terça-feira, 9 de agosto de 2011

Crianças precoces.

Uma vez no meu curso de inglês, eu lá, com meus 17 anos, os alunos todos com essa média de idade. O professor tinha uns 35 anos, outra geração, outra criação e outro mundo. Estávamos fazendo um exercício no livro, e não lembro como, mas perguntamos pra cada um quando deu o primeiro beijo, quando teve a primeira namoradinha.

Fiquei abismado, pois quase todos disseram que deram seu primeiro beijo aos sete anos. Garotos e garotas! E falaram que foi tudo mesmo, beijo de língua, andando junto, indo ao cinema junto, e todas essas coisitas mas.

Estranho... Comigo sempre foi muito tarde, mas era porque eu era um moleque hiper-nerd. Meu primeiro beijo foi aos 14, e foi engraçado, hehe. Ninguém queria saber do nerd gorducho na escola, as pessoas tinham medo até de encostar e se impregnar com a "nerdice", como se fosse contagiosa.

Mas sete anos... Nossa, todos já estavam se pegando e eu não sabia de nada? Como eu era inocente. Lembrei disso hoje. Será que nessa cultura do sexo, que incentiva as pessoas a fazerem cada vez mais e "melhor" não acaba incentivando as crianças (não adolescentes, tou falando de seres onde os hormônios não deviam estar tão acesos, crianças) a se iniciarem tão cedo assim?

Afinal, é no beijinho que começa a mãozinha aqui, o abrir o zíper e o "só vou por a cabecinha". Só a cabecinha não funciona, pinto não tem ombros!

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