domingo, 8 de maio de 2011

Valores jogados fora.


Estava assistindo a TruTV e me deparei com esse comercial acima. O que mais me chamou a atenção foi:

"O mundo está passando pelo seu pior momento. Não existem modelos. Nem valores. Os líderes não parecem estar à altura da situação. Mas como tudo continua funcionando diariamente mesmo assim?". Aí depois vem a propaganda do programa.

Fiquei pensando em diversas coisas. Aí comecei a ver o meu gosto musical. Os artistas de gosto. As pessoas que sigo como modelos, e vi que 90% deles estão mortos. Pensei também que grande parte deles viviam num momento onde não tínhamos a mesma liberdade que temos hoje.

Hoje temos liberdade pra gostar do que quisermos. Não temos que gostar de um Antonio Carlos Jobim porque o cara faz uma arte da reflexão, do amor, da beleza natural. Podemos gostar de um Justin Bieber que canta músicas onde a letra apenas prega uma ideia de festança, baladas e pegação.

Não dispomos de uma censura (ao menos, 80% das coisas são totalmente livres para que tenhamos acesso), mas mesmo assim somos uma cambada de acéfalos. Queremos assistir a novela das nove e ficar comentando sobre... A novela das nove! Não temos o interesse de por exemplo, apreendermos um novo assunto, uma nova matéria, nem que seja apenas por mera curiosidade.

Seja por preguiça, ou pelo que imaginamos que os outros podem eventualmente pensar sobre nós.
Aí nos tornamos medíocres.

Temos hoje acesso a diversos alimentos bons, podemos ir num sacolão e trazer bastante coisa boa. E não existe a desculpa de tempo para cozinhar. Muitas coisas não industrializadas são fáceis de se preparar, nós que temos um bloqueio e não vemos isso porque não queremos. Ao invés de comer mais frutas, preferimos comer Cheetos e beber Coca-cola.

Aí eu pergunto: Será que é porque é bom mesmo, ou porque a tevê, seus amigos, família e a sociedade que diz que é melhor trocar uma verdura por um hamburguer aromatizado artificialmente?

As pessoas do começo do século XX voltavam pra casa para almoçar. A cidade de São Paulo talvez mal comportava os seus 100 mil habitantes nesse tempo, e quem dirá hoje se eu trabalhasse numa Vila Olímpia da vida e voltasse pro Capão Redondo onde eu moro pra almoçar todo dia. Impossível.

Mas a pergunta que eu mais quero fazer é: Porque diabos hoje em dia fazemos tudo errado ainda?

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