sexta-feira, 6 de maio de 2011

Quer dizer agora que sou "heteroafetivo"?

Estive acompanhando esse rolo aí da legalização do casamento gay em terras brasileiras.

Antes que alguém fale alguma coisa: sou a favor sim, e sempre achei um verdadeiro atraso o país não ter leis que simplesmente garantam um direito simples, o de casar. Principalmente aos casais gays, que agora têm um importante veículo para reivindicar seus direitos. Parabéns pela conquista!

Agora voltemos ao tema que quero tratar.

Dinheiro move o mundo. Talvez pra muitas pessoas hoje seja difícil imaginar mulheres sem os mesmos direitos de homens. Isso era algo impensável até pouquíssimo tempo atrás. Antes da emancipação feminina mulheres eram vistas - isso desde os tempos da caverna, até meados da década de 20 - como apenas seres de procriação. Chegar, comer ela e tchau. O homem que trabalhava, comandava o país, educava os filhos e para as mulheres o papel delas era renegado à liberdade.

Voltemos mais um pouco. Pessoas dizem que, o motivo para libertarem os antigos africanos da serventia escrava residia no fato da benfeitoria que isso traria à eles como seres humanos. Algo como "Vamos libertar os negros! Eles são pessoas também, não merecem ficar acorrentados". Princesa Isabel era benfeitora nada, sabia que isso era um excelente negócio que traria prosperidade, isso sim.

Mas uma sociedade do século XIV provavelmente não pensava assim. Assim como as mulheres, eles tinham uma visão estabelecida. Foi aí então que os britânicos pensaram: "Se nós libertarmos os negros, e eles virarem trabalhadores assalariados, teremos mais dinheiro circulando e isso traria mais riqueza do que mantê-los trabalhando de graça". Lei de mercado aplicada na prática, e que funcionou! Mais pessoas trabalhando, significa mais pessoas gastando dinheiro, com mais dinheiro em circulação, mais riquezas temos e abolimos a escravidão.

Existe um concenso comum de que guerras trazem prosperidade. Se isso fosse verdade, o mundo deveria ter parado em 1945. Mas não. Isso acontece porque existe um fluxo imenso de dinheiro. Pode parecer bobeira sermos escravizados hoje por empresas e bancos, mas isso vai de encontro com a filosofia de que a sociedade deve evoluir pelo campo monetário, não pelo campo bélico.

Foi assim que funcionou com a libertação da escravatura negreira. Foi assim também com a revolução feminista.

Dois grandes mercados se formaram. Só que agora o parâmetro é outro. Provavelmente daqui uns cinco ou dez anos confirmaremos a teoria. O mundo está virando homossexual. E aceitar talvez seja o primeiro passo. Um mercado grande vai se abrir.

Esses dias recebi um convite pra ir num aniversário de uma amiga. Se não fosse uma outra amiga me avisar que era uma balada gay provavelmente eu teria ido e nem me daria conta. Sou hetero convicto, e vou dizer que temo um pouco por ser "desconhecido". Mas fiquei pensando como é um mercado a se explorar, um mercado que se adiciona a um novo público, isso significa mais dinheiro rolando ainda e fico me perguntando: Onde iremos parar com tanto dindin?

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog