quarta-feira, 11 de maio de 2011

Seja a justiça.

"É naquela casa, Altieri. Vá em frente. Sei la giustizia!".

Essas foram as últimas palavras do homem. Aqueles números pareciam estar grudados na minha mente. 52,23679, 0,4122. Horas mais tarde estava eu como investigador e o criminoso, frente a frente.

"Boa noite, meu nome é Albino Altieri. Obviamente esse é um nome falso, para preservar a minha identidade e a sua segurança. Vim aqui lhe fazer algumas perguntas e peço a cooperação do senhor".

Mal pude começar uma conversa e "n" adentrou o recinto.

"Al, você por aqui? Pensei que essa parte iria deixar comigo. Acho que me equivoquei".

"Não me chame pelo meu nome... Por favor, saia daqui".

"Não mesmo. Quero ver de perto esse talento que você tem e eu não tenho".

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O que é o bem e o mal? Será uma eterna caça entre bandidos e policiais? A inteligência usando todos seus soldados mentais atrás de pistas sobre homens que muitos sequer descobrirão que existiram um dia? Será aquela noite fria que um gato entra na toca do rato e o mata a sangue frio o rato e ninguém depois fica sabendo? E se saber, será que estariam preparados para encarar isso?

Suponhamos que de um lado temos a "luz" e do outro lado temos a "sombra". A luz nos ilumina, traz nossa visão ao ápice. Reconhecemos o mundo a nossa volta, tocamos nas coisas, pessoas, tudo está próximo de nossos globos oculares.

Já a "sombra" é o que nos faz ficar indefesos. Somos reféns dela, não conseguimos ver, nem perceber o mundo a nossa volta. Temos medo da sombra, embora não vemos nada, então porque temer algo que não aconteceu com a gente? Receio de algo que aconteça? Mas será que na luz podemos nos deparar com uma surpresa e sermos vítimas de algo tanto quanto quando estamos na sombra?

Ambos têm suas vantagens. Deus e o diabo, justiça e bandidos, bem e o mal, todos são apenas nomes que damos a esses fenômenos. Pois nada mais são do que isso. Podemos tomar como exemplo as duas Koréias, se uma sobrepujasse a outra? Sem dúvida haveria um vencedor, mas será que o intuito da sua existência teria algum sentido? Será que a vida no paraíso seria tão perfeita assim, sem nenhum problema e, acima de tudo, isso traria paz de espírito para a alma paradoxal humana que sempre busca novos problemas, novos vilões?

Desde crianças somos induzidos que existe o bem e o mal. E que o bem deve sobrepujar o mal. Porém, se o mal sobrepujar o bem, estaremos no inferno.

O que ninguém nos conta é que nenhum deles deve sobrepujar o outro. O bem deve existir, e o mal também deve existir. Quanto mais forte a luz sobre um objeto, mais escura será a sombra por ele projetada. Deve existir um equilíbrio pois quanto mais esforço um faz para eliminar o outro, mais o outro fica mais forte. Logo, eliminação torna-se uma tarefa que o ser humano sempre vai buscar, mas nunca conseguirá.

Pois isso vai contra a sua natureza dúbia.

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