sexta-feira, 20 de maio de 2011

E aí quase que a gente...!

Acordei de manhã e lembrei de uma estorinha que aconteceu tem um tempinho.

Éramos amigos, mas ela já estava com alguém. O namorado dela não gostava de mim, óbvio. Até entendo, acho que uma das coisas mais difíceis deva ser um cara desses ser amigo de um amigo da namorada.

A gente se dava bem. Gostavamos da mesma música, tínhamos uma visão das coisas bem similar. Mas, por aquela brincadeira do destino, mesmo que encaixássemos perfeitamente, o destino dela seria com o outro. Sinceramente nunca liguei. Mas sempre pensei que a gente se daria muito bem juntos.

Um belo dia estávamos conversando, meio agachados, para que não chamasse a atenção, uma vez que o recinto estava em silêncio e cheio de gente. Estávamos sentados um do lado do outro com ela no centro.

Naquele momento depois que terminamos de nos falar nos olhamos olho no olho. Até hoje eu me pergunto que contato era aquele. Sempre via em filmes os casais se aproximando só com a atração do olhar, o rosto vai chegando perto e quando percebem... Eles se beijam.

Nunca, em nenhuma das namoradas, ficantes ou pretendentes isso tinha acontecido. Essa troca de olhar. Talvez por eu ser um pouco afobabo. Mas a gente tinha ficado em silêncio naquele momento. E nossos rostos pareciam chegar mais perto. Mais perto. Mais perto. Mais perto.

Aí... Como um lapso, um flash, a gente se ligou. Se ligou que aquilo não dava pra acontecer. Impossível. E pior ainda na frente do tal namorado.

A gente se levantou, meio sem jeito, demos uma risada discreta um pro outro e acho que aquilo era um sinal de que aquilo que quase aconteceu era pra esquecer, e nos lembrarmos apenas de tentar não lembrar daquilo.

Foi por muito pouco!
Mas ficou uma boa memória na cabeça.

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