sábado, 31 de dezembro de 2011

No rain, can't get the rainbow!!


Acho que a gente pode recriar um ano sempre, sem precisar esperar o ano novo começar.

Fazer acontecer, sabe? Mesmo que não consiga, mas ao menos tente.
Siga em frente. E vá seguindo. Continue andando. E isso não é propaganda de whisky.

Pra muita gente 2011 foi péssimo. Será que realmente é possível um ano só ser feito de coisas ruins? Não podemos aproveitar nada? Acho difícil. Somos todos aprendizes, estamos todos no mesmo barco.

Juntos!

Não entendo as pessoas fazendo planos de ano novo. Sei lá, acho que talvez seja necessário para alguns, mas eu nunca fiz. Mentira, fiz uma vez e depois vi o quão frustrante é quando prometemos em janeiro e chegamos em dezembro e vimos que não fizemos nada.

Desde então eu prefiro apostar no "Vou deixar meu futuro em aberto".
Afinal eu não sei o que me espera. Eu posso prometer ir para a igreja todos os dias e eventualmente conhecer outra religião. Posso prometer ir na academia, mas eventualmente ter uma namorada e querer passar mais tempo com ela. Posso prometer estudar mais, mas eventualmente posso ganhar na mega-sena e ficar coçando pelo resto da vida.

Acho mais divertido viver um dia de cada vez, tentar fazer o próximo dia melhor, próxima semana, próximo mês. E assim a gente chega no final do ano feliz, e olha pra trás e vê que aconteceu tanta coisa legal que vê que aquelas promessas clichês não eram nada. E a gente fica feliz sem elas.

Sem promessas! Um futuro brilhante nos aguarda lá na frente. Em 2012!
Vamos deixar a vida nos levar, pra onde ela quiser. =)

Força!!
Obrigado por tudo.

Boas festas, amigos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fique mais um pouco entre nós!

Despedidas sempre são uma merda. Hoje acordei, fiquei lendo o livro "Bilionários por acaso" sobre a história do Facebook, tomei um banho, e meu avô me levou até a rodoviária para eu voltar para São Paulo.

Se da outra vez que vim no carnaval eu senti que a nossa vida é grande e feita de lembranças, dessa vez eu vi que tudo a qualquer momento pode virar apenas lembranças.

Meu avô cada vez mais parece estar próximo da morte, e ao ver a família um bocado desunida como está ele vê esse fim cada vez mais próximo. Mal cheguei ele havia dito que era melhor eu aproveitar pois seria talvez a ultima vez que ele estaria lá. E que talvez ano que vem ele não estaria mais ali.

Na hora eu disse "que besteira, vô!". Mas agora há pouco quando me despedi dele tive medo. E se for a última vez mesmo que eu ver esse meu velho?

Sei lá. Estou em lágrimas nesse momento e sinto que tudo o que mais quero é passar mais um tempinho com ele. Quem diria, hein? Uma vida inteira e justo o neto no final da sua vida é quem mais mostra presença, justo no momento em que ele mais precisa?

Fique mais um pouco, vô. Eu ainda quero que você veja e abrace seus bisnetos! Me dê apenas um pouco mais de tempo. Amo o senhor demais, e não quero que esse "tchau" seja um "adeus". Quero que seja apenas um "até logo"!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

São Paulo é nada. São Paulo é tudo.

Logo no final do filme Cruzada (Kingdom of Heaven) o protagonista pergunta ao Saladino o que é Jerusalém pra ele. Saladino, imperador otomano responde que Jerusalém é nada e ao mesmo tempo é tudo.

O filme narra a conquista árabe de Jerusalém, um conflito que continua até hoje, quase mil anos depois por quem quer ter Jerusalém.

Nesse momento estou aqui na casa de meu avô, com aquela preguiça de voltar pra São Paulo. Voltar para aquela cidade de merda, com pessoas de merda que lutam por pedaços de merda. Que é cara, desigual e imbecil.

São Paulo é tudo. O progresso no Brasil chega primeiro lá. Pessoas andam vestindo grifes, se acham o máximo em ir para seus trabalhos com uma malha ferroviária de apenas 50km, adoram a vida badalada e sempre querem ser melhores que as outras.

Mulheres de São Paulo são tristes. São muito seletivas, morrem sozinhas e preferem abrir mão de um "eu te amo" no lugar de um "eu te banco". E bancar uma mulher numa cidade onde existe imposto até para se respirar não é pra qualquer um.

Todos querem ser melhor que todo mundo. E a gente acha isso natural, afinal nossa vida como paulistanos gira em torno de São Paulo. Se nosso chefe tem pós-graduação queremos ir atrás de um mestrado para puxar seu tapete, e por aí vai. Envelhecemos rápido porque a palavra de São Paulo é "sucesso". Queremos morar na Vila Olímpia, pagando um rim de aluguel por mês e sermos conhecidos e ter um titulo de cidadão para mostrar no nosso meio.

São Paulo é nada. Apenas um pedaço de terra caro. Quando a gente se distancia de algo consegue ver melhor. Vê que existe locais onde pessoas levam 15 minutos de casa ao trabalho e ganham muito mais que a gente. E nem pagam um aluguel tão caro, que tal R$ 700 por três quartos grandes e espaçosos e perto do seu serviço? Algo impossível em uma cidade como São Paulo.

Tem um ar melhor pra respirar, compram coisas mais baratas, tem mais mulheres bonitas e vivem mais e melhor. Sem aquela feiúra dessa cidade que eu odeio. Quando paulistano sai de lá vê que todo dia a gente acorda as 5h pra ir trabalhar, pega transito, se mata no serviço, dorme pouco, vai na balada no final de semana sedento por "contato humano" e vê que no fundo a gente vive na merda.

Do que vale o status de "viver em São Paulo" se não podemos chamar isso de "viver"?

Amanhã estou de volta. Sempre tento memorizar no meu coração tudo isso que vivo aqui nesses dias no interior, nessa folguinha. Não apenas a família, mas essa sensação de ver gente vivendo tão bem e com tão pouco, enquanto nós estamos nos revirando em cima de uma merda.

Como diz a esposa do meu avô: "Não temos dinheiro, mas temos comida e saúde. O resto a gente consegue, né?".

Sábias palavras!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Um pensamento natalino.

2011. Nem eu pensaria que chegaria tão longe, hehe. Eu sempre gosto de pensar em um bom ensinamento nessa época porque acho que não existe hora mais apropriada do que essa.

Foi um ano de êxitos. Mesmo as falhas deu pra tirar proveito. Mas, embora eu sempre diga que foram meus êxitos, estarei sendo egoísta, porque não foram apenas meus. Teve muita gente por detrás, seja ajudando, torcendo, opinando, etc.

A gente deve sempre ajudar os outros, e agradecer pela ajuda que recebermos. Tenho um amigo evangélico que diz que o ser humano é naturalmente egoísta. E que esse papo de pensar no próximo é balela, algo bom demais na teoria, mas difícil na prática.

Bom, eu sou budista. E a palavra-chave do budismo é compaixão.

Compaixão tem vários significados, e acho que o principal signifiva "colocar os outros antes de você". Aí vem um careca que faleceu esse ano (Steve... cof! Cof! Cof! Jobs) e diz que "não devemos perder tempo vivendo a vida dos outros". Que merda, hein?

Eu acho que nossa passagem na terra deve ser um treco muito rápido. E dentro do nosso mundo temos um numero limitado de pessoas. Porque não tentamos então ser especial e ajudar o maior numero de pessoas possível na  nossa volta?

Estamos aqui hoje pelo esforço dos que vieram antes de nós. Se meu tataravô não tivesse ficado de pau duro e comido minha tataravó dificilmente hoje estaria aqui. Não apenas isso, hoje as pessoas ajudam as outras pelo dinheiro, e acho que você gostaria de saber o que você ganharia ajudando as pessoas assim, de graça, né?

Foi isso que a Denise, minha madrinha no budismo ensinou em seu aniversário por meio de um e-mail. Ajude o próximo. Deixe egoísmo de lado.

Larguemos de pensar apenas em nosso umbigo e vamos ajudar o nosso próximo. Seja ele desconhecido, coxo, japonês, anão ou uma gostosa. Quem sabe que com boas ações não melhoramos o mundo com um bocado de compaixão?

Acho que não tem sentimento melhor do que ouvir um obrigado sincero. E isso é simples, temos muitas pessoas na nossa volta precisando de ajuda. Vamos estender a mão e melhorarmos um pouquinho o nosso mundo.

Afinal somos nós que deixaremos tudo isso para os que estão por vir. Sejamos humanos. Não vamos perder nossa humanidade e viver como máquinas sem sentimento e egoístas. Pode parecer pouco, mas se cada um fizesse esse pouco, teriamos um mundo muito melhor.

Feliz Natal, moçada. E obrigado por tudo!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Diário de Fotógrafo #13 - Mercadão

Uma das coisas mais legais (e o retardado aqui esqueceu de postar) foram as fotos do Mercadão Paulista que eu fiz para a monografia da digníssima amiga Thatiana Rós! Ficou um trabalho excelente, e me deu um baita orgulho ver depois o TCC final lá bonitão com as minhas fotos.

Sempre quis tirar fotos do Mercadão, mas o medo de andar com a Nikon D60 por aí me fazia hesitar. Mas... Saiu! Criei coragem e fui.

Vamos nessa, vamos ver o que aprontei:









quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Bom dezembro.

Dezembro é uma corrida infernal de fim de ano sempre.

No começo do mês terminei o curso teórico do CFC, pra tirar habilitação pra dirigir, e assim, chover mulheres na minha horta (o cérebro eu já tenho, só me falta o carro). A prova só ficou pra janeiro, depois vou poder pegar o carro e fazer as aulas práticas. Eu dou um toque quando tiver que andar de carro pra ninguém sair de casa, pode deixar!

Conseguimos no Brasil elevar a segunda médium brasileira do budismo Shinnyo (parabéns, Elza-san!), na sexta-feira da notícia (16) eu chorei igual uma criancinha quando abri o Face de manhã e vi. Isso é muito importante pra nós do Brasil que praticamos, é a prova de um reconhecimento e dos nossos esforços juntos ao Buda, Sooya-sama e ryodoji-sama. =)

Teve outras coisas? Tô tentando lembrar. =P

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Onze êxitos de dois mil e onze.

2011 chegando ao fim. Acho que 2011 foi um ano de desafios e muitas realizações.

Independente do caminho até se chegar nelas (geralmente cheio de pedras), acho que foi pra mim um ano de muita luta e muita vitória também. Teve derrotas também, sempre tem. Mas vou citar onze das vitórias aqui.

Assim como ano passado eu mostrei Dez fatos de 2010, esse ano vou fazer ligeiramente diferente.




O "retiro espiritual" pro TCC
Em fevereiro, em pleno feriado onde todo mundo come todo mundo, minha "diversão" foi levar o Mac, alguns livros e trabalhar na monografia. Só isso foi no interior do estado, na pequena chácara do meu avô, onde nem celular pega direito. Acho que o melhor foi entender como essa vida passa pela gente nas conversas que tinha com meu velho. Voltei renovado e com bastante material pra tese. Mas o que foi mais enriquecedor foi esses papos com meu avô, meus tios e estar com minha família.



Demissão
Pois é, aconteceu! Mas depois eu vi que, querendo ou não, essas coisas acontecem com a gente sempre por um motivo. Fez sentido depois, mas que foi péssimo, foi. Por mais estranho que pareça, eu queria saber como eram duas coisas: primeiro como era a sensação de trabalhar igual um pangaré. Descobri como era. E a segunda era saber como era a sensação de ser demitido. Experiência somente nos traz crescimento. Sempre!



Vamos meter o pau!
Calma, eu não participei de um filme pornô. Eu participei da seleção pro Parceiro do SP. Não deu certo, mas a gente sempre tem que aproveitar alguma coisa, né? Fiz vários vídeos protestando sobre coisas que deveriam melhorar no transporte de nossa cidade. Inclusive foi esse aí do post que fiz que me garantiu ir até a fase final da seleção - mas no final, perdi!



'Vamu dançá quadrilha, sô!'
Impossível passar a época de festa junina sem usar o sotaque caipira - mesmo que o verdadeiro cada vez mais esteja em extinção. Na Shinnyo-en, o templo budista que frequento, organizamos uma Festa Junina que foi um dos eventos mais legais do ano, sem dúvidas.



Portfólio
Fazer um portfólio exibindo todos os trabalhos é um saco. Mas saiu!



Posts antigos
Hoje esse blog tem mais de novecentos posts. Isso significa que, durante seis anos eu escrevi MUITA MERDA. E foi nesse ano que eu enfim fiz o que estava adiando há anos, colocar todos os arquivos de posts da antiga weblogger aqui na blogger. E um mini flashback do que aconteceu em novecentos e tantos posts (e a segunda parte, aqui).



VAAAAI CORINTHIANS!!
Não adianta! Sei que muita gente odeia o coringão, mas ele é minha vida, minha paixão e serei fiel a ele sempre, seja nos bons momentos ou nos momentos ruins. A diferença é que o Corinthiano não vive de títulos. Corinthiano vive de Corinthians!



Colação de grau
Foi um fim de um ciclo. E começo de outro. Ah, que bosta, isso tá parecendo letra de música brega...



Dir en grey!
Eu não sou muito chegado em música. E 90% dos que ouço, já morreram (agora deve estar 92%, pq a Amy Winehouse morreu esse ano). Dir en grey no Brasil novamente, lá fui eu pra São Bernardo do Campo ver esses japoneses malucos. Foi legal? Foi ÓTIMO! É Dir en grey, caralho!



Vídeo do Treinamento de Inverno
Deu trabalho? Foi um parto! Senti como se eu tivesse uma buceta, e sentisse a dor de tirar uma criança inteira passando poe esse buraco minúsculo. Deve doer pra cacete um parto. Mas o resultado ficou excelente, e me deu um bocado de orgulho (mesmo que eu, como sempre, critique tudo o que faço).



'Dawn of a new day'
Deixei pro final o que mais marcou esse ano. Quem acompanhou viu todos os capítulos da verdadeira saga que foi trazer esse TCC ao mundo. Nada na minha vida tinha sido tão difícil, e acho que depois entendi que é uma monografia bem feita que separa os garotos dos homens (né, Natália?). Pode parecer besteira, mas aquela sensação de leveza depois de apresentar e ser aprovado é algo no mínimo... Indescritível. Foi a maior vitória de um ano cheio de vitórias.

E que venha 2012, cambada de desocupados!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

In tune - Epílogo - Aquele que deposita flores.

Al sempre gostou de cemitérios. Sentia-se em casa. Gostava de ver as lápides, as datas de nascimento e falecimento das pessoas, as fotos, as flores. Via que em cada uma delas tinha uma vida que se foi. Haviam emoções, tristezas, felicidades, estórias. Ou então grandes histórias.

De frente com a lápide de seu irmão, Al depositara flores. Noriko estava do seu lado.

Era apenas uma lápide simbólica. Não havia nenhum corpo ali. E nunca teve.

"Era apenas sonífero. Mas fiquei feliz de você ter conseguido chegar. Mas estranhei esse crucifixo de madeira vagabundo que ela te deu", Noriko disse.

"Noriko... Obrigado. Mas, não pude te ajudar. O que você vai fazer agora? A Émilie é impossível, ela está muito longe de nós", Al perguntou.

"Eu... Vou até o final. Ele é meu filho, desde o momento em que me levaram ele, levaram uma parte de mim. Você vai entender quando tiver um", Noriko disse.

"Eu não entendo essas coisas que vocês dizem. Sempre fui uma pessoa sozinha no mundo, e desde que meu irmão se foi, não sei se conseguiria confiar em alguém", Al disse.

Noriko aproximou-se de Al e abraçou-o. Al não entendia o que ela queria com aquilo, e permaneceu imóvel. Ela sussurrou algumas palavras no seu ouvido:

"Escorregadio como seu irmão, huh? Vocês são duros na queda, mas seu irmão numa hora dessas teria já passado a mão na minha bunda! Aquele mulherengo!!", Noriko disse, sorrindo. Al ficou sem jeito, continuava sério, como se não tivesse visto graça naquilo.

Al era uma pessoa séria e rabugenta. Aquela criança feliz havia congelado em seu coração emoções como felicidade. Agora só havia um rapaz de 17 anos, rabugento, triste, com nenhum amigo, pouca relação com a família e muito egoísta. Ele apenas pensava nele mesmo.

Além disso ele não teve uma vida comum como as crianças. Sempre mudava de escola, não conseguia fazer amizade com muitas pessoas. Era obrigado a se esforçar nos estudos, e mesmo com dezessete anos ainda era virgem, e mal tinha beijado uma garota ou engatado um romance.

"Você é bem forte. Não sei se eu aguentaria ver tanta gente falando mal pelos cantos de alguém que amava. Me diga uma coisa, Al... Da onde você tira força? Qual seu segredo?", Noriko perguntou.

Al respirou profundamente, se apoiou na lápide do seu irmão e virou-se para Noriko. Seus olhos estavam fixos, olhava-a olhos-nos-olhos, e esboçou um leve sorriso.

"Ele morreu. E desde que ele morreu, ele ganhou um par de asas, brancas, bem grandes", Al iniciou, tomando ar e segurando as lágrimas.

"Meu irmão tem um par de asas. São as asas mais lindas que já vi na vida! Ele pode voar, ele é livre, e sua pureza de espírito é imbatível. Eu gostaria de ter, mas não tenho asas como ele...", Al pausou.

"...Mas eu tenho duas pernas que se fincam no chão. E todas as vezes que eu cair, elas me farão levantar uma, duas, três ou quantas vezes fossem necessárias! E é nas minhas pernas que estão minha força, e elas que me ajudarão a me erguer e a seguir em frente sempre!", Al concluiu.





Noriko conseguiu recuperar seu filho dois anos mais tarde. Ambos se mudaram para o Canadá, e moram numa modesta casa, mas imensamente felizes. Disse que seu sonho era viver da arte, eu não sei se conseguiu.
O filho dela foi fruto da relação com Lucca.
Lucca morreu sem saber que era pai de uma linda criança mestiça. Meio italiana, meio japonesa.

Al nunca mais teve notícias dela desde então.
Contrariando as vontades de seu falecido irmão, e de seu tutor, Schultz, Al ingressa no ramo da inteligência. Conhece uma donzela que rapidamente torna-se sua maior rival na compania.
Com a chegada da "Crise", ambos se exilam, mudam de identidade e casam-se, por questões de segurança, num relacionamento forçado, para não levantar suspeita.
Mesmo sendo totalmente diferentes um do outro, os dois acabaram se apaixonando.
Porém, por um acaso do destino, a garota acaba se suicidando num trágico acidente automobilístico, morrendo nos braços de Al.

Mas essa, é uma outra estória.
E que já foi contada.


De agora em diante é vetado.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Spin off - Aquele que urge.

Al estava em sua casa, fazendo seus deveres. Um senhor bateu na porta.

"Jovem, tenho uma convocação para seu irmão, Arch. A família da sua esposa quer promover uma reunião familiar, e como ele é membro, deve comparecer. Caso contrário será considerado uma afronta, um traidor!", o homem disse, bufando.

Al pegou a carta. Estava selada. Não resistiu e rompeu o selo, e a leu. Parecia sério. Ele sabia que seu irmão escapara de todas até hoje. E mesmo sem saber direito onde chegar, ainda de pijama, resolveu ir até lá. Al sabia que seu irmão não iria, sua intenção era ajudar seu irmão, inventando alguma desculpa.

Ao chegar no local viu todos olhando estranho para ele. Dois tentaram barrá-lo, mas ele mostrou a carta e o selo com o brasão da família da Émilie e o deixaram passar.

Na sua frente estava o irmão mais velho de Émilie, o primogênito, o herdeiro principal. Ele era o que menos se dava bem com Arch. Ao ver o irmão mais velho do seu inimigo ele para tudo o que estava fazendo e vai de encontro ao garoto, furioso.

"Ei, garoto! Aqui não é lugar pra uma criança suja como você pisar, dê o fora daqui agora!", o homem disse, brabo.

"D-desculpe, senhor! Eu vim aqui apenas dizer que meu irmão não vai poder comparecer, e gostaria de pedir desculpas por ele, ele está passando mal e disse que sentia muito!", disse Al, gaguejando e mentindo.

"Então você é irmão daquele merda?", o velho gritou, todos no salão se calaram e olharam para os dois, "Diga se ele não vier hoje e mostrar um mínimo de respeito a nossa tradição, considere-se fora da nossa família! Pare de inventar essas estorinhas e vá buscar ele agora!".

"Senhor, meu irmão é uma pessoa bondosa e honrada! Ele apenas está doente e não poderá vir!", naquela hora Al ficara atônico. Nem seu irmão sabia da convocação (e mesmo se soubesse ele não iria de qualquer forma). Estava em um ninho de águias, e ele era o alimento. Viu o homem resmungando baixinho vários "Não vai vir, é?" e se aproximando dele, com seus olhos vermelhos de fúria.

Foi aí que ele deu um chute no peitoral do pequeno Al. O garoto sentiu o baque e foi jogado pra trás com violência. Sentiu uma dor indescritível, porém, alguém o segurou. Émilie apenas olhava aquilo tudo parada, com desdém.

Viu dois braços segurando-o antes de cair.

Olhou pra cima, ainda meio zonzo e com a claridade, viu uma espécie de anjo. Era Arch, que aparecera no momento decisivo.

"Algum problema, François?", disse Arch, segurando seu irmão, "Eu não dou a mínima para as asneiras que vocês falam sobre mim. Mas eu não perdôo essa perna que acabou de chutar meu irmãozinho. Vamos, seu idiota! Bote sua perna aí para que eu possa torcê-la!".

Sua voz urgia por todo o salão. Uma voz imponente contra aqueles franceses de merda.

"Seu imbecil! Cala a boca!!", François começou, "Você não tem o direito de falar nada! Nas suas veias corre esse sangue venenoso, tenho certeza que você vai nos trair cedo ou tarde! Tudo sobre você é uma merd... VOCÊ TÁ OUVINDO O QUE EU TOU DIZEND...", nesse momento François foi interrompido.

Ele foi jogado pra longe com um chute certeiro de Arch, empurrando-o vários metros e fazendo-o bater numa pilastra.

"Opa, foi mal! Você me mandou calar a boca, mas não disse nada sobre minhas pernas. Desculpa aí, elas tem vida própria sabe?", disse Arch, debochando, "Elas cansaram de ouvir as asneiras que você fala".

"Ora... Seu!", disse François.

"Silêncio!", disse uma voz, vindo do topo do salão, descendo as escadas.

Um velho descia as escadas. O patriarca da família. Acho que era o avô ou tio-avô da Émilie.

"É bom revê-lo, Arch. Mas eu não aceito agressões dentro desse recinto", disse o velho.

"Eu não te cumprimentei adequadamente, meu irmãozinho veio nesse local sem autorização e ainda dei uma surra num familiar seu. Acho que preciso de um castigo a altura, não acha?", desafiou Arch.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Diário de Fotógrafo #12 - Luzes da Paulista

Ontem à noite participei de uma jornada fotográfica organizada pelo André Douek com o tema "decoração de Natal da Avenida Paulista".

Fui lá eu todo humilde com minha Nikon D60 e vi gente lá com D90, D3S, D300S e outras Canon, Fuji, Olympus fudidas, enfim. Pra quem não manja a minha é um modelo antigo e inferior, mas... fotografia não é necessariamente equipamento. Obrigado a todos pela companhia e pelo empenho.

Claro que equipamento ajuda, mas é necessário ter um bom olho. E isso estou desenvolvendo, hehe. De nada adianta ter uma Ferrari se não sabe dirigir. Mais ou menos isso. Foi bacana, deu pra dar até aulinhas básicas pros novatos, e pessoas na rua me paravam pensando que eu era da imprensa. Foi divertido.

Sem mais delongas, aqui uma seleçãozinha:











sábado, 17 de dezembro de 2011

Revoltados sem ação.

Ontem bombou na internet a tal enfermeira que matou o Yorkshire. Eu sinceramente não vi, pois não aguento ver essas imagens fortes. Por dó mesmo, sou ser humano.

O caso causou tanta comoção, que todos começaram a postar em seus Facebook e foram atrás da tal donzela em diversas redes sociais. Eu vi o twitter dela, e o comentário dela foi "Não vai me acontecer nada mesmo, não sei porque vocês estão fazendo tanto barulho".

Aí veio gente primeiro dizendo que queria colocar um pitbull no lugar do pobre yorkshire - afinal, bater num pitbull não é pra qualquer um. Logo, queriam sua morte, é mais do que óbvio. Outros começaram a colocar fotos dela dizendo que ela era assassina, e me espantei até do vídeo ter ido parar no Jornal.

A sociedade é muito hipócrita. Um camarada meu comentou isso, e me deixou pensando. Faz muito sentido. Seria ótimo se a morte de um yorkshire causasse tanta comoção como as pessoas que morrem em fila de hospital, os políticos que desviam dinheiro e não investem dinheiro em equipamentos públicos que precisamos, ou então aquela professora do sertão nordestino que mal tem grana pra se sustentar. Seria ótimo, mas comoção é algo reservado para poucos (em geral ricos).

Acho o seguinte: o rock 'n roll vinha com aquela coisa de revolta, pessoas faziam música, expressavam sua revolta mas a revolta só ficava na expressão, e não na ação. Ficamos comovidos? Ficamos! Mas o que você está fazendo para mudar isso?

Já pensou em ajudar uma ONG em prol dos cachorros? Pode ser algo pequeno, pode ser até o que aquelas garotas do sul arrecadaram dinheiro para dar ração para cães abandonados, ou adotando, ou fazendo um projeto bacana como esse aqui de uma amiga, enfim. Nem que você apenas divulgue, mas tá valendo!

Você está agindo. E isso, meu caro, faz toda uma diferença do que ficar apenas colocando seu vídeo numa timeline.

Se não pegar essa energia toda e ao invés de ficar querendo matar a coitada, ou tentar prender (o que também, sinto muito, não vão conseguir), porque não vão e fazem os deputados e senadores aprovarem leis para protegerem os bichos? Algo básico também, vivemos num país democrátivo, se eles não nos obedecerem, façam um atentado no palácio em Brasília! Jogar aquilo pelos ares seria um espetáculo e tanto.

Ao menos enterraria muito vagabundo no lugar que eles merecem: o inferno. Bem estilão Guy Fawkes mesmo (ok, tô brincando, violência não leva a nada, não façam isso!).

Com ações vocês evitarão que coisas como essa do yorkshire aconteçam no futuro. Agora ficar dando atenção pra essa mulher e fazer nada, aí tem algo errado, muito errado. Se estão comovidos, mexam-se. Brasileiro tem mania de fazer barulho e nenhuma ação.

Talvez seja por isso que nossos amigos chilenos quebram a cidade inteira pra conseguir ensino de mais qualidade enquanto os nossos da USP fazem manifestação pra fumar maconha na faculdade.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

In tune - Parte IV - Aquela que embarca.

Naquele momento Al ficara atônico. Alguns dias haviam passado desde a última conversa. A decoração vitoriana dava um ar bizarro para a cena. Noriko estava caíra desacordada em cima da mesa, porém antes olhara de uma forma tão penetrante para Al que ele sentia a energia em cada uma das suas palavras, sussurradas, mas que pareciam verdadeiros berros.

"Don't stare at me like this...KEEP MOVING FORWARD!!"

E Al virou e saiu num passo rápido. Subiu algumas escadas, vira que alguns seguranças estavam pra trás. O momento não era pra pensar em nada, apenas seguir em frente. Seu coração parecia que explodiria a qualquer momento, e sentia-se no meio de um imenso claustro, correndo nos corredores daquele edifício de gala.

Foi aí que num momento abriu uma porta. Estava no topo do prédio. Um heliponto e um helicóptero pronto para decolar. Na sua frente um velho barrigudo e careca sentava no veículo, logo depois uma mulher acomodava no banco uma criança de cabelos lisos, e olhos asiáticos.

Al caminhava com cuidado. Sempre tivera medo de altura, e aquela noite em especial ventava muito. Fazia frio, a neve parecia lâminas cortantes em seu rosto. Todas as pessoas ali estavam em seus melhores trajes de gala. E a mulher, a última a embarcar, num vestido lilás justíssimo e um longo sobretudo de pele animal. Seu coração batia forte.

Foi aí que ele tomou todas as forças e gritou:

"Émilie!!"

O velho barrigudo questionou, olhando pra mulher. "Émilie? Qui est Émilie?", questionou, em francês. Alguns seguranças estavam vindo em direção de Al para prendê-lo. A mulher permanecia de costas, foi aí que ela virou-se lentamente e olhou para Al.

Nada havia mudado, era ninguém menos que a própria Émilie. Sete anos depois lá, na sua frente, a poucos metros, pronta para embarcar no helicóptero.

O que fazer naquele momento? Em sua cabeça um filme passou. Lembrou de todas as emoções, lembrou de quando a conheceu, do desgosto que demonstrava quando era criança, do funeral de seu irmão onde nem mesmo seu corpo ele pode ver. Todas essas memórias vieram de uma vez.

Isso em qualquer um poderia ser o estopim necessário para ir pra cima da pessoa que arruinou sua vida, seu passado e seu futuro. Mas não. Al justamente naquele momento queria apenas perguntar para Émilie o porquê disso tudo? Porque tanto ódio? Porque tanta inveja? Porquê?

A mulher fez um sinal para os seguranças. Todos eles pararam, e soltaram Al.

Émilie olhou para Al, virou-se de frente pra ele.

Sem dizer uma palavra abriu a pequena bolsa de mão.

Tirou de lá algo pequeno, que não deu pra ver de longe.

Ela jogou. Provavelmente aquilo voaria e se perderia, mas por um momento o vento havia parado.

Parecia que até mesmo a natureza tinha medo da Émilie, e a obedecia.

O objeto chegou até Al, que agarrou em pleno ar.

Um pequeno crucifixo de madeira clara. Era o crucifixo que seu irmão mais velho, cristão e católico, sempre usava!

Émilie embarcou no helicóptero. Foi embora. Desde então, seu paradeiro é desconhecido, e Al nunca mais a vira.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Side story - Aquele que deserta.

Era uma noite fria na região da Bavária. O jovem Schultz estava lá novamente, em plena Guerra Fria, procurando espiões soviéticos em solo da Alemanha Ocidental.

Caminhando sobre uma ponte, em plena nevasca, viu um outro grupo de pessoas se aproximando. Carregavam toxas, pareciam verdadeiros guerreiros saxões. Schultz estava com mais oito pessoas - e liderava tudo. Ao longe estava seu tutor, um veterano da Primeira Guerra Mundial, ajudando-o via rádio.

Suas mãos tremiam por causa do mistura entre o frio e a ansiedade.

De súbito seu tutor não respondia mais os chamados de rádio. O grupo da frente se aproximou e abriram caminho pra uma pessoa que vinha lá de trás.

"Schultz. Não gostaria de dizer isso, mas não estamos mais do mesmo lado", disse a voz grossa, barbada, com uma pálpebra caída e olhar aterrorizante.

"O senhor? Não pode ser! O que quer dizer com isso?", disse Schultz que havia acabado de reconhecer seu tutor, na sua frente.

"Estou indo para o lado dos soviéticos. Não me faz mais sentido ajudar os porcos da Alemanhã ocidental nessa empreitada. Agora pra mim nada mais importa. Eu não quero ser mais um fantoche do governo, Schultz. Agora eu quero lutar contra o sistema", ele disse.

"Desculpe senhor... Mas isso, eu não posso aceitar! Um traidor no ninho!", disse Schultz.

Schultz era exatamente o do meio. Viu seu pupilo e seu tutor ambos serem corajosos o suficiente para lutar contra o sistema estabelecido. Embora ambos tenham sido mortos por isso, Schultz viveu sua vida com uma pitada de vazio.

Era uma existência sem vontade própria, ele era o único que estava vivo, mas preferia ter morrido em prol do que acreditava.

Sejam soviéticos, sejam contra corruptos, seu sonho era lutar por algo e que não precisasse apenas obedecer ordens vindas por cima. Que pudesse pensar e agir de acordo com seus preceitos. Mas isso nunca aconteceu, seria algo muito fora de cogitação.

Talvez por isso tenha se sentido tão frustrado na hora da morte também.

Schultz capturou seu tutor e o levou preso até os líderes da Alemanha capitalista. O velho foi executado e alguns anos mais tarde Schultz ganhou confiança e seu cargo. A partir daquele momento ele estava no comando, e iria abdicar de tudo, esposa, filhas, família, pelo seu emprego vazio, que só lhe trouxe tristezas durante uma vida inteira.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dedique-se no treinamento de inverno da Shinnyo-en!


Foi lançado nesse domingo o vídeo que o grupo de jovens da Shinnyo-en Brasil produziu sobre o Kanshugyo, o treinamento de inverno budista.

O treinamento de inverno já é o segundo que vou participar. Nele praticamos a disciplina de ir cedinho ao templo durante duas semanas, fazemos meditações e recitamos mantras, e acima de tudo mostramos determinação em ir sempre e aproveitamos a energia que nos dá de estar cedinho lá no templo.

Nos unimos e produzimos esse vídeo acima explicando como é, e incentivando pessoas a ir (inclusive novatos!).

Eu sou muito crítico com o que eu faço, porque eu sou chato. Mas gostei de ver que as pessoas gostaram. Um deles até colocou no grupo mundial da Shinnyo-en, e todos estão assistindo e vendo que nós aqui do Brasil estamos também unidos e prontos para encarar mais um treinamento de inverno! Isso é muito, muito, muito bom! Fiquei feliz pra caramba com isso, e saber que as pessoas estão captando essa energia nossa do Brasil pra se dedicar também em seus países.

Claro que outros países onde tem a Shinnyo-en também fazem. O de Nova Iorque ficou explêndido. Mas estamos chegando lá. A cada passo novo é um novo desafio, e, sinceramente, acho que o nosso não está lá muito abaixo do que foi produzido por eles não! Ficou tão bom quanto, afinal é o mesmo ensinamento budista, só muda mesmo que um é em português e o outro em inglês.

Se alguém quiser participar, não precisa ser coligado. Dá uma energia muito boa, e esse treinamento é realizado entre as 6h até as 7h, no templo ou na casa de algum pai ou mãe de linhagem mais próximo (o pessoal no templo sabe informar). Espero que gostem do trabalho, e abaixo está o "Making Of", que talvez sirva de ajuda com entusiastas de animação como eu. É uma troca de experiências, hehe.

E não se esqueçam, GANBAROU!!


sábado, 10 de dezembro de 2011

In tune - Parte III - Aquele que descobre a verdade.

A fita havia passado toda e chegado ao fim. A tela estava exibindo chuviscos.

"Provavelmente queriam raptar seu filho, homens do governo, ou algum grupo em especial", Al começou, "E talvez o pai da criança queria exatamente isso, não permitir que ele fosse levado, talvez por isso tenha visto como única alternativa matar a criança do que vê-la sendo usada para outros fins".

"Eu sei que não conseguiria protegê-lo. Mas o Arch conseguiria. Depois fiquei sabendo que ele estava forjando um casamento de fachada comigo, para manter o meu filho longe deles. O único problema é que não contávamos com a genialidade de Émilie, que sabia de tudo, e estava a um passo na nossa frente", Noriko prosseguiu.

Al rebobinou e guardou a fita dentro de sua bolsa. Sentou-se na cadeira, e um clima de silêncio se instaurou no quarto por alguns minutos. Os olhos de Noriko lacrimejavam.

"A Émilie então deve estar por detrás disso. Nosso encontro foi previsto por ela, não tenho dúvidas. E essa fita foi apenas uma isca para que eu viesse pra Liége atrás de você. Ela não queria que eu a capturasse, mas que eu descobrisse toda a verdade sobre o expurgo e assassinato do meu irmão pelo seu ponto de vista", Al concluiu.

"Sim. Provavelmente", Noriko afirmou, "Você falando assim parece até seu irmão...".

"Mas... Você disse que sabe o paradeiro da Émilie, e sabe que ela está aqui nessa cidade. E que seu filho está com ela", Al pausou, tomou ar, e olhou firmemente para Noriko, segurando-a pelos ombros "Noriko! Precisamos encontrar a Émilie, e só você pode fazer isso!".

Foi aí que Noriko começou a chorar. Baixou a cabeça e derrubava um verdadeiro rio de lágrimas. Soluçava sem parar, e Al teve que pegar um copo d'água para acalmá-la. Depois de recomposta ela prosseguiu:

"Eu tenho um plano sim que estava pronto, mas não esperava que você aparecesse justo agora. Posso colocá-lo em ação, mas apenas me prometa uma coisa: se eu não conseguir, quero que você continue, sem hesitar, apenas siga em frente até o fim. E tem mais uma coisa...", Noriko pausou.

"Diga", Al pediu, ríspido.

"O que você fará quando finalmente encontrar a Émilie? Já pensou nisso?", Noriko concluiu.

Al ficou pensando, não sabia o que responder naquele momento. Provavelmente há sete anos atrás seu desejo seria acabar com ela, do mesmo jeito que ela havia sido a algoz do seu irmão. Porém, por outro lado, já havia se passado muito tempo. Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo.

Ele simplesmente não sabia o que responder porque não tinha ideia do que poderia fazer.

Noriko calou-se. Depois prosseguiu, afirmando algo totalmente fora do contexto que deixou Al atônico.

"Al... Aquele que tentou matar meu filho não era o pai biológico da criança. Era apenas o de criação", Noriko concluiu, deixando Al abismado.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Saindo do Android Cupcake.

Enfim criei vergonha na cara e troquei meu Samsung Galaxy Lite da Claro por um celular que preste. O smartphone da escolha foi o desejado Motorola Milestone 3.

Eu gosto da Motorola. Sou do tempo que homens usavam Nokia e mulheres usavam Motorola (eu tinha um Motorola V8, mas não era rosa). E se não fosse a parceria com o Android, a Motorola nem existiria mais. Ou viveria ainda do V3 (como essa merda ainda vende por aí?).

"Um trambolho imenso e bonitão", assim descrevo ele de primeira. Eu sempre achei a série Milestone um quadradão retrô estiloso. Filma em HD, bom processador, Android rodando redondinho. Eu estava entre ele e o Atrix, também da Motorola. O que eu gostaria do Atrix é o destravamento da tela via impressão digital (um treco genial), mas eu tenho as digitais muito finas, acho que seria um sufoco usar isso.

Por incrível que pareça o que pesou na escolha não foi o QWERTY do Milestone 3 (que eu nem uso direito, já que ele vem com o Swype). Mas sim o item Rádio FM. Ambos são bem parecidos e potentes, mas um celular como o Atrix sem rádio, pra mim, é algo imperdoável. Gosto de ouvir a CBN de manhã, uma pena que o Heródoto Barbeiro saiu.

Mas é bom sempre dar uma pesquisada antes em reviews. Por mais que você possa ir na loja e fuçar, o celular pode estar bichado ou zuado. Leia bastante sobre antes de comprar, já que é um investimento meio caro. Eu comprei mesmo porque uso todas as funções, é essencial no meu dia-a-dia. E agora com um Android numa nova versão, sinto-me em casa.

Só pra constar, sou cliente da Claro e mandei ele buscar as redes APN pra eu me conectar. O engraçado é que ele até acha duas redes da operadora (com os nomes de Claro 2G e 3G), mas mesmo eu tendo um plano 3G eu não tenho como usar a conexão "Claro 3G".

Tenho que me conectar na tal "Claro 2G". Mas o celular funciona num EDGE na mesma velocidade que antes. Velocidade de um 3G tupiniquim, que pros padrões internacionais da Motorola não é reconhecido como um 3G.

Que mico, hein Claro?

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O que é esse Corinthians?

O jogo de domingo, última rodada do brasileirão foi marcado pela vitória de um time brasileiro com alma de seleção. Seleção de uma República Corinthiana com mais de 30 milhões de torcedores.

Uma vez o Mano Menezes disse que no futebol quando tem que ganhar não há nada que impeça. Assim como quando tem que perder você pode fazer de tudo pra evitar, mas mesmo assim você perde. Foi assim naquela outra Libertadores, lembra? E foi assim ontem também.

Sócrates morre, um cara importante não apenas para o futebol como para a seleção brasileira. Não fui assistir o jogo desde começo porque sou pé frio. E de fato, isso se confirmou ainda mais. Corinthians apenas empatou com o Palmeiras. Era o necessário para ganhar o campeonato, mas não o jogo. Mas no final, deu tudo certo.

O Corinthians termina 2011 com coro de campeão não apenas no campeonato, mas na organização. Nosso estádio está sendo construído, temos uma receita imensa e grandes jogadores sendo negociados. Um presidente que pagou a dívida, que trouxe títulos, e que democraticamente irá deixar o clube para vir o próximo. Nada mais correto e sensato.

Andrés Sanchez deveria dar umas aulinhas ao Tirone do Palmeiras de como se organiza um time.

Hoje o Corinthians continua aquele time que não tem mega estrelas como os outros, tem um elenco mediano que joga com raça. Não temos mais Ronaldo, e nosso Adriano não mostrou ainda até onde vai conseguir ir. Não temos a fama dos três super-poderosos Internacional, São Paulo ou Cruzeiro, que são os amados dos jornalistas e esses que adoram fazer previsões.

Lembro como se fosse ontem de um Corinthians sem moral entrando num campeonato brasileiro em que todos diziam que seria do Santos, Cruzeiro ou do Inter. Vestindo a camisa eles foram além. Mostraram que aqui é Corinthians.

E que jogamos com raça. E que empurramos o time. E que acreditamos até o último minuto.
Ontem meu pai disse "Nossa, esse corinthians não faz gol. Até aqui tem que ser sofrido?".

Tem que ser sofrido. Se não, não seria Corinthians!

E somos o Corinthians. Ele ganhando, perdendo, empatando.
Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo!

Doutor Sócrates, você foi uma lenda. Esse título é seu!
Vá em paz, camarada.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

In tune - Parte II - Aquela que chora.

"Eu não sei o que eles queriam... Eu era muito feliz, e provavelmente ele nem sabe", Noriko iniciou a história. Al acomodou-se na cadeira para ouvir seu testemunho.

5 de abril de 1988

Um bebê chorava incessantemente. Aquela casa com meia luz incandescente, alaranjada, parecia um local bom, aconchegante e confortável. Um homem manco adentra o local, e se aproxima do berço da criança. O corpo da babá estava estirado no chão, assassinada com um tiro na cabeça, preciso.

Arch estava sozinho ao lado. Fumando seu xaruto enquanto ouvia o choro do bebê, que chamou sua atenção.

O homem olhava aquele bebê. Sabia qual seria o destino dele caso tudo não acabasse ali. Uma pequena criança, com olhos orientais e cabelos levemente loiros. Seu rosto era irreconhecível dentro das sombras. Mas mesmo assim o bebê continuava chorando, inconscientemente clamando por ajuda.

O indivíduo ofegava.

"Antes de me despedir de você, devolva-me o meu coração", ele falava, em francês, "Não adianta! Pois o meu coração já não pertence a mim", o dedo estava no gatilho, "Antes de partir, ouça minha promessa. Você é minha vida e eu te amo!".

Um ritual macabro. Ele parecia fazer uma reza.

O assassino põe o dedo no gatilho. É então que alguém entra na casa, atraído pelo barulho da criança. Ele sequer encosta no homem, sua presença ali já era algo imponente. Suas palavras, altas e claras ecoaram em todo o recinto.

"O que pretende com essa arma?", o rapaz questionou.

O indivíduo não respondeu. Continuou imóvel. O rapaz recém chegado rapidamente reparou o corpo da babá jogado ao chão.

"Apontar uma arma para essa criança inocente, não é algo digno de se fazer. Jogue essa arma pra cá, desista disso!".

"Arch... É você...? Essa arma que carrego não é vontade minha, é vinda de uma vontade muito maior!"

Arch em um impulso se jogou contra o homem, derrubando-o no chão.

"Vontade maior? Então eu não aceito! É apenas uma criança! Ela não pode se defender!", Arch respondeu, atordoando o homem com um golpe na parede e segurando a criança pelos braços saiu correndo do prédio.

Naquele momento ele só ouvia a voz do homem gritando "Sequestrador! Devolva minha filha!! Sequestrador!!".




"Era meu filho, eu não estava lá!", Noriko iniciou, "Aquele idiota ia matá-lo, se não fosse o Arch. Ele era meu marido, mas havia se mostrado uma pessoa insana, que ia matar o meu filho alí!", disse Noriko.

Noriko lacrimejou.

"Seu irmão mais velho era uma pessoa tão bondosa que acho que ele conseguiria salvar o coração até mesmo do pior ser humano. Eu nunca o vi assim, era apenas rivalidade, rivalidade e rivalidade. Eu recuperei depois meu filho, mas era tarde..."

"Tarde? Como assim?", Al perguntou.

"Émilie queria minha criança. Eles tomaram o filho dos meus braços quando fui presa junto com o grupo do seu irmão. Vim pra Bélgica porque estava procurando o meu filho. Eu o achei. O problema é que ele está com a Émilie", Noriko revelou.

"Ninguém conseguiria se aproximar de Émilie, certo?", Al perguntou.

"Eu estou disposta a todas as consequências! Ele é meu filho! Eu o amo!", Noriko disse.

Os dois continuaram conversando depois. Al não entendia porque deveria enganar aquela mulher. Sentindo confiança por ela, Al decidiu mostrar a fita com a gravação do seu irmão, sem dar muitos detalhes, pra saber se Noriko sabia de alguma coisa.

Foi nesse momento que Al teve uma surpresa...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Claro, você não aprende.

Há um ano e meio fiz um post-denúncia sobre a operadora Claro.

Quero ver se troco logo de celular, sim, eu ainda estou com o mesmo Samsung Galaxy Lite com Android 1.5 (já estão indo pra versão 4.0), com os aplicativos da Claro que nunca abri na vida e... Sistema modificado. Sem Gmail, sem Gtalk, sem atualizações, só tem o browser e o Maps. E isso porque eu reclamei na ouvidoria, pois nem isso tinha. Era um Android que só dava pra fazer ligações e ouvir música.

Esses dias estava pensando em ir direto na Claro e comprar lá, aproveitar o desconto do plano. Meu irmão conseguiu um Galaxy Ace, comprado na operadora, e ficou maravilhado com o mundo Android. E isso porque ele me falou "Ah, você só quer comprar um celular caro pra se mostrar, porque não vai usar nada dele!". Aí ele conheceu o Android Market e viu que essa porra só falta fazer café. Ou não!

Eu estava pensando que a Claro não faria como as outras operadoras, afinal já se passaram quase dois anos, mas pelo que vi a coisa não mudou muito não.

Dando uma googlada, vi um cara dizendo que a Claro tirou Gmail e Gtalk do todo-poderoso Samsung Galaxy SII. Duvida? Olha esse link. E esse maluco ainda teve que instalar pelo Odin, um programinha que eu sinceramente não confio muito (já quase deu merda no meu cel uma vez, ele quase virou um peso de papel de novecentos reais... Não sei como ele tá funciona ainda).

Em outro lugar vi que os aplicativos que a Claro coloca (não sei se alguém o usa, fala a verdade!) tava dando tantos problemas que... O treco desligava sozinho, travava e a noite ainda ele uivava pra Lua Cheia chamando o vampiro viadinho lá do Crepúsculo (ok, esse último item nem tanto). Duvida de novo? Clica aqui. Nesse, o alvo foi o Motorola Defy.

E o pior é que ele cita a mesma experiência que eu tive: a de ligar na Claro pra reclamar. Desiste, bicho. Vai na Fast Shop, Ponto Frio, Ricardo Eletro, paga mais caro num desbloqueado que tem mais chance de estar tudo lá no lugar. E mesmo assim, vá com cuidado, tem lojas que são atreladas a operadoras, eventualmente. E se der algum pau, reclama na fabricante direto, simples. Não existe "operadora" como intermediária num desbloqueado.

Por fim, pra não ficar me alongando mais, esse também vale a pena. Esse último é um caso do bonitão Samsung Galaxy S, que teve até o manual "adulterado" pela Claro. E com mentirinhas inofensivas, principalmente sobre você poder baixar tudo de volta no Android Market e a troca de "Gmail" por "Email". Entre "E" e o "G" tem tanta diferença que você nem imagina!

Tem gente que reclama da Nextel porque nem rádio e nem celular funcionam direito. Outros reclamam da Vivo que tem um sinal de bosta, a TIM que tem o 3G inexistente ou a Oi que não consegue enviar um SMS na hora, mas com dias ou meses de atraso.

Isso tudo é ruim, mas acho que nada é pior que a Claro. Você, que não é geek, e está defecando e andando pra isso, tanto faz ter Gtalk ou não. Compra um Corby inútil e seja feliz! Mas não tem sentimento pior que você comprar um celular pensando nos recursos e quando usar ver que eles não estão ali.

E como se isso por sí só não fosse ruim, saber que a operadora está nem aí pro seu problema, e pra eles tanto faz é péssimo. Eu listei apenas os três exemplos mais legais que achei em outros blogs. Mas dá uma pesquisada rápida e você vai ver o nível que a operadora aqui chega.

Triste! =(

sábado, 3 de dezembro de 2011

Final Fantasy 2

Terminei na quinta o meu segundo Final Fantasy. Dessa vez, como já tinha jogado o Final Fantasy I, fui pro segundo da série. Aqui rola uma confusão, porque nos Estados Unidos o Final Fantasy V foi lançado como Final Fantasy II. Já o original Final Fantasy II nipônico nunca tinha sido lançado no lado de cá de Greenwich. Agora já foi lançado, nos remakes comemorativos da Square.

Nele o interessante é que tem uma história com personagens mesmo. Ao contrário do primeiro, onde você dava nome, classe e tudo pra eles que eram denominados apenas como "Warriors of Light". Agora temos o Firion (esse viadinho aqui do lado) a Maria (uma menina mal comida) e o Guy (um grandão mongolóide).

Enredo interessante, mas por ser uma mecânica totalmente diferente do primeiro, demorei a me acostumar. Você aumenta o nível das coisas separadamente. Por exemplo, pra aumentar o nível da magia você deve usá-la na batalha. Parece simples e lógico, mas demorei a sacar isso. Nos outros tudo aumentava junto. Aqui é tudo separado.

Tirando isso, é um jogo onde na história todo mundo morre. Se já no primeiro eu não consegui nenhum "Game Over" (mas fiquei muito próximo), nesse eu morri umas dez vezes (mas calma, tava salvo...!). E os personagens que sempre ajudam morrem nas garras do temido Imperador.

Aliás, é um bom vilão. Pelo menos mais carismático que o Chaos do primeiro. Aliás, Final Fantasy sempre capricharam bastante nas batalhas finais. Quem não ficou com o cu na mão com ExDeath, Kefka, Sephiroth e Ultimecia que taque a primeira pedra. É batalha das pesadas, complicadas, cansativas, e depois... Boom! Fim de jogo, terminou, tchau e benção.

Mas dá pra perceber que alguns elementos conceituais nos enredos de Final Fantasy que continuaram firmes nas outras versões que começaram aqui. Especialmente as "cenas", mesmo sendo um jogo originalmente do NES.

Nota 8.0! Eu sinto falta do Flare fudido que eu tinha no Final Fantasy I. E um White Mage ajudaria bastante.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Cutucando a ferida.

Eu gosto de quem provoca. Pode ser que a pessoa que diz algo pode ser completamente sem nexo, feito apenas para confundir. Mas confundir é a palavra da ordem pós-moderna. Temos que aceitar a confusão, que as pessoas não são robôs, e que devemos respeitar sempre o ponto de vista do outro.

Vou falar de três assuntos polêmicos.

Primeiro, o assunto da moda: bebida e direção. Muita gente falando do vídeo lá no tal Luan Rocha, dizendo que ele não está incentivando a bebedeira e direção, mas sim, que ele está debochando da legislação do nosso país, a Brasólia.

Para tanto, achei sem querer querendo esse texto. Eu não sei, mas se meu governo diz para eu perseguir e matar judeus, eu ao menos gostaria de ver um outro ponto de vista. Só para curiosidade. Leia. Achei interessante. Conheço pessoas que ficam mais atentas depois de chapar o côco de pinga. Óbvio, pode ter sido sorte, mas vai muito da noção responsabilidade das pessoas e técnica de direção.

Acho que ele deveria comentar também que o sistema de obtenção da CNH nesse país é um sistema falho já desde há muito tempo. E caro. Por ser um cursinho meia boca, onde qualquer um consegue comprar fácil, acaba sendo um mero cursinho onde se você, motorista sem experiência, pega um carro e causa um acidente a culpa é sua, por ser inexperiente. O errado já começa por aí.

Outro inimigo da sociedade é o cigarro. Será que o cigarro causa câncer mesmo? Achei um site com evidências interessantes, mas também pouco divulgado. Parece que a probabilidade de uma pessoa não fumante ter câncer de pulmão, por exemplo, é de 1%. Para fumantes, sobe para 10%. Porque será então que vemos tantas pessoas morrendo de câncer de pulmão por aí? Simples. Mídia.

Enfim, dêem uma lida porque é um material interessante.

E por fim, falamos de direção embriagada, câncer do cigarro, agora vamos falar do HIV. Muitos amigos (e amigas) sempre em baladas acaba rolando uns pegas e vão dar uma trepada - muitas dessas trepadas sem nenhum preservativo. De acordo com a tevê era pra eles estarem mortos, oras, a AIDS está solta por aí, e pode estar nessa buceta que você tá chupando aí.

Mas eles não morreram (ou não morreram ainda).

E nem verruga no pau eles conseguiram. E eles se vangloriam por dar uma trepadas "na pele". Eu francamente não tenho coragem, e uso somente aquelas camisinhas "sensitive". Sim, até hoje, em nenhuma transa eu fiz sem preservativo. Não prefiro arriscar, por mais que digam que é "melhor e goza mais rápido".

(até porque, vai que a menina engravida também? Putz, eu não quero ter filhos... Um só e olhe lá, mas daqui a um bom tempo)

Aí, sem querer querendo (sempre assim) eu achei isso aqui sobre o HIV. Inclusive discuti isso com uma amiga médica. Parece que é o típico texto que usa algumas poucas verdades para maquiar uma "verdade" que na verdade é mentira. Mas mesmo assim é algo para se pensar.

Independente dessas coisas serem verdade ou não, é bom ter noção. E tomar cuidado com verdades que a mídia expõe e o povo aceita. Pense no que eles estão influenciando no seu comportamento. Aí você vai se ligar que o Walking Dead, aquele seriado dos zumbis, nada mais é baseado do que em nós mesmos, tão letárgicos, querendo comer cérebros e mais cérebros.

Não seja um zumbi, tente procurar a verdade.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Spin off - Aquele que recebe o mérito.

Um garoto estava dormindo em cima dos livros. Estava exausto. Lentamente sente uma mão vindo ao seu encontro, dando dois leves toques, apenas para despertá-lo.

"Acorde Al, vamos. Já é tarde da noite, e a biblioteca vai fechar", disse a senhora.

"Dona Elisabeth! A senhora por aqui? D-desculpe", ele gaguejou, "Eu estava estudando".

A senhora deu um pequeno sorriso olhando para o garoto. Já havia se passado um ano desde a morte do seu irmão. Desde então o garoto havia entrado numa empreitada de estudar sozinho, e de ser o melhor em tudo, assim como seu irmão mais velho foi.

Seus pais diziam que ele deveria ser nada menos que o melhor, que deveria se espelhar no seu irmão mais velho e superá-lo.

Mas ele era apenas uma criança. Era muita pressão. Arch parecia ter nascido pra isso. Já Al era apenas uma criança sozinha, que não tinha em quem se apoiar.

"Até mesmo os grandes mestres devem descansar depois de um treino. Vamos, Al. Meu carro está lá embaixo nos esperando", disse uma voz idosa, acordando-o.

O garoto meio sem jeito levantou-se. Na saída viu a bibliotecária nervosa com sua presença até aquela hora da noite, pois queria sair mais cedo.

"Você quer tentar chegar lá sozinho, né? Por isso que você estuda avidamente desse jeito. Seu irmão não conseguiu te ensinar, e agora nem vai conseguir mesmo", disse Elisabeth.

"Porque a senhora cuida de mim desse jeito? A senhora está perdendo tempo e dinheiro comigo, eu posso conseguir tudo sozinho igual meu irmão!", disse Al, teimoso.

"Pobre garoto... Seu irmão não tinha nenhum talento em especial. Ele não foi o mais inteligente, nem foi o mais dedicado, nem tampouco o melhor. Seu irmão foi uma pessoa comum. Mas tudo o que ele fazia, ele pensava na justiça, e acima de tudo pensava no próximo, queria ajudar o maior número de pessoas possível", Elisabeth começou.

"Justiça?", Al questionou.

"Sim. A justiça não é apenas um conjunto de leis, ou algo sobre ser certo ou errado. Justiça é pensar no bem comum, em fazer as pessoas felizes, e fazê-las seguir em frente. Justiça é dedicar-se ao próximo, a felicidade. E enquanto alguém estiver lutando com seu coração pelo próximo e deixando de pensar em si mesmo, essa pessoa será muito melhor do que alguém que tenha inteligência, dinheiro ou qualquer outra coisa", completou Elisabeth.

Ela pausou um minuto. Al e a velha entraram no carro. Andaram um tempo em silêncio, passaram pela Tower Bridge, em plena noite londrina. Foi aí que Elisabeth quebrou o silêncio:

"Enquanto alguém lutar pelo bem, essa pessoa jamais será abandonada. Tenha certeza disso, pequeno Al", completou a senhora.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

In tune - Parte I - Aquele que choca.

Noriko estava em uma praça, sentada conversando com um homem com uma câmera. Aparentemente um turista.

"...Sim. O melhor de Liège é esse clima, eu acho. Não se encontra em outros lugares da Europa algo assim. É um ar diferente... Não sei explicar! Primeira vez sua aqui?", Noriko questionou.

"Na verdade é a terceira. Minha esposa mora nas proximidades. Eu sou fotógrafo. Estou fazendo uma reportagem para um jornal da onde vim", o desconhecido afirmou.

"Da onde você é?", Noriko perguntou.

"Sou grego. Aliás, não nos apresentamos ainda. Meu nome é Albireo Gianopoulos. E você é oriental, não? Muito bonita!", disse Albireo.

"Ah! Sou Maki Yoshizawa. Moro aqui há alguns anos. Obrigada! O senhor também é bastante charmoso".

- - - - - - - - - - -

O velho todo dia vinha conversar com Noriko naquela praça. Passou-se uma semana, mas eles pareciam se conhecer há anos. Até que Noriko o chamou para conhecer sua casa, tomar alguma bebida quente. O tal Albireo aceitou.

"Não tem namorado, Maki?", Albireo perguntou.

"Não... Prefiro não ter essa dor de cabeça", ela afirmou.

"Eu estou procurando um velho amigo. Se você já mora aqui faz tempo, pode eventualmente já ter visto-o na rua. Ele mora nas redondezas, mas com o tempo perdemos o contato...", Albireo mostrou uma foto tirada do blazer.

Maki arregalou os olhos ao ver a foto. Depois olhou para Albireo. Viu uma semelhança entre os dois. Seus olhos lacrimejaram e ela levou a mão à boca. Deu alguns passos pra trás enquanto Albireo avançava. Definitivamente ela parecia ter visto um fantasma.

"Noriko Yamamoto. Trinta e quatro anos. Alto escalão da inteligência japonesa, solteira, atual paradeiro desconhecido. Declara morar em Langley, Virgínia e ter contatos importantes. Mas aparentemente esteve envolvida há sete anos no expurgo de Arch ***********, considerado traidor por integrar um grupo revolucionário. Vim aqui porque preciso conversar com a senhorita", Albireo revelou.

"Você... Não pode ser! Você morreu há sete anos!", Noriko disse. negando com a cabeça.

Albireo tirou o chapéu e a peruca. Cabelos ruivos caíram no seu rosto. Noriko olhou com um olhar de estranheza, mas as feições do rosto mesmo assim eram idênticas. Ele estava sempre com uma maquiagem, ressaltando linhas de expressão e deixando-o com um ar de mais velho.

"Eu odeio essa galera que fica falando pelos cantos que sou 'irmão do traidor'. A verdade é que cada vez mais estou a cara dele... Pra não ficarem me enchendo o saco eu tingi o cabelo de vermelho", Albireo disse.

"Então você é... Nossa! Como você cresceu!", Noriko disse.

"Sim. Na verdade eu sou irmão mais novo dele, me chame de Al. Noriko, preciso que você me ajude. Por favor, sente-se. Tenho algumas perguntas pra fazer pra você".

terça-feira, 29 de novembro de 2011

AGE QUOD AGIS Tour '11 - Brazil


Acabou! Nossa, fim de semana puxado, eventualmente entrará pra listinha dos 10 mais da minha vida. Não apenas pelo acampamento (posso até falar depois sobre), mas sobre o show dos japoneses malucos do Dir en grey.

O maior problema foi ter chegado lá "só o caramelo". Estava exausto. Tiveram muitas atividades legais no acampamento com o grupo de jovens do meu templo, e na semana inteira não dormi muito pois comecei a fazer o bendito CFC (sair da Paulista ás 23h, chegar em casa no mínimo ás 00h30 e só pegar num sono mesmo ás 1h30 pra acordar daqui a pouco ás 6h).

Resumindo, hoje é terça e estou me sentindo como se estivesse no esgotamento de sexta. Mas ontem foi ainda pior, tive que dormir no almoço, depois dormir um pouco antes da aula e ainda dormi no ônibus o caminho inteiro. Motivo: no domingo o show foi em São Bernardo do Campo. Desembolsei 180 pilas pra pagar o táxi intermunicipal (ia ser metade... mas a lei permite ele cobrar mais), e chegar em casa ás 1h10. Tenso.

Mas e o show? Como estava cansado, os três energéticos de minutos antes não ajudaram muito. Deu nem três músicas e eu estava tonto de cansaço. Queria participar do bate-cabeça, mas nem estava me aguentando em pé, e estava com muita raiva disso.

Tirando isso foi bom. Kyo, o vocalista, está cada vez mais performático. Die, o guitarrista e Toshiya, baixista, continuam agitando a galera pra não ficar quieta (como se eles ficassem quietos...). Kaoru e Shinnya (outro guitarrista e baterista) continuam no canto deles, quietos. Acho que eles gostaram de tocar novamente aqui. Achei que no Maquinária o povo estava mais empolgado.

Só não curti porque eles usaram muito do repertório do DUM SPIRO SPERO, o último álbum do qual não sou muito fã. Gostei muito da setlist do Maquinária, gosto muito mais dos álbuns UROBOROS, Withering to death., VULGAR e The Marrow of a Bone. Mas ouvir a "Hageshisa to kono mune no naka de karamitsuita shakunetsu no yami" (vídeo acima) e até mazohyst of decadence foi demais.

Agora só entre nós: muita japonesa boazuda hein? Tá loco! Tinha uma japonesa alta atrás de mim, menina tava com o demônio no corpo, pulando, berrando, de shortinho, eu até tirei um sarrinho da empolgação dela. Mas tá certa! Tem mais é que fazer isso mesmo. Eu só fiquei puto mesmo porque estava passando meio mal. Mesmo assim foi bom pra revê-los tocando ao vivo novamente.

Mas que ela era muito gostosa, ah, isso era! E tinha uma amiga também que era um espetáculo.
Ai, ai... Eu e essas japonesas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

É domingo!


Estava revendo agora esse post, que fiz quando fui no primeiro show deles em terras tupiniquins. Foi no Maquinária Festival, em um salgado ingresso que também tinha incluso Panic! At the disco e Evanescence. Mas nem fiquei pra perder meu tempo com essas bobagens! Tudo tinha dado certo ao ver apenas o Dir en Grey. Lá. Ao vivo.

E domingo agora será o segundo show no Brasil, e o segundo com minha presença carimbada.

Eu sempre pensava que nunca iria vê-los ao vivo. Afinal é uma banda japonesa, que mal fala inglês, e as chances de vir pra cá, do outro lado do mundo, sempre achei que fossem ínfimas. Ainda bem que estava errado.

Não tenho motivos pra explicar mais ainda o porquê de gostar deles. Só ler aquele post.
Mas meu coração está a mil, só de pensar em vê-los ao vivo novamente. Cambada de japoneses malucos!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bisbilhotando.

No meu antigo trampo, na máquina que eu trabalhava, o carinha que trabalhava antes tinha deixado o e-mail, twitter logados com senha. E eu sem querer enquanto queria acessar o meu Gmail, acessei o e-mail dele. Achei interessante!

(agora meses depois posso falar como foi, haha!)

Antes de mais nada, certifique-se que fez o logout sempre que sair do trampo. #fikdik

Eu não zuei a conta dele, mas sempre dava uma olhada pra saber qual era a rolada. E achava engraçado. O cara era um moleque de 22 anos, dizia ser "autodidata" em tudo, e namora uma menina gatíssima. Bonitinha, magrinha, branquinha, belo sorriso.

No e-mail dele ele dava em cima de uma menina da faculdade. Achava isso engraçado, e como conseguiu levar a menina pra cama com praticamente apenas e-mails! (preciso aprender essa tática, rs)

E ele era umbandista também, o que mais recebia era convites dos mais variados locais religiosos. E acho que ele inclusive ouvia as músicas, pois o PC estava cheio de músicas dessa religião afro-brasileira.

Agora o mais engraçado foi um desabafo dele. Ele parecia ter comprado um carro, e se perguntava: "Cara, agora eu tenho um carro! Cadê as toneladas de meninas pra eu comer?".

Pois é. Cadê? Eu também pensava que um carro me traria muita mulher, mas depois disso, sei lá. Ou o cara é um perdedor, ou sei lá. Se bem que tinha um esquema com uma menina da faculdade, então não devia estar tão ruim. E a namorada dele era bem bonitinha.

Fodeu!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Trilhas sonoras de filmes. E da sua vida

Pra quem curte trilha sonoras de filmes, fica a dica: http://fabioscrivano.blogspot.com/

Blog de um camarada meu, muito completo, conta com raridades e reviews de OST de filmes. Vale a pena, principalmente pra um cara como eu que curte ás vezes muito mais trilha sonora do que o filme em sí, é um prato cheio.



Aproveitando a deixa, quando era "aborrescente" sempre ficava pensando qual trilha sonora seria a da minha vida. Bom, acho que minha vida não seria apenas um filme, seria acho que no mínimo uma trilogia. Depende, tem umas músicas marcantes aqui e ali, depende do momento.

Eu costumava eleger uma música pra cada paquerinha. A primeira delas foi You are not alone, do Michael Jackson. Depois sempre variou muito. Teve uma há alguns anos que a música Jewel, da Ayumi Hamasaki me fazia lembrar dela. E uma das mais recentes era Garota nacional, do Skank. Acho que dessa última eu até comentei recentemente.

Minha vida não seria um filme romântico, mas as que mais me marcam são as músicas no momento de paixão. Talvez sejam por conta das "luzinhas", né? Teve uma paquerinha que uma vez fomos jantar juntos e voltamos a pé no centro de São Paulo, e estava perto do fim do ano, e ficamos conversando sobre assuntos aleatórios, sob os LEDs natalinos. Aquela cena ficou muito na minha cabeça a música Linger (You know I'm such a fool for you...).

E de fato eu devia ser um "fool" pra ela, haha.

Teve uma que teve até rock japonês. Haha, foi divertido enquanto durou. A mais recente era Lovers. Não, ela não era oriental (até porque a música tem esse ritmo mas é cantada pela grande Kathleen Battle).

Será que continuo por muito tempo ainda elegendo músicas pra cada paquerinha?
Só o tempo dirá, haha.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Os elementos de cinema em Modern Warfare 2.

 

Não sou cinéfilo, e francamente sou bem desatualizado. Tanto pra cinemas quanto para games.

Mas é inegável que o segundo adotou muita coisa do primeiro. Muita coisa mesmo. Gosto de dar o exemplo de Modern Warfare 2, que por si só já é um jogo bem dramático, e com atuações épicas de... Meros personagens de CG. Mas mesmo assim, épico.

Digo isso porque quando fala de games, muita gente lembra de Mario, ou qualquer jogo desse gênero. O treco evoluiu, e evoluiu bastante. E fatura mais grana que o cinema já. Sem mais delongas, uma análise meio semiótica do que se vê em Modern Warfare 2.

Gosto do briefing. Explica o que está acontecendo no jogo (no caso, uma invasão russa em pleno território do McDonald's). Não é difícil de fazer, é simples, sem muito lenga-lenga e direto ao ponto.

Uma coisa do cinema é a imersão. Isso é essencial. Ok, jogo em primeira pessoa favorece ainda mais. Mas algo elementar do cinema é o escuro. Logo no começo da missão dá um fade escuro, aparece escrito o nome da missão (Wolverines!), quem você controla, que dia está, as horas... E pum! Você, num carro indo parar soldados que bebem vodka.

Isso é uma das características mais marcantes do cinema na minha opinião (só perde para a taxa fraca de frames por segundo, que é um charme, mesmo sendo do tempo das cavernas), esse escurecer onde você sai do seu mundo e entra em outro. Agora você não é mais você. Você é o soldado Ramirez e está com o cu na mão e vai dar um chute na bunda de comedores de louras gostosas russas junto com dez malucos.

Depois é tiro, não preciso explicar a imersão. Só acho que o game over te faz "acordar" e lembrar que é um jogo. Mas jogo é assim, tem que ter essa dificuldade, você tem que perder e depois ganhar.

Embora o final dessa fase não seja dos melhores, acho o início dela muito bom. Como final mais cinematográfico, destaco esse. Sim! Se passa no Rio de Janeiro. Tenso você ir pulando de laje em laje e cair, e acordar depois correndo desesperadamente pra escapar de vagabundo armado. Quer algo mais tenso? Difícil.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Uma mensagem budista.

Eu dificilmente falo da minha religião aqui, certo?

Hoje vou falar um pouquinho. Mas o que vou falar, embora tenha aprendido no budismo que pratico, acredito ser um conselho que vale pra qualquer um, de qualquer religião.

Vamos entender que, para estarmos aqui hoje, vivos e lendo esse texto que estou escrevendo agora, um longo caminho desde lá detrás teve que ser trilhado. Se hoje o ser humano existe, é porque dependemos um do outro. Dependemos do policial para nossa segurança, dependemos da cozinheira do restaurante, dependemos da faxineira caso contrário o banheiro fica sujo, entre outras coisas.

O ser humano depende da ajuda do outro. Devemos ser solidários com os outros para que um dia sejamos ajudados.

Porém, um comentário que muito vejo das pessoas é: "Cara, eu sou sempre certinho e só me fodo!", e de fato eu pensava isso também. Mas eu acho que, aqueles que são bondosos, eventualmente quando alguém dá uma mancada, temos que correr atrás do prejuízo, mas o importante é continuar fazendo o bem ao próximo.

E assim, juntos, construir uma sociedade melhor. Se os políticos não pensassem só no enriquecimento próprio, teríamos mais investimentos. Se as pessoas não pensassem que "eu tenho dinheiro e gasto como quiser" não teríamos pessoas bebendo e dirigindo, morrendo pelos cantos ou empobrecendo. Isso e entre outras coisas.

O homem já é um bicho um bocado egocêntrico. E a gente não ajuda alguém em muitos casos caso ela não necessite muito. Sei lá, alguém morrendo depois de ser atropelado. Veja bem como as pessoas se reúnem e param o trânsito quando alguém é atropelado.

A questão é, e se estendermos a mão antes? Budismo ensina isso.

Se o motorista do carro tivesse sido solidário e deixado a pessoa passar, por exemplo, teria acontecido tal acidente? O egocentrismo do ser humano é algo auto-destrutivo. Ele se corrói quando pensa só nele, e se pararmos pra pensar, somente estamos vivos aqui hoje pois muitas pessoas nos ajudaram. E devemos ajudar pessoas mais ainda do que fomos ajudados.

Solidariedade é a palavra. Fazer o bem ao próximo. Ajudar ao próximo sempre.

Algo assim. Não citei muito o budismo, e isso pode parecer óbvio para muitas pessoas, mas a ideia é essa.
Ajudar os outros, ser caridoso, não importa com quem, quando ou como.

domingo, 20 de novembro de 2011

In rhythm - Parte V - Aquele que desafia.

A catalunia sempre foi um local propenso para uma boa conversa. Al estava em pé numa calçada, em Sant Cugat del Vallès, com um cigarro na boca apagado e na outra mão um isqueiro que não funcionava. Tentava incessantemente acendê-lo, mas sem sucesso. Foi aí que uma chama o acendeu, vindo de um zippo dourado.

"Aqui está", o homem olhou para Al depois de acender o cigarro, "Eu era um fumante inveterado".

"Quem diabos é você? O que quer?", Al questionou, nervoso.

"Acalme-se, garoto. Um Lucky Strike nunca deve ser desperdiçado assim. Os senhores estão convocando a todos para uma reunião, e chamaram você. E caso você não dá, será considerado um desertor", o homem abriu o jogo.

Por um momento Al refletiu, encostou-se na parede, e viu que era apenas mais um cara pra lhe fazer cobranças do que deveria ser ou fazer. Tragou lentamente a fumaça e jogou o isqueiro velho no chão. Baforou no rosto do velho que estava na sua frente a fumaça do cigarro.

"Tô nem aí. Escapei de todas até hoje. Diga que, se os outros onze tiverem algo contra, que venham se ver comigo. Ninguém vai me dizer o que fazer", disse Al.

"Irmão do traidor, tem o mesmo sangue sujo...", Al o agarrou pelo colarinho e cerrou o punho.

"Não... fale... do meu irmão... na minha frente!", Al sussurrou lentamente enquanto mantinha o velho firme. Este, por sua vez, abriu um sorriso e mostrou um VHS que tirou do sobretudo.

"Venha comigo. Tenho algo para lhe mostrar".

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O VHS começou com barulhos de cidade, e nenhuma imagem. Cortou para uma avenida grande. Depois para uma rua movimentada, com bastante comércio. Pareciam ser câmeras de vigilância, mas com som? Dava pra ouvir as pessoas conversando.

Via um homem de capa preta se aproximando de uma lojinha. Na tarja de especificações do local da câmera indicada "Rue Saint-Gilles". Somente dava pra se ouvir ruídos, e então a gravação trocou de câmera, e mostrou o homem se aproximando da câmera. Al não acreditava no que via.

Foi aí então que ele congelou, pois o homem se aproxima do balcão e diz com sua voz inconfundível:

"O senhor tem alguma encomenda para o senhor Saint-Claire?".

Era Arch. Vivo.

Al ficou abismado. O cigarro caiu da sua boca, suas mãos tremiam. O velho apertou o stop e retirou a fita.

"São as câmeras de vigilância de uma loja em Liége...", o velho foi interrompido.

"Bélgica? Peraí... Você está dizendo que meu irmão está vivo e está na Bélgica?", Al questionou.

"E está para ser assassinado. Uma garota que atende por esses nomes está lá para mata-lo. Não descobri seu nome real. Preciso que traga-a pra mim o quanto antes, seu irmão foi descoberto e será morto", o velho mostrou a lista com cinco nomes.

O quarto nome da lista era "Noriko Yamamoto".

"E então, irmão do lendário Arch... Vai aceitar? Posso te dar mais informações se aceitar. Caso contrário...", o velho pegou a fita com a mão, acendeu o isqueiro enquanto aproximava um do outro lentamente. Al refletiu, e tomado pelo impulso tomou a fita do homem.

"Estou indo pro aeroporto agora. Vou chamar um táxi. Quero que conte o que sabe no caminho!", Al concluiu.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Modern Warfare 3

Mais games. Eu jogava mais quando era moleque, mas hoje virei uma pessoa chata que não joga mais nada. Eu queria manter esse lado mais molecão, mas não tenho mais saco pra videogames. Porém alguns me impressionaram bastante.

Sou fã declarado da série Call of duty. Em especial os últimos lançados. Joguei todos os Modern Warfare, e terminei o terceiro no último feriado.

É um jogo de tiro, de guerra, e por ser "Modern", ele mostra como seriam conflitos hoje em dia com a tecnologia dos exércitos atuais. Gosto da fala do Shepherd: "We are the most powerful military force in the history of man", e de fato deve ser. Não apenas pelo equipamento dos exércitos atuais, mas pelo treinamento também. Aquelas cenas de guerras medievais de milhares contra milhões hoje em dia pode se resolver em sete carinhas bem treinados contra milhares. O BOPE tá aí pra provar isso, e não duvido.

Melhor ter sete carinhas treinados capazes de matar 400, certo?

Modern Warfare 3 achei ótimo. Mas o nível do jogo acho que cai. O primeiro ato é MUITO bom. Já o segundo e o terceiro caíram um pouco o nível. Você controla dessa vez o Yuri, ex-Spetsnaz, e tem o Price e o Soap de volta. Eu gostava do Roach e do Ramirez do 2. E tem o Frost, do exército gringo, também controlável. Mas dessa vez ao menos eles têm cara, não é igual o Joseph Allen, Roach e Ramirez que não têm rosto mostrado durante o game.

Pra que não conhece, o tal Modern Warfare 2 é aquele jogo que criou polêmica por ter duas fases que se passam no Rio do Janeiro. Com direito a traficantes gritando (em português! Sensacional!), favelas, muito tiro, civis e tal. Elas são logo no começo e, acredite: são MUITO difíceis. Mas se você viu Tropa de Elite e usar das dicas do Capitão Nascimento você sobrevive. Termina a fase todo fudido e ensanguentado, mas termina.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Diário de Fotógrafo #11 - Auto-retrato

Várias fotos eu tirei com meu celular de mim mesmo. Eu tenho um álbum no Facebook só com fotos de auto-retratos, mas aqueles lá são com a minha Nikon D60. Já que vou me despedir em breve desse meu Galaxy Lite (aleluia!), vou prestar aqui uma "homenagem" a ele postando fotos que ele registrou durante esses quase dois anos.

Vamos dizer que fiz isso por apenas uma questão de ego, hehe.







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