terça-feira, 25 de outubro de 2011

Seremos sete bilhões.

Saiu na BBC. Até a virada pro ano que vem seremos nada menos que do que sete bilhões de cabeças de gado. Ê povo marcado, povo feliz.

Lembro que uma vez na faculdade uma professora falava sobre a queda do império romano, em 476. Disse que era um grande Império, com uma cultura forte, tecnologia e militarizada. O resultado foi as invasões bárbaras, o expurgo das pessoas para o campo, o estabelecimento do feudalismo, e por aí vai.

Mas uma aluna perguntou no meio da aula: "Professora, mas as pessoas que foram expulsas, e o conhecimento que elas tinham? Se perdeu?". Na hora ela disse que sim, que afinal o objetivo era a sobrevivência. Do que adianta saber fazer um iPhone se você não tiver o que comer. O desespero bate na porta, é impossível não pensar no seu bem estar antes de levar a cultura.

(anos mais tarde, graças a alguns livros sobre a idade média, eu descobri que não era bem assim, e na verdade a idade média é berço de muita cultura e conhecimento)

Será que existe a possibilidade nos tempos atuais, mesmo com tantas pessoas no mundo? Não sei, algum colapso militar, um conflito que cause muita desgraça, uma pandemia? Será que temos a chance de deixar todo esse conhecimento pós-greco-romano se perder no ar?

Algo pra se pensar.
Acho que os romanos não pensavam nisso. Eu também não pensaria.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog