segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dead end Symphony.

Um som de orquestra no fundo. Um copo de conhaque, um rapaz e uma mulher. O jantar ainda estava por vir, mas qualquer um que visse aqueles dois, saberia que não seria uma conversa comum.

"Vinho, comida boa, pessoas ouvindo orquestra enquanto o destino de todos que não podem estar aqui é decidido", ela começou.

"Isso tudo me cheira a merda"...

Ela deu uma gargalhada alta.

"Você sempre tão arisco. Mas se você consegue sentir o cheiro de merda, você então se separou deles", e depois de uma pausa para um gole completa, "Você conheceu o que mais de podre o ser humano tem. Mas exatamente por ter conhecido, você é a pessoa que mais ainda acredita no mesmo".

Os dois ficaram no silêncio por um tempo, e aí a mulher terminou:

"Acho que é quando você se suja que acaba purificando na verdade a todos. Afinal, as trevas não existem. O que existe é a falta de luz.", completou.
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