segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quando o Minhocão vira uma Anaconda!

Fui ontem ao Circuito Sol Net. Corrida maneira, parecia ao menos que seria. O tempo estava nublado, Pacaembu na Praça Charles Miller com aquele cheiro de urina, até aí tudo bem. Foi aí que, justo na hora da corrida o sol resolveu aparecer (entendeu né? SUN-DAY). Aí fodeu.

Foi um trajeto de dez quilômetros, saindo da praça indo até o Minhocão e voltando. Seria um domingo comum que eu iria até no templo e até pegaria um cineminha. Engraçado que durante a corrida a gente nem sente tanto o cansaço, até porque eu corri meio que abaixo do meu ritmo, fui controlando os batimentos cardíacos pra ficarem entre 175 e 182 no máximo. Não é igual aos treinos em que fico no mínimo no 180 até 189. São 5 batimentos a menos por minuto, mas que fazem toda uma diferença na questão do cansaço. Até porque a primeira metade foi apenas subida, meu pé adormeceu, mas não parei de beber água. Em todo posto de água eu pegava um copo, foram no total de cinco copinhos, acho.

Depois de subir o Minhocão, ou a "Anaconda", o objetivo era descer ele. Fui no embalo, e faltando dois quilômetros veio a síndrome dos oito quilômetros que eu tenho, que "do nada" o cansaço bate de forma arrebatadora. Na minha cabeça eu me questionava: "Poha, faltam apenas DOIS quilômetros, porque meu corpo não responde mais aos meus comandos?". Aí bateu fadiga, e aos nove quilômetros minhas pernas não respondiam mais. Batimento tava forte, 179, e estava correndo junto dos sexagenários.

Tem uma senhora magricela que volta e meia nas corridas eu a encontro, mas nunca falei com ela. Já é a quarta vez, acho que ela é rato de corrida, hahaha. Sempre lá no final, onde não costuma ficar muita gente.

Quando voltei à praça Charles Miller, faltando 500 metros, nada mais fazia sentido. Cabeça doendo, vi a linha de chegada e tive vontade de chorar. Novamente não fazia sentido pois durante toda a corrida eu estava muito bem, indo no meu ritmo, não me esforcei demais, mas só queria terminar aquilo. E terminei. Como ainda estava sol, fiquei ainda transpirando por uma meia hora ainda. Subi até o Araçá e, quem estava lá? Meu pai veio me buscar.

Só sei que cheguei em casa com a cabeça pesando o dobro de tanta enxaqueca. Dormi e nada me acordava, a dor ia até minha coluna, muito forte.
Isso porque eu tava de óculos e boné, pensava que não ia doer tanto, mas doeu. E muito.
E tasca dipirona. Perdi o domingo inteiro, que tava pensando até em ir pro templo e depois ao cinema. Correr no sol é foda.

Tempo líquido de 1h27m05s
PÉSSIMO.

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