocar a Motorola, e a resposta veio.

Isso mostra um sério problema que ainda estamos tendo com um novo mundo de celulares. Celulares pra muitos ainda é uma maquininha pra apenas enviar SMS e falar com o namorado. Dentro de alguns anos, será normal usa-los pra navegar na internet e tudo mais. Dias atrás estava no ônibus, e uma menina com um celular fuleira, daqueles com browsers integrados, estava acessando o orkut por ele. Era porco, claro, não era nenhum iPhone.

Hoje temos problemas como congestionamento de redes 3G, embora nos primórdios da web também fosse algo bem comum. Hoje temos banda larga e tudo mais, e com as redes não demorará tanto. Mas a questão é que essa revolução nos celulares já está acontecendo. E começamos a ver alguns problemas como esse, do Milestone.

Eu tenho um Android, o Samsung Galaxy Lite, o mais basicão de todos. Ainda está com a versão 1.5 do sistema.
E foi cagado pela Claro (mas já consegui arrumar muita da merda dele). Embora lá fora ele já possa ser atualizado com a versão 2.1 do sistema.

Agora o mundo inteiro já respira a versão 2.2 do sistema. Mas nós, exceto pelo Milestone, continuamos com apenas no máximo a versão 2.1.
Problema sério pra sanar, pois diferente dos sistemas operacionais de computadores, os sistemas de dispositivos móveis mudam sempre, sempre se atualizam com novidades de hardware e software.

Clientes da Motorola tiveram uma grande iniciativa e fizeram valer seus direitos.
Só falta falar isso pra Samsung, HTC, e tantos outros sistemas que continuam com seus Androids tristes e desatualizados.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Embaixo do pano havia nada.

Uma chuva tingida do mais denso negro. Gotas frias e geladas. Ao longe o que parecia ser um funeral.
Mas não havia quase ninguém. Poucas pessoas prestavam a ultima homenagem aquele morto.

Um garotinho entrava naquele salão. Sozinho. Alguns tentavam impedi-lo, mas mesmo molhado, trajando preto e com lágrimas queria prestar a ultima homenagem ao seu falecido irmão mais velho.

"Traidor!! Você carrega o mesmo sangue imundo dele!!", era o que todos diziam. Agora estava sozinho pelo resto da vida. Dali em diante ninguém mais o defenderia.
De frente ao pano sobre o caixão via a cena que lhe embrulhava o estomago e lhe dava angustia sem fim.
Era seu irmão, morto como um traidor.

Ele avanҫa e puxa o pano sobre o caixão com raiva. Todos gritam para que pare. Mas não havia nada ali. Corpo desconhecido. Não haviam deixado sequer o corpo para ser velado...
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Who is this soldier?

"Entendi. Mas acho que apenas eu sou capaz de fazer isso".

Porque onde me falta a paciência, em você falta atitude.
Não é mesmo?

Sempre você foi melhor que eu em tudo. Nos estudos era sempre o primeiro lugar, não importasse o quanto eu passaria de noites a fio com os livros estudando.

Eu sempre era o segundo lugar.
E mesmo hoje, eu continuo sendo apenas o segundo lugar.
Nunca consigo passá-lo.

Merda.

Correto pra que lado?

Gosto desses tempos atuais pq muita coisa do que pessoas chamam de "correto" está caindo por terra. Acho que é um sinal bacana dos tempos, onde não temos uma resposta absoluta pra alguma coisa, sempre temos divergências, e inclusive em diversos tabus da vida afora. Não gosto de falar muito de games, porque não gosto mais dos games atualmente. Sou dos bons tempos que meu papel era ser um encanador bigodudo contra uma tartaruga cheia de espinhos que cospe fogo.

Mas games, estão revolucionando inclusive a forma do pensar humano.

Tem um game atual que gosto muito, chama-se Call of Duty: Modern Warfare II, pra Xbox 360. Game de tiro, simula basicamente um conflito entre Estados Unidos e Rússia. Numa das fases, logo no começo, você é um terrorista num aeroporto, e seu objetivo é fazer um genocídio matando todas as pessoas lá. Tirando isso, você controla o "bom e velho exército americano", que não são apenas "um bando de moleques com armas, são pessoas que tem algo a mais", e levam "justiça" pra todos os cantos do mundo.

Aí eu pergunto: "Justiça?".
O jogo tem várias falas que falam de patriotismo, heroísmo e todos esses "-ismos" que, na minha opinião, sempre foi bullshit.

MAS, o ponto é:
Se fosse talvez num tempo antigo seria "incorreto" colocar uma fase de terrorismo. Assim como seria incorreto controlar um carinha do Taleban num jogo?
Isso seria bom pras pessoas conhecerem um outro lado da questão, acabarem com um preconceito bobo, terem uma possível segunda opinião sobre o assunto, ou simplesmente calar opiniões contrárias ao governo?

Digo, imagine se um americano conhecesse a cultura árabe. Visse a miséria que eles passam, e entendesse que toda aquele repressão "pacífica" que os Estados Unidos colocou neles durante sua história e entendesse sua revolta. Quem sabe ainda seja de uma nova geração que exatamente combatisse quando chegasse à presidência. Mais ou menos como os hippies, mas que de fato tenham um impacto no governo, não apenas que seja um "modismo".

Agora multiplique isso por milhões.
Vocês dizem que vivemos num local de liberdade, mas do que adianta se existe ainda esse estranho "bom senso" maquiado que funciona como uma censura silenciosa, baseada em ultrapassados "bons costumes"?

domingo, 22 de agosto de 2010

Domingo...

E eu aqui deitadão, vendo Mythbusters e me preparando pra amanhã.

Só hj posso ter folga de tcc e tudo mais?
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Nokia, adeus!

Estava lendo sobre o mercado de celulares, as mudanças que existiram meio que de súbito. E entre eles, pessoas discutiam o fim da Nokia.

Alguém lembra da Nokia há uns quatro anos? Celulares excelentes, eles foram os precursores dos smartphones. O próprio N95, que virou uma lenda, e é como o RAZR V3 é pra Motorola. Algo que vendia muito, era excelente, e mesmo hoje ainda é um celular que quebra um galho. O tempo foi passando, e a reviravolta do mercado de aparelhos móveis fez mudar tudo de novo, e hoje vemos a Nokia uma empresa a beira da falência. Não lança celulares tão bons como antes, e mesmo quando lança não tem o mesmo apelo de antes.

O motivo disso é muito simples. O mercado de celulares mudou bastante.
Hoje pessoas dão valor ao sistema operacional do aparelho, e não tanto os apetrechos da interface que vêm juntos. O Android, iOS e o Blackberry OS estão aí. A Nokia tentou o Symbian, mas ficou empacado. A comunidade de desenvolvedores deles é muito grande, e embora o Brasil ainda esteja no nível das pessoas que usam celulares como meros "MP3 Players", em alguns anos vamos entrar nessa tendência mundial de todos terem um smartphone.

Eu tenho um Android, mas hoje eu queria mais um Blackberry hoje. Não pelo sistema, mas pela empresa - Samsung não dá nenhum suporte aos clientes, e eu tenho um Samsung Galaxy Lite completamente bichado pela Claro. Tou atrás da atualização pro Android e eles disseram que o Brasil vai ficar de fora. Devia ter esperado mais, juntado uma grana, e comprado um Milestone.

Nunca pensei que a Nokia teria reais chances de falir, mas essa será a tendência de que aconteça em breve. Talvez o Android um dia suma, o Iphone já está perdendo muita força. Por isso acho interessante isso, não existe uma empresa "invencível".

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Dez quilômetros


Fui nesse fim de semana, com a Verinha, na minha primeira corrida de dez quilômetros.

Pelo amor de Deus, que coisa tensa. Vi que preciso mesmo perder dez quilos. Acredito que vai fazer uma diferença bacana.
Foi uma corrida meio tensa. Primeiro dez quilômetros da vida, a que mais fiz foram oito numa corrida próximo ao meu aniversário.

Me surpreendi quando vi no relógio de rua marcando nove graus ali na região do Jóquei Clube de São Paulo. Sinceramente pra mim, estava até quentinho, mesmo com a camisa toda suada.
Comecei, como sempre, junto das pessoas. Quando vi, estava correndo com os hexagenários da corrida. Estava eu e mais alguns velhinhos, todos correndo na média de 7,5 até uns 8,5 km/h. Senti cansaço, mas aí um vento gelado passou por mim, e toda vez que sentia aquele vento gelado sentia minha força renovar de alguma forma. Mesmo com aquele tempo úmido, frio, e ameaçando uma garoa.

Próximo da chegada estava exausto. Meus pés estão doendo até hoje, acredito que seja pelo fato de muitos trechos serem asfaltados.
Meu pé adormeceu, minhas pernas eu nem ligava mais pra dor. A poucos metros da chegada quase desisti e fui andando.

Quando terminei, meu Deus!
De fato, não sentia minhas pernas, não estou exagerando! Estava com uma fome desgraçada e como se um peso de uma tonelada saísse das minhas costas.
Terminei! ^^

Valeu pelo apoio. Por hora, acho que vou ter que dar uma pausa nas corridas pra outra corrida - a do TCC.
Mas não vejo a hora de voltar.

1h11m42s
Velocidade média de 8.36 km/h

sábado, 14 de agosto de 2010

Fúria



"Ah, mas você não pode dizer isso!", "Tem que acostumar com isso, o mundo tá aí", "Faça isso, isso e mais aquilo".

Sua vaca... Depois de todo meu esforço ainda teve coragem de fazer isso que fez comigo. Te odeio mesmo, pois não precisava de tudo isso. Me senti frustrado, voltei a ter depressão, algo que pensava que tinha eliminado da vida. Você nunca compreendeu, nem soube guiar corretamente. Foi uma inútil que se achava útil, por essas e outras que repudio muito você.

Vá pro quinto dos infernos, tenho tanta raiva de você exatamente porque você conseguiu me provocar de tal maneira, sendo eu uma pessoa tão calma e centrada! Vá embora pra nunca mais voltar, pois jamais será bem vinda, sua canibal horrenda.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

De pouquinho em pouquinho...

Corro pra tentar adquirir um psicológico melhor. Talvez muitas pessoas gostem de correr pra ter um belo corpo, ou algo do gênero. Mas acho que a maior conquista é que correr, mesmo que seja desde cinco quilômetros, até mesmo uma maratona, você deve valorizar cada passo. Valorizar cada passo é algo que eu sempre precisei ter em mente - pois não se chega num local em apenas um salto. Você deve ter todo um preparo.

Essa semana, sem dúvida, foi uma semana de mudanças. Se foram pra boas ou pra pior, não sei. Veio a efetivação no trabalho, mais duas horas de trabalho diárias, salário e benefícios por outro lado. A faculdade, concidentemente começou nessa mesma semana. Começou a rotina de dormir pouco, mas acho que consegui descansar bem durante essas últimas férias de julho. Consegui me esquecer totalmente do TCC, para agora voltar com tudo.

E agora chega essa semana, abarrotado de coisas, estressado e cansado. Fui ontem à aula de TCC e fiquei frustrado em começar aquilo tudo de novo. Novamente apenas dois meses para resolver um trabalho de seis. Fiquei frustrado e chorei. Com todas as mudanças, e todas as coisas que estavam acontecendo. Coincidentemente (novamente!) apareceu a Aline, uma amiga da faculdade, pra me dar uma força. Acho que naquela hora derrubei junto das lágrimas de cansaço, pressão e estresse, me senti também me revigorar. Decidi fazer até mesmo uma pausa na academia nesses meses, tentar me dedicar mesmo de corpo e alma para esse TCC.

Estou com medo. Mas meu medo é o que? É o de repetir, é claro. Mas as pessoas ao meu redor estão todos me dando força. Não posso desistir. O que aprendi no semestre passado é que se deve tentar ao máximo, até a última consequência e tentar fazer as coisas. Não desistir sem tentar. E por vocês, vou tentar novamente esse semestre. Vamos nessa!

Assim como na corrida, mesmo que um problema seja grande, só de pouquinho em pouquinho que a gente consegue arrumar a casa, e botar as coisas em ordem.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Diversidade cultural.. Na periferia?

A periferia é um local que funciona mais ou menos como uma dimensão paralela. Eu acho engraçado quando ando, por exemplo, na Avenida Paulista, onde vejo negros, asiáticas (gateeeenhas! Sempre gostosinhas!), louras, punks, pessoas com todo tipo diferente de bagagem cultural que você imagina. Mas na periferia, não é bem assim que funciona.

Na periferia de São Paulo, 85% das pessoas é negra ou com alguma porcentagem de negra. Ter cabelo liso como o meu é exceção da exceção. Pra ser daqui você tem que ter o cabelo minimamente "enroladinho", pois até mesmo os cabeleireiros daqui só sabem fazer a porra do corte de topetinho, baixinho, ou arrepiado. Eu tinha achado um aqui nas redondezas, mas ele começou cortando bem, mas depois de quase dois anos cortando com ele, ele se "infectou" com a perifa, e aí meu cabelo parecia das pessoas que moravam aqui - uma coisa que meu espírito de Caco Antibes sempre relutou.

Pessoas escutam os mesmos sons, vestem as mesmas roupas, andam e - pasmem - tem até o tom de voz igual. Aquela "voz de mano, tá ligado"? Meio rouca, bem fina, cheia de esperteza.

Quando eu, na adolescência, comecei a entender a sacada do resto do mundo, vi que as coisas eram bem diferentes dessa dimensão paralela da periferia. Na verdade apenas esses dias que me caiu a ficha que a periferia é carente igualmente de cultura. Tenho um sonho de, quem sabe um dia, morar perto de um Centro Cultural da vida, provavelmente iria sempre que pudesse. Aqui a única cultura é a da tevê pra esse povo, e olhe lá. Mesmo assim nós vemos que as pessoas continuam naquele mesmo estilo, ninguém quer ouvir nem mesmo um outro estilo musical. E os que ouvem, viram apenas "aquele carinha estranho" da rua, ou "viado" por não gostar de funk nem black music.

Sei lá. Sonho em um dia que essa merda de Capão Redondo vai virar uma Vila Mariana da vida. Mas sei que provavelmente morrerei sem ver nem metade disso concretizado.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Diário de Fotógrafo #3 - Faculdade à noite


Essas fotos tirei na semana passada mais ou menos. Todas elas foram uns testes com ISO bem elevado, abertura no máximo (óbvio) e obturador relativamente lento. Não usei Flash, pois as palmeiras lá no Senac têm uma luz bizarra que vem da parte de baixo.

Fica um efeito bem bacana. Fazer uns testes de ângulos também valeu a pena. Dei um tapa básico no Lightroom, pra diminuir o granulado e melhorar um pouco a luz. O resultado tá aí, gostei bastante, embora queria fazer um teste mesmo com a lente nova que comprei esse fim de semana (com f/1.8, enquanto essa tinha mais ou menos f/3.5).


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Defesa. Impotência.

"Vagabundo!"

De longe eu apenas ouvia. Parecia mais um membro perdido da família gritando com algumas crianças. O mais velho era um garoto de uns nove anos, ele defendia suas duas irmãzinhas menores com avidez.

Fiquei apenas observando de longe quando o cara avançou contra o mais velho na base dos empurrões, pegou a garota do meio e lhe deu um tapa. Na hora levantei e fui correndo ao encontro, separei a menina e empurrei o cara.

"Ei, cara. Dou a mínima pra que você fala de mim ou da minha parte da família. Você está visivelmente bêbado e bateu na minha priminha. Vamos, levante a mão contra mim para que eu possa quebrá-la agora!".

Peguei as crianças e levei para alguns tios ficarem de olho nelas. Elas sequer me conheciam, e não pareciam estar nem um pouco agradecidas. O garoto mais velho se sentia um fraco por não ter podido defender as mais novas. Peguei uma bebida e voltei pro meu canto.

Ela estava lá, como sempre, me esperando.

"Aquele ali conhecia o seu finado irmão, não?", ela disse.

"Conhecia sim. Ele não gosta da ramificação da minha. Acho que é talvez por causa daquele rolo do meu irmão".

Ela parou e ficou me fitando, mas parecia prestar atenção em um cara que ia andando para longe. Quando o cara finalmente foi ela aguardou um pouco, eu pensava que não era nada, foi quando ela virou pra mim.

"Aquele cara disse que viu a cena quase como déja-vu. Disse que parecia que era seu irmão quando te defendeu na reunião da minha família, oito anos atrás", ela disse, do jeito frio que sempre teve.

"Tolice. Se eu tenho como defender alguém, é mais que minha obrigação defender. Foi isso que ele levou a vida inteira pra me ensinar, né?"

domingo, 8 de agosto de 2010

Fui contratado. E agora?

(título mais clichê do escambal...)

Recebi a proposta de uma efetivação no trabalho. Pra quem não sabe, sou um estagiário. Naquela mamata das seis horas diárias, porém um salário bem pequenino. Recebi um aumento no começo de julho, comecei a trabalhar mais no "cerne" da comunicação do local onde trabalho, uma vez que meu supervisor havia sido demitido assumi todas as tarefas desde então.

No começo foi medo, muitas incertezas, mas logo nos primeiros dias vi que não deveria ter medo, deveria encarar de frente. E então fui. Foi um mês de intenso trabalho, muitas pendências, atividades, mas acima de tudo muito, mas muito aprendizado.

Na terça-feira recebi a proposta da minha nova supervisora: Efetivação. Estão gostando do meu trabalho, estão vendo meus esforços e resolveram me compensar. Oito horas, quase o dobro do salário, benefícios... Além do registro. Na hora tive um medo. Hesitei.

Na verdade, nem sei porquê estou escrevendo isso. Amanhã farei um exame médico admissional, na terça-feira será meu primeiro dia oficialmente de ex-estagiário. Estou cheio de incertezas na frente, é verdade, mas apenas as palavras de uma amiga - cujo não converso há décadas - que estão ecoando na minha mente.

Isso faz muito tempo.

De frente pra janela lá estava eu, deprimido, cabisbaixo. Não queria fazer nada. Sinceramente até hoje (e nem antes) nunca me importei de morrer ou não. Se eu for assassinado, pura sorte. Se tiver que viver, tenho que viver.

Não tinha muitas perspectivas de sonhos, nem nada do gênero. Só vivia o hoje, o agora, exatamente pois aquele "agora" eu esperei assiduamente durante toda minha infância, logo eu me proibia de pensar no "futuro". Me sentia um pouco triste e incapaz, mas tinha dentro de mim uma grande insegurança.

"Você tem que tentar. Se ficar aí parado sem fazer nada vai acontecer também". E na hora, passou várias coisas na cabeça. Como aquele garoto de antes, super tímido, gordo e feio, se transformara naquele cara bonitão que vê no espelho? Foi fechando a boca e entrando num regime, foi mexendo na sua aparência física tornando mais atraente, irradiando confiança e tudo mais. Poderia continuar, mas se todo aquele esforço acabasse por ali seria algo muito chato.

Então o jeito é encarar de frente, e torcer pra que dê tudo certo. E mesmo que as coisas não dêem certo, não pode negar que não tenha tentado. Desistir sem tentar que seria o mais prejudicial. E a vida é cheia de montanhas, de altos e baixos, de Everests e K2 a serem escalados. Senti a mesma coisa em julho, agora em agosto com essa efetivação sei que não será nada demais.

Afinal é mais uma montanha.
No rain, can't get the rainbow.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Diário de Fotógrafo #2 - Como fazer nevar na foto


Tirei essa foto no último fim de semana, quando tive uma corrida no sábado à noite.

Meu primo fez esse feito sem querer uma vez quando foi a um rodeio, fiquei encucado pra saber como ele conseguiu tal feito na época e, numa foto sem querer, consegui fazer o mesmo efeito.

Basicamente joguei o ISO lá em cima (que faz a foto ficar granulada, ideal pra tirar fotos no escuro) e usei o flash. O Flash rebate e as luzes não ficam apenas pequenos granulados, mas sim grandes esferas brilhantes. Olha só o chão! Parece mesmo coberto de neve, hahah.

E nem estava chovendo (ás vezes parece que tava caindo um toró).
Acho que as luzes de postes faz isso acontecer também. Não sei dar um modus-operandi da coisa, apenas como o troço funcionou comigo. Fiz isso e rolou!

Foto tirada com a minha Sony Cybershot S600.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Gaius Julius Caesar

Acho que não falei de Rome, da HBO, o seriado que mais me fez grudar os olhos na telinha do celular. Digo isso porque o assisto durante as viagens de ônibus no mesmo. =P

Eu adoro coisas históricas. Sou fã de carteirinha do Ridley Scott, e exatamente o único filme que não tive ainda oportunidade de ver que é épico dele é, ironicamente, Gladiador.

Assisti Rome a primeira vez há alguns anos e achei impressionante como é retratado o sexo nesse seriado. Se Roma antiga era uma suruba a céu aberto ninguém vai saber (embora hoje em dia não seja nada diferente...), mas em cada episódio no mínimo uma mulher é comida. No mínimo!

E não é nada engraçado ver cenas de sexo num ônibus lotado ás 8h da matina. Mas, enfim, o importante é ter saúde. O seriado não é apenas sexo, muito pelo contrário. Deu pra ver que houve uma pesquisa intensa nos costumes romanos, na vida dos patrícios, e no dia-a-dia da maior cidade do mundo antigo. Acho que faltou retratar algumas coisinhas interessantes, mas vamos ver o que vai rolar na segunda temporada que pretendo começar assistir em breve (inclusive, nesse momento, estou convertendo os vídeos pra rodar no celular).

O seriado compreende os períodos históricos entre o domínio da Gália pelo Júlio César, a crise no Senado causada pelo Pompeu Magno (que dividia o poder com César), o affair com Cleópatra, até a morte do próprio César tramada pelo Senado (inclusive a cena que Brutus dá a facada final dele é emocionante!).

A segunda eu sei que termina com a ascenção do Gaius Julius Caesar Augustus, o Otávio Augusto, primeiro imperador de Roma (pra quem não sabe, essa transição foi da República romana para Império Romano).

Indico!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mas ninguém mete o pau, nem diz o que pensa...

Dizem que vivo num país democrático.
Mas estamos mergulhados numa ditadura mais forte qualquer uma antes vista. Uma ditadura do "bom senso".

Hoje vivemos num mundo onde dar "tapinhas nas costas", e viver na base da esportiva é o mais indicado. Que merda! Ninguém mais fala mal de ninguém, e mesmo quem fala, como um Kajuru ou Ratinho da vida, é taxado como um merda da sociedade. Inclusive um "Alain".

Vão se danar! Eles calam as pessoas e colocam rótulos do que é "certo" ou o que é "errado". O ser humano é assim desde o começo. A mais nova é a proibição das touradas da Cataluña. Tem gente que nunca viu um boi sendo morto, fizeram tanta propaganda negativa do negócio que até mesmo o povo catalão aprovou a idéia, e balançaram a cabeça pro mundo pensando "sim, somos mesmo uns selvagens, uns merdas! nos desculpe!".

Não estou querendo dar uma de Arnaldo Jabour. Odeio esse resquício de inteligência "Global".
Mas do que seria o mundo se nós apenas agíssemos quando a imprensa dissesse que isso ou aquilo é errado, imoral, ou engorda? Quando as pessoas começaram a pensar e raciocinar por si mesmos, não pelo que Jornal Nacional diz ser certo ou a CNN diz ser errado?

Aí esse "bom senso mundial" nos faz proteger uma árvore na Av Santo Amaro quando distâncias de estádio de futebol cheias de árvores estão sendo derrubadas no meio da amazônia de Rondônia. Ou então pensamos que desligar a água quando fazemos a barba vai mudar alguma coisa quando a agricultura disperdiça trilhões de litros e polui outros tantos com agrotóxicos.

Ah, vão pro inferno e essa "moralidade" de merda! As pessoas se acostumaram a se calar e não reclamar de nada. Assim estamos nos encaminhando pra uma obediência extrema e imbecil...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"Acabei de chegar de Cuiabá"

Hoje no ônibus tinha um cara meio estranho. Dizia que tinha acabado de chegar de Cuiabá, e que estava acostumando seu relógio biológico com as imensas "duas horas de fuso" daqui pra lá.

Mesmo chegando apenas há, supostamente, dois dias, tinha conhecimento amplo sobre a cidade. Sabia onde ficava desde a Berrini até mesmo a Santa Ifigência. Aí a tal estória, uma vez que tava apenas ouvindo, começou a ficar muito, mas muito bizarra. O rapaz era também evangélico, e dizia algumas coisas em tom muito baixo, algo quase inaudível, principalmente questões pessoais.

Rapaz dizia ser evangélico. Da Igreja Presbiteriana. Falava de Jesus Cristo, e ficou numa espécie de tique dizendo que ele tava voltando, voltando, voltando, voltando, voltando, voltando, voltando...

Digo, ah que chato. Não sou uma pessoa contra religião. Muito pelo contrário, acredito em Deus e Buda, em Jesus Cristo e na bíblia, assim como em mantras do Mahapari-nirvana, mas não é por acreditar nisso que sofri uma lavagem cerebral como o rapaz. Ele parecia bem arrumado, não parecia estar sob efeito de "dorgas". Talvez essa maior droga seja ir cegamente atrás de uma religião, assim como muitos outros tanto criticavam.

Tem alguns evangélicos amigos que respeito muito. Outros tanto não dou trela exatamente por isso. Será que custa a eles lerem um outro livro a não ser a Bíblia? Que é importante, é, mas você pode muito bem seguir uma religião sem necessariamente sofrer uma lavagem cerebral e ficar igual esse pseudo-rapaz de Cuiabá com as idéias mais transviadas que qualquer coisa.

domingo, 1 de agosto de 2010

Diário de Fotógrafo #1 - Luzes Noturnas


Não postei ainda em lugar nenhum as fotos noturnas que fiz no interior.
Quem vive, ou já foi ao interior, sabe que o céu lá, uma vez que é quase isento de poluição, é muito mais limpo. Dá pra ver trilhões de estrelas a mais, e o pior: dá pra ver a cor das estrelas. Só fiquei triste porque fui ao interior sem uma Lua pra ilustrar a foto.

Mas sorte minha que consegui captar umas poucas nuvens nesse céu totalmente ensolarado desse mês de julho em São Paulo.

A maioria ficou uma bosta. E o pior é que eu levo uns quarenta anos até pegar as manhas de fotografar a noite. Principalmente o céu. Essas duas foram as que prestaram, gostei muito de ambas!

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