domingo, 30 de janeiro de 2011

Vendo o horizonte...


...Ás vezes eu me pergunto que gostaria de saber quem exatamente eu olho. Quem são as pessoas, o que fazem da vida, o que podem contribuir, o que podem compartilhar. Gostaria de ter uma vida imensa e a possibilidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ver o que todas essas pessoas fazem, como lidam com a vida, seus anseios, desilusões, histórias.

Enriquecer a mim mesmo, e assim ajudar a enriquecer os outros, trocando experiências.

Gostaria de ter uma tarde daquelas de ficar sentadão num sofá falando sobre a vida, sobre as coisas que acontecem, sobre tudo, ou nem que seja só pra ficar de papo pro ar. Tinha um avô que tinha esse hábito, de receber as pessoas na sua casa e ficar conversando horas sobre tudo. Embora tenha sido metalúrgico e inclusive cobrador de ônibus, esse avô, já falecido, me pareceu desde que eu pequeno uma pessoa muito sábia.

Sabia escrever como ninguém. Fazia cartas imensas de próprio punho para enviar para os parentes, falando sobre a vida, sobre as coisas que ela nos traz, nos tira e nos enriquece.

Meu sábado foi assim. Eu nem lembrava mais como isso era bom. Falar sobre a vida, fazer as pessoas me conhecerem melhor.
Quanto mais a gente pensa que conhece as pessoas, mais nos surpreendemos subitamente. E sempre pra melhor, o que é mais legal.

Mas sobre meu ódio pela França, isso revelarei jamais!
Hahahhahaha!!

Foto tirada por mim, é a vista que temos do templo da Shinnyo-en Brasil.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Seria um bando de esquizofrênicos.

Um dia desses no templo estava conversando com um garoto totalmente descrente em qualquer coisa. Não acreditava em deuses, acreditava somente em tudo o que via, e o que não podia ver para ele não existia.

De alguma forma eu me vi naquele garoto. Um eu de muitos anos atrás, descrente em tudo. Totalmente diferente de hoje.

Eu não acreditava em coisas do gênero. Não acreditava em deus, em espíritos (eu mesmo achava que era meio louco por ver e ouvir esse tipo de coisa), em aparições e em contos. Aí comecei a entender que muito talvez viesse da visão limitada que uma pessoa do ocidente tenha. E conhecer outras religiões, especialmente as orientais, me fizeram acreditar mais ainda em evangelhos. Afinal, eles "comprovavam" aquilo que todos diziam ser apenas mentira.

Texto é longo, mas vamos começar por uma pergunta filosófica:
"Você acredita que tudo o que existe no mundo é apenas o que você pode ver?"

A coisa não precisa ser vista para existir. Trilhões de coisas são assim, o ser humano tem órgãos muito limitados em comparação a outros seres. Talvez apenas pelo fato de termos um cérebro, possamos exatamente raciocinar sobre o que existe no mundo.

Você pode não ver espíritos, por exemplo. Mas não pode negar que outras pessoas vejam. Talvez se você pudesse ver, acreditaria. Mas para muitas pessoas, o "apenas ver" não é necessário. Exatamente pois acreditam nisso: não é necessário ver para saber que existe. Tampouco é necessário ver para se acreditar.

Ponto.

Próximo:
"Você realmente acredita que existe algo IMPOSSÍVEL?"
Eu gosto de dar o exemplo de coisas que ninguém explica. Não é preciso ir até a Índia para ver a galera hardcore de lá fazendo coisa que até deus duvida. Mesmo em igrejas evangélicas do seu bairro existem coisas bizarras, como curas, por exemplo. Tudo movido por fé.

O "corpo fechado", o "vodu" dos espíritos, ou mesmo coisas que ninguém explica como previsões. Isso de acordo com a ciência é impossível, mas estão aí. E acertam bastante. E existem.

Se você vê um cara que após o corpo fechado leva tiros e fica vivo, é fácil acreditar em um judeu maluco que há 2000 anos transformava água em vinho.

Ponto.
O que eu acho:

Que seria meio tolice um ser humano não acreditar em nada, com várias coisas inexplicáveis no mundo. Pode ser que a pessoa não acredite num Deus mantenedor do Universo, mas não pode dizer que não acredite na infinita capacidade do ser humano, que muitos chamam de Milagre.

Milagre, poeticamente, é quando o ser humano, por um segundo, tem o "poder de deus", e consegue fazer tudo. Uns chamam de "grande vontade" em coisas do gênero, mas acho dificil não acreditar nesse tipo de energia que move as coisas. Talvez seja um começo de fazer alguém ter uma crença, mas é algo mais primitivo e mais difícil de se explicar.

São experiência de mundo. O mundo nada mais é do que as coisas que você vê e assimila. O seu mundo pode ser muito pequeno, ou infinitamente grande. Pode ser raso ou profundo, tudo depende das coisas que você presenciou durante esse tempo aqui nessas bandas.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Diário de Fotógrafo #8- Anime Dreams 2011.

A primeira Anime Dreams que eu fui foi em 2004. Eu acho. Sete anos se passaram, estamos em 2011, e o evento se torna pra mim uma coisa chata, entediante e algo que de alguma forma eu acredito que não me encaixo muito - mesmo participado desse mundo vigorosamente por anos.

Mas foi divertido! Fui mesmo pra comprar alguns mangás, e acabei nem comprando os que precisava pra terminar algumas coleções. Mas comprei alguns mais alternativos. Mesmo assim, essa brincadeira custou uns R$100,00.

Como provavelmente muitos que estão lendo não tem noção do que seja um evento de anime, eu tirei fotos (várias) pra aproveitar e ir praticando com a Nikon. =D Acho que dá pra explicar bem com algumas fotos.


Games e a molecada. Campeonatos rolando, dinheiro adoidado,
um mais viciado que o outro...


Campeonatos de games online rolando nas telas ao vivo.


Câmeras sempre são objetos essenciais.


Pausa para um game! (agora que eu vi, ficou idêntica à anterior)


Freddy Krueger estava batendo um lanche e tirei essa foto.


Amontoado de nerds virgens tirando fotos de alguma cosplay gostosa.


Gosto de tirar fotos de cosplayers assim, sem perceberem
ou posarem!!


Kurosaki Ichigo! Em forma de Vizard!


Cosplay posado. A menina ficou com os olhos grandes quando
me viu com a Nikon. Acho que é o mesmo efeito do violão, né?


Freddie Mercury prateado em cosplay. Sem palavras.


Cosplay expontâneo! Gostei da pose.


Cupcakes. Eu achei que era de plástico, mas a vendedora
disse que era de verdade e ainda era bom. Mas não tive coragem.


O fotógrafo®


Tinha uma sala só de Lolitas. Será Moi-même-Moitié?


Parar e tirar fotos de cosplayers é fundamental.


Hahaha... Essa cara foi boa.


Isso é um autêntico cosplay posado.


Stained Glass!


Por fim, foto meio conceitual da janela refletindo o chão.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sede pela adenalina.

Cheguei a assistir os dois últimos filmes que ganharam o Oscar. Não gostei muito de Slumdog Millionaire, mas gostei bastante de The Hurt Locker. Também chamado de Guerra ao Terror. Lembro de não ter gostado nada da sua capa em estilo "Call of Duty - Modern Warfare", e pensava que seria um filme de guerra qualquer. Mas gostei bastante, não apenas porque é o retrato da Guerra do Iraque, dos esquadrões anti-bomba, como também um desenho de como a geração atual é. E me identifiquei bastante.

Digo isso porque o William James, personagem do filme que é o Joselito sem noção que não tem medo de bombas, reflete bem o sentimento de adrenalina que eu, por exemplo, não acho que consigo viver sem. É esse sentimento de estar com desafios sempre ao seu lado, sempre a necessidade de uma superação e uma sociedade tão competitiva que cada erro pode ser fatal. Quando terminei o TCC, fiquei uma semana indo pra academia e cumprindo a minha rotina. Mas me cansei, e tinha que arranjar um problema. Veio diversas coisas, como formatura, preparações para o fim de ano, desafios no blog, enfim. Mal eu tinha me recuperado de um, experimentado a rotina novamente, e estava mais uma vez fugindo dela.

Que droga.
Viver em paz é uma incapacidade? Ou será coisa da idade? Ou pior ainda, da geração?
Que adrenalina é essa que vicia e ao mesmo faz sofrer tanto?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Como nasce um layout - Parte 14

Agora é um dos que eu mais gosto. Como os três são irmãos, vou deixá-los juntos.


average PSYCHO - Abr 2010/Mai 2010
Quem será que foram verdadeiros psicopatas comigo? Admiro a psicopatia, que é uma coisa que não tenho. Sou uma pessoa melosa, sentimental, mas vendo essas caricaturas dessas pessoas, acho que tiveram seus momentos psicopatas comigo. São todas mulheres também, diga-se de passagem.


average FURY - Jun 2010/Jul 2010
Agora aqui o papel é outro. São pessoas que me fizeram realmente sentir muita fúria. Elegi quatro, uma professora, e três amigos (ou ex-amigos, tanto faz). Pessoas que realmente pisaram bem em cima do meu calo, traíram minha confiança ou me fizeram sentir aquele que é o mais primitivo sentimento do ser humano - a fúria!

Gostei bastante das cores, embora que, pra mim, o espaço para escrever era muito pequeno.


average HERESY - Ago 2010/Dez 2010
Olha, errei na conta, hahaha. Na verdade todos esses foram atrasados exatamente pois teve a corrida do TCC no meio, não tive tempo de produzí-los melhor. Leva tempo, todos os desenhos são meus, scanea-los, pintar tudo, enfim.

Esse é mais mesmo o papo da religião. Versões de cristo e buddha, além de dois fantasminhas que tiveram participação ou meio que me marcaram.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Quatro anos de dentista.

Como o ano está começando, olha só que achei na carteira perdido:

Meu cartão da dentista. 2006, os dois anos de aparelo, até o dia 10 de janeiro de 2008, quando tirei. E coloquei o móvel. Depois os anos foram passando, mas eu disse que queria completar esse cartãozinho até o final. Do lado esquerdo está a frente e do lado direito o verso. E ele tá detonado dentro da carteira, foram umas cinco secretárias diferentes que me preencheram ao longo do tratamento.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quando o Minhocão vira uma Anaconda!

Fui ontem ao Circuito Sol Net. Corrida maneira, parecia ao menos que seria. O tempo estava nublado, Pacaembu na Praça Charles Miller com aquele cheiro de urina, até aí tudo bem. Foi aí que, justo na hora da corrida o sol resolveu aparecer (entendeu né? SUN-DAY). Aí fodeu.

Foi um trajeto de dez quilômetros, saindo da praça indo até o Minhocão e voltando. Seria um domingo comum que eu iria até no templo e até pegaria um cineminha. Engraçado que durante a corrida a gente nem sente tanto o cansaço, até porque eu corri meio que abaixo do meu ritmo, fui controlando os batimentos cardíacos pra ficarem entre 175 e 182 no máximo. Não é igual aos treinos em que fico no mínimo no 180 até 189. São 5 batimentos a menos por minuto, mas que fazem toda uma diferença na questão do cansaço. Até porque a primeira metade foi apenas subida, meu pé adormeceu, mas não parei de beber água. Em todo posto de água eu pegava um copo, foram no total de cinco copinhos, acho.

Depois de subir o Minhocão, ou a "Anaconda", o objetivo era descer ele. Fui no embalo, e faltando dois quilômetros veio a síndrome dos oito quilômetros que eu tenho, que "do nada" o cansaço bate de forma arrebatadora. Na minha cabeça eu me questionava: "Poha, faltam apenas DOIS quilômetros, porque meu corpo não responde mais aos meus comandos?". Aí bateu fadiga, e aos nove quilômetros minhas pernas não respondiam mais. Batimento tava forte, 179, e estava correndo junto dos sexagenários.

Tem uma senhora magricela que volta e meia nas corridas eu a encontro, mas nunca falei com ela. Já é a quarta vez, acho que ela é rato de corrida, hahaha. Sempre lá no final, onde não costuma ficar muita gente.

Quando voltei à praça Charles Miller, faltando 500 metros, nada mais fazia sentido. Cabeça doendo, vi a linha de chegada e tive vontade de chorar. Novamente não fazia sentido pois durante toda a corrida eu estava muito bem, indo no meu ritmo, não me esforcei demais, mas só queria terminar aquilo. E terminei. Como ainda estava sol, fiquei ainda transpirando por uma meia hora ainda. Subi até o Araçá e, quem estava lá? Meu pai veio me buscar.

Só sei que cheguei em casa com a cabeça pesando o dobro de tanta enxaqueca. Dormi e nada me acordava, a dor ia até minha coluna, muito forte.
Isso porque eu tava de óculos e boné, pensava que não ia doer tanto, mas doeu. E muito.
E tasca dipirona. Perdi o domingo inteiro, que tava pensando até em ir pro templo e depois ao cinema. Correr no sol é foda.

Tempo líquido de 1h27m05s
PÉSSIMO.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Meu medo era ser igual a "eles".


Tinha uma paixãozinha na época do colégio, uma menina loirinha, boca carnuda e branquinha. Tinha uma voz enjoada, mas... paciência. No começo achava ela o máximo, mas com o tempo aquilo começou a cair por terra. Eu era um adolescente ligado em religião, em rock 'n roll, Beatles e Rolling Stones que foi enviado ao Vietnã. Ela era apenas uma menina virgem, que dava aula de catequese.

Deuses do céu, como era fútil. Sua visão de mundo era muito pequena. Enquanto eu queria explorar os quatro cantos do mundo procurando coisas, ela sequer sabia como chegar ao centro de São Paulo. Ela tinha uma calma pra ver o mundo, uma quietude que incomodava muito o meu jeitão de ser.

Uma vez comecei a falar com ela sobre Platão. Quem no colégio, na fase onde todo mundo pega todo mundo vai falar sobre Platão? Só eu mesmo. O engraçado que ela até entendeu a lógica da coisa, expliquei alguns contos e histórias dele.

Mas morreu ali. A paixão também. Ainda bem.
Hoje ela casou e está grávida.

Fico pensando várias vezes se eu não tivesse o contato das pessoas que tive, que de alguma forma me fizeram e me ensinaram a "pensar". Não vou negar, acho que seria muito mais feliz se eu fosse como essa menin:, fútil, sem conteúdo, sem sal. Provavelmente estaria casado com alguma menina qualquer, estaria agora assistindo ao Big Brother e amanhã me preparando para meu "grande emprego" de Auxiliar Administrativo ou Motoboy.

Mas não!
Acho que meu maior medo era virar algo como ela. Talvez seja a imagem de exatamente ser uma pessoa "normal", como se isso fosse "bom".

Ela ao menos se orgulhava, e falava com gosto de ser totalmente dentro da normalidade. Bom em alguns aspectos, ruins em outros, mas pra mim é algo totalmente inviável. =)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Filosofia do trabalho.

Um ditado famoso diz que "tempo é dinheiro". Eu vou além, digo que entre tempo e dinheiro, existe "trabalho".

Porque se você tem tempo, você trabalha pra fazer dinheiro. Mas quando você tem dinheiro, você não consegue usar porque não tem tempo porque está trabalhando.
Lógica perversa, heim?

Digo isso porque no final do ano passado dei de presente de natal pra mim o Band Hero, com os instrumentos todos. Joguei quinze minutos no dia que chegou, depois deixei no canto. Joguei no fim de semana que ganhei, mas morreu lá também. Só joguei quando baixei um jogo, mas mesmo assim estava com tanta coisa pra fazer no fim de semana que nem arrisquei outros solos.

Aí agora eu estou pensando duas, três, quarenta vezes antes de comprar qualquer coisa. Tenho que comprar algo que use, e não algo que eu precise de tempo para usar.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"Siga o que seu coração mandar".

A vida inteira sempre quis seguir uma religião. Mas como os planos do meu pai sempre foi que eu casasse e tivesse uma renca de filhos e fosse engenheiro, sempre ficou na base do "sonho". Na adolescência meu sonho era ser um monge budista, daqueles que vivem isolados mesmo. Eu era alguém que queria encontrar uma verdade da vida, algo pelo qual eu pudesse me dedicar bastante, que pudesse ajudar as outras pessoas nem que fosse apenas com um conselho.

Tanto que tinha um amigo, que era uma pessoa bem entendida, e dizíamos que "Eu seria o novo Buda, e ele seria o novo Messias". E juntos talvez mudaríamos o mundo. Mas perdi o contato com o cara, acho que se nos reencontrarmos alguma vez nessa vida, já teremos mudado o mundo, hahaha.

Saiu há pouco tempo no meu último sesshin a possibilidade de eu vir a me tornar um Reinosha. Lembro que terminei o sesshin e fiquei na sala, pensando nisso e de como talvez ouvir isso poderia ser o primeiro passo daquilo que eu sempre na vida queria. E não vou negar que não me faltou gente me apoiando, seja no trabalho, na faculdade... Mas ainda não tinha falado nada pra minha própria mãe.

Falei hoje. Há alguns minutos, mais precisamente.
Disse que eu tenho um dom que pode ajudar muitas pessoas no mundo. Um dom muito especial. E com esse dom eu posso ajudar a trazer a luz para muitas pessoas. Foi algo muito bonito, e no final, disse que eu me tornaria um médium, um reinosha, e assim eu poderia, por meio do budismo, aconselhar pessoas para que elas se iluminem, e ajudá-las a superar os problemas da vida.

Minha mãe me olhou com os olhos brilhando.
Disse tudo sorrindo. E embora ela seja evangélica, com toda a história bonita que ela e sua família teve até encontrarem Deus, ela disse: "Vá em frente. Siga o que seu coração mandar".

Eu estou feliz até agora. Achei isso lindo por parte da minha mãe. Acho que ela viu que, aquele jovem que lá atrás vivia meditando sozinho tentando encontrar paz e um sentido pro mundo agora teria a chance de fazer algo muito maior - ajudar a trazer a felicidade para as pessoas. Obrigado mesmo, mamãe. =)

Caminho será longo, é verdade. Mas estamos aí.
Vamos ver como vai ser a rolada. =DD

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eu odeio virais.

O comercial do momento é o da Havaianas da Fernanda Vasconcelos sem o umbigo. A desculpa esfarrapada foi que, no momento da compressão do vídeo acabou-se perdendo o umbigo. A lorota é que o comercial também aparece nas TVs HD, e não existe compressão pra HDTV. Logo, foi nada mais nada menos que um viral, mas obviamente jamais admitirão.

Não é de hoje que a Havaianas faz esse tipo de comercial. Sempre, desde que eu me lembro, sempre foram comerciais que incitavam algum tipo de bordão ou algo engraçado. Mas de tempos pra cá, acho que os comerciais caíram BASTANTE de qualidade. Principalmente no humor. São piadas fracas, que não tiram um sarro legal dos famosos, enfim. Tiveram que apelar para algo, e apelaram pra um viral idiota. Muita gente foi na internet procurando fotos da Fernanda Vasconcelos pra ver se a coitada dos olhos claros e peito empinadinho tinha de fato umbigo. E olha só... ELA TINHA. (é impossível não ter um umbigo?? Só se a pessoa não tiver um cordão umbilical...)

Eu odeio virais. Na verdade eu não odeio virais bem bolados, mas esses virais pra tirar sarro de algo que não existe (como uma ausência de um umbigo que está lá), acho isso uma idiotice.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Será que você tem realmente culpa pela pirataria?

Olha, toda vez que vou ao cinema vejo aquele vídeozinho idiota sobre pirataria. Vi também a reportagem sobre a falência do Modern Sound e como uma das causas do seu fechamento seria a pirataria.

Formadores de opinião e artistas adoram culpar o público. Que é culpa do público que baixa material da internet, que é culpa do público que não compra nas lojas e sim na barraquinha do lado da banca de jornal, etcetera, etcetera.

A culpa acaba sendo nossa, quando a culpa tá lá em cima.

Em primeiro lugar, é importante sim baixar, ou de alguma forma ouvir a música antes de comprá-la. Se a coisa for boa, vai lá e compra. Esse seria o correto, mas sempre no mundo existirão espertinhos. E num país onde nasceu a Lei de Gerson, não é tão difícil ver gente querendo contar vantagem em tudo.

Eu tava vendo que antes eu não tinha nenhum DVD em casa. Ou quase nenhum. Meus pais compravam obviamente os piratas, mas um belo dia quando vi em lojas como Submarino ou Americanas os DVD que outrora custavam entre R$100 e R$250, por apenas R$15 ou R$10 todos originais me espantei. Comprei um monte e sempre dou uma passada nas lojas pra ver o que tem de bom. Original, bacana, dura mais, pode colocar no PC sem nenhum perigo além de ter na cabeça a idéia de que está fazendo algo "correto".

Viu só como é simples? Agora me fala: a culpa dos preços é das lojas? Não.
Imposto. Essa bendita palavrinha do capeta que o Brasil adora repetir.

Foi só dar uma diminuída na carga tributária que as pessoas compram. A economia desse país poderia ir como um foguete se os impostos diminuíssem. Mas isso é utopia, inclusive nesse novo governo né? Algo para se pensar.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Fly away.

"Eu sempre quis voar. Sempre sonhava que poderia voar,
Essa janela, alta desse jeito. Eu sei que eu posso conseguir asas,
Só assim poderei fugir desse mundo".

Era um dia comum. Estávamos conversando sobre a vida, os problemas. Éramos dois jovens saindo da adolescência e entrando na vida adulta. A casa dela era um sobrado, e a janela do seu quarto dava num quintal do vizinho, deveria ser no mínimo uns dez ou quinze metros do chão. Sua casa era alta, da janela dava pra ver o bairro inteiro.

Nunca tivemos nada além de amizade. Mas não vou mentir, ela é uma das pessoas mais importantes da minha vida. Alguém que sabe exatamente todos meus segredos, tudo sobre mim. Sabe de muita coisa que provavelmente ninguém saberá.

Talvez seja a amiga mais fiel. Amiga mesmo. A única pessoa nesse mundo que entende perfeitamente meu jeito de ser, sabe como penso, como vou agir. Como agiria. Mas provavelmente isso não estava previsto.

Uma vez ela estava falando que sonhava que criava asas e voava. Ia embora. Sozinha.

Não era uma alegoria de nada. Talvez pelo que já vimos na vida, tivemos contatos com o que de havia de mais podre no ser humano. Mas exatamente por tivermos contato com aquilo que provavelmente ninguém viu como nós dois vimos, ainda somos as pessoas que mais acreditam no ser humano - por incrível e mais bizarro que isso possa parecer.

Ela queria pular daquela janela e criar asas. E ir pra um lugar longe de tudo. Longe do nosso passado. Longe das pessoas que não mais eram queridas. Longe dos problemas. Algum lugar em que voltaríamos a ser aquela menina briguenta e o menino chorão.

Sua vontade era pular da janela e "voar".

Aquilo me parou o coração.

E naquele momento difícil, onde meu maior medo era perder uma das únicas pessoas queridas que me restaram, eu disse:

"Se você pular, eu pulo logo atrás de você".





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Dois anos depois estava deixando flores no túmulo. Precisamente no dia 25 de maio. Vi ela passando na minha frente e deixando flores numa outra lápide, a três corredores da minha. Fui até lá.

"Há quanto tempo! Tudo bem?", eu disse, sorrindo ao vê-la.

"Ah, oi! Sim, tudo bem. Veio deixar flores pra ela?", ela perguntou.

"Sim. Foi hoje. Ela gostava de pétalas de cerejeira e rosas brancas", respondi, ainda sorrindo.

"Aqui é onde meu pai está enterrado", ela divagou em voz alta, de forma melancólica.

"Fica assim não. Eles estão em um bom lugar. E não tenho dúvida que só querem o nosso bem", completei.

"Eu sei. O que seria de mim sem você, né?", ela disse.

"É... Pra que anjos, se podemos contar sempre com o ombro de um e do outro, né? Vê se aparece de vez em quando, você faz falta! Eu seria nada também sem você como melhor amiga", completei.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tipo de estória que é estranha demais pra ser verdade.



Mal deu um mês e já troquei de novo o layout.
Esse é pra começar 2011 bem! hahaha. Vi que se eu deixar pra trocar de layout de dois em dois meses como eu fazia quando o blog era gerenciado por uma pessoa vagal como eu era, conseguia tranquilamente. Com trabalho, vou aumentar para um layout a cada três meses. Se antes o ano tinha seis layouts, agora terão quatro. Diminuição drástica, quase pela metade, mas isso já aconteceu ano passado, hehe.

Proposta foi seis, fiz quatro. (Pegasus Faces foi em dezembro de 2009!)

Lhes apresento o Pegasus Tale. Conto. Fábula. Ao menos é assim que eu vejo como foi nossa estória juntos. Ano passado ela foi como um "fantasma" pra mim. Se vocês soubessem de tudo, diriam que somos exatamente como uma versão sádica de Romeu e Julieta.


...A diferença é que a Julieta morreu primeiro, e o Romeu ficou vivo ainda.
Mas já foi. Mas é complicado... Talvez essa seja uma das formas que eu tenha encontrado pra enterrar e acabar com isso de uma vez por todas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Discutir. Divertir.

Tinha um amigo que viva discordando de tudo. A começar pelo fato de ele usar o Opera e eu usava o Firefox. Ele tinha lá as pessoas com as quais ele não se dava bem, mas sempre tentava fugir de modinhas. Eu também. Mas o jeito do cara era mais radical, e o meu era pacífico demais. Temos a mesma idade.

Eu era um cara que usava o Mozilla Firefox. E achava aquilo o máximo do máximo da web. Me sentia com um browser possante na mão, com muitos recursos e aplicativos. Esse meu amigo tinha como grandes ídolos pessoas que faziam esse estilo mais questionador. Desde Leonel Brizola, até Che Guevara. Não vou dizer que não admirava, mas como o cara era meu amigo, acho que acabamos de alguma forma adquirindo de alguma maneira essas características de amigos. Como um intercâmbio.

Pois bem. Como poucas pessoas gostavam do cara, muitos não entendiam. Muitos pensavam que era errado discordar. Nunca achei isso, embora eu na época fosse uma dessas pessoas que discordava apenas da boca pra fora, mas na hora de agir era bem obediente. Minha criação, né? Foi bem dura nessa questão. Obedecer e nunca questionar. Foi apenas na adolescência mesmo que comecei a questionar.

Mas o que nunca entendi era que ninguém gostava desse amigo porque discordava. Se a moda era gostar de LOST, ele era contra. E dizia vários argumentos contra. Se a moda era usar o Mozilla Firefox, ele usa o Opera. E inclusive me apresentou o Opera. A questão que eu quero levantar é que você ter uma opinião sobre alguém que discorde de uma coisa é normal. Você não é obrigado a concordar com ele. Nem discordar. Mas, dizer que discordar é errado, isso sim já é algo muito exagerado. Afinal as coisas tem que ser discordadas, questionadas e não apenas abaixarmos a cabeça pra tudo que todos falam.

Não é mesmo?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Diário de Fotógrafo #7 - Fogos de Artifício

Sempre adorei fotos de fogos de artifício. Exatamente à meia noite, enquanto todos em casa estavam pulando e gritando, virei pra cima com a minha Nikon D60 e comecei a clicar sem parar. Saíram umas 250 fotos, mas como a maioria foi de teste, no final aqui restaram menos de trinta realmente boas. Elegi umas três pra postar aqui.


Sem querer fazer propaganda, mas já fazendo, sou do tempo que se usava Photoshop pra se editar fotos. Aí conheci um ser chamado Lightroom, também da Adobe. Meu mundo caiu. É muito simples mexer, além dele usar termos que nós fotógrafos manjamos. Claro, fotógrafos e photoshopeiros. É um programa que acho ser um dos mais redondos e precisos de toda a imensa coleção da Adobe.

Nessa imagem acima está o antes e o depois. Embora a vida inteira os fotógrafos sempre tivessem confiança no filme, sou da geração da fotografia digital. Ainda em muitas coisas ainda é uma merda em comparação ao filme, mas a maior vantagem é fazer esse tipo de manipulação mais fácil. De todas as fotos que eu tiro, 98% eu edito. E vai de todas as coisas, desde uma rápida clareada ou tirar uns "bigodes de chinês" do rosto.

Sem mais, vamos à seleção das fotos! Tirei com obturador bem lento (1/15?), abertura da lente no talo (f1.8) e ISO entre 400 e 800. Ainda deu uma granulada pelo ISO médio, mas o Lightroom é um programa que o capeta usa pra editar fotos - exatamente porque o bicho é MUITO bom, faz cada milagre... A idéia era tirar as fotos bem claras mesmo, pra depois ser mais fácil de escurecer.

São fogos do Capão Redondo, cara! E nem são tiros!
Brincadeirinha. xD



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Descanso.

Ontem terminou a folguinha do serviço. Foi um descanso que deu pra eu ir no interior, ir ao cinema, ao templo, mas acima de tudo deu tempo pra descansar. Meu cabelo está bonitão, nem parece que está cheio de fios brancos. Eles até parecem que sumiram!

Parece mágica. Hahaha.

Mas acima de tudo, deu pra aproveitar pra dormir. Dormi no ônibus, dormi no carro, dormi à tarde, de manhã, à noite. Não estou falando que comi alguém, bando de retardados. Estou dizendo que adormeci como uma criancinha. Acho que todas as minhas "enormes" cinco horas diárias de sono pra menos foram muito bem recompensadas.

Eu não sei. Eu sou muito sonolento. Queria não ter que tomar tanto café pra ficar acordado, nem precisar dormir sempre oito horas pra ficar bem.

Ano começou já com resoluções. Ainda no final de dezembro o objetivo foi convencer meus pais a eu não fazer mais formatura. O que parecia que seria apenas uma conversa, foi uma negociação de uma hora com minha mãe e mais longos trinta e cinco minutos com meu pai. Isso sem contar amigos e o resto da família que vieram me falar pra continuar. Mas contra meu argumento, eles não tinham que falar nada.

O primeiro argumento é o mais óbvio: que eu não vou me formar, e não tem motivos para querer uma formatura. E o segundo é que, se eu fiquei mal por dias vendo meus amigos se formando e eu com o "chapéu de burro" ficando pra trás, seria humilhante pra mim me arrumar pra uma formatura onde não estou oficialmente formado.

Estou negociando o dinheiro de volta. Como não é uma quantia exorbitante de dinheiro (não tão grande como as que vejo da galera por aí gastando na formatura) quero guardá-lo pra fazer um aniversário muito doido em julho. Ao menos dinheiro não vai faltar. Eu acho! Hahahaha.

2011 tenho que ter meu diploma!
Chega desse chapéu de burro. =D

Vendetta re-begins now!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Como nasce um layout - Parte 13

Coincidência ou não, a última postagem de layouts foi em janeiro de 2010. Faz praticamente um ano (!). Então, estou aqui eu pra mostrar os layouts desse ano de 2010.


Pegasus Faces - Dez 2009/Jan 2010
Um meio autobiográfico. Seria como retratar a mim, e algumas pessoas, em forma de brinquedos. São em geral pessoas que estudaram comigo desde os primeiros anos da escola até aproximadamente o colegial. O gordinho ali primeiro, por exemplo sou eu. Em forma de chaveirinho, gordaço!


Black or White - Fev 2010/Mar 2010
Belo layout! Peguei em homenagem ao Michael Jackson. Michael foi alguém essencial na minha formação como ser humano até hoje. Fiz a referência ao Black or White, um clipe dele que pra mim, e assim como acho que também para muitos, foi a primeira vez que conheceu Michael Jackson (talvez no Fantástico, há uns dezesseis anos?).

Gostei bastante das cores, mas ficou meio cara de template pronto. A imagem também tirei do clipe, acho que ficou bem forte e combinou bastante com o layout. O fundo, a praia, obviamente não é do clipe.

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