quinta-feira, 31 de março de 2011

Bolsonaro... quem?

Do nada um tal de Bolsonaro dominou na mente das pessoas. Todos ficaram com ódio de um cara que sempre esteve lá. Ex-militar, um político de ultra-direita que todos resolveram simplesmente mandar calar a boca do cara.

Eu fico me perguntando que tipo de democracia existe no país. Do nada brotou vários movimentos a favor de homossexuais isso considerando que vivemos no Brasil, um país que embora todos falem da boca pra fora que são a favor de gays, na realidade a população inteira é homofóbica doentia. Homens e mulheres, todos.

Vou dizer isso porque tenho muitos amigos gays. E as pessoas pensam que, pelo fato de eu andar com pessoas homossexuais e ter amigos, eu sou da turma que agasalha um croquete. Várias "amigas" daquelas que adoravam dizer que eram a favor dos homossexuais eram exatamente as que mais me faziam brincadeirinhas do tipo: "Olha essa amizade estranha hein! Ele vai te agarrar!". QUE BESTEIRA DO CARALHO, FILHAS DUMA PUTA. Uma coisa é uma coisa, respeito gays, tenho amizade, mas não chegarei a esse ponto. Sou muito bem resolvido nessa parte e não vou desrespeitar uma mulher ou cara só de saber que é homossexual.

Então fico ouvindo demagogia contra homossexualismo e tal quando grande parte das pessoas que me falam são esse tipo de homofóbicos.

Não vou falar de racismo, porque acho que isso realmente é uma besteira. E não acho que Bolsonaro foi racista na sua declaração. O povo quer ver não com uma visão crítica, mas o que os benditos jornalistas dizem. Jornalistas lhe dizem que a democracia é boa, todos acreditamos. Jornalistas dizem que ditadura é errado, todos acreditamos. Mas alguém tem uma opinião formada por um mais dois que algo é bom ou ruim? A resposta é... NÃO!

Não vou falar minhas posições políticas aqui. O Brasil sempre foi um país que durante sua história sempre foi mergulhado no autoritarismo. Quando enfim chegamos a um croqui de uma democracia, vemos novamente o que a democracia menos prega: que é a intolerância.

Independente da visão política de Bolsonaro for errado pra você ou não, vivemos num país democrático, onde todos nós temos liberdade de pensamento e expressão.

Eu tava falando esses dias que as pessoas pregam um padrão na sua cabeça e você acredita naquilo como o correto. Afinal dizem que é correto você, que fez faculdade, ganhar seu salário bonzinho enquanto um pedreiro que mal sabe escrever ganha um quarto do que você recebe. O problema não é aceitar, porque somos forçados a isso. O problema é exatamente você acreditar que isso é correto.

Aceitar uma coisa, e essa coisa ser correta são duas coisas distintas. Não estou defendendo o Bolsonaro, mas vivemos numa democracia, temos que respeitar os que acreditam no autoritarismo, na anarquia, no comunismo, no niilismo, em tudo. Vocês são contra ele que apoia a ditadura mas não percebem que, censurando-o do jeito que vocês fazem estão sendo muito mais intolerantes do qualquer ditadura.

E pelo amor de Deus... ESTUDEM! Reflitam o seu mundo, façam perguntas, parem de assistir essa merda de Big Brother e essa bosta de novela, peguem uns ônibus cheio uma vez na vida e reflitam sobre a sociedade ao invés de ficar aceitando tudo que dizem na tevê como algo correto.

Num país onde um comercial de tevê leva um presidente ao poder não podemos esperar mais nada né?

segunda-feira, 28 de março de 2011

A triste morte do Knut.

Deu na web semana passada. Knut, o ursinho que mãe tentou matar morreu.

Quando vi o vídeo minha reação foi voltar e ver. Não sei mas, esses registros da tênue linha entre a vida e morte sempre me interessaram. Tive acesso a alguns vídeos de pessoas que se suicidaram no metrô paulista e embora todos quisessem ver o corpo da pessoa destroçada, eu queria olhar pro rosto da pessoa momentos antes de morrer e tentar ver o que se passa na cabeça de uma pessoa num momento desses.

Vi o Knut, e não posso negar que esse último urro dele me deixou pensando bastante. Será que ele realmente queria viver naquele último momento? Fico pensando que as pessoas ou seres que morrem na verdade talvez não queiram realmente "morrer", mas talvez sentir a sensação de morrer para que de alguma forma isso lhes dê motivo para viver.

Knut caiu na água e afundou. Porém ele não caiu com vontade de morrer. Caiu de barriga pra cima, gemendo, berrando. Talvez sua morte seja algo muito mais filosófico e profundo. Será que talvez ele queria realmente morrer mas quando se arrependeu viu que era tarde demais para dar um passo para trás?

Não sei. Me falaram que é relativamente comum mães ursos matarem seus filhotes por fatores como "não aceitação do rebento". Será que o Knut se lembra? Morrer tão jovem, de uma maneira tão forte, fico pensando que talvez o que se passa na cabeça de um animal seja algo similar ao que se passa na do ser humano ao se deparar com a morte.

O vídeo não é tão forte, mas quem quiser ver, segue:

Neuras e monografia.

Mais um capítulo de saga.

Ei, acho que tive um ataque de neura. Sábado agora estava eu, tentando fazer o TCC, quando fui acometido por uma total falta de vontade de produzir. Abria a Word, nada, abria o InDesign, nada. Tentava achar alguma coisa que quisesse fazer, nada.

Em casa, sem meus pais, nem meu irmão, silêncio reinando, perdi o sábado inteiro com frios na barriga e dores de cabeça. E o olho direito tremendo, de tanta neura. Resultado? Perdi o dia.

No domingo, ao abrir o Facebook, um amigo postou um vídeo, apareceu na timeline e me vi vendo esse vídeo. Que bizarro. Rocky Balboa me deu forças pra fazer o TCC. Abri o Indesign e diagramei dois capítulos inteiros. Excelente!

Estou há um mês e meio maluco fazendo um monte de coisa. Semestre passado foram dois meses que me deixaram bem zuado, e ainda tenho um mês de bastante trabalho pela frente e já tive minha primeira crise paranóica. Por incrível que pareça até que tava indo bem. Até chegar esse sábado... =\

domingo, 27 de março de 2011

Bloqueio mental

Uma cancela é uma barreira física ou uma barreira mental? Na prática os ambos. Mesmo que ela seja muito fácil de se transpassar. Querendo ou não nossa mente tem bloqueios, que são coisas que nossos pais nos colocam desde muito cedo, por exemplo:

Uma ex-namorada minha tem medo de baratas. Mas dizia que, quando era pequena, pegava a barata do chão, segurava pelas antenas, e ficava correndo pela casa. O que faz uma criança sentir repulsão pelo bicho depois de crescida é exatamente isso que os pais ensinam, que é sujo, que é nojento, que é errado.

Esses dias estava indo levar minha mãe ao aeroporto, liguei o GPS no celular, pesquisei rotas no transporte público pra que eu fosse ao trabalho, e no caminho já dentro do ônibus pensei: é muito fácil conseguir espionar uma pessoa assim. Só precisa ter uns conhecimentos de computação que, com esse mecanismo, se consegue fazer qualquer coisa.

As pessoas tem medo do exército. Mas eu digo que tenho medo é do supermercado. Você pode, sem problemas, armar um exército de pessoas com apenas produtos domésticos. Existem trilhões de vídeos no Youtube que ensinam a fazer bombas caseiras (e poderosas) com coisas idiotas do dia-a-dia, como isopor. Porém o convívio com as coisas do dia-a-dia nos faz pensar que o nosso amigo isopor, todo branquinho que serve pra proteger eletrodomésticos seja apenas para impedir que a sua tevê vá para o espaço.

Estava jogando Call of Duty - Modern Warfare 2. Basicamente você é de uma brigada do exército e você invade as mais diferentes coisas em diversas partes do mundo. Para abrir portas você insere uma pequena bomba, que serve mesmo é pra fazer barulho e dar um susto, enquanto você entra, atira nos terroristas, e livra as pessoas.

Não entrando nessa paranóia, mas, o que te faz pensar que fechar a porta lhe traga segurança? O mundo é na verdade cheio desses "bloqueios mentais" que somos alvo desde os mais tenros anos. Se tiver que acontecer, acontecerá. Algo assim. Uma porta nada mais é do que um bloqueio mental, uma porta fechada por exemplo por si só já carrega um signo de "não entre" que as pessoas comumente associam.

sábado, 26 de março de 2011

Quilmes



Nossos amigos porteños também fazem cerveja. Afinal, a Argentina tem muitos descendentes alemães.

Em suma, quando bebi a Quilmes senti que engolia água. Ela é mais fraca que as cervejas brasileiras, que são puro mijo, alcool e gás. Tem um sabor dos mais suaves que já provei, achei uma cerveja excelente pra um churrasco. Até porque seu precinho camarada permite (valeu, Mercosul!).

É uma pielsen que me chamou mais atenção que a famosa Norteña, uruguaiana. Pouca espuma ela faz também, mas embora ela tenha um sabor muito suave, sua cor é linda e límpida, quase não tem um aroma marcante, mas mesmo assim é algo... Difícil de explicar, mas gostei dela, mesmo sendo cerveja pra se tomar num churrascão.

Argentina's top selling beer!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Audiência.

Vi o Google Analytics hoje e quase dei um pulo. 20 visitantes únicos na segunda, quando fiz o último post.

Sinceramente não gosto de ter audiência, haha! Na verdade eu gostaria que as pessoas encontrassem meus pensamentos, sei lá, numa pesquisa na Google, "sem querer", ou quando uma pessoa precisasse de uma palavra amiga ou alguém pra puxar pra realidade. E só vissem aquele post (como já aconteceu várias vezes).

Mas mais de 20 acessos em um dia, e coincidindo quando falo sobre um tabu tão pesado?

Não quero audiência não. Esse é um blog modesto de pensamentos de uma pessoa com tantas inquietudes que todos acham que é meio louco, desmiolado, mas só tem perguntas que ninguém consegue responder.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Questão de tabus

Nesse fim de semana estava pensando em tabus da sociedade. Como sexo, que antes era uma coisa tão "difícil" de se fazer, hoje é algo relativamente fácil. Embora que, eu acredite que as pessoas não fazem tanto quanto querem/dizem fazer, por um simples motivo: existe algo chamado HIV circulando por aí.

Mas, embora a descoberta da AIDS tenha aparecido praticamente junto com o "libera geral" da putaria desenfreada, as pessoas não deixaram de falar de sexo. Engraçado isso, acho que uma vez que o assunto está tão no conhecimento das pessoas, elas descobrem mais sobre, e outras coisas mais.

O tabu que quero falar é outro. Se a sociedade antes da década de sessenta não falava de sexo, a sociedade do século XXI não discute a morte, e o envelhecimento.

Um tio meu, de setenta e poucos anos tava conversando comigo no interior. Disse que, quando tinha vinte anos seu objetivo era chegar aos trinta. Ao chegar nos trinta, seu objetivo era chegar aos cinquenta. Ao chegar nos cinquenta seu objetivo era chegar aos setenta. Agora com mais de setenta, seu objetivo é chegar até os cem. Diz que a vontade de viver vai chegando, mas ele sabe que depois de uma determinada idade é mais fácil de morrer.

Mas ele não teme. De alguma forma compartilhamos o pensamento de que "estamos no aqui e agora, vamos fazer o que conseguimos fazer, se der, deu. Se não deu, não podemos dizer que não fizemos".

Não estou dizendo pra você se jogar na balada e dar pra três caras ao mesmo tempo num ménage. Cada um tem suas expectativas e anseios particulares, e acho que nosso tempo aqui é muito ínfimo pra fazer tudo o que queremos. Mas você deve estar preparado pois pode acontecer a qualquer hora, qualquer lugar, qualquer momento. Que é a morte.

Porém todos continuam vendo a morte como a coisa mais horrível do mundo, quando não é. É um ciclo, pessoas nascem, pessoas morrem. Você se sente triste? Claro que sente! Faz de tudo para evitar? É natural, tem que fazê-lo. Mas uma vez acontecida, não tem jeito, não há volta.

Talvez seja questão de uma sociedade que preza tanto a vida, a juventude eterna, não vê que de alguma forma a morte também existe. E o pior: ela é algo que é impossível de se fugir. Não há propaganda, religião, reza, absolutamente nada que irá evitá-la. Assim como a velhice.

Mas o importante, é estar de alguma forma pronta pra ela.Talvez você ache isso errado, mas uma vez que você põe uma barreira em algum assunto, ele é um tabu pra você.

domingo, 20 de março de 2011

Um mês.

Acho que não comentei ainda sobre a monografia esse semestre, né?

Tô cansado! Haha... Ontem me mandaram quinhentas modificações pra eu fazer até sexta-feira agora, dia 26. Eu não gosto dessa sensação de fazer um monte de coisa. Parece que nem sei por onde começar, dada à quantidade de coisas pendentes. Mas sei lá, estou com menos melancolia daquela que senti no semestre passado. E esse semestre ainda acho que tá pior ainda as coisas...

Talvez eu tenha ganhado algum auto controle nesse meio tempo, sei lá. Tenho um mês pra terminar, e NEM comecei ainda a construir o site, eu tou apenas escrevendo. Todos da sala estão colocando a mão na massa. Dei uma puxada na orientadora, e até agora nada. Lhe disse que tinha que focar logo, caso contrário eu não acho que conseguirei fazer toda a programação e diagramação...

Que loucura, viu... Da próxima vez vou pensar muito bem antes de escolher. Peguei um tema que não era lá dos meus favoritos e ao mesmo tempo está sendo muito puxado... E amanhã ainda terá trabalho normal, que merda... Só pra facilitar minha vida.

Tenho um mês pra conseguir ou não meu diploma. Entrego o TCC no começo de maio. E já estamos entrando em Abril.

sábado, 19 de março de 2011

Leffe



Se a Alemã tem seu charme, a Belga então...

Lembro quando comprei a Leffe. Um amigo de uns tios que me indicou, disse que era uma das melhores. Difícil pensar no que possa realmente ser boa, mas tentei. Comprei, deixei gelando, e experimentei numa sexta-feira meio quente.

De primeira eu me assustei. Achei um gosto salgado forte, mesmo que a cerveja não seja exatamente escura. Mas vi que aquele salgado rapidamente sumia, e sentia o gosto bom de uma cerveja na boca. Engoli e minha boca ficou limpa, parecia que tinha acabado de beber água.

Desse momento então não consegui mais parar. Incrível como ma cerveja com um gosto tão marcante consegue ser ao mesmo tempo muito, mas realmente muito leve. Sua cor é linda, é um acobreado escuro, faz pouca espuma, só achei um gás meio forte. Aroma excelente também.

Pena que vem tão pouquinho... Seria bom saborear essa coisa maravilhosa em doses cavalares. É uma beleza!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Porque insistem em fazer esses mapinhas de merda?


Você foi assaltado? Ficou indignado? Faça igual muitos infelizes, que pegam sites bonitões como o G1, e adicione o local como foco da criminalidade! =D Olha que legal!

Gostaria de saber o que esses caras tem na cabeça em fazer um mapa desse. Cara, números é uma coisa, mas isso é pedir demais. Dê um blog pra essas pessoas, pra elas falarem suas lamúrias, mas mandar as pessoas colocarem até endereço de onde foram assaltadas é a coisa mais IDIOTA do mundo, e nem vou falar porque.

E isso porque existiu um mapinha idiota sobre uso de crack rolando por aí, que eu já achava um cúmulo...
Veja com seus próprios olhos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A tênua linha entre fracasso e vitória.

Estava lendo uma notícia de que o Twitter está fazendo cinco anos de existência. Parece que foi ontem? Naaada. Tou com quase sete mil tuítes!

Não se fazem sete mil tuítes em pouco tempo. É coisa pra caralho!

E a contagem deve estar também lá no talo dos totais de tuítes. Muita gente odeia, muita gente criou uma conta e ficou um mês, mas eu ainda resisto e sigo em frente! (não me orgulho disso! que fique bem claro!)

Mas que idéia de girico essa de twitter. Um site, onde você posta em 140 caracteres qualquer coisa e segue outros babacas que postam também em 140 coisas qualquer merda. Muita gente acha que o interessante do twitter é essa coisa das notícias, se seguir a BBC, o G1, o R7 ou então algum pseudo-estudioso-sabe-tudo como um Marcelo Tas, ou Interney.

Eu acho que a riqueza maior no twitter está no que as pessoas comuns escrevem! Sobre os tuítes eu li há um tempo que todos são gravados por bibliotecas dos estados unidos que estão lá pra gravar todo e qualquer novo tuíte. Para o que exatamente? O twitter é uma documentação pública de nada menos que o pensamento das pessoas. Tudo lá, gravado, pra qualquer um acessar.

Se você ver, por exemplo, os tuítes da galera durante a subida dos policiais nas favelas no Rio, o clima de uma quase Guerra Civil que se instaurou, verá depoimentos de pessoas dos mais diversos naipes: gente com medo, gente dando risada, gente nervosa. Que maior riqueza você pode ter do que o depoimento sobre algo dado por milhões e milhões de pessoas ao redor do mundo? Incalculável. E isso em até 140 caracteres!

Provavelmente quando criado a galera nem tinha metade do que isso viraria. Querendo ou não, o twitter só não morreu ainda por causa dos amigos jornalistas que o veneram, embora na real quase ninguém o use na prática (isso se comparado com outras redes sociais mais "fechadas" como Facebosta e o Orkut). Mas mesmo assim, cinco anos depois, continua forte e presente.

Eu, pelo menos, continuarei com o meu! Adoro o twitter!

sábado, 12 de março de 2011

Weihenstephaner



Estou começando a me aventurar no mundo das cervejas importadas. Tudo começou com essa, em dezembro do ano passado, quando fui a um buteco com um amigo e deixei de lado a vodka e dei uma chance pra uma cerveja tipicamente alemã.

A Weihenstephaner (que nome!) é uma das cervejarias mais antigas do mundo. Desde 1040 firme e forte fazendo a felicidade da galera. Sim, isso mesmo! Daqui uns 29 anos ela fará nada menos que MIL anos. Talvez tanta tradição assim se justifique, afinal ela deve ser única. E é única mesmo.

Primeiramente que, diferente do uso que fazemos de uma breja, que normalmente é um líquido com gosto de mijo, com um teor alcoolico, muito usado em churrascos ou festas, que serve para embebedar as pessoas, você não encontrará isso numa Weiss de qualidade. A cerveja é calórica, tem trigo no meio, sustenta quase como que um pãozinho. É suave, e mesmo eu que repudiava cerveja, foi exatamente ela que me fez mudar completamente meu conceito sobre uma boa breja.

Afinal, essa breja é tão nutritiva que a galera toma isso no café da manhã na Alemanha! É a minha favorita, gosto bastante. Sabor marcante, e bem gelada. Uma garrafinha 600ml já me satisfaz bem. O preço é em geral uns R$10,50, e encontra na rede Pão de Açúcar. Você pode achar caro, mas vai ser como eu: Você vai experimentar e nem vai ligar pro efeito de tontura e sonolência do alcool, mas sim, saborear uma cerveja feita no berço e com uma tradição de quase mil anos. Deliciosa!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Será que 600 mil habitantes podem depender de um monotrilho?

Estava vendo o que anda rolando nos tumultos da estrada do M'Boi Mirim. Sinceramente só fiquei sabendo quando cheguei à Gavião Peixoto, na sexta, pois fiz um outro caminho pra ir ao trabalho.

Ontem, no ônibus, voltando da faculdade sentei ao lado de uma dama que estava puta com o trânsito. Naquele dia, não sei porque diabos, eram 21h20 e o trânsito estava caótico na estrada do M'Boi Mirim por motivos que nem Deus explica. Não vi nenhum acidente, nem chuva, nem nada. Mas tava tudo parado.

A dama do meu lado disse que gravou vídeos e morava ainda próximo do hospital do M'Boi Mirim. Disse que o Terminal e o Hospital só ferraram a vida de quem mora lá, exatamente pelo péssimo atendimento do hospital e pelo imenso delay no terminal pra sair ônibus (que vão todos entupidos).

A SPTrans prometeu melhorias. Mas se esse povo não tivesse metido o pau, será que isso aconteceria por livre e expontânea vontade política? Continuem assim moradores do Jd Angela e Região. Gosto de ver galera, podem ser violentos mesmo e depredar ônibus. É triste ver o transporte público sendo tratado como mercadoria pelos fortões do Consórcio 7, Gatusa, Cooperpam e Viação VIP. São presidentes filhos da puta, trocou apenas uma máfia pela outra, e não tem esse papo que acabou depois que a Marta Suplicy assumiu.

Como muitos motoristas de ônibus já me disseram, apenas diminuiu pra cinco empresários fortes, pois antes era uma coisa toda espalhada. Esses cinco que devem ser o alvo da população, pois é graças a esses que vocês pagam mais caro, por ônibus piores e lucros extratosféricos e além de tudo motoristas que ganham muito mal e são raros.

terça-feira, 8 de março de 2011

do Destino.


Fui fazer um "retiro espiritual" em prol do TCC nesse carnaval. Peguei meu Mac, me isolei em Gavião Peixoto, na casa do meu avô, e por lá fiquei para escrever meu TCC. E descansar um pouco, claro.

Minha rotina nos três dias foi acordar, abrir o Mac, escrever, tomar café, escrever um pouco, almoçar, tirar uma sesta (como isso me faz falta no meu trabalho! Ia me dar um gás tremendo pra trabalhar à tarde...) escrever, jantar, escrever um pouquinho e dormir.

Você pode pensar que isso é ruim, afinal na teoria seria um feriado inteiro trabalhando tanto quanto se estivesse de folga. Também pensei nisso. Mas estou disposto a dar tripas coração igual eu fiz no semestre anterior. Afinal estou sozinho nessa, apenas posso contar comigo mesmo.

Quando entrei naquele ônibus fiquei pensando na vida, enquanto passava por todas aquelas plantações. E acho que vislumbrei um pouquinho do que meu avô viu muito durante sua vida: o tempo passar.

Lembrei das fotos do casamento dele que tenho aqui em casa em algum lugar, acredito que ele nunca imaginara que talvez passaria pelas coisas que passou, todas as felicidades, infelicidades e acima de tudo vendo o tempo passar desse jeito.

Porque antes ele era apenas um cara de meia idade que pegou a aposentadoria e foi viver na chácara da mãe dele. Viu seus filhos lhe dando netos, e dessa última vez, seu neto mais velho indo sozinho visitá-lo, já adulto.

Tudo na nossa vida é tão fulgaz. No budismo eu aprendo muito isso, mas isso era algo que eu trago desde criança. Talvez aqueles amigos que uma vez estudaram com você num prézinho, num ginásio, no ensino médio, na faculdade, trabalharam com você, hoje estão tão longes, com suas vidas, seus maridos, seus filhos... Mas sinceramente não sinto "sozinho".

Acho legal manter essas lembranças felizes. Elas vivem! Não existe esse papo de ninguém é insubstituível, afinal você troca de amigos trilhões de vezes, são amigos do "momento". Do "aqui e agora" daquele momento. Provavelmente daqui uns 10 anos meu avô não estará mais lá, daqui uns 30 meus pais não, estarei com meus filhos, e todos aqueles amigos, as pessoas com que conversei estarão num passado distante. No então longíquo ano de 2010, daqui a trinta anos.

Estarei com meus netinhos (que fofo!) e provavelmente me olharei no espelho e farei igual hoje em dia. Darei uma risadinha lembrando de todos que fizeram um bom momento feliz comigo em algum momento na minha vida.

Meu avô adora contar as lembranças dele. São de pessoas que provavelmente nem mais vivas estão. Ou perdeu contato. Mas aquelas lembranças ficarão de alguma forma gravadas em sua mente. Assim como espero que na minha fiquem.

Quando pensei isso no ônibus eu chorei.
Tinha entrado no ônibus e sentado no meu banco.
No meu ouvido a canção da Ayumi Hamasaki, Love Song

E naquele momento fiquei pensando...
Pra onde essas estradas da vida me levarão?



[A foto é a vista que tenho lá da casa do meu avô. Espero que eu veja essa paisagem muitas e muitas vezes na minha vida. Já estou morrendo de saudades, vô!] 

quarta-feira, 2 de março de 2011

O ser deshumano.

O ser humano é um bicho engraçado. Ele diz que é inteligente, mas não passa de um ser com raciocínio lógico muito limitado. O ser humano prega a fraternidade, mas ele fica entre a tênue linha da deshumanidade e a racionalidade. Ser "humano" ele não consegue. Mas são essas duas características que o faz ser humano.

O mundo do trabalho é um belo exemplo dessa contradição. O trabalho é dito como uma questão humana. Mas nele reina exatamente a lei da selva, onde qualquer erro custa caro. Veja a relação entre gerentes, empregados, etc. O ser humano tenta fugir da sua essencia selvagem mas não consegue.

Gosto do exemplo da libido. Você homem o que faria caso uma mulher maravilhosa te provocasse? Deixaria o seu pensamento lógico e agiria pelo instinto da sobrevivência. Eu fico às vezes pensando como anticoncepcionais mudaram o mundo. Pessoas copulam pelo prazer, mas será que já pararam pra pensar que aquele prazer na verdade é um presente do corpo por você ter conseguido perpetuar a espécie? Pode pareced algo bestinha, mas talvez sejamos escravos de nós mesmos. Algo muito mais forte que o nosso raciocínio que é muito vago, inerte.

Não estou incriminando o sexo. Algo que eu adoro fazer, embora ultimamentr não ando tendo tempo pra fazer. Apenas estou dizendo constatações (aliás carnaval tá aí. Não vá conhecer aquela pessoa do Acre, fazer sem camisinha e depois vier reclamando que pegou HIV, heim!).

O ser humano não é naturalmente humano (afetuoso, que pensa no teu próximo), caso contrário a sociedade não seria como é.
Published with Blogger-droid v1.6.7

terça-feira, 1 de março de 2011

Lua, fases de Lua.

Terminei de ler o livro Lua de Yakuza (Yakuza's Moon) de Shoko Tendo. Eu vi numa edição da Made in Japan sobre a existência dela e de um livro que conta as memórias de uma garota que era filha de um gangster da Yakuza, mas pensava que esse livro nunca chegaria no Brasil.

Foi quando fui buscar o kit da corrida (a Meia Maratona de SP) e parei numa banca pra pegar uma água pra me ajudar a enfrentar o calor escaldante do meio dia de um dia de verão. O livro estava lá, sozinho, não acreditei no que tinha visto, peguei e levei pra casa. Não aguentei ler apenas em casa, abri no ônibus, li o prefácio da autora e comecei a mandar ver ali mesmo. Terminei hoje de manhã o livro. Em apenas quatro dias mergulhei na vida da nipônica Shoko Tendo, e sua vida de excessos, relacionamentos perversos, drogas e lembranças ruins.

Não é um livro bem escrito, é uma biografia simples. Não vou negar que houve outras que me tocaram demais (como Memórias de uma Geisha, curiosamente também sobre a vida de uma japonesa), mas esse acho que deixarei na minha estante. Como um dos livros preferidos!

O que acho mais bacana é como um livro desses autobiográfico faz refletir uma vida inteira de pensamentos. Fiquei pensando no meu blog. Cara, aqui tem coisa que eu escrevo desde 2008. Considerando que eu tenho os arquivos de antes de eu migrar pra Blogger, quando ainda era a Weblogger do Terra, tenho desde 2005. Aliás esses arquivos eu vou tentar ir colocando durante esse ano aqui...

São seis anos de um diário onde todos lêem, sobre tudo o que penso, o que aconteceu comigo e tudo mais da minha rotina diária. Cara, é uma autobiografia. Considerando que só aqui na Blogger tenho quase quinhentos posts (contando os ainda não postados) vejo como isso cresceu... E muito.

Quase uma biografia. Interessante como a da Shoko Tendo. Mostrando um dia-a-dia. Eu acho o seguinte, talvez tenhamos uma rotina, isso é algo impossível de se fugir. Mas vai de você se quiser se essa rotina continue ou não. Ou então você pode dar uma maquiada.

Mas se é algo inevitável, porque não torná-la menos simplória? Acho que a riqueza da vida tá aí!

Leiam o livro da Tendo! É muito bom.

Arquivos do blog