sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Descance em paz, Steve!

Só no dia da morte dele que fui ver aquele lendário discurso dele em Stanford. Gostei bastante.

Steve Jobs teve uma morte repentina como a do Michael Jackson. Muitos de nós esperávamos que ele seria como um Fidel Castro, que deixou pro Raulzinho comandar o país, e ele ficaria de retaguarda. Mas não foi.

Muitos questionam a genialidade de Jobs. Inclusive eu. Acho que Jobs tem uma experiência de vida linda, e acho que aquilo que ele disse sobre mesmo depois de cair, tentar de novo, é essencial. Foi assim com o cara que foi demitido da própria empresa que criou, e quando voltou lançou produtos revolucionários.

Porém, sorte também é um fator determinante. Não apenas para Jobs, mas para grandes gênios da humanidade. Seja Da Vinci, Einstein, ou qualquer outro que se destacou. Da Vinci teve a sorte de ser um filho bastardo, e por ser "largado no mundo", teve a sorte de conseguir estudar latim, estudar artes e ser cobiçado por grandes mecenas da época.

Einstein teve a sorte de escapar do nazismo, de que suas teorias não fossem consideradas patéticas, e teve o Bose também, que mereceria tantos créditos quanto ele pela parceria.

Jobs teve a sorte de muitas pessoas o idolatrarem como gênio. E pessoas influentes. Foi um grande gênio da propaganda, e, muitas das vezes, ele dizia o que os consumidores queriam. E não o contrário. Até mesmo eu no meu TCC vi as suas palestras pra saber falar bem em publico como ele. Não tem como não prestar atenção nos seus keynotes. Jobs sabia vender, e muito bem, era imbatível.

Além de uma belíssima história de vida e um gênio da propaganda, Jobs se destacava também, porque não, no seu ramo. A Apple não inventou o touchscreen, nem o celular, nem o computador, nem nada. Jobs fez sim uma revolução na interface, que é o que intermedia a informação conosco.

Você, que não é designer, pode não entender, mas você não compra um iPhone porque é bonito, porque é status, porque é poderoso ou tem uma câmera boa. Existem centenas de celulares com recursos melhores que o iPhone, melhores câmeras, hardwares, mais eficientes ou que consomem menos bateria.

Steve Jobs fez uma revolução na interface.
O iPhone é fácil de usar. Inegável.
O iPhone é amigável. Inegável.
O iPhone tem a melhor tela. "Contraditório", heheh.

Tanto que muitos copiam. Mas o projeto é o que diferencia nós, designers, do resto. Independente se você gosta ou não da Apple (pessoalmente, não gosto muito), mas negar a interface deles seja sempre impecável é negar o óbvio.

Seus estudos de interface revolucionaram o modo com que lidamos com a informação digital. Resta saber se vai realmente durar muito tempo, ou se revoluções continuarão a vir. Isso só o tempo dirá.

Vá em paz, Steve! Você teve uma vida e carreira brilhantes.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog