terça-feira, 31 de maio de 2011

Demeter



Há dois anos fiz a Japanese Athena. Dois anos depois muita coisa mudou, hehe.

Estava vendo hoje e das pessoas que já registrei, tanto as Três Moiras como a Athena aí, dificilmente ainda tenho contato com todas, haha. De alguma forma coube como uma luva, registrar por meio de uma pintura uma pessoa que dificilmente continuaria com contato.

Das moiras, apenas uma uma que eu tenho contato ainda. A Athena era uma japa muito gostosa, meu deus... Errr... voltando ao assunto:

Quem é a Demeter? Ah, segredo! Eu queria fazer "uma Dionisio", porque uma grafia disso tem uma relação com ela, mas acho que não tem muito a ver, sei lá. Achei que Demeter talvez teria mais a ver, deusa virgem, protetora dos campos, do casamento, da lei sagrada e do ciclo da vida e morte. Tirando o primeiro e o último, acho que o resto cabe bem com ela!

A idéia era fazer a Hestia, mas no último momento mudei a roupa e saiu a Demeter.
Bom, tá ae! Ainda bem que não ficou tão parecida, eu achei. Mas minha mãe olhou e na hora disse "É fulana-de-tal?". Aí eu disse: "Porra, mãe! Tá tão na cara??".

Ela conhece quase nenhum dos meus amigos, mas sempre é imbatível no palpite. Coisa de mãe. =P

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A primeira vez que se lida com a morte.

Estava vendo o vídeo lá do garotinho que chora com a formiguinha. Achei interessantíssimo. Pessoas memorizam o primeiro beijo, primeira transa, primeira paixão, mas dificilmente lembra a primeira vez que lidou com a morte.

Lembrei do Kill Bill. Tirando as referências nerds, o filme tem alguns pensamentos bacanas. Uma das cenas que mais ficaram na minha memória não foi a cena contra os 88 loucos, a luta contra a Vernita Green, o Bud enterrando a Noiva ou a luta contra a Elle Driver.

O que mais ficou na minha memória foi a morte do Emilio, o peixinho da B.B., onde Bill conversando com a Beatrix conta como é a primeira experiência de uma criança ao se deparar com algo inexorável e poético como a morte.

Embora muitos olhem o vídeo da formiguinha como algo engraçado, eu fiquei vendo com outros olhos. O garoto é novo, não entende. Viu que a formiga estava morta, sentiu pena (ele fala várias vezes "Que dó, que dó") mas o que será que o menino viu para sentir dó do pobre invertebrado?

Será que ele percebeu que depois da morte não existe volta? Acho que foi isso. Acho que essa é a primeira impressão que todos tivemos como crianças quando nos deparamos com a morte. A B.B. do Kill Bill tirou o peixe, jogou no carpete, pisou, e o viu de debatendo até o momento em que ele parou. Logo, ela teve uma noção perfeita de que os seres vivos morrem. A mesma coisa foi também com o garoto da formiguinha.

Ambos choraram. Tanto o Emilio quanto a formiguinha foram vítimas de pisoteamento.

Nenhum deles tiveram que aprender que ele estava morto. Eles entederam de alguma forma que naquele momento a vida teria acabado. E que não teria volta.

Não apenas isso, foi por uma causa, uma pisada. Uma das primeira vezes que vi alguém morrendo foi minha bisavó quando era bem pequeno. A velha não acordava, e aí me disseram que ela morreu dormindo. Desde então criei um medo tremendo de dormir, pois pensava que iria morrer. Se talvez eu tivesse tirado um peixe, jogado no chão e pisado até ele se debater, talvez eu entendesse melhor a morte.

Especialmente pois ela foi causada por um agente externo, e não por causas naturais. Tô falando complicado? Diria que isso é muito mais didático e sem muitos traumas pra criança. Entendemos que os seres vivos enquanto se mexem estão vivos, quando não se mexem mais estão mortos.

Talvez seja por isso que até hoje eu tenho um pouco de medo de dormir ainda, hahaha...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Um ano de corridas. Terceira Fila Night Run!



(nem postei. E isso porque já vai quase fazer 1 mês que eu corri).

Maio do ano passado. Data importante, foi quando uma donzela que trabalhava comigo me mandou um convite para uma corrida de rua. Ela dizia que eu ia me dar bem, eu pelo menos só praticava natação, e não conseguia ficar mais de 20 minutos correndo. Querendo ou não são dois preparamentos diferentes para esportes. Corrida e natação não são a mesma pegada.

Comprei um tênis novo, peguei e fui correr. Com patrocínio do papai!

Agora, um ano depois, mais uma Fila Night Run com a amiga que ganhei depois de ter esbarrado sem querer com ela no metrô, perdida (isso todo mundo já sabe).

Tempo passou, hoje já estou correndo provas de 10 quilômetros, músculos das pernas bem torneados (afinal, elas tem que aguentar um jagunço correndo com mais de cem quilos), muita resistência e apaixonado por esse que é o segundo esporte mais praticado no país: corrida.

Devo dizer que ganhei muita coisa boa com isso!
Eu ao menos na época da escola odiava qualquer tipo de atividade física. Hoje, passo mal quando fico um, dois, três meses sem ir pra academia. Esse troço vicia demais, e é sempre um prazer ir correr por nem que seja uma hora só. Até hoje a sensação de quando se termina um treino é excepcional.

domingo, 22 de maio de 2011

Ricardo Feltrin, você não anda de ônibus.


Caríssimo jornalista da Folha de São Paulo.

Moro no tal Capão Redondo que, graças a você, terá metrô apenas em 2050, se tivermos sorte. Não acho que você encare todo dia um Term Capelinha/Term Bandeira de três vagões entupido na Av Santo Amaro às 18h10 num dia quente e três condenados te encochando e dois com sovaqueira desgraçada do lado. O problema nem é ser cheio, mas ser cheio e parado.

Dê graças a Deus todos os dias da sua vida por você ter um carro e ficar parado numa avenida Faria Lima sem nunca ter entrado num transporte público na sua vida. Agradeça a todos os deuses por ter um emprego que pague sua pomposidade, ter a mídia na sua mão, pois acredite: Se esse povo (falo povão mesmo!) tivesse a mídia na mão, nem que ele roubasse metade do PIB desse país, mas esse metrô ia sair. Sabe porque?

Estou cagando e andando se é roubado ou não. Jamais José Serra, Alckmin ou Kassab JAMAIS olharam pela periferia. E eu brigo em toda eleição por isso, pois somos pobres, temos a vantagem dessa merda de democracia direta, somos NÓS que elegemos, e não a elite. Somos a grande maioria. A elite apenas faz a propaganda e o povo pobre cai nela. Eu tento em toda eleição abrir os olhos dessa galera, em trocar seu voto para um José Serra ou Mercadante que vão fazer nada, porque não tentar com uma Sônia Francine?

Entregaram um metrô hipotético há uns dez anos que vai pra lugar nenhum e agora, enfim quando sai que vai ter continuação você pega e atrasa. E sem provas. Mas atrasou. Você pensa que são anos a mais aqui ou ali, mas como eu disse antes, não é você que pega aquele ônibus de três vagões que deixa a linha vermelha do metrô parecendo um lugar bem menos populoso por metro quadrado.

Acredite. Você é um cara muito feliz. Não precisa ferrar nossa vida.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

E aí quase que a gente...!

Acordei de manhã e lembrei de uma estorinha que aconteceu tem um tempinho.

Éramos amigos, mas ela já estava com alguém. O namorado dela não gostava de mim, óbvio. Até entendo, acho que uma das coisas mais difíceis deva ser um cara desses ser amigo de um amigo da namorada.

A gente se dava bem. Gostavamos da mesma música, tínhamos uma visão das coisas bem similar. Mas, por aquela brincadeira do destino, mesmo que encaixássemos perfeitamente, o destino dela seria com o outro. Sinceramente nunca liguei. Mas sempre pensei que a gente se daria muito bem juntos.

Um belo dia estávamos conversando, meio agachados, para que não chamasse a atenção, uma vez que o recinto estava em silêncio e cheio de gente. Estávamos sentados um do lado do outro com ela no centro.

Naquele momento depois que terminamos de nos falar nos olhamos olho no olho. Até hoje eu me pergunto que contato era aquele. Sempre via em filmes os casais se aproximando só com a atração do olhar, o rosto vai chegando perto e quando percebem... Eles se beijam.

Nunca, em nenhuma das namoradas, ficantes ou pretendentes isso tinha acontecido. Essa troca de olhar. Talvez por eu ser um pouco afobabo. Mas a gente tinha ficado em silêncio naquele momento. E nossos rostos pareciam chegar mais perto. Mais perto. Mais perto. Mais perto.

Aí... Como um lapso, um flash, a gente se ligou. Se ligou que aquilo não dava pra acontecer. Impossível. E pior ainda na frente do tal namorado.

A gente se levantou, meio sem jeito, demos uma risada discreta um pro outro e acho que aquilo era um sinal de que aquilo que quase aconteceu era pra esquecer, e nos lembrarmos apenas de tentar não lembrar daquilo.

Foi por muito pouco!
Mas ficou uma boa memória na cabeça.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Você é um de nós, Al.

"Pode entrar, Al", disse o diretor.

Era um pedido de renúncia, algo como uma demissão. A inestimável inteligencia que sempre "salvou" tantas pessoas. Você pode ser um patriota, seguir leis idiotas, enquanto almoça no McDonald's com sua esposa gorda e seus dois filhos que não lhe faltam nada. Talvez esse seria o destino. Se a esposa não tivesse falecido.

"Senhor Bullock, eu gostaria de sair", comecei.

"Entendo. Acho que a morte dela foi algo demais pra você, não? Sente-se aí, Al. Tenho que lhe contar algumas coisas".

Mas não era apenas isso. Talvez aquela ideologia de proteger coisas como "democracia" estivesse na verdade longe dos meus preceitos. Isso pesaria 30%, contra 20% do infeliz falecimento da esposa. Os outros cinquenta porcento seria pois aquilo mais não me servia de alguma maneira. Não me sentia bem, muita cobrança, poucas garantias e pessoas que ainda cochichavam nos cantos me chamando de "irmãozinho do traidor".

"Conhece esse homem? Ele já trabalhou conosco. Hoje é um dos homens mais procurados. Pessoas dizem que ele é uma pessoa má, por ter planejado o maior atentado da História, mas o que as pessoas não sabem é que esse homem aqui estava seguindo apenas seus preceitos", disse cap Bullock.

"Seus preceitos? Não faz sentido", repliquei. Mas no fundo eu sabia até onde a conversa ia dar.

"Entenda uma coisa, Al. Somos aqui os 'guardiões da democracia' nesse mundo. Não somos apenas garotos com a maior tecnologia bélica do planeta. Somos cérebros. Mas temos talvez menos cérebro que este célebre árabe. As pessoas aqui lutam pois fixaram em suas cabeças que isso é o correto, e fechamos a mente deles para o resto das coisas".

Ele deu um gole no café na mesa, que já estava esfriando. Eu sequer piscava.

"O problema é quando essas cabeças inteligentes viram cabeças pensantes. Eu lembro até hoje, ele mudou de lado na época do Golfo. Foi uma ferida que dificilmente será cicatrizada. Ele viu o que fizemos e pelo que lutamos. Fizemos muita merda lá, Al, não estou tirando nossa culpa. O maior problema é que ele criou uma opinião própria. E tinha dinheiro. Embora que dinheiro não seja lá algo extremamente necessário, podemos usar como exemplo esse camarada aqui", e mostrou na foto de Raul Reyes na tela.

"Entendi. É nesse momento que o jogo vira contra vocês. Quando um cara desses, numa época de guerreiros sem ideologia nenhuma consegue pensar por si só", concluí.

"Tente entender, Al. Queremos que as pessoas vivam suas vidas medíocres. Queremos que elas trabalhem oito horas por dia, cheguem cansadas em casa, assistam a um programa de TV idiota, jantem seus macarrões instantâneos e façam amor com sua esposa com tetas caídas antes de dormir. Não queremos que eles pensem. Temos a imprensa pra pensar por eles, para formar a opinião deles e fazê-los carimbados um a um. Isso é paz. E embora não seja democrático, essa é a democracia que pregamos. Todos falam ao mesmo tempo, mas ninguém é ouvido".

"De fato. Mas porque o senhor está me falando isso?"

Ele parou um momento e respirou.

"Você foi um de nós, Al. Não queremos que você seja contra nós nunca".

terça-feira, 17 de maio de 2011

Abstrato, em uma música.





Queria começar a fazer algo meio abstrato. E saiu isso!



Não tenho muito a dizer, peguei uma música que eu gosto (AGGRESSIVE, da koreana BoA) e tentei transpor um bocado do que sentia num layout. Ia colocar umas imagens, mas queria mexer mesmo com o Abstrato. Foram semenas de papel rascunhado até chegar nisso...



Hahaha! Kandinsky faria melhor que eu. Ouçam:



segunda-feira, 16 de maio de 2011

De novo... Uma pegada mais agressiva.



Depois da última falha, que resultou em horas com o sistema de postagem fora, e o blog voltado ao seu estado de alguns dias atrás, cá estou eu postando novamente...!

Bom, esse layout foi baseado em uma música da BoA, chamado AGGRESSIVE. A ideia por detras dele seria mostrar de uma maneira abstrata como é a música. Saiu isso aqui! Gosto bastante dessa música, e acho que ela exemplifica bem como é essa pegada mais "agressiva".

I love you so easy...!
Ouça aqui:



domingo, 15 de maio de 2011

Devassa Negra

 
No churrascão de Dia das Mães provei mais um sabor da Devassa. Provei a Devassa Negra, só pra mostrar que não sou um cara que só curte uma japonesa (hahaha, tô brincando!!).

Pensei ser uma Stout, mas era uma Brown Ale. Excelente. Sou um fã de cervejas stout, brown ale foi a primeira que provei. A diferença básica é que ela não tem um gosto cafeinado tão forte como as stout. Seu sabor é mais adocicado, mais fácil de se beber. Gaseificação leve, e mesmo parecendo uma stout por fora o seu sabor cai mais pra uma lager da vida.

(Ok, eu aprendi depois de levar uns créus que não se fala Pilsen, se fala Lager!)

Mais uma indicação by meu pai. Todos os direitos reservados, hahaha.
Ele viu que eu curto mais cervejas escuras e encorpadas.

Existe devassa loira, bem loira, ruiva, índia, negra e sarará (Sarará? WTF? Isso se falava quando minha avó era criança!). Fiquei sabendo que a tal sarará é uma weiss. É essa que eu quero!

sábado, 14 de maio de 2011

Eles... nasceram!



Que belezinha. Nem eu acreditei quando fui buscar na gráfica. Ficaram lindos. Um ano e meio de pesquisa que resultaram nisso. Vamos lá, reta final!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Bróder (ou Capão Redondo, o filme).

Fui hoje ver o filme Bróder, de Jeferson De. Fiz questão de ver depois de dar uma olhada no trailer. O que dizer de um filme sobre o Capão Redondo sendo visto por um morador do próprio Capão Redondo (no caso, eu)? Essa resenha do filme é mais ou menos com essa idéia.

O filme mostra a amizade de três amigos de infância, já adultos, vividos por Caio Blat, Jonathan Haagen-Dazs... Brincadeira, é Haagensen! Tinha mais um outro, mas o roteirista deixou ele tão apagado no filme que ele só tem uma fala durante a película: "Eu tô cansado dessa vida, mano". Eles tentaram encaixar, mas sempre que uma história propõe um trio, NUNCA vinga o trio, e sim apenas uma dupla. Coisa de roteirista, isso é algo impossível de se fugir.

Já que comecei a falar das coisas ruins, vou continuar: Existem alguns erros bizarros no filme. Escalaram atrizes CARIOCAS, com direito a sotaque do "goxxxxxto", típico de um torcedor de Flamengo. Elas tentaram disfarçar, você percebe, aí fica pior: fica forçado. Ok que o filme é uma produção Globo Filmes (a.k.a.: "Globo Odeia São Paulo Filmes"), mas não precisava esculachar, né? Ficou podre a cena que a atriz vai vestir um vestido e fala: "Será que ele vai goxxxxxxxxxtar desse?". Ninguém de São Paulo, muito menos do Capão fala assim. Falta grave!

Uma outra coisa que não curti, mas isso é mais complicado, é o que um professor meu de cinema sempre ensinou (valeu, Alê McHaddo!): clichês sempre funcionam. Desde o começo do filme você sabe quem é o vilão. É mais ou menos igual o Zé Pequeno no Cidade de Deus. Eu acho que poderia, por exemplo, pegar o terceiro do trio (que era um inútil no filme, Silvio Guindane) e colocar ele pra fazer um paradigma entre o bem e o mal, pois em um determinado ponto do filme ele deu a perceber que faria isso (na única fala dele no filme inteiro: "Eu tô cansado dessa vida, mano"). Porque não usar isso como um gancho e fazer a história um pouquinho original?

Já me basta eu comprar briga com jornalistas e advogados, agora meus próximos vilões serão os roteiristas? Só o tempo dirá. Hahaha!

Pontos fortes, vamos elogiar um pouco:
Caio Blat. Quando fiquei sabendo que era ele, fui assistir um filme com um tiquinho de preconceito. Quando o vi na telona, que atuação memorável. Encarnou tudo, jeito de falar, de agir, tom de voz, trejeitos. Uma atuação genial, se eu pudesse dava um Oscar pra ele, pois pra mim, um morador do Capão dizer que ele fez perfeitamente, pode considerar-se elogiado.

E o Jonathan... Err. Eu tava com o sobrenome dele aqui no Ctrl+V, mas perdi. Também fez um excelentíssimo trabalho. Não o conhecia, só lembro que ele foi na Fazenda, da Record. Não foi tão genial como a do Caio Blat, mas teve muito destaque, talvez porque o papel dele não permitia tanto dinamismo quanto ao do Blat (ás vezes o cara não tem que ser apenas bom ator, mas um bom papel ajuda - e muito).

Por fim, a fotografia. Duas coisas que eu olho em filme sempre são a trilha sonora e a fotografia. Vou destacar duas cenas: A cena em que eles apostam a corrida pra ver quem chega no carro (veja os detalhes da cena!) e a cena final, onde faz um panorama inteiro das favelas do Capão Redondo (eu sabia que eram muitas, mas não tantas...!).

Teve algumas nuances bem trabalhadas como nas cenas da favela onde sempre tem gente passando por trás (afinal estamos falando de uma área onde vivem quarenta pessoas por metro quadrado) e no começo do filme, onde o cara sai da Faria Lima e a paisagem do carro dele vai mudando, vai ficando mais feia, e mais feia, até ele chegar ao infern... Quer dizer, o Capão Redondo.

E como morador, é um bom filme? Excelente. Na verdade eu vi muitas coisas que aconteceram comigo com fatos do filme. Ele foca bastante na morte precoce que o crime dá. Quantos e quantos amigos já não vi em situações similares, pessoas que cresceram comigo e infelizmente entraram pro crime? Incontáveis. Hoje, todos mortos.

Além da morte, tocou em outro ponto que só quem comeu já umas puta sabe: grande parte delas são da periferia. Falou meio por cima, mas falou. Bruna Surfistinha era da nobreza, tristeza mesmo é a menina mais bonita da favela ter que dar pra macho em casa de massagem e morrer quatro anos depois de HIV. Isso sim é tristeza.

Pronto agora chega, porque blog não é divã. =P

Seja a justiça.

"É naquela casa, Altieri. Vá em frente. Sei la giustizia!".

Essas foram as últimas palavras do homem. Aqueles números pareciam estar grudados na minha mente. 52,23679, 0,4122. Horas mais tarde estava eu como investigador e o criminoso, frente a frente.

"Boa noite, meu nome é Albino Altieri. Obviamente esse é um nome falso, para preservar a minha identidade e a sua segurança. Vim aqui lhe fazer algumas perguntas e peço a cooperação do senhor".

Mal pude começar uma conversa e "n" adentrou o recinto.

"Al, você por aqui? Pensei que essa parte iria deixar comigo. Acho que me equivoquei".

"Não me chame pelo meu nome... Por favor, saia daqui".

"Não mesmo. Quero ver de perto esse talento que você tem e eu não tenho".

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O que é o bem e o mal? Será uma eterna caça entre bandidos e policiais? A inteligência usando todos seus soldados mentais atrás de pistas sobre homens que muitos sequer descobrirão que existiram um dia? Será aquela noite fria que um gato entra na toca do rato e o mata a sangue frio o rato e ninguém depois fica sabendo? E se saber, será que estariam preparados para encarar isso?

Suponhamos que de um lado temos a "luz" e do outro lado temos a "sombra". A luz nos ilumina, traz nossa visão ao ápice. Reconhecemos o mundo a nossa volta, tocamos nas coisas, pessoas, tudo está próximo de nossos globos oculares.

Já a "sombra" é o que nos faz ficar indefesos. Somos reféns dela, não conseguimos ver, nem perceber o mundo a nossa volta. Temos medo da sombra, embora não vemos nada, então porque temer algo que não aconteceu com a gente? Receio de algo que aconteça? Mas será que na luz podemos nos deparar com uma surpresa e sermos vítimas de algo tanto quanto quando estamos na sombra?

Ambos têm suas vantagens. Deus e o diabo, justiça e bandidos, bem e o mal, todos são apenas nomes que damos a esses fenômenos. Pois nada mais são do que isso. Podemos tomar como exemplo as duas Koréias, se uma sobrepujasse a outra? Sem dúvida haveria um vencedor, mas será que o intuito da sua existência teria algum sentido? Será que a vida no paraíso seria tão perfeita assim, sem nenhum problema e, acima de tudo, isso traria paz de espírito para a alma paradoxal humana que sempre busca novos problemas, novos vilões?

Desde crianças somos induzidos que existe o bem e o mal. E que o bem deve sobrepujar o mal. Porém, se o mal sobrepujar o bem, estaremos no inferno.

O que ninguém nos conta é que nenhum deles deve sobrepujar o outro. O bem deve existir, e o mal também deve existir. Quanto mais forte a luz sobre um objeto, mais escura será a sombra por ele projetada. Deve existir um equilíbrio pois quanto mais esforço um faz para eliminar o outro, mais o outro fica mais forte. Logo, eliminação torna-se uma tarefa que o ser humano sempre vai buscar, mas nunca conseguirá.

Pois isso vai contra a sua natureza dúbia.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Chico Pinheiro e Mariana Godoy, dois grandes demagogos.

Eu vi uma coisa que me deixou muito revoltado. Digo isso porque pessoas que tem a mídia do seu lado falam exatamente como as pessoas deveriam se comportar, e não dão o exemplo. Em uma matéria do RespirAR (que nome mais clichê...) uma sábia pessoa perguntou se o Chico Pinheiro, Mariana Godoy e aquela loirinha inútil usam o transporte público. O vídeo está aqui. (tá no final do vídeo!)

A loirinha diz que usa a bike. E que mora longe do metrô. Ela não tem cara de quem mora mal... Agora, bicicleta? Quem em São Paulo tem coragem e ousadia de andar de bicicleta na cidade? Primeiro pela falta de educação dos motoristas. Meu pai, por exemplo, tinha o péssimo hábito de buzinar para ciclistas, e toda hora eu falo um monte pra ele. Isso não se faz, você assusta o cara, pode causar um acidente. Eu andava de bike, mas depois de uma vez que eu quase sofri um acidente eu aposentei a magrela, porque vivemos em São Paulo: Os motoristas passam por cima de você. Não é aquele papo de "se eles pudessem passavam por cima", e sim a de que eles passam por cima sim.

O pior de todos foi o Chico Pinheiro, que admite que não abre mal do seu carro, mesmo morando a míseros 6 quilômetros do seu trabalho. Chico Pinheiro, meu caro amigo jornalista mineirinho grande comedor e viril, eu moro no meio do Capão Redondo, trabalhava no Itaim Bibi, a aproximadamente 16 quilômetros de distância. Todo dia eu pegava busão, era uma hora e meia de viagem no horário de pico, lotado, em pé, durante um ano, que me rendeu problemas de saúde e cabelos brancos. Cria vergonha na tua CARA! Seis quilômetros, se eu morasse a seis quilômetros do meu trabalho eu iria a pé!

Só pra você ter uma ideia: Pessoas andam a uma média de 6 km p/h, uma hora caminhando, ou até menos, você faz o trajeto da Carla Vilhena de pijamão até a Globo. E isso se você não cortar caminho por dentro. E não me venha com desculpa de que a cidade é violenta, porque você é homem. E não me venha com a desculpa de que tem que pegar 2, 3 conduções porque você é o tipinho de gente que entra em ônibus e quer pagar com cartão de débito a passagem.

Isso que mais me enoja. A Mariana Godoy então eu nem comento... Diz que anda de metrô pra ir no museu da linha portuguesa mas eu duvido sequer se ela sabe onde tem metrô nessa cidade. Quiçá ônibus. Os pobres tem que foder mesmo, vocês pensam. Eu pergunto do que vale as suas denúncias se nada muda - só piora, e fica mais caro. Onde estão vocês que adoram cobrar as autoridades, mostre mesmo que tem filhos da puta que andam num carro sem dar carona a ninguém enquanto do lado um ônibus está com lotação entupida e vocês fazem NADA pra mudar isso. Inclusive não sabem nem dar o exemplo.

Carona, por exemplo, nenhum de vocês tiveram a capacidade de falar isso como desculpa demagógica igual a loirinha que deu a desculpa esfarrapada da bicicleta (que obviamente é mentira).

Eu sou a favor de tomar as ruas pro transporte público. E fazer linhas de ônibus mais eficientes. O transporte público tem diveeersos problemas que se arrastam desde os tempos que existia bondes. Metrô é sempre o melhor, mas ele é caro, e é muito fácil de se fazer roubalheira (vide José Serra... A linha lilás só vai ficar pronta em 2050).

O que ninguém tem coragem é que o Brasil, por culpa do imbecil Kubitschek, virou escravo das empresas de automóveis. E aí se, chega um prejuizo pequeno pra eles, eles tem que vender mais e mais carros, e mais carros na rua só ferram tudo. Mas as empresas de automoveis gostam de lucrar acima de tudo, aí a coisa só piora... E o Kassab, só anda de helicoptero.

Pessoas dizem que o trânsito de São Paulo é caótico. Mas quem reclama não vê que eles estão sentados, com ar condicionado, em seus carros sozinhos ouvindo música e admirando a paisagem. Entre num ônibus cheio, num corredor parado, em pé e com um cheiro de pobre fedido do seu lado e você vai dar graças a deus por estar no trânsito parado.

Vão tudo tomar no cu!

domingo, 8 de maio de 2011

Valores jogados fora.


Estava assistindo a TruTV e me deparei com esse comercial acima. O que mais me chamou a atenção foi:

"O mundo está passando pelo seu pior momento. Não existem modelos. Nem valores. Os líderes não parecem estar à altura da situação. Mas como tudo continua funcionando diariamente mesmo assim?". Aí depois vem a propaganda do programa.

Fiquei pensando em diversas coisas. Aí comecei a ver o meu gosto musical. Os artistas de gosto. As pessoas que sigo como modelos, e vi que 90% deles estão mortos. Pensei também que grande parte deles viviam num momento onde não tínhamos a mesma liberdade que temos hoje.

Hoje temos liberdade pra gostar do que quisermos. Não temos que gostar de um Antonio Carlos Jobim porque o cara faz uma arte da reflexão, do amor, da beleza natural. Podemos gostar de um Justin Bieber que canta músicas onde a letra apenas prega uma ideia de festança, baladas e pegação.

Não dispomos de uma censura (ao menos, 80% das coisas são totalmente livres para que tenhamos acesso), mas mesmo assim somos uma cambada de acéfalos. Queremos assistir a novela das nove e ficar comentando sobre... A novela das nove! Não temos o interesse de por exemplo, apreendermos um novo assunto, uma nova matéria, nem que seja apenas por mera curiosidade.

Seja por preguiça, ou pelo que imaginamos que os outros podem eventualmente pensar sobre nós.
Aí nos tornamos medíocres.

Temos hoje acesso a diversos alimentos bons, podemos ir num sacolão e trazer bastante coisa boa. E não existe a desculpa de tempo para cozinhar. Muitas coisas não industrializadas são fáceis de se preparar, nós que temos um bloqueio e não vemos isso porque não queremos. Ao invés de comer mais frutas, preferimos comer Cheetos e beber Coca-cola.

Aí eu pergunto: Será que é porque é bom mesmo, ou porque a tevê, seus amigos, família e a sociedade que diz que é melhor trocar uma verdura por um hamburguer aromatizado artificialmente?

As pessoas do começo do século XX voltavam pra casa para almoçar. A cidade de São Paulo talvez mal comportava os seus 100 mil habitantes nesse tempo, e quem dirá hoje se eu trabalhasse numa Vila Olímpia da vida e voltasse pro Capão Redondo onde eu moro pra almoçar todo dia. Impossível.

Mas a pergunta que eu mais quero fazer é: Porque diabos hoje em dia fazemos tudo errado ainda?

sábado, 7 de maio de 2011

Baden Baden (Weiss)

 

Essa cerveja tinha uma grande fama. Era artesanal mesmo, feita em Campos do Jordão, e depois de muito sucesso local o barzinho que só fazia cerveja pra ele mesmo acabou crescendo e hoje está sendo levada ao país inteiro.

Fugindo um pouco da questão do paladar, eu adoro esse adesivo da garrafa. A garrafa também é diferente. Transmite uma tradição que não existe, exatamente pois é uma cerveja muito nova no mercado. Mas a receita, essa é digníssima.

Eu adoro as weissbier. Então podem considerar que essa resenha é arbitrária! Amo a Weihenstephaner, mas essa brasileira eu tenho que admitir que tá no nível. Tem um aroma delicioso e é muito, muito, muito deliciosa. E por ser uma Weiss, conter mais trigo, pode tomar uma garrafa dessa que não abrirá o apetite e trará junto vitaminas e bastante energia. É o que eles chamam de "pão líquido".

Excelente cerveja. Tem um adesivo que diz que é a primeira cerveja gourmet do Brasil. Não sei se isso é bem real, mas a verdade é que é simplesmente deliciosa.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Quer dizer agora que sou "heteroafetivo"?

Estive acompanhando esse rolo aí da legalização do casamento gay em terras brasileiras.

Antes que alguém fale alguma coisa: sou a favor sim, e sempre achei um verdadeiro atraso o país não ter leis que simplesmente garantam um direito simples, o de casar. Principalmente aos casais gays, que agora têm um importante veículo para reivindicar seus direitos. Parabéns pela conquista!

Agora voltemos ao tema que quero tratar.

Dinheiro move o mundo. Talvez pra muitas pessoas hoje seja difícil imaginar mulheres sem os mesmos direitos de homens. Isso era algo impensável até pouquíssimo tempo atrás. Antes da emancipação feminina mulheres eram vistas - isso desde os tempos da caverna, até meados da década de 20 - como apenas seres de procriação. Chegar, comer ela e tchau. O homem que trabalhava, comandava o país, educava os filhos e para as mulheres o papel delas era renegado à liberdade.

Voltemos mais um pouco. Pessoas dizem que, o motivo para libertarem os antigos africanos da serventia escrava residia no fato da benfeitoria que isso traria à eles como seres humanos. Algo como "Vamos libertar os negros! Eles são pessoas também, não merecem ficar acorrentados". Princesa Isabel era benfeitora nada, sabia que isso era um excelente negócio que traria prosperidade, isso sim.

Mas uma sociedade do século XIV provavelmente não pensava assim. Assim como as mulheres, eles tinham uma visão estabelecida. Foi aí então que os britânicos pensaram: "Se nós libertarmos os negros, e eles virarem trabalhadores assalariados, teremos mais dinheiro circulando e isso traria mais riqueza do que mantê-los trabalhando de graça". Lei de mercado aplicada na prática, e que funcionou! Mais pessoas trabalhando, significa mais pessoas gastando dinheiro, com mais dinheiro em circulação, mais riquezas temos e abolimos a escravidão.

Existe um concenso comum de que guerras trazem prosperidade. Se isso fosse verdade, o mundo deveria ter parado em 1945. Mas não. Isso acontece porque existe um fluxo imenso de dinheiro. Pode parecer bobeira sermos escravizados hoje por empresas e bancos, mas isso vai de encontro com a filosofia de que a sociedade deve evoluir pelo campo monetário, não pelo campo bélico.

Foi assim que funcionou com a libertação da escravatura negreira. Foi assim também com a revolução feminista.

Dois grandes mercados se formaram. Só que agora o parâmetro é outro. Provavelmente daqui uns cinco ou dez anos confirmaremos a teoria. O mundo está virando homossexual. E aceitar talvez seja o primeiro passo. Um mercado grande vai se abrir.

Esses dias recebi um convite pra ir num aniversário de uma amiga. Se não fosse uma outra amiga me avisar que era uma balada gay provavelmente eu teria ido e nem me daria conta. Sou hetero convicto, e vou dizer que temo um pouco por ser "desconhecido". Mas fiquei pensando como é um mercado a se explorar, um mercado que se adiciona a um novo público, isso significa mais dinheiro rolando ainda e fico me perguntando: Onde iremos parar com tanto dindin?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A colação que era pra eu estar lá.

Ontem à noite foi a colação de grau da minha sala (ou ex-sala, como preferirem).

Durante o dia recebi um convite, mas no final das contas decidi não ir. Estou concentrado na monografia e em terminar esse maldito curso nesse semestre. Se eu fosse numa colação de uma sala que era a minha, acho que reviveria tudo aquilo que queria esquecer. Principalmente a reprovação maldita. Durante o dia fiquei pensando que "era pra eu estar lá". Mas... Não estava.

E tem que conviver com isso.

Não sei, mas eles me parecem cada vez mais pessoas distantes. Quatro anos juntos, nem na escola eu fiquei tanto tempo assim na mesma sala, com as mesmas pessoas. Agora eu estranho todos, é como se eu sofresse uma lavagem cerebral, algo assim.

Vão na fé, designers.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A pré-visualização do Mac não me deixa mentir.

Nossa, nem eu acreditei. 97 páginas. E eu com medo que ficasse as quase 150 páginas que deu no Word. Diagramei de uma maneira muito boa.

Cara... Sem palavras. Desde março estou nessa luta, e odeio admitir mas esse semestre não foi moleza. Pra ter uma idéia em números: o capítulo 1, 2 e 3, que são basicamente o que já estava pronto no semestre passado na diagramação nova foi de 80 páginas pra 40. Já o capítulo 4, do projeto, que escrevi, re-escrevi e mandei re-escreveram deu mais ou menos cinquenta. Isso significa que, se ano passado inteiro (um semestre de reprovação e a aprovação) eu produzi umas oitenta páginas, nesses três meses de TCC produzi o mesmo. Que bizarro.

Fechei o arquivo e nem acreditei. Agora terei que dar o cu pra pagar na gráfica. Mas estou tão aliviado, tão aliviado... Um misto de alívio com um sentimento de "ainda não acabou". Falta a orientadora dar uma olhada final, imprimir, preparar a apresentação e ir pra banca final.

Acima de tudo, nesse semestre, tive noção de que Deus escreve certo em linhas tortas.
Se tudo der certo eu falo sobre isso quando tudo acabar. =)

Falta pouco.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Obama pegou o Osama.

Ontem estava diagramando a monografia (alias é a reta final, desculpaê!) e dei uma olhadela no Twitter. Eram 3h31. Osama nos trending topics e gente dizendo que o Jack Bauer teria pego o barbudinho árabe.

Mas hoje, todos estão duvidando que realmente pegaram o cara. E eu, a pessoa das mais desconfiadas do mundo, é uma das únicas que acredita que realmente os SEALs entraram e arrancaram o couro do terrorista mais famoso do mundo.

Primeiro: não se deve jamais, em nenhuma hipótese divulgar o avanço das investigações. Somente se deve mostrar o veredito. Imagina se no Jornal Nacional o William Bonner diz que acham que o Bin Laden tá escondido em um lugar "x"? Essa captura seria sim levada como segredo militar. Ponto pros americanos.

Segundo: não divulgaram fotos do corpo, divulgaram um teste de DNA, mostraram algumas imagens da casa onde estava, mas isso pode ser que seja uma questão de tempo. Embora que, considerando que estamos falando do SEALs, um dos maiores grupos táticos militares do mundo, com uma mega inteligência e capacidade de entrar nos mais diferentes lugares e salvar inocentes... É quase que uma coreografia quando eles invadem, tudo programado, preciso, calculado.

O trabalho deles era só entrar, pegar o cara (ou se ele reagir, matar) e pronto. O resto quem termina é o capitão. Não tem como um cara levar seu Blackberry e tirar uma foto do Obama com os miolos saindo pelas ventanas. Esses caras são profissionais, não são apenas moleques com armas.

Não são repórteres. Nem soldados. Eles mesmos são as armas.

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