segunda-feira, 20 de junho de 2011

Marcas como uma religião

Eu estou começando a me interessar bastante por marketing. Estou lendo bastante por conta própria alguns livros. O último que me interessou foi The Culting of Brands: When Customers Become True Believers, de Douglas Atkin (não achei ele em português).

Ele faz um panorama de como marcas não são apenas reverenciadas por um determinado tipo de público, mas como ela também vira um elemento de comportamento, de ideologia e uma espécie de "motivo de viver" para algumas pessoas. Um dos primeiros exemplos (é claro) é a relação dos Applemaníacos, que repudiam completamente a Microsoft, têm Steve Jobs como uma espécie de Messias, e divulgam sua marca como a de pessoas descoladas, antenadas, responsáveis e certinhas com a camisa pra fora da calça.

Pessoas "maneeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiras". Algo assim.

Ele dá outro exemplo como Harley-Davidson, com uns malucos que pregam o estilo de vida de passear pelo mundo a bordo de uma moto, fazem um clube disso, uma sociedade e tornam isso imperativo e necessário para novos integrantes. Interessante.

Mas como todo bom livro, não é interessante você ir absorvendo tudo o que um retartado lhe diz. Tem que ler, e tem que raciocinar em cima. E acima de tudo fazer umas perguntas ao autor.

Depois pretendo mergulhar mais nisso, mas uma vez eu li, quem escreveu foi um judeu maluco chamado David Plotz, na Revista Época, que a religião e os cultos estavam no cerne da sociedade. Que ela só existe como é hoje porque as pessoas reverenciavam uma divindade a tal ponto que esses mesmos elementos estão tão grudados ao nosso jeito de agir, de pensar e de nos comunicar que não conseguimos nos desvencilhar disso.

Para tanto, o autor dizia que era inútil fugir da religião, pois de alguma forma ela está presente nas leis, no comportamento, na ética, nos valores, nas nossas escolhas e em tudo mais. O fato que ele queria dizer é que a religião estava centrada no homem, logo era inútil tentar separar uma coisa da outra pois uma depende da outra.

Complicado, né? A questão que queria colocar é: será que é apenas na religião que conseguimos fazer uma referencia ao consumismo? Acho que praticamente tudo que o homem faz é possível ver uma referência à religião, inclusive quando ele tenta se desgrudar dela.

Depois falo mais disso. =P

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