domingo, 31 de outubro de 2010

Justin Bieber... O filme?

Acho que o Felipe Neto não vai gostar disso, haha.

 

Pois é. Justin Bieber, o "the movie".
Sobre o cara. Legal heim?

Não o conheço, não ouvi as músicas, mas acho que não ouviria exatamente por não ir de encontro com meu gosto pessoal. =p E não vou comentar o que todos comentam: "O menino só tem dezesseis anos! Pra que uma biografia?".

O que na verdade me deixa abismado é que como ele carrega a imagem de "fodão". Verdade! Dizem que o garoto tem grande ouvido musical, mas numa geração como essa em que todos nós consumimos músicas vorazmente, é difícil não ter um conhecimento mínimo da coisa.

Mas não apenas a imagem de "fodão", mas talvez ele me lembre um pouco uma fantasia disney que se tornou realidade. O trailer ao menos não parece que foca tanto na vida dele, mas seria quase que uma versão de uma Hannah Montana que faz xixi em pé - a diferença é que a estória (sim, com "e" mesmo, de tão pequena que deve ser) sirva pra jovens não desistir de seus sonhos, e blábláblá.

Afinal, quem que hoje está entre seus trinta até uns quinze anos nunca sonhou em ser cantor, ator ou jogador de futebol? Se o conteúdo do filme ao menos for algo que incentive a molecada a ir atrás dos sonhos, tá valendo. Isso é uma das coisas mais bonitas.

Milagre eu não criticar, heim?
Mas me esforcei pra ver algo bacana nisso. E achei isso. =P

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

a Última fotografia.

Normalmente apenas trocando algumas palavras, é possível descobrir características fortes nas pessoas. Mas com ela, era mais difícil. Vivemos muitos anos juntos, mas acho que durante nossa convivência - talvez pelo fato de não conversarmos tanto como os casais comuns - muitas coisas sobre nós se davam nas entrelinhas. Uma aquariana e um leonino, o que você quer?

No começo, lembro que não via nenhuma foto dela. Fotografia, uma coisa tão simples, ela tinha uma grande aversão. Dizia que se sentia feia, odiava seus olhos, seu cabelo, sua pele branca, nariz, dentes. Na verdade ela não dizia, mas como tudo era nas entrelinhas, dava a se entender isso. Não estou falando das críticas que as mulheres sempre adoram fazer ao seu corpo, estou falando mesmo de algo que a faça se sentir realmente ridicularizada, pois, acredite - nós homens não ligamos e não temos um senso crítico tão grande quanto o de vocês.

Um dia insisti pra ela bater uma foto.

No começo houve uma resistência.

Mas saiu.

Eu achei que ela estava linda. Mesmo num relacionamento puramente arranjado como o nosso, achei estranho que embora tivéssemos aversão contra o outro, aquela coisa estava me fazendo derreter. E a ela também. Ela, que nunca tinha tirado uma fotografia na vida como uma pessoa normal, começava ali a tirar várias fotos. Sempre bem séria no começo, até que começou a abrir sorrisos, mesmo que no jeitão monalisa, mas começava.

Quando ela faleceu, queimei absolutamente tudo.
Somente fiquei com uma única foto. Que escondi de tudo e de todos.

Volta e meia vejo essa foto. E sinto saudades daquele cabelo cor de berinjela.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A riqueza de ser designer.



Acho que talvez toda profissão tenha seu ápice. O advogado tem quando ganha sua causa, o médico quando cura, o ator quando entra em cena, o professor quando ensina.

Amo ser designer. Amo minha profissão. E quando vejo todos meus "filhinhos" nascidos, impressos, na web, ou que pessoas consigam ver é uma gratificação sem palavras. Esses na foto são os mais novinhos. Eu, que nunca imaginei na vida que faria material gráfico, estou me dando até que bem.

Quando eles nascem acho que é o ápice. E pensar que esse tipo de coisa ainda vai rodar o Brasil inteiro. Hahah. Lindo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dá lhe geração Z!

Sou um autêntico membro da geração y (1979-1995), não nego! Sou uma pessoa que teve contato com a tecnologia na adolescência, e hoje na vida adulta eu não consigo me imaginar sem twitter no meu celular, sem meu gmail e sem Google.

Agora o esquema é falar da próxima geração, a dos Z (1995-2010). Estava lendo essa notícia aqui. De início fiquei um pouco assustado, mas depois achei uma coisa natural e muito saudável. A rolada é o seguinte: molecada de hoje não quer mais saber de bonecas, nem carrinhos. Querem iPod, iPad, iPhones e toda porcalhada cara feita pela empresa da maçã. Foram os três pedidos mais registrados pro Merry Chrismas.

Cara, que animal! Eu infelizmente não terei mais filhos dentro da geração z, passou o tempo pra mim, hahaha. Eles ficarão na próxima geração. Mas fiquei muito abismado com isso, mas como disse não achei isso ruim. Elas vão além da minha relação com a tecnologia, eles sabem usá-la sem nem precisar ler. Isso que é teste de usabilidade!! Só procurar os vídeos da molecada de 3, 4 anos usando um iPad sem problemas e você vai entender o que estou dizendo.

Se meu pai achava o máximo eu saber usar o controle remoto da tevê na minha idade, imagina o que acharei dos meus filhos quando eles serem mais rápidos que as pessoas da minha geração pra aprender tudo sobre um novo gadget?
Adorei a idéia! Preciso procriar AGORA! hahahaha...!

domingo, 24 de outubro de 2010

O Adobe Reader não me deixa mentir.

 103 páginas.

Não vou comemorar antes do tempo. Ainda não acabou. Semestre passado esse número chegou a 96, e mesmo assim fui reprovado. Esse semestre eu resumi essas 96 páginas e ainda adicionei mais umas tantas, o que resultou nisso - ficou ainda maior que no semestre passado.

Chorei essa semana. Foi um choro de desabafo de não sei quantos meses de um trabalho insano. Minha amiga Denise foi uma das primeiras a falar: Cuidado pra você não ficar obcecado por isso. Mas já era tarde, o mês de agosto estava bombando e o estrago já estava feito.

Pensava que esse fim de semana seria o primeiro que não teria que me preocupar com o TCC. Alain tolo, pois não foi assim. Foi uma semana maluca, e mesmo assim só concluí nessa manhã todas as correções e finalização da monografia. Mas agora, ás 21h20, acho que posso pela primeira vez dar uma respirada com calma, desde agosto. Pois ainda não acabou. Agora vem o mais difícil, a apresentação, a banca, e todos os últimos trâmites até o fim mesmo.

Nos vemos em novembro novamente.
Continuem na torcida.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Análise de apps - Foursquare


Quero inaugurar uma "nova seção" no blog. Estou com um Android e faço o download de aplicativos para ele. O meu desejo é começar por uns dos que mais gosto: o Foursquare.

Sabe aquelas coisas na internet que no começo ninguém dá nada, mas depois viram uma febre? Twitter, por exemplo, no começo eu falava: "Porra, que inútil eu ficar postando 'estou no banheiro', 'vou almoçar', etc e tal". Hoje, eu tenho mais de cinco mil tuitadas nessa rede de microblogging. E o aplicativo que não pode faltar no meu celular hoje é o Twidroid (embora o Tweetcaster seja melhor, mas o visual dele irrita meus olhos de tão feio).

Foursquare é um aplicativo que usa sua localização GPS pra dizer o que tem perto de você: absolutamente tudo o que foi registrado, comércio, restaurantes, puteiros, etc. Ele vive dando pau no meu Samsung Galaxy Lite, mas mesmo assim faço algumas gambiarras pra ele funcionar bem. A pessoa cria um perfil e faz "Check-in" nos locais quando entra neles.

Assim, as pessoas da rede inteira que também estiverem no local fazem também o check-in e assim, você pode ver, de acordo com a rede, quantas pessoas tem no local, por exemplo.

Mas uma coisa bacana são as dicas (Tips). Você pode deixar sugestões, críticas ou qualquer tipo de informação valorosa pra quem estiver naquele local. Por exemplo, eu deixei uma dica no Terminal Capelinha, uma dica muito útil diga-se de passagem, assim as pessoas que estiverem andando próximo do local vão saber que alguém lá deixou essa dica e pode usar essa informação.

Tem outras coisas, mas acho que o principal é isso. Cada vez mais computadores de mesa estão ganhando o apoio de smartphones. Mas o que acho mais bacana é que o foursquare deixa que nós interagimos de uma maneira muito animal dentro da cidade, e isso eu acho animal.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Isso se chama "decadência".


Tirei essa foto hoje à noite, quando cheguei. Com a Nikon.

Quanto tempo falta mesmo? Seis dias. Ou melhor, daqui a meia hora serão cinco. Ver um céuzão desse noturno é tão bacana. Hoje foi o segundo dia seguido que tive que apelar para o Redbull pra ficar acordado. Mas foi engraçado... Diferente de ontem.

Ele me tirou a sensação de sono, mas não me deixou com o mesmo pique de ontem. Digo, quando fui pegar o ônibus meu cérebro estava muito lerdo, poucas coisas fazendo sentido, acho que se alguém esbarrasse em mim eu cairia no chão e nem me daria conta. Tinha cortado a sensação do sono, mas o meu cérebro estava lentinho, quase parando, como sempre.

Acho que se estou apelando pra enérgeticos é porque a situação tá bem preta.

Quando percebi, estava no McDonald's. O quê? McDonald's?? Nem eu lembrava do lanche que tinha pedido, sorte que na nota fiscal tava escrito. Parecia que eu estava embriagado, mas sem sono, sem cansaço aparente. Pensei que energéticos iam me ajudar a ficar acordado e, de fato, estão me ajudando. Mas a atividade cerebral tá pior do que se eu estivesse com sono. Simplesmente as informações não são codificadas, parece que todos falam grego comigo.

Isso se chama decadência. Tudo por conta de uma merda de monografia.
Mas pelo menos eu vi o céu. E estava tão lindo que resultou nessa foto. =)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"Não, Alain. Você está confundindo as coisas".

Essa historinha já faz um bom tempo.

Suado, cansado. A fadiga dominava meu corpo. Olhava pro céu, estava um céu lindo abrindo, sol da manhã, raios de sol daqueles que bronzeiam a pele mesmo. Ponte Estaiada, Roberto Marinho. Estávamos na avenida, indo embora. Me sentia um frouxo, todos diziam que estava tudo pronto entre nós dois, tudo feito. Só precisava eu chegar ao ponto final, e começarmos um relacionamento.

De um lado eu, na época, um garoto. Ela, sete ou seis anos mais velha aparentemente nunca viu isso como um empecilho. Erro meu.

Tinha dado um belíssimo presente de aniversário pra ela em agosto daquele ano, estávamos juntos conversando há meses. Trocávamos indiretas românticas, parecia uma paquera. Daquela bem pura, bonita. De fato, tudo indicava que era uma paquera, que o que sentíamos era dividido. Erro meu.

E aí, de volta ao dia em que estávamos juntos indo embora, cansados e suados, abri o jogo com ela e me aproximei. Fui empurrado e ainda recebi um tapa na minha mão. Ela me olhou com uma cara de raiva, e me senti um lixo naquele momento. Ela me olhou com desprezo, disse que eu estava confundindo as coisas, e que ela jamais sentira algo por mim. Nada mais que amizade.

Ela estava "presa" a um outro. Nunca imaginei isso, pensei que pela idade ela fosse uma mulher pronta pra encarar um relacionamento, e mesmo que fosse "presa" a um babaca qualquer, seria madura o suficiente para se dar uma nova chance. Dar uma chance pra mim. Erro meu, novamente.

O que falar num momento desses? Nada. Apenas fui franco. Não foi culpa minha me apaixonar, quando eu percebi, já era muito tarde. Na verdade em um mundo onde cada vez mais a entrega a um relacionamento é algo raro, ser alguém que é "apaixonadinho" por alguém é como ser cego numa terra onde todos enxergam. Todos sentem pena de você, e acham sua condição "bonitinha", mas ninguém está afim de compartilhar isso que você sente. Logo, você jamais será capaz de se relacionar com ninguém, pois todos estão nesse estranho mundo.

Fui embora refletindo, naquela época. Acho que deve ser normal se gastar tanta energia, dinheiro e sentimentos. É quase como andar no escuro, você não sabe onde está, mas uma hora você encontrará em algum canto, algo que verdadeiramente te dará uma "luz".

Só sei que, todos os conceitos que tinha sobre mulheres foi mudado. Eu não sabia mais o que era o correto, o que era errado e nem tampouco quando esse tipo de coisa poderia acontecer. Sabe aqueles momentos da vida em que tudo parece estar bem, parece encaminhado e aí tudo desmorona de uma vez só?

Foi assim que me senti. Coisa de pirralho.

domingo, 17 de outubro de 2010

Eles tão me achando com cara de office-boy...

Dos confins de Salesópolis, me mandam pro meio da Lapa. Depois me jogam no meio do Morumbi e depois tenho que voltar pra casa pela Giovanni Gronchi. O domingo mal começou e já bati perna pra caralho. Minha cabeça tá ardendo de dor, minhas pernas não respondem (ao menos não do jeito que deveria) e ainda tenho que fazer essa merda de TCC.


Ah, acho que vou tirar uma soneca. Esse ao menos foi o resultado de hoje. Essa vai entrar como uma das competições mais difíceis, por vários motivos. Tanto que tirei essa foto da medalha. Primeiramente, pois estou desde o dia 12 de setembro sem fazer nenhum exercício físico, nem treinar corrida. Outra, porque meu pé adormeceu três vezes durante a competição, pensei que ia lesionar.

Pra quem não entende: Tenho pisada neutra, logo eu forço não o calcanhar, onde o tênis é mais reforçado, mas sim a frente dele. Meus tênis são excelentes, mas correndo muito tempo no asfalto eles forçam tanto a musculatura da frente do pé, que parece uma leve dormência.

Mas corrida é corrida. Fiz um tempo péssimo, mas pra quem pensava que não ia nem conseguir terminar... Ainda tenho que fazer o TCC, mas cara, eu não estou aguentando mais isso. Estou com uma angústia dentro de mim quando abro essas oitenta e poucas páginas de pesquisa que escrevi esse semestre, pois estou com medo insano de que dê o mesmo do semestre passado: eu me mato pra fazer durante todo o tempo, e acabarei reprovado.

Não há garantias, nem nada do gênero. Tenho exatamente oito dias até o derradeiro fim, estou depressivo, triste. Provavelmente esteja fazendo tempestade em copo d'água, mas sei lá. Já passei por muito aperto pior nessa vida, já passei por muitos obstáculos, sempre superei na base do meu esforço e vontade imensa de terminar. O TCC seria um problema como todos esses, se a reprovação no semestre passado nunca tivesse acontecido. Acredite. É algo totalmente diferente.

Encarar a panela do corpo docente do Senac, não há garantias que meu esforço será compensado lá. Não é uma corrida que eu, mesmo com joelho doendo, fadiga, cansaço e batimento cardíaco beirando os 190 não consiga terminar.

É como correr até chegar na linha de chegada. Aí chega alguém e te barra, e não te deixa passar, mesmo depois de tanto esforço. Foi assim que foi minha reprovação. Nem pra banca eu fui no semestre passado. Por isso o problema não é se dedicar ao TCC. E sim, porque querendo ou não, lá na frente terá esse fantasma dessa loura do banheiro ridícula que vai me aterrorizar.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Divinity in motion.


Uma delas é uma mulher já. Sempre disse que era rodada, que tinha o desejo de ter um homem ao menos por semana pra dar uma comida. No começo, nunca achei nada demais, francamente. Não critiquei, não achei estranho, nem nada. Com o tempo percebia que quando nossos olhares se cruzavam, eu via uma pessoa totalmente diferente daquela que se dizia da boca pra fora. Via alguém pra ficar ao lado, dar boas risadas, mas acima de tudo alguém que parecia que lá dentro tinha muito amor pra dar. Não parecia a mesma pessoa que dizia as coisas libidinosas de outrora. Me parece sempre alguém sozinha e triste, e que talvez naqueles poucos segundos que a gente se olhe fixamente, a gente se encontra. E sinto ás vezes que eu a "curo" desse mal.

A outra é também uma mulher crescida já. Acho impressionante como o olhar dessa é bem penetrante. Tudo bem que é oriental, o que já é uma grande vantagem pra mim, mas ainda é minha favorita, minha campeã. Uma pessoa séria, mas também engraçada, com um corpo lindíssimo para uma oriental, altura não me incomoda tanto. Sempre a encontrava nos fins de semana, e devo dizer que o tempo sempre voou quando estávamos juntos. Seus olhos me olhavam de baixo - pela sua altura, mas pareciam que eram maiores que eu. De alguma forma eles me atraíam e me empurravam, sempre me pareceu alguém simplesmente ótima. Uma pessoa completa, não vou negar, em todos os quesitos.

Já esse outro olhar me lembra por causa das risadas. Sempre falando sorrindo, seu próprio olhar passava essa alegria, essa vontade de viver, essa capacidade em ver todas as coisas bonitas do mundo. Nunca entendi como nós, inclusive no mesmo signo, fôssemos tão diferentes nesse quesito. Talvez seu olhar tingisse de colorido o mundo, chamasse todas as cores quando eu estava enxergando tudo em cinza. Mesmo quando ficava séria, seu olhar parecia feliz, engraçado até. Arregalava os olhos de uma maneira única. Uma vez, numa balada, vi seu olhar cheio de felicidade se tornar um olhar de mulher mesmo enquanto dançávamos. Podia ser mais velha que eu (diga-se de passagem, todas sempre são mais velhas) mas aquele jeito de menina, quando mostrava seu lado de mulher, nada eu tinha pra fazer, a não ser abrir um sorriso - meio sem graça até - mas um sorriso meu por ter visto aquela mutação grandiosa.

Não sei o que esse outro olhar tem. Tem as artes dramáticas até mesmo impregnadas na sua expressão. Arregala os olhos, prende eles em você, e mesmo quando desvia rapidamente, volta tão rápido quanto. Quando você fala, você percebe que ela está realmente prestando atenção. Arregala os olhos, balança a cabeça positivamente, parece acompanhar cada movimento do lábio. Tem um dos sorrisos mais belos também, um pouquinho de sangue italiano, como ela diz. É coisa do nosso sangue. Mas acima de tudo parece um par de olhos que te puxa e te prende, mas parece te torturar. Mas é uma tortura deliciosa, porque mesmo que você se afaste, esse olhar me puxa de volta. Mas não me engole, me deixa sempre nessa tênue linha.

Talvez essas quatro mulheres, tão diferentes, as quatro sequer se conhecem. Mas traduzem bem... Divinity in motion.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A pasta Rebirth

Duas semanas pra entrega do TCC. Enviei pra orientadora o último capítulo para receber a benção, e estou no aguardo dos outros. Estou nervoso, bastante tenso com tudo. Falta apenas consolidar tudo num único arquivo e arrumar algumas referências bibliográficas. Ontem estava com o braço direito doendo horrores, hoje até que estava bem.

Então consegui fazer bastante coisa.

Quando comecei esse semestre, lá em agosto, estava me sentindo ruim. Tinha decidido que largaria tudo, largaria meus esportes, minha academia, meu blog (quase! mas faltou um layout novo estrear.. o average HERESY), os passeios, a fotografia, a possibilidade de encontrar um amor, minha prática budista...

Lá no primeiro dia, coloquei uma pasta chamada Rebirth, renascimento em inglês. Nela, eu colocaria tudo o que produzisse, e levaria para todos os locais essa pasta, por pendrive, no Skydrive, entre outros tantos. Seria um renascimento. Mas para renascer, eu teria que "morrer" primeiro. Acho que nunca, nesses dois longos meses, me senti tão ruim como agora. É incrível como um TCC nos faz sentir, e o pior, não há nenhuma garantia de que vá passar. Ainda mais das circunstâncias do qual fui reprovado semestre passado, me faz ser descrente em absolutamente tudo.

As pastas antigas eu mantive. Ainda tem lá meu TCC de quase cem páginas que resultou na minha injusta reprovação. Mas apareceu um novo, com quase tantas páginas quanto, que espero que me passe.

Duas semanas. Foram dois meses que passaram a verdadeiro passo de tartaruga. Dois anos de trabalho, de expectativa, de que esse dia 25 de outubro nunca chegasse. E agora que a hora está chegando, eu não sei o que fazer. Talvez isso seja mesmo a morte, onde nada mais tenho do que aceitar que é inevitável, e depois renascer de novo.

sábado, 9 de outubro de 2010

Uma outra discussão sobre o processo eleitoral.

Bom, essa eleição, pelo menos pelas pessoas do meu círculo, foi marcada pelos "revoltadinhos de merda" que diziam que iam anular o voto porque tinham pinto pequeno. Achavam que isso era o correto, e blábláblá, "eu faço o que quero com meu voto", blábláblá, etc.

Essa discussão não vai dar em nada. Vocês lutaram pela democracia nesse país, agora nada mais certo do que serem obrigados a votar. Hahahah! Eu ainda acho isso uma coisa de paspalho, se quiserem mesmo acabar com a obrigatoriedade do voto, não é na hora da eleição que deve fazer isso. Já começa por aí. Mas não vou entrar nessa discussão.

Quero mostrar esse link. O mapa abaixo também é interessante.


Bom, todos sabem que meu voto foi 43, na Marina. Mas é interessante ver como é engraçado esse esquema de democracia direta como método de eleição nesse país. Moro na zona eleitoral bem ali onde tá a setinha, e como podem ver, é uma região BEM petista. E não vou negar, o que não falta aqui são carros de som falando do PT.

É um lugar onde tem uma porrada de gente, e essa porrada de gente escolheu Dilma Rousseff. Provavelmente no governo, eu não sei. Mas o tio Serra não fez muita coisa pela gente aqui não. A única coisa realmente significativa foi ter dado uma meia dúzia de cadernos e mochilas para a molecada do ginásio, e ter começado a construir mais uma estação da linha 6, lilás, a Adolfo Pinheiro, da nossa famosa linha de Metrô Capão Redondo (leia-se porra nenhuma) até Largo Treze (leia-se a merda do lado).

Porém veio atrasado. Até o site do Expansão SP saiu fora do ar. Era pra estar entregue toda nesse ano, mas o governo preferiu fazer metrô pra galera que mora na Oscar Freire (que deve ser umas treze pessoas e dois moleques que moram lá pra usar aquela porra de linha amarela) do que ajudar mais de 270 mil habitantes do Capão que vivem enclausurados aqui.

Por essas e outras, eu acho que foi um puta vacilo da máquina eleitoral do PSDB. Eles tem que entender que, quem decide uma eleição somos nós, periferia, que temos muito mais habitantes que qualquer outra parte da cidade. Se vocês não fizerem coisas legais conosco, é inevitável. Não vão ser os engravatadinhos de Pinheiros que vão te colocar lá. Claro, eles vão ficar enchendo o saco contra quem é petista.

E não adianta dizer que é síndrome de partido. O Kassab eu vi um monte de gente daqui votando nele. E elegemos o cara do Democratas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

...Transformar qualquer ato em justiҫa.

"O que importa é ter uma forҫa absoluta. Uma forҫa para transformar qualquer ato em justiҫa."

E lá estava ele. Sentado na minha frente, com uma cara toda encardida, barva por fazer, e um cheiro de alcool e cigarro misturado. Olhava pro chão, estava cabisbaixo e parecia se sentir um lixo.

Um "inimigo mortal" meu. Quanto tempo esperei por isso? Dez anos. O maior responsavel pelo expurgo de meu irmão disse estar dominado por um demonio interior. Uma semente plantado por ela. Uma mulher chamada Vittorio.

"Acho que lhe devo desculpas. Não era eu, fui na conversa dela, ela tingiu minha alma de preto", ele disse como se fosse quase uma sentenҫa de vodú.

Parecia que era um dia comum. Esse mesmo homem chegou ao recinto e Vittorio estava sentada na poltrona.

Numa conversa que comeҫou com um questionamento acerca da inocencia de meu irmão, terminou numa longa troca de farpas. E com a seguinte frase, proferida pela mesma:

"Eu sou a JUSTIҪA!! Apenas eu, e todos os meus atos serão a justiҫa, errados ou não, mas serão!"

"Justiҫa...", ele só precisou dizer isso. Sua alma já era dela.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Direcionamento de propaganda errado.

Estou aqui no trabalho e acabo de receber uma ligação da Cielo me oferecendo uma porra duma maquininha pra passar cartão.

Eu acho que eles, e a Redecard, tomados pela rivalidade do setor ficam fazendo propaganda em tudo quanto é canto, e até eu que nem tenho uma loja quero ter a porra duma maquininha da Cielo não sei pra que diabos, mas eu quero ter! Maldito capitalismo, qualquer um diria. Afinal, pra eu, que sou consumidor, estou cagando e andando se a loja que vou tem Cielo ou Redecard. Apenas quero pagar. Elementar!!

Então, porra, dá pra fazer uma propaganda mais direcionada? Imagine se uma empresa de motores do Gol anunciasse no Faustão?
Até o favelado iria querer ter a porra dum motor pra fazer não sei o quê! Mas já que propagandas são algo que não podemos fugir, será que ao menos pode ser melhor direcionada, Cielo?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Mundo de Matrix

Eu odeio esse marasmo.

Hoje nada no dia fazia sentido. Não sei se foi por causa dos Beatles e suas mensagens subliminares nas músicas, ou algo do gênero. Dormi no ônibus. Acordei, ele mal tinha saído do local.
Cheguei ao trabalho quase que atrasado. Cheguei com uma dor de barriga, e a menina que nunca vi falar na vida estava falando pelos cotovelos. E tinha chegado antes de mim ao serviço.

Trânsito infernal logo ás 8h da manhã. Não entendi o porquê, mas tinha uma loura com uma bunda gigantesca me encarando no ônibus. Pensei que tinha alguma coisa na minha cara, pra ela fazer aquela cara estranha.
Chegando no trabalho a menina da recepção me olhou com uma cara similar.
E a dor de barriga aumentando. Fui ao banheiro e só caguei pedrinhas. Seria grande bosta, mas foi apenas pedrinhas de bosta.

E minha cabeça tá com um zumbido estranho no ouvido direito.
Realmente, hoje começou um dia estranhíssimo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Video Games Live... Novamente!



...E esse ano não poderia ser diferente!

Foi um troço conseguir esses ingressos. Meu restinho do ordenado foi inteiro, mas foi feliz.
Próxima sexta-feira, é nóis. Na maior conglomeração nerd fãs de games do país. Grande bosta! hahah!

E o TCC?
Enfia no teu cu. Igual o bambu!

domingo, 3 de outubro de 2010

"Você é a pessoa que eu mais me orgulho nessa vida".

Estava eu sentado embaixo de uma árvore. Ouvi uns passos ao longe, mas não me virei. Parecia uma criança emburrada, e de fato era. Devia ter uns doze anos pra menos, acho. Ouvi uma voz masculina bem grave ao fundo.

"Ora, te achei. O que está fazendo aí?", disse o homem.

"Estou só ficando longe daquele pessoal ali. Pra variar estão falando mal do meu irmão mais velho bem alto pra eu ouvir. Bando de moleques idiotas..."

"Não... Não me diga que você bateu neles?", ele argumentou gaguejando e com medo.

"Não! Claro que não. Meu irmão ensinou que se ganha muito mais protegendo do que agredindo as pessoas. Tenho que acreditar nisso, senão..."

"...Senão você já teria partido pra cima deles?", ele finalizou, fiquei quieto, e ele por sua vez sentou do meu lado.

Naquela hora passou um vento gelado. Eu era apenas mais uma criança gorda e antipática, tímida e chata. Não sabia sequer sorrir, mas aprendi a sorrir bem mais tarde. Já naquela época minha vida tinha um aspecto muito cinzento, algo que demoraria pra superar. E mesmo hoje, ainda luto pra superar. Foi então naquele vento, cheio de folhinhas caindo, que o velho homem me disse algumas coisas que jamais esquecerei.

"Não deve ser assim. Cada um carrega o que o destino que aguenta. Você é mais forte ainda que o seu irmão, e sem dúvida esse caminho que você vai trilhar vai servir de exemplo pra outros".

Não entendi bolhufas. Mas mesmo assim aquelas palavras ficaram gravadas com caneta na minha memória.

"Bondade, sabedoria e força. Não poderia ser mais feliz do que agora, por estar ao seu lado. Em outras palavras, você é a pessoa que eu mais me orgulho nessa vida".

Meus olhos começaram a lacrimejar e levei o braço pra enxugá-los, como toda criança faria.

"Ah, seu idiota... Agora que você disse isso não vou deixar você ir embora nunca! Nem que me implore!!", eu disse, ouvindo as suas risadas ao fundo.

"Hahaha! Não se preocupe! Isso jamais vai acontecer. Você já estará andando com suas próprias pernas muito em breve! hahaha!!"

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