quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mas jovem tem que reclamar tanto?

Esses dias estava no templo, e uma amiga, já uma senhora, estava conversando comigo. Disse o seguinte: que jovem só sabe reclamar, e que eles haviam passado por coisa muito pior e mesmo assim não reclamavam.

Disse que hoje os jovens reclamam de trens lotados, mas ela, quando era jovem, pegava trens e metrô que nem mesmo fechavam as portas. Disse que hoje reclamamos de barriga cheia.

Eu fiquei quieto, não gosto de retrucar os mais velhos, eu tenho respeito e um mínimo de decência. É mais ou menos a moral desse vídeo aqui:


O ponto em que quero chegar, é que hoje em dia estamos cheios de jovens que fazem o estilo do Felipe Neto, reclamão e individualista. Tirando as críticas de comportamento que ele faz (como censurar quem curte Justin Bieber, por exemplo), acho mais do que válido usarmos nossa força pra exatamente praticar a mudança em nosso meio.

Somos jovens, temos que bater na mesa e mandarem fazer nossa vontade (e não é apenas na música do Matisyahu). Não estou dizendo que o senhor Fernando não possa reclamar, mas nós jovens temos que parar de pensar apenas em balada, sexo e beijo na boca e começar a olhar ao nosso entorno e questionar: Cara, o que eu posso fazer pra mudar?

Por isso eu não censuro a reclamação. Mas dizer que não podemos reclamar, isso sim é errado.

Nós que temos que trazer a mudança, somos nós que vamos ficar no dia de amanhã, não o senhor Fernando desse vídeo acima ou essa senhora, minha amiga. E somos nós que ficaremos velhos, e nós que devemos incentivar os jovens do futuro a criticar ao governo, a sociedade e aos costumes, fazer com que a mudança nunca pare.

Os jovens de hoje lutam contra aquecimento global, direito de homossexuais e fim da corrupção política. É o nosso momento de empurrar a sociedade pra melhorar, e o que lutamos hoje ajudará os próximos do futuro a continuar na luta assim como aqueles do passado nos servem de inspiração.

Portanto, RECLAME! Independente da sua idade. Mas faça com responsabilidade. Mas não deixe de fazer, e não censure quem reclama. Estamos praticando a revolução!

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