quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Embaixo do pano havia nada.

Uma chuva tingida do mais denso negro. Gotas frias e geladas. Ao longe o que parecia ser um funeral.
Mas não havia quase ninguém. Poucas pessoas prestavam a ultima homenagem aquele morto.

Um garotinho entrava naquele salão. Sozinho. Alguns tentavam impedi-lo, mas mesmo molhado, trajando preto e com lágrimas queria prestar a ultima homenagem ao seu falecido irmão mais velho.

"Traidor!! Você carrega o mesmo sangue imundo dele!!", era o que todos diziam. Agora estava sozinho pelo resto da vida. Dali em diante ninguém mais o defenderia.
De frente ao pano sobre o caixão via a cena que lhe embrulhava o estomago e lhe dava angustia sem fim.
Era seu irmão, morto como um traidor.

Ele avanҫa e puxa o pano sobre o caixão com raiva. Todos gritam para que pare. Mas não havia nada ali. Corpo desconhecido. Não haviam deixado sequer o corpo para ser velado...
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