segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"Acabei de chegar de Cuiabá"

Hoje no ônibus tinha um cara meio estranho. Dizia que tinha acabado de chegar de Cuiabá, e que estava acostumando seu relógio biológico com as imensas "duas horas de fuso" daqui pra lá.

Mesmo chegando apenas há, supostamente, dois dias, tinha conhecimento amplo sobre a cidade. Sabia onde ficava desde a Berrini até mesmo a Santa Ifigência. Aí a tal estória, uma vez que tava apenas ouvindo, começou a ficar muito, mas muito bizarra. O rapaz era também evangélico, e dizia algumas coisas em tom muito baixo, algo quase inaudível, principalmente questões pessoais.

Rapaz dizia ser evangélico. Da Igreja Presbiteriana. Falava de Jesus Cristo, e ficou numa espécie de tique dizendo que ele tava voltando, voltando, voltando, voltando, voltando, voltando, voltando...

Digo, ah que chato. Não sou uma pessoa contra religião. Muito pelo contrário, acredito em Deus e Buda, em Jesus Cristo e na bíblia, assim como em mantras do Mahapari-nirvana, mas não é por acreditar nisso que sofri uma lavagem cerebral como o rapaz. Ele parecia bem arrumado, não parecia estar sob efeito de "dorgas". Talvez essa maior droga seja ir cegamente atrás de uma religião, assim como muitos outros tanto criticavam.

Tem alguns evangélicos amigos que respeito muito. Outros tanto não dou trela exatamente por isso. Será que custa a eles lerem um outro livro a não ser a Bíblia? Que é importante, é, mas você pode muito bem seguir uma religião sem necessariamente sofrer uma lavagem cerebral e ficar igual esse pseudo-rapaz de Cuiabá com as idéias mais transviadas que qualquer coisa.

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