quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sexo e amor.

Uma vez quando fazia arquitetura uma colega falou do livro Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor, de Allan e Barbara Pease. Depois de seis anos resolvi tirar a dúvida e enfim ler essa birosca.

Terminei de ler e fiquei refletindo. Livros de auto-ajuda sempre têm como foco o público feminino. Dificilmente você que tem um pênis vai achar uma linguagem voltada para homens, isso é natural. Comprei pensando ser um livro que discuta com arbitrariedade as diferenças entre homens e mulheres, mas vi uma versão muito mais puxada para o aspecto feminino.

Algo como "Homens são assim e deveriam ser mais compreensíveis por isso, isso e aquilo". Obviamente não fala nesse sentido, mas esses tipos de livros que adoram colocar a culpa em nós que fazemos xixi em pé são os que mais me dão vontade de vomitar.

Não apenas a sociedade é machista, mas a organização humana é puramente machista. O mundo é machista. Mulheres se maquiam não pra se sentirem melhor, pois se elas estiverem bem para os homens, elas estão bem. Mulheres querem gozar no sexo porque isso é uma necessidade masculina, e não que elas se excitam com outra coisa a não ser a penetração. O livro tenta colocar na cabeça que os homens que têm que mudar, mas o mundo - felizmente ou não - tem uma organização focada no homem. Há milênios.

Mulheres até meados do século XX não existiam, eram apenas seres de procriação. Homens que trabalhavam, que faziam arte e que conquistavam o espaço. Pode parecer meio machista, mas é só refletir em cima que fará sentido.

Não achei interessante a teoria de que homens que na hora da fecundação receba mais hormônio femino seja necessariamente gay. Vou explicar o esquema: Homens nascem da conjunção XY, mulher do XX (lembra da biologia?). O livro afirma que, se quando um XY receber uma dose mais de hormônio feminino o homem fica com cérebro feminino e corpo masculino, logo ele é gay. Acho que não necessariamente, e achei isso, digamos, "heterofóbico".

Conheço muitos caras que "entendem a alma feminina", são caras que dormem e comem muito mais mulher que qualquer nego que vi por aí e são meio afeminados. Não digo pelos gestos, mas digo pelo raciocínio.

Na época do colégio, por exemplo, aqueles garotos que adoravam ficar conversando com as meninas e não com os meninos eram os que primeiro conseguiam beijar e perder a virgindade com onze, doze anos. O que no começo era zuado como membro do clube da Luluzinha, foram os primeiros a praticar o bom e velho sexo e serem venerados pelos outros mais tarde exatamente porque brincavam de boneca com elas enquanto nós queríamos ser Power Rangers.

Por essas e outras, livros de auto-ajuda ficam na estante ou no lixo.

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