sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Psicopatia.

Psico, de mente, alma, pathos de "doença". Mentes doentias. Li recentemente o livro "Mentes Perigosas", de Ana Beatriz Barbosa Silva, que queria ler há um tempo. Ela, psicóloga, fala sobre problemas de psicopatia, e como ela funciona.

Sempre fui fascinado pelo assunto! Sei lá, acho que talvez seja uma questão de opostos. Eu sou um cara muito emotivo, até demais pra um homem eu diria. E psicopatas não têm emoções, são egocêntricos. Sempre quis saber como é ser assim, uma pessoa que não ama, que não se machuca, que não liga, enfim. Mas óbvio, eles são destrutivos! Poucos são assassinos, é como um ser humano deficiente de sentimentos. Deve ser muito louco ser assim!

No livro fala que embora tenham poucos, o mundo está calcado nos valores psicopáticos. Vivemos numa sociedade individualista, relativista e instrumentalista. A primeira diz respeito ao sermos tão individuais que de alguma forma "censuramos" o próximo, pregando que o nosso meio é o melhor para todos. A segunda é o relativismo, onde tudo no mundo é relativo. Mas diferente da teoria do Einstein, isso diz respeito que qualquer meio para se chegar na felicidade é correto, independente das consequências ruins que possa trazer. E por fim, instrumentalista, onde usamos as pessoas ao nosso redor até onde puder, e depois descartamos quando não nos são mais úteis.

Isso ela fala no final do livro e, de fato, é de se pensar! Ana Beatriz Barbosa Silva é fodona na psicologia. Não pensava em algo tão profundo desde Wittgenstein. Sério!

Quando leio um livro, gosto de questionar o autor. Minha pergunta é: existe alguma maneira de ser "pouco" psicopata? Veja bem, muitas vezes aquele gerente que pega no seu pé e te ridiculariza pode ser eventualmente uma pessoa que fica toda manhosa quando o seu poodle passa mal. Ás vezes, sei lá, um Steve Jobs, um "psicopata dos negócios", sempre atento a que façam do seu jeito seja também uma pessoa que saiba dar amor as duas filhas, por exemplo?

Obviamente, dentro da perspectiva de "vou fazer o bem pensando em mim", e não "fazer o bem por ele mesmo", como as pessoas normais, retardadas bondosas fazem. Talvez a psicopatia tenha levado o ser humano a um degrau acima exatamente por essa racionalidade e frieza de espírito ordenada, e não apenas os transformado em meras ferramentas de destruição psicosocial.

Será?

Quero ser psiquiatra forense agora! Deve ser muito louco tentar analisar a mente de um psicopata!

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog