segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Peraí, Capitão Nascimento, não é bem assim...

O Rio de Janeiro está um caos. Os palestinos da Vila Cruzeiro estão atacando os judeus ricões que moram em Copacabana. A mídia então cai em cima, com um sentimento de que "Tudo irá terminar bem, acabaremos com o tráfico na base da repressão, assim como acabamos com os Palestinos, com os Bascos, com os Tibetanos e outros grandes exemplos que o mundo nos ensina".

Coincidentemente, os palestinos, bascos e tibetanos continuam aí, firmes e fortes, matam quinhentos de uma vez, os três que sobrevivem criam um exército de setecentos alguns meses depois. E assim caminha a humanidade.

Vai dar certo? Vai nada, acordem. O povo prefere investir numa polícia do que resolver o problema a longo prazo, destruindo as favelas, criando ruas, entre outras boas soluções. Brasil sempre foi um país de soluções emergenciais, um país que revencia o Bolsa Família, a mesada do governo, ou então que prefere investir milhões em segurança do que atacar o problema na raíz: aumentando o salário, dando condições bacanas de vida ao povo carente e claro, acabando com o tráfico de drogas.

Policiar fronteiras? O escambal. Todos sabem que muita droga também é plantada e cultivada no Brasil. Hipocrisia.
Invadir o complexo do Alemão? De nada adianta, se o PAC ainda está no inicio do começo pra reabitar o local.

O que mais me dá raiva é como os jornais transformam nisso num espetáculo. Não são poucas pessoas que vêem a situação do Rio como a de uma faixa de gaza, como se fosse um país longíquo daqui. Assim, fazem as pessoas entrar em pânico e se trancar em casa, chamam de terrorismo o que não passa de churrasquinho de duas dúzias de Corsas (o carro). Vide os ataques do PCC em São Paulo, em 2006. Eu moro no Capão Redondo, lugar onde afirmavam que era a morada do Primeiro Comando, sobrevivi, e não vi porra nenhuma na rua. Nem bandido, nem policial, muito pelo contrário. Todos estava fechados dentro de seus recintos com medo de sabe lá Deus o quê. Tudo porque atearam fogo em alguns ônibus. Mas a imagem do ônibus sendo queimado com a narração do Hermano Henning dizendo que eram atentados terroristas se fixou na cabeça das pessoas de tal maneira que tinham expectadores que vinham pessoas dentro dos ônibus.

E os bandidos esvaziavam os ônibus antes. Alguns davam até o endereço de onde o ônibus seria incendiado.
Agora me fala, que "terrorismo" é esse? Terrorismo de jornalista, só se for!

domingo, 28 de novembro de 2010

Não uma companheira na definição mais comum.

Estava com talco para o sapato em mãos. Não é algo que eu usava muito, mas gostava de cuidar dos meus pés. Foi então que um homem grande e barbudo apareceu ao meu lado e puxou conversa.

"Você não usa muito isso, mas gosta de ter na sua casa, acertei?".

Olhei pro lado e não entendi o que ele dizia. Falava com uma certa confiança, é verdade. Em Wal-Marts sempre tenho o azar de sempre encontrar alguma figura estranha. Por isso evito entrar nesse varejista ao máximo. Respondi balançando a cabeça - usar talco nos sapatos dá sujeira, deixa as roupas marcadas, e é esse um dos motivos pelo qual eu só uso meias brancas.

"Sim... É bom de vez em quando, embora eu não use sempre".

"Eu acho que tem relação com algo da sua vida. Dá pra perceber bastante como a pessoa é pelas suas ações. E vendo seu carrinho de compras e a aliança dourada em seu dedo...".

"Ah tá, falou." - e fui embora.

Duas prateleiras mais a frente, enquanto fugia do cara, ele apareceu de novo.

"Sua aliança... Você é casado?"

"Isso não é da sua conta, senhor. Desculpe."

"Você a ama?"

Parei por um momento, pausei até a respiração. Porém, mesmo assim, respondi a verdade.

"Sim. Eu a amo sim".

"Suas palavras parecem verdadeiras mesmo. Se você diz isso, é a mais plena verdade".

"Então o senhor me dê licenç..." - ele me puxou pelo braço.

Aí ele olhou nos meus olhos.

"O que eu acho mais interessante é que o seu amor por ela nasceu de um jeito diferente...!"

"Me SOLTA agora", eu disse.

"Vocês provavelmente não tinham uma relação como um casal qualquer, cheia de paixão, mas cada um de vocês dois gostavam um da companhia do outro. Um se sentia bem ao lado do outro, uma vez que vocês não tinham as relações carnais com tanta frequencia como os outros casais".

"Escuta aqui, senhor, vou chamar o seguranç...", ele me interrompeu de novo.

"Você nunca quis uma mulher pra ser uma companheira 'amante', mas uma companheira 'parceira'. Uma mulher que fique do seu lado, que te ajude numa compra junto, que esteja do seu lado vendo tevê, que te acompanhe em jantares, não necessariamente alguém para beijar ou fazer sexo como as outras pessoas querem. É como o talco, não é?"

"...O talco? Como assim?? Você tá maluco?".

"Não é algo que você use todo dia, pois você é uma pessoa de alma solitária. Mas que esteja sempre lá disposta e que te ajude quando você precisar, que esteja do seu lado quando você estiver necessitado. Acho isso poético, você eleva a relação a um nível que muitas pessoas poderiam aprender com você e..."

Virei e fui embora, dando um empurrão no cara que caiu na prateleira do arroz, por sorte, sem derrubar nada. Não acreditava que um cara descobriria tanto sobre mim apenas observando um carrinho de compras. Ele ainda parecia estar falando sozinho. Fiquei com um pouco de medo é verdade, mas aquelas palavras me fizeram pensar sobre o que eu queria da vida. E sobre o tipo de mulher que eu sempre busquei. E que em alguns momentos da vida eu tive.

Que talvez eu não queria uma namorada para ser uma amante vigorosa. Mas uma donzela que fique ao meu lado, e que me diluísse de alguma minha alma solitária, que não confia em grande parte das pessoas e não gosta de se relacionar com pessoas além do comum...

sábado, 27 de novembro de 2010

Apenas viva.

"Sempre assim. Desde cedo, desde que era uma crianҫa com responsabilidades maiores que você".

"É. Mas isso não tem nada a ver com o fato de não gostar da minha infância..."

"Sim, eu sei. Mas por ser um jovem que tinha uma vida e responsabilidades muito maiores que até mesmo um adulto, você se tornou o que é hoje".

"Depressivo?".

"Não".

"Então o quê?".

"Alguém que não sabe viver. Por isso mesmo digo pra você arranjar uma namorada, comprar algo legal, e não apenas ter personalidade".

"Saber... ''viver'?".
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Discussão esquentadinha no busão

Ontem peguei uma condução em Santo Amaro pra ir pra academia malhar.

No ônibus, uma mulher subiu no ônibus com uma criança e uma mulher gentilmente cedeu o lugar pra ela. Não era um lugar reservado (com aquele amarelo estampado), porém, o marido dessa que cedeu o lugar de alguma forma ficou com muita raiva ao ver a mulher levantando pra dar o lugar à donzela com o filho. Ele disse em alto e bom "Porra, porque você se levantou, mulher? Não era lugar marcado! Se estivesse num lugar marcado você teria que levantar!

E aí começou uma discussão no ônibus, hahaha. É engraçado porque eu fiquei dando risada na hora, e estou dando risada agora lembrando. A esposa do brigão estava tentando acalmar os ânimos, enquanto a mãe com a criança de colo sentada chamava ele de "filho de puta". Resultado? Desci no Socorro (como faço habitualmente) só que na frente tinha uma viatura da polícia. Está tendo polícia lá porque anda rolando muitos assaltos na região ali da Av Victor Manzini.

O cara ia bater na mulher que estava com o bebê. Disse que não leva desaforo pra casa, enquanto o esposo da mulher com o filho estava acalmando os dois, uma vez que a mulher com o bebê não parava de botar lenha na fogueira. O brigão chegou inclusive a se levantar e dizer que ia bater na criança que tinha um filho, e eu em pé bem na frente dele, hahaha.

Eu, francamente, naquele momento queria era cair fora porque a situação tava já beirando a baixaria. =P
Meio estranho isso, mas os dois estavam errados, e parece que não iriam parar a discussão tão cedo.
A mulher com o bebê não parava de xingar o cara, o brigão estava estressado e disse que ia dar porradas nela. Os respectivos cônjuges no meio da briga tentando acalmar os ânimos de seus parceiros, e por aí vai.

Resultado foi que o brigão desceu e foi enquadrado pela polícia. Vi ao longe os policiais o imobilizando e depois tendo um longo papinho com ele. Desci e fui pra academia, mas era engraçado ver a reação das pessoas na rua.
Nem sabiam metade do que tinha acontecido, claro.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Acabou.


Enquanto estava em lágrimas, hoje, o professor Nelson deu um tapinha de caminhoneiro nas minhas costas e disse: "Calma, Sir Alain, calma".

Lágrimas nem sempre são sinônimo de tristeza. Lágrimas acima de tudo significam uma emoção forte. Tinha prometido há uma donzela - que infelizmente faleceu - que nunca mais choraria por nada. Já descumpri essa promessa um cem-número de vezes, é verdade. Ela deve estar me olhando lá de cima com muita raiva. Mas é a vida, certo? Texto é grande, já vou falando... Mas se puder ler, acho que não irá se arrepender.

Acredito que tudo isso começou lá atrás, quando eu num acesso de fúria mandei tudo para "aquele lugar". Pra quem nunca foi reprovado em absolutamente nada na vida, isso foi mais que um baque. Foi experimentar o que todos experimentaram na adolescência, só que na fase adulta.

Não vou dizer que aprendi com isso, pois acho que estaria sendo conivente com o que fizeram comigo. Meu desejo seria arrancar a cabeça de todos e dar para os cachorros comerem, mas infelizmente a lei não permite isso, é ilegal nesse mundo injusto. Foi ruim? Foi. Foi péssimo. Ver meus amigos se formando esse semestre, e eu que sempre fui um aluno exemplar deixado pra trás foi uma das piores sensações que tive na vida.

Passou maio, junho, julho. Veio agosto. Um mês muito tenso, pois fui efetivado, estava numa fase muito estressante no trabalho e na faculdade. Foi aí que tomei a decisão de parar a academia pelos dois meses pra me dedicar ao tcc. Teve um feriado complicado no meio. Eu renasci (literalmente) e terminei (oba!).

Esse semestre em si tiveram uns fatos que pesaram bastante.

O fato de eu ter parado a academia. Sorte minha que não engordei, mas ainda estou fora de forma pra correr. Tecnicamente eu nunca estive em forma pra correr, mas isso é um detalhe!
O fato de eu ter até mesmo parado de frequentar o templo budista da Shinnyo-en. Mas mesmo assim fui algumas vezes, numa delas pra acompanhar o depoimento da Denise, que foi lindo e emocionante.
O fato de eu não ter saído em nenhum dos finais de semana, já que só tinha eles pra dedicar ao TCC. Exceto um deles que teve aniversário da Verinha na balada!
O fato de mesmo eu fora de forma ter participado de duas corridas. Em plena época de TCC.
O fato de eu chegar sempre estressado em casa, a ponto de estar com olhos doendo de tanto cansaço e ficar escrevendo texto até o ponto em que absolutamente nenhuma palavra fazia sentido. E ainda ter que acordar no outro dia pra trabalhar.
O fato de, nos últimos dias, eu ter praticamente varado a noite. Em um deles, ter pedido o horário de almoço no serviço pra tirar um cochilo, pois não aguentava mais.
O fato de, no feriado de sete de setembro, depois de ter corrido e voltado pra casa, eu simplesmente me trancar no banheiro e chorar desesperadamente pois não estava aguentando a pressão e estresse no trabalho e a pressão do TCC.
O fato de eu ter feito absolutamente tudo sozinho. Não pedi pra revisarem, foi tudo eu mesmo. Pedi ajuda em coisas simples pra pessoas, que de sua forma, me ajudaram imensamente em seus atos.
O fato de o medo de outra reprovação estar me rondando. Foi muita pressão.

Até que hoje eu estava até que relativamente calmo. Mas hoje, ao chegar no Senac, uma meia hora antes da banca, me subiu uma espécie de angústia na alma. Pensei que, estava esperando o momento da banca desde que o ano começou. Que agora era minha chance. E que estava com muito, muito medo.

Para minha sorte, a banca correu tudo bem. Os professores leram, opinaram, e depois pediram pra eu sair da sala um momento. Pediram pra eu entrar e deram o veredito final. Nota 8,5, e quando ouvi isso não aguentei e... Chorei. =)

Eu esperei isso pelo ano inteiro. Se teve alguém que deu corpo e alma nisso fui eu. Acho que, de alguma forma, eu fui até o fundo do poço e descobri que lá tinha uma puta duma mola, que me jogou pra cima. Eram lágrimas por todo o desespero, a melancolia, as horas e dias em claro, os energéticos (e não foram poucos!) e tudo aquilo que me fez dedicar tanto quanto eu me dediquei no semestre passado em que fui reprovado com aquele monografia de 96 páginas.

Esse semestre, foram 103! Voltei pra casa com quatrocentas folhas na mochila, mas depois de tudo o que aconteceu, eu nem ligava mais em levar esse peso. Levei com um sorriso de bochecha a bochecha.

Muito bom. E pensar que semestre que vem tem mais... hahaha. Tem mais um semestre de TCC, o último!
Nos vemos em fevereiro então. Até lá, não quero nem ouvir falar de TCC! Já paguei todos meus pecados nesse, hahaha. Tenho até créditos. =)

Obrigado a todos pelo carinho e pela força.
E quem quis me fuder, enfia o dedo no cu e taca a mãe pra ver se quica!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Apple modifica o mercado. Mas nunca consegue se manter no mercado.

Esses dias estava lendo algumas coisas legais sobre Blackberry e resolvi refletir um pouco. O que falo aqui vai de encontro com o que muitos designers pregam, até porque 90% dos designers são verdadeiros amantes da maçã de Steve Jobs. Eu não sou. Na verdade eu reconheço que existem algumas coisas boas, e sou bem suspeito pra falar até porque sou designer. Mas a questão que quero levantar aqui é que a Apple é uma empresa muito mais de "revolução" do que de "evolução".

Tomemos o exemplo do iPhone e os primeiros Macintosh, e compararemos com outros tantos de acordo com essa perspectiva.

Macintosh revolucionou o mercado pois tornou o computador pessoal. O iPhone revolucionou o mercado pois introduziu uma nova interface e um sistema operacional, dando ênfase basicamente à interação. Seria tolice dizer que celulares não eram computadores antes do iPhone pois... Eram! Nokia N95 foi um celular muito importante, e foi lançado no mesmo ano. Mas a interface dele era muito rudimentar em comparação ao celular do Steve Jobs.

Revolucionou é mudar o paradigma. Cada vez mais celulares têm touch screen, a interface de toque caiu no gosto das pessoas. Ter uma tela gigantesca e poucos botões (ou nenhum!) é a nova ordem. Porém, o iPhone está caindo muito no mercado. Graças a isso se dá pelos seus concorrentes que lançam celulares com mais recursos de hardware, por exemplo, mas que continuam perdendo do iPhone quando falamos de... Interface!

iPhone demorou a gravar vídeos, a ser multi-tarefa, a ter resolução maior de tela, entre outras trilhões de coisas. Ao mesmo tempo, Androids e Blackberries começam a ganhar mercado cada vez mais.

Steve Jobs ainda quer se justificar dizendo o porquê do iPhone não ter recursos que os outros já tinham há décadas. E aí que ele perde cada vez mais mercado. Talvez o segredo dos celulares não seja apenas a questão de interface (sempre impecável nos produtos Apple) mas os recursos de hardware também, porque não? Ou então recursos de ferramentas, seria uma boa também. Por isso mesmo a Apple é uma empresa que muda totalmente os conceitos do mercado, porém dificilmente se mantém ativo nele. É como iMacs, viram produtos de nicho, quando a grande maioria usa Microsoft.

Isso se dá pela cabeça do Steve Jobs. Que ao mesmo tempo que é uma pessoa muito inteligente, grande vendedor, é também um cabeça de bagre que tenta justificar o que seus produtos não tem. E fazer com que as pessoas gostem de seus produtos apenas pela interface, e não pela potencia da máquina.
Um exemplo bacana? Isso aqui. Leia com atenção. =)

sábado, 20 de novembro de 2010

Terҫa é dia de banca.

Enfim. Passou, passou, passou... Será o dia D, o dia que estou esperando já o ano inteiro. Tenho um pouco de receio, banca de tcc não é algo tão tranquilo, mas vamos nessa.

Cheguei até aqui, e agora é a hora de lutar. Forҫa!

Sempre gostei de terҫas-feiras não sei porquê. Deve ser um bom sinal.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

A single finger to believe in God.



Uma vez, um amigo na sexta série tinha machucado o dedo. A ferida tinha sido profunda, e ele tinha me mostrado que até mesmo pus estava saindo - era algo realmente muito feio.

Ele disse que o perigo maior era ter que amputar o dedo. Embora ele falasse aquilo com uma calma tremenda, eu achava aquilo quase como perder um membro inteiro. Sem ninguém da minha casa falar, nem nada, todos os dias ajoelhava e rezava pelo dedo desse meu amigo. E todos os dias eu me ajoelhava pra Deus, fazia a oração, e pedia pra que melhorasse a sua saúde.

Duas semanas depois o dedo estava bem.
Nem eu tinha entendido. Naquele momento percebia que existia um Deus - algo complicado de uma criança assimilar. Talvez eu tivesse minhas dúvidas, mas a partir daquele momento eu não teria mais dúvidas. O dedo do meu amigo, graças às minhas orações, estava lá, no lugar.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

average HERESY!!


Ufa! Pronto!

Era pra ter saído há décadas, mas o TCC foi novamente um grande impecilho.
É o último da série, começou lá atrás, no começo do ano com o average PSYCHO, onde mostrei todas as pessoas que de alguma forma foram "psicopatas" comigo, o mais recente average FURY, que já estava me dando nos nervos aquele fundo vermelho, que mostrava as pessoas na vida que mais senti raiva, e por fim agora, o average HERESY, onde eu queria aproveitar e falar de crenças pessoais.

Esse será o que obviamente mais quero tratar sobre o tema.
Ao menos não estarei ofendendo ninguém (ou não!).

Preciso atualizar o Pegasus Museum...!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Diário de Fotógrafo #6 - Rendezvous (3)

Acho que já deu de fotos, né? Hehehe! Brincadeira.

Mais algumas, vamos nessa! Lembrando que foi tudo improvisado. Não tenho estúdio, nem tenho como alugar um. Nada que não se resolva com uma parede branca e uns fundos aleatórios, pra gambiarra que foi feita, até que saiu bem bacana o resultado final. Engana bem, pra primeira vez que foi feito por mim, hehe.

Acho que a idéia foi captar algo além da lente. Gostei muito da dramaticidade da Ariana, conseguia ficar séria, sorridente, feliz, triste, nervosa e isso passava muito na foto, o que foi mais bacana.

Eu não curto muito o clichê de "fotos com sorriso aberto". Essas fotos que mostram dentes pra mim já virou tabu de "foto pra Orkut". Porque pessoas ADORAM colocar fotos deles com aquele sorriso assim: :D

E isso pra mim já encheu o saco. ¬¬ Não gosto muito de fotos com pessoas sorrindo porque na minha cabeça eu já penso que aquilo é pose pra colocar no orkut ou facebook da vida, hahaha. É complexo meu, calma.

Por isso aprecio muito no máximo um "sorriso de Monalisa", só com o lábio, nem que seja uma coisa bem sutil. Dependendo do ângulo, fica bem bacana e acho que simboliza mais um trabalho sério. Se ficar séria então, tá em casa. =)









Que justiça que você aceita?

Dois homens conversando. Uma conversa estranha, verdade.
A frase principal era: "O necessário é uma força pra transformar qualquer ato, errado ou certo, em justiça".

A justiça é justa. Não quer dizer que é certo ou errado.
Porque o conceito de certo e errado é como bom ou ruim. Isso varia do tempo, da circunstância.
Não existe algo que é certo eternamente, assim como não existe nada que seja completamente errado.

O maior exemplo disso, é obviamente, os valores de cada época e sociedade. Eles são mutáveis pois a justiça é plenamente mutante.
A justiça é a força que transforma o "certo" ou "errado" em algo muito além disso. Transforma ambos, dependendo da necessidade da época, em "justo".

Se minissaia era algo inimaginável no começo do século XX, hoje ver uma menina dançando sem calcinha é algo plenamente comum.
Digo, claro que muita gente vai dizer que isso não existe, mas se você parar pra ver é isso o que acontece. Se mesmo vendo, você negar, você está sendo hipócrita.

A mesma coisa é possível de se observar nas leis e tudo mais.
E ganha quem tem essa força pra transformar o certo ou errado em justiça. Você acharia justo Israelenses bombardearem a Faixa de Gaza? Israelenses são pessoas ricas, em um país no meio do deserto com uma grande desenvolvimento. A faixa de gaza são uns pobres favelados árabes, com algumas armas, mas o mundo faz crer que, o terrorismo que ele faz é mais desumano do que os bloqueios e vida podre que os judeus do outro lado mandam neles.

Não sou contra o estado judeu de Israel. Mas é uma briga de Gato e Rato.
O único problema é que os ratos, quando percebem que não tem pra onde correr, apostam tudo e mordem os gatos.
Mesmo que isso lhes custe a vida depois.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Diário de Fotógrafo #5 - Rendezvous (2)

Mais fotos! =) Agora com duas da Letícia Andrade, irmã da minha caríssima amiga que sofre de obesidade mórbida, a Aline. E mais algumas da Ariana também.

Força Aline! Estamos com você para te apoiar na operação de redução de estômago! FORÇA, AMIGA!! kkkkk.. Brincadeirinha!







domingo, 7 de novembro de 2010

Ilumine as pessoas...

"Imagine uma vela. Imagine essa vela se apagando. Mesmo ela se apagando você percebe que ela continua emitindo luz, iluminando a todos, não é mesmo.

Você é essa vela para essas pessoas. Você que ilumina o caminho das pessoas ao seu redor. Sem você as pessoas se perderiam na escuridão.

Seja essa vela para as pessoas e nunca deixe de iluminá-las. É com a sua força que as pessoas irão cada vez mais longe."

No meu templo budista realizamos o sesshin, que é uma meditação onde com a ajuda de um médium (reinosha) conseguimos que ele leia nosso coração e dê alguma dica, ou luz para nossa vida.

Fiz há alguns minutos e saiu isso. Luz para as outras pessoas? Não sei se eu seria a pessoa mais indicada para ser essa luz. Mas isso me tocou profundamente, a ponto de eu quase chorar enquanto recebia as palavras do médium.

Tou sem ar ate agora. Agora sim que eu tive noção quenão devo nunca mais deixar essa minha vela apagar. Se é verdade que de alguma forma eu ajude as pessoas então devo talvez me esforçar pra isso.
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sábado, 6 de novembro de 2010

Diário de Fotógrafo #4 - Rendezvous (1)

Vou colocar aos poucos porque saiu MUITO material legal!
Foi um ensaio com duas amigas que fiz há um tempo. As que mais gostei vou colocando aqui, aos poucos:






Agradecimentos mais que especiais à Ariana Cavalcante por ter topado!
Tem que ter coragem, heheh.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Questão de carma...

...Que me impede de me relacionar com nenhuma garota. Ela continua como um fantasma atras de mim. E acho que talvez nunca me abandonará.

Seria pedir demais se você me deixasse em paz? Ou então que um belo dia acordasse e descobrisse que tudo aquilo não passou de um sonho ruim?

A realidade é uma das coisas mais difíceis de se encarar na vida. Eu juro que estou tentando seguir em frente, dando o melhor de mim pra superar de uma vez por todas, mas do que adianta se eu ainda ando nas ruas torcendo pra esbarrar em você em qualquer esquina mesmo sabendo que isso é impossível pois você não pertence a este mundo?

Carma. Essa é a cruz.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Será que uma mudança de slogan salva a Nokia?

Que a Nokia está falindo, isso ninguém nega. Lembro de quando vi na faculdade uma palestra em 2008 de um dos chefes da Nokia no Brasil dizendo que eles não temiam em nada o iPhone. A diferença é que o iPhone - não dizendo que ele seja necessariamente bom ou ruim - mudou completamente o mercado de celulares que pede hoje uma outra coisa. Queremos sistemas operacionais que além de agradáveis, tenham uma ampla comunidade de desenvolvedores além de outros tipos de apelos genéricos para o público.

Nokia mudou de CEO, agora está com um canadense e mudou seu slogan. "Não é a tecnologia, é o que você faz com ela", que tenta, pela milésima vez, tentar manter-se no mercado usando o sistema operacional que praticamente apenas ela usa, que é o Symbian (agora na sua terceira versão) contra o Android, iOS e Blackberry OS (que este último está chegando na sua sexta versão muito em breve no Blackberry Torch).

Francamente? Acho que a Nokia está se enfiando num buraco que acho que dificilmente uma boa propaganda vai ajudar. Fim do ano está chegando, pessoas estão com bolsos mais abertos e prontas para gastar. Por outro lado, ainda não é algo muito atraente adquirir um Symbian pelo fraco apelo aos consumidores que ele traz. Num tempo nem tão remoto, que a Apple apareceu com um celular nem tão potente (iPhone 3G, alguém lembra?) ela resolveu apostar numa coisa que ninguém apostaria: no sistema operacional. O que resultou? Deu certo, tanto que hoje a ordem é ter um sistema forte e popular do que hardware bacana no celular. Já a Nokia, na época, ao invés de popularizar o Symbian, cometeu erros grotescos, que começou sua queda vertiginosa com o lançamento do Nokia N97. E deu no que deu.

Bons tempos!
Veja a propaganda do N8, a nova aposta da Nokia.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Sorte" significa "milagre".

Cinco contra cinco. No ringue de batalha estava meu último guerreiro, ferido, atordoado contra mais um guerreiro dele, pronto pra batalha. Seria algo emocionante, se não passasse de apenas uma batalha no Pokémon Stadium. Mas não era contra um qualquer, era contra ninguém menos que o "n". Meu rival de morte.

Meu time inteiro tinha sido expurgado. Incluindo numa batalha feroz entre meu Lugia contra um Articuno dele, dois Pokémon lendários e muito fortes. A diferença maior é que "n" sempre foi uma pessoa muito racional, mesmo em momentos em que estivesse no aperto. Não daria um passo sem antes ver onde pisava, e de fato, aquela luta parecia ser dele.

No ringue meu Feraligatr. Um pokémon aquático, um dos mais fortes do meu time. Seria, se não estivesse com seu HP no vermelho, a um passo da morte, confuso e envenenado. Eu havia acabado de derrotar seu penúltimo Pokémon, mas ainda restava mais um. Sempre perdia de "n" em tudo na vida, nunca consegui superá-lo em nada. Talvez seja pela sua frieza - a sociedade premia as pessoas que levam seus problemas e reage a eles naturalmente. E eu era apenas eu, no calor da batalha, da emoção, confiando nos meus bichos virtuais e na própria sorte.

"n" sempre disse que sorte não existia. Eu mesmo não entendia o que era sorte, até que compreendi que sorte era algo similar a um milagre. E era o que eu precisava pra vencê-lo. Ele joga por fim o seu último Pokémon, totalmente inteirão, um Tyranitar.

Eu somente poderia dar um golpe. Tinha a vantagem de atacar primeiro. Estava envenenado, então não duraria mais naquele turno. Além disso, o Feraligatr estava confuso, então o golpe poderia voltar contra mim. Já o "n" estava lá, inteiro, com seu HP no máximo, e provavelmente atacaria com um Earthquake e me derrubaria.

Minha única chance era um Hydro Pump. Dificilmente um Hidro Pump o derrotaria, mas faria um belo estrago. Ao menos seria melhor que arriscar algo mais ousado. Não tinha como, o tempo corria contra mim. 30% de eficácia, então além de escapar da confusão do bicho, teria que acertar ele nessa chance mínima.

Foi aí que o locutor disse: "Oh my god! Hidro Pump!!", e o golpe acertou o Tyranitar dele em cheio. E como se não bastasse, foi um Critical Hit. O Tyranitar foi nocalteado com apenas um golpe. Nem eu acreditei, aquilo parecia um delírio.

Vitória minha. E foi uma das melhores coisas que ganhei na vida foi naquela fez derrotar "n". Ser melhor que ele em alguma coisa, algo que nem mesmo ele acreditava.

Foi aí que entendi que sorte se assemelha muito a milagre. Apenas um milagre poderia ter feito eu ganhar aquilo. Não falo nada sobre religião, uso milagre com o significado de "algo impossível de se alcançar, até que o milagre faça isso ser possível".

Talvez o mundo seja bem calcado mesmo na racionalidade, no jeitão do "n" de ser. Mas é bem verdade que o mundo também precisa de "sorte", "milagre" e "fé", coisas que apenas o "m" aqui pode ter.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Deixe e corrupção rolar solta, mas me entregue o Metrô!


Esses dias, os incompetentes da Folha de São Paulo divulgaram um escândalo sobre um rolo na construção da Linha 5 - Lilás, do metrô de São Paulo. A linha mais próxima de casa, que é interligada com absolutamente porra nenhuma dessa cidade.

Ela foi entregue em 2002. E 12 anos depois ela teria sua enfim junção com as linhas principais da cidade, prevista para 2014. Pois é, teria, não tem mais. Os jornalistas da Folha não tem o que fazer. Eles parecem que só querem foder com a periferia com isso, deixa o esquema de cartas marcadas rolar e bandidagem correr solta, mas pelo amor de deus, entreguem essa linha o quanto antes!

José Serra é outro incompetente também. Ele não mora no Capão, e não vive isolado do resto da cidade. Filho da puta, bandido de merda, é um cara comparável ao pior dos caras do PT exatamente por isso. Essa linha deve ser tratada como tesouro assim como qualquer outra linha numa cidade com milhões de habitantes e que tem um metrô com o tamanho de vinte quadras.

Agora me fala, quando vai ser entregue essa merda? NUNCA. A linha amarela com aquele rolo não foi entregue até hoje. E nem tinha governo no meio, foi pura e simples incompetência de uma Camargo e Correa da vida. Quando eu estiver aposentado essa linha lilás não me vai mais ser útil. E o metrô de São Paulo continua avançando a passos lerdos e continuando uma merda. Tucano filho duma puta, se eu encontro na rua eu cuspo na tua cara, só de ódio do fundo da minha alma que eu sinto por você por fazer demorar ainda mais um metrô que nunca chegou aqui.

Valeu por essa Serra. Já tinha uma puta bronca de você por ter deixado o filho da puta do Kassab na prefeitura da cidade no seu lugar, agora eu tenho um ódio mortal pela sua pessoa, seu bandido duma figa.

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