sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Padrões.

Esses dias estava vendo toda essa mobilização no mundo islã. Jovens revoltados contra os governos, os costumes e todo aquele blábláblá. Muita gente acha uma coisa boa, mas eu adoro questionar essas coisas. Hoje quero falar de padrões.

Um padrão nada mais é do que algo que é repetido. E seguir esse padrão faz você estar na normalidade. Mas será que estar na normalidade é o mais correto?

Vamos começar pelo começo. O que mais de primordial todas as sociedades têm em comum. Podemos tomar como padrão mais primordial a alimentação e procriação. Todas as sociedades produzem comida e fazem muito sexo. Todas as sociedades também têm linguagens, dialetos, e uma grande maioria inventou a escrita própria.

Os gregos tinham um conceito interessante. Diziam que uma sociedade perfeita seria uma sociedade homogênea, sem diferenças, sem contrastes, padronizada. Embora usamos exemplos distantes há pouco, vejo que o mundo inteiro é muito parecido um com o outro.

Vamos tomar como exemplo uma sociedade comum americana. Pessoas moram em casas de alvenaria, têm ruas asfaltadas, carros, comem em pratos, talheres, tem uma rotina consumista, entre outras coisas. O Japão, que teve sua cultura toda subjulgada por americanos, por exemplo, hoje têm uma vida totalmente diferente daquela que diferenciava tanto na idade média da sociedade européia da época.

Não passa de um Estados Unidos, só que com pessoas com olhos puxados. Eles mantém um ou outro costume, mas a estrutura é a mesma que eu citei acima.

Será que é dificil pensar uma sociedade diferente?
Parece algo simples, mas não é. Isso é o bendito padrão. Pessoas acreditam que esse é o jeito correto de fazer a coisa, e fazem. Acreditam que esse padrão é o mais correto, mas ninguém raramente têm coragem de seguir esse padrão que conceituariam.

Por exemplo, quem disse aos jovens seguidores do Corão lá do Egito que derrubar ditaduras quase que teocráticas é necessário? Óbvio, mais um exemplo da imposição massiça da cultura americana, que cativou os jovens, e causou o que causou. O que será que eles querem? Consumismo? Liberdade (ao menos a democracia republicana comum?)? Um mundo igual ao que eles vêem nos filmes?

Afinal, quem disse que esse padrão de construção de uma sociedade é a mais correta? Pessoas pregam que o único caminho para a liberdade é a democracia. E se você for contra isso, algum jornalista retardado vai falar merda.

Será que o único caminho que dizem que é correto é o da democracia mesmo?

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