sábado, 30 de julho de 2011

Nárnia.


Lembro como se fosse ontem as duas primeiras coisas que comprei com meu primeiro ordenado de estagiário. Um foi o ingresso do show do Dir en Grey, no Maquinária Festival, em 2009. O segundo foi o livro As Crônicas de Nárnia, um compilado de quase 800 páginas com todos os livros da série.

Dois anos depois e dois empregos depois, enfim terminei essa birosca!

Vamos lá ao nosso review vagabundo: Gostei de todos.

Incrível como Lewis escreve, mesmo sendo uma linguagem um bocado elaborada pra uma criança ler. Acho que as páginas tinham um sonífero, porque perdi a conta de quantas vezes eu dormi lendo-os. Não estou dizendo que é ruim, eu costumo dormir muito lendo coisas e é por isso que eu demorei tanto. Ler, dormir e voltar do começo. Era essa a rotina.

Os personagens são muito bem explorados, suas características, trejeitos, manias. Eu gostei muito da Jill Pole, que aparece nos últimos livros, talvez pelo seu misto de covardia e imensa coragem. Pelo menos a Cadeira de Prata, o penúltimo dos livros, foca muito nela.

Todo mundo adora fazer a referência entre Aslam e Jesus Cristo, e isso já cansei de ouvir. A verdade seja dita, Nárnia é um livro que bebe de fontes clássicas, com todos aqueles elementos antigos que se tem.

Mas não é superficial. Dá pra se ver muitas alegorias, desde o fato das crianças entrarem no guarda-roupas (brincadeiras infantis e crianças usando a imaginação), Caspian querer tirar o poder do seu pai (Cronos e seu pai, Urano), o país de Aslam que eles chegam no Peregrino da Alvorada (Paraíso, ou alguma idealização de Campos Elíseos), a prisão do príncipe Rillian (ditaduras ou propagandas políticas), Tash (satanás) e até mesmo a percepção do mundo (mímese de Platão) entre outros.

Acho que aí que reside a mágica toda do Lewis. Crianças gostam de mistérios, gostam de alegorias, mesmo que não entendam todas como nós adultos. Mas farão assimilação mais pra frente em suas vidas, o que torna um livro de leitura obrigatória para qualquer criança.

Eu espero ler para meus rebentos Nárnia, e espero que gostem tanto quanto eu gostei! (espero não dormir lendo de novo...)

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