quarta-feira, 30 de novembro de 2011

In tune - Parte I - Aquele que choca.

Noriko estava em uma praça, sentada conversando com um homem com uma câmera. Aparentemente um turista.

"...Sim. O melhor de Liège é esse clima, eu acho. Não se encontra em outros lugares da Europa algo assim. É um ar diferente... Não sei explicar! Primeira vez sua aqui?", Noriko questionou.

"Na verdade é a terceira. Minha esposa mora nas proximidades. Eu sou fotógrafo. Estou fazendo uma reportagem para um jornal da onde vim", o desconhecido afirmou.

"Da onde você é?", Noriko perguntou.

"Sou grego. Aliás, não nos apresentamos ainda. Meu nome é Albireo Gianopoulos. E você é oriental, não? Muito bonita!", disse Albireo.

"Ah! Sou Maki Yoshizawa. Moro aqui há alguns anos. Obrigada! O senhor também é bastante charmoso".

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O velho todo dia vinha conversar com Noriko naquela praça. Passou-se uma semana, mas eles pareciam se conhecer há anos. Até que Noriko o chamou para conhecer sua casa, tomar alguma bebida quente. O tal Albireo aceitou.

"Não tem namorado, Maki?", Albireo perguntou.

"Não... Prefiro não ter essa dor de cabeça", ela afirmou.

"Eu estou procurando um velho amigo. Se você já mora aqui faz tempo, pode eventualmente já ter visto-o na rua. Ele mora nas redondezas, mas com o tempo perdemos o contato...", Albireo mostrou uma foto tirada do blazer.

Maki arregalou os olhos ao ver a foto. Depois olhou para Albireo. Viu uma semelhança entre os dois. Seus olhos lacrimejaram e ela levou a mão à boca. Deu alguns passos pra trás enquanto Albireo avançava. Definitivamente ela parecia ter visto um fantasma.

"Noriko Yamamoto. Trinta e quatro anos. Alto escalão da inteligência japonesa, solteira, atual paradeiro desconhecido. Declara morar em Langley, Virgínia e ter contatos importantes. Mas aparentemente esteve envolvida há sete anos no expurgo de Arch ***********, considerado traidor por integrar um grupo revolucionário. Vim aqui porque preciso conversar com a senhorita", Albireo revelou.

"Você... Não pode ser! Você morreu há sete anos!", Noriko disse. negando com a cabeça.

Albireo tirou o chapéu e a peruca. Cabelos ruivos caíram no seu rosto. Noriko olhou com um olhar de estranheza, mas as feições do rosto mesmo assim eram idênticas. Ele estava sempre com uma maquiagem, ressaltando linhas de expressão e deixando-o com um ar de mais velho.

"Eu odeio essa galera que fica falando pelos cantos que sou 'irmão do traidor'. A verdade é que cada vez mais estou a cara dele... Pra não ficarem me enchendo o saco eu tingi o cabelo de vermelho", Albireo disse.

"Então você é... Nossa! Como você cresceu!", Noriko disse.

"Sim. Na verdade eu sou irmão mais novo dele, me chame de Al. Noriko, preciso que você me ajude. Por favor, sente-se. Tenho algumas perguntas pra fazer pra você".

terça-feira, 29 de novembro de 2011

AGE QUOD AGIS Tour '11 - Brazil


Acabou! Nossa, fim de semana puxado, eventualmente entrará pra listinha dos 10 mais da minha vida. Não apenas pelo acampamento (posso até falar depois sobre), mas sobre o show dos japoneses malucos do Dir en grey.

O maior problema foi ter chegado lá "só o caramelo". Estava exausto. Tiveram muitas atividades legais no acampamento com o grupo de jovens do meu templo, e na semana inteira não dormi muito pois comecei a fazer o bendito CFC (sair da Paulista ás 23h, chegar em casa no mínimo ás 00h30 e só pegar num sono mesmo ás 1h30 pra acordar daqui a pouco ás 6h).

Resumindo, hoje é terça e estou me sentindo como se estivesse no esgotamento de sexta. Mas ontem foi ainda pior, tive que dormir no almoço, depois dormir um pouco antes da aula e ainda dormi no ônibus o caminho inteiro. Motivo: no domingo o show foi em São Bernardo do Campo. Desembolsei 180 pilas pra pagar o táxi intermunicipal (ia ser metade... mas a lei permite ele cobrar mais), e chegar em casa ás 1h10. Tenso.

Mas e o show? Como estava cansado, os três energéticos de minutos antes não ajudaram muito. Deu nem três músicas e eu estava tonto de cansaço. Queria participar do bate-cabeça, mas nem estava me aguentando em pé, e estava com muita raiva disso.

Tirando isso foi bom. Kyo, o vocalista, está cada vez mais performático. Die, o guitarrista e Toshiya, baixista, continuam agitando a galera pra não ficar quieta (como se eles ficassem quietos...). Kaoru e Shinnya (outro guitarrista e baterista) continuam no canto deles, quietos. Acho que eles gostaram de tocar novamente aqui. Achei que no Maquinária o povo estava mais empolgado.

Só não curti porque eles usaram muito do repertório do DUM SPIRO SPERO, o último álbum do qual não sou muito fã. Gostei muito da setlist do Maquinária, gosto muito mais dos álbuns UROBOROS, Withering to death., VULGAR e The Marrow of a Bone. Mas ouvir a "Hageshisa to kono mune no naka de karamitsuita shakunetsu no yami" (vídeo acima) e até mazohyst of decadence foi demais.

Agora só entre nós: muita japonesa boazuda hein? Tá loco! Tinha uma japonesa alta atrás de mim, menina tava com o demônio no corpo, pulando, berrando, de shortinho, eu até tirei um sarrinho da empolgação dela. Mas tá certa! Tem mais é que fazer isso mesmo. Eu só fiquei puto mesmo porque estava passando meio mal. Mesmo assim foi bom pra revê-los tocando ao vivo novamente.

Mas que ela era muito gostosa, ah, isso era! E tinha uma amiga também que era um espetáculo.
Ai, ai... Eu e essas japonesas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

É domingo!


Estava revendo agora esse post, que fiz quando fui no primeiro show deles em terras tupiniquins. Foi no Maquinária Festival, em um salgado ingresso que também tinha incluso Panic! At the disco e Evanescence. Mas nem fiquei pra perder meu tempo com essas bobagens! Tudo tinha dado certo ao ver apenas o Dir en Grey. Lá. Ao vivo.

E domingo agora será o segundo show no Brasil, e o segundo com minha presença carimbada.

Eu sempre pensava que nunca iria vê-los ao vivo. Afinal é uma banda japonesa, que mal fala inglês, e as chances de vir pra cá, do outro lado do mundo, sempre achei que fossem ínfimas. Ainda bem que estava errado.

Não tenho motivos pra explicar mais ainda o porquê de gostar deles. Só ler aquele post.
Mas meu coração está a mil, só de pensar em vê-los ao vivo novamente. Cambada de japoneses malucos!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bisbilhotando.

No meu antigo trampo, na máquina que eu trabalhava, o carinha que trabalhava antes tinha deixado o e-mail, twitter logados com senha. E eu sem querer enquanto queria acessar o meu Gmail, acessei o e-mail dele. Achei interessante!

(agora meses depois posso falar como foi, haha!)

Antes de mais nada, certifique-se que fez o logout sempre que sair do trampo. #fikdik

Eu não zuei a conta dele, mas sempre dava uma olhada pra saber qual era a rolada. E achava engraçado. O cara era um moleque de 22 anos, dizia ser "autodidata" em tudo, e namora uma menina gatíssima. Bonitinha, magrinha, branquinha, belo sorriso.

No e-mail dele ele dava em cima de uma menina da faculdade. Achava isso engraçado, e como conseguiu levar a menina pra cama com praticamente apenas e-mails! (preciso aprender essa tática, rs)

E ele era umbandista também, o que mais recebia era convites dos mais variados locais religiosos. E acho que ele inclusive ouvia as músicas, pois o PC estava cheio de músicas dessa religião afro-brasileira.

Agora o mais engraçado foi um desabafo dele. Ele parecia ter comprado um carro, e se perguntava: "Cara, agora eu tenho um carro! Cadê as toneladas de meninas pra eu comer?".

Pois é. Cadê? Eu também pensava que um carro me traria muita mulher, mas depois disso, sei lá. Ou o cara é um perdedor, ou sei lá. Se bem que tinha um esquema com uma menina da faculdade, então não devia estar tão ruim. E a namorada dele era bem bonitinha.

Fodeu!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Trilhas sonoras de filmes. E da sua vida

Pra quem curte trilha sonoras de filmes, fica a dica: http://fabioscrivano.blogspot.com/

Blog de um camarada meu, muito completo, conta com raridades e reviews de OST de filmes. Vale a pena, principalmente pra um cara como eu que curte ás vezes muito mais trilha sonora do que o filme em sí, é um prato cheio.



Aproveitando a deixa, quando era "aborrescente" sempre ficava pensando qual trilha sonora seria a da minha vida. Bom, acho que minha vida não seria apenas um filme, seria acho que no mínimo uma trilogia. Depende, tem umas músicas marcantes aqui e ali, depende do momento.

Eu costumava eleger uma música pra cada paquerinha. A primeira delas foi You are not alone, do Michael Jackson. Depois sempre variou muito. Teve uma há alguns anos que a música Jewel, da Ayumi Hamasaki me fazia lembrar dela. E uma das mais recentes era Garota nacional, do Skank. Acho que dessa última eu até comentei recentemente.

Minha vida não seria um filme romântico, mas as que mais me marcam são as músicas no momento de paixão. Talvez sejam por conta das "luzinhas", né? Teve uma paquerinha que uma vez fomos jantar juntos e voltamos a pé no centro de São Paulo, e estava perto do fim do ano, e ficamos conversando sobre assuntos aleatórios, sob os LEDs natalinos. Aquela cena ficou muito na minha cabeça a música Linger (You know I'm such a fool for you...).

E de fato eu devia ser um "fool" pra ela, haha.

Teve uma que teve até rock japonês. Haha, foi divertido enquanto durou. A mais recente era Lovers. Não, ela não era oriental (até porque a música tem esse ritmo mas é cantada pela grande Kathleen Battle).

Será que continuo por muito tempo ainda elegendo músicas pra cada paquerinha?
Só o tempo dirá, haha.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Os elementos de cinema em Modern Warfare 2.

 

Não sou cinéfilo, e francamente sou bem desatualizado. Tanto pra cinemas quanto para games.

Mas é inegável que o segundo adotou muita coisa do primeiro. Muita coisa mesmo. Gosto de dar o exemplo de Modern Warfare 2, que por si só já é um jogo bem dramático, e com atuações épicas de... Meros personagens de CG. Mas mesmo assim, épico.

Digo isso porque quando fala de games, muita gente lembra de Mario, ou qualquer jogo desse gênero. O treco evoluiu, e evoluiu bastante. E fatura mais grana que o cinema já. Sem mais delongas, uma análise meio semiótica do que se vê em Modern Warfare 2.

Gosto do briefing. Explica o que está acontecendo no jogo (no caso, uma invasão russa em pleno território do McDonald's). Não é difícil de fazer, é simples, sem muito lenga-lenga e direto ao ponto.

Uma coisa do cinema é a imersão. Isso é essencial. Ok, jogo em primeira pessoa favorece ainda mais. Mas algo elementar do cinema é o escuro. Logo no começo da missão dá um fade escuro, aparece escrito o nome da missão (Wolverines!), quem você controla, que dia está, as horas... E pum! Você, num carro indo parar soldados que bebem vodka.

Isso é uma das características mais marcantes do cinema na minha opinião (só perde para a taxa fraca de frames por segundo, que é um charme, mesmo sendo do tempo das cavernas), esse escurecer onde você sai do seu mundo e entra em outro. Agora você não é mais você. Você é o soldado Ramirez e está com o cu na mão e vai dar um chute na bunda de comedores de louras gostosas russas junto com dez malucos.

Depois é tiro, não preciso explicar a imersão. Só acho que o game over te faz "acordar" e lembrar que é um jogo. Mas jogo é assim, tem que ter essa dificuldade, você tem que perder e depois ganhar.

Embora o final dessa fase não seja dos melhores, acho o início dela muito bom. Como final mais cinematográfico, destaco esse. Sim! Se passa no Rio de Janeiro. Tenso você ir pulando de laje em laje e cair, e acordar depois correndo desesperadamente pra escapar de vagabundo armado. Quer algo mais tenso? Difícil.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Uma mensagem budista.

Eu dificilmente falo da minha religião aqui, certo?

Hoje vou falar um pouquinho. Mas o que vou falar, embora tenha aprendido no budismo que pratico, acredito ser um conselho que vale pra qualquer um, de qualquer religião.

Vamos entender que, para estarmos aqui hoje, vivos e lendo esse texto que estou escrevendo agora, um longo caminho desde lá detrás teve que ser trilhado. Se hoje o ser humano existe, é porque dependemos um do outro. Dependemos do policial para nossa segurança, dependemos da cozinheira do restaurante, dependemos da faxineira caso contrário o banheiro fica sujo, entre outras coisas.

O ser humano depende da ajuda do outro. Devemos ser solidários com os outros para que um dia sejamos ajudados.

Porém, um comentário que muito vejo das pessoas é: "Cara, eu sou sempre certinho e só me fodo!", e de fato eu pensava isso também. Mas eu acho que, aqueles que são bondosos, eventualmente quando alguém dá uma mancada, temos que correr atrás do prejuízo, mas o importante é continuar fazendo o bem ao próximo.

E assim, juntos, construir uma sociedade melhor. Se os políticos não pensassem só no enriquecimento próprio, teríamos mais investimentos. Se as pessoas não pensassem que "eu tenho dinheiro e gasto como quiser" não teríamos pessoas bebendo e dirigindo, morrendo pelos cantos ou empobrecendo. Isso e entre outras coisas.

O homem já é um bicho um bocado egocêntrico. E a gente não ajuda alguém em muitos casos caso ela não necessite muito. Sei lá, alguém morrendo depois de ser atropelado. Veja bem como as pessoas se reúnem e param o trânsito quando alguém é atropelado.

A questão é, e se estendermos a mão antes? Budismo ensina isso.

Se o motorista do carro tivesse sido solidário e deixado a pessoa passar, por exemplo, teria acontecido tal acidente? O egocentrismo do ser humano é algo auto-destrutivo. Ele se corrói quando pensa só nele, e se pararmos pra pensar, somente estamos vivos aqui hoje pois muitas pessoas nos ajudaram. E devemos ajudar pessoas mais ainda do que fomos ajudados.

Solidariedade é a palavra. Fazer o bem ao próximo. Ajudar ao próximo sempre.

Algo assim. Não citei muito o budismo, e isso pode parecer óbvio para muitas pessoas, mas a ideia é essa.
Ajudar os outros, ser caridoso, não importa com quem, quando ou como.

domingo, 20 de novembro de 2011

In rhythm - Parte V - Aquele que desafia.

A catalunia sempre foi um local propenso para uma boa conversa. Al estava em pé numa calçada, em Sant Cugat del Vallès, com um cigarro na boca apagado e na outra mão um isqueiro que não funcionava. Tentava incessantemente acendê-lo, mas sem sucesso. Foi aí que uma chama o acendeu, vindo de um zippo dourado.

"Aqui está", o homem olhou para Al depois de acender o cigarro, "Eu era um fumante inveterado".

"Quem diabos é você? O que quer?", Al questionou, nervoso.

"Acalme-se, garoto. Um Lucky Strike nunca deve ser desperdiçado assim. Os senhores estão convocando a todos para uma reunião, e chamaram você. E caso você não dá, será considerado um desertor", o homem abriu o jogo.

Por um momento Al refletiu, encostou-se na parede, e viu que era apenas mais um cara pra lhe fazer cobranças do que deveria ser ou fazer. Tragou lentamente a fumaça e jogou o isqueiro velho no chão. Baforou no rosto do velho que estava na sua frente a fumaça do cigarro.

"Tô nem aí. Escapei de todas até hoje. Diga que, se os outros onze tiverem algo contra, que venham se ver comigo. Ninguém vai me dizer o que fazer", disse Al.

"Irmão do traidor, tem o mesmo sangue sujo...", Al o agarrou pelo colarinho e cerrou o punho.

"Não... fale... do meu irmão... na minha frente!", Al sussurrou lentamente enquanto mantinha o velho firme. Este, por sua vez, abriu um sorriso e mostrou um VHS que tirou do sobretudo.

"Venha comigo. Tenho algo para lhe mostrar".

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O VHS começou com barulhos de cidade, e nenhuma imagem. Cortou para uma avenida grande. Depois para uma rua movimentada, com bastante comércio. Pareciam ser câmeras de vigilância, mas com som? Dava pra ouvir as pessoas conversando.

Via um homem de capa preta se aproximando de uma lojinha. Na tarja de especificações do local da câmera indicada "Rue Saint-Gilles". Somente dava pra se ouvir ruídos, e então a gravação trocou de câmera, e mostrou o homem se aproximando da câmera. Al não acreditava no que via.

Foi aí então que ele congelou, pois o homem se aproxima do balcão e diz com sua voz inconfundível:

"O senhor tem alguma encomenda para o senhor Saint-Claire?".

Era Arch. Vivo.

Al ficou abismado. O cigarro caiu da sua boca, suas mãos tremiam. O velho apertou o stop e retirou a fita.

"São as câmeras de vigilância de uma loja em Liége...", o velho foi interrompido.

"Bélgica? Peraí... Você está dizendo que meu irmão está vivo e está na Bélgica?", Al questionou.

"E está para ser assassinado. Uma garota que atende por esses nomes está lá para mata-lo. Não descobri seu nome real. Preciso que traga-a pra mim o quanto antes, seu irmão foi descoberto e será morto", o velho mostrou a lista com cinco nomes.

O quarto nome da lista era "Noriko Yamamoto".

"E então, irmão do lendário Arch... Vai aceitar? Posso te dar mais informações se aceitar. Caso contrário...", o velho pegou a fita com a mão, acendeu o isqueiro enquanto aproximava um do outro lentamente. Al refletiu, e tomado pelo impulso tomou a fita do homem.

"Estou indo pro aeroporto agora. Vou chamar um táxi. Quero que conte o que sabe no caminho!", Al concluiu.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Modern Warfare 3

Mais games. Eu jogava mais quando era moleque, mas hoje virei uma pessoa chata que não joga mais nada. Eu queria manter esse lado mais molecão, mas não tenho mais saco pra videogames. Porém alguns me impressionaram bastante.

Sou fã declarado da série Call of duty. Em especial os últimos lançados. Joguei todos os Modern Warfare, e terminei o terceiro no último feriado.

É um jogo de tiro, de guerra, e por ser "Modern", ele mostra como seriam conflitos hoje em dia com a tecnologia dos exércitos atuais. Gosto da fala do Shepherd: "We are the most powerful military force in the history of man", e de fato deve ser. Não apenas pelo equipamento dos exércitos atuais, mas pelo treinamento também. Aquelas cenas de guerras medievais de milhares contra milhões hoje em dia pode se resolver em sete carinhas bem treinados contra milhares. O BOPE tá aí pra provar isso, e não duvido.

Melhor ter sete carinhas treinados capazes de matar 400, certo?

Modern Warfare 3 achei ótimo. Mas o nível do jogo acho que cai. O primeiro ato é MUITO bom. Já o segundo e o terceiro caíram um pouco o nível. Você controla dessa vez o Yuri, ex-Spetsnaz, e tem o Price e o Soap de volta. Eu gostava do Roach e do Ramirez do 2. E tem o Frost, do exército gringo, também controlável. Mas dessa vez ao menos eles têm cara, não é igual o Joseph Allen, Roach e Ramirez que não têm rosto mostrado durante o game.

Pra que não conhece, o tal Modern Warfare 2 é aquele jogo que criou polêmica por ter duas fases que se passam no Rio do Janeiro. Com direito a traficantes gritando (em português! Sensacional!), favelas, muito tiro, civis e tal. Elas são logo no começo e, acredite: são MUITO difíceis. Mas se você viu Tropa de Elite e usar das dicas do Capitão Nascimento você sobrevive. Termina a fase todo fudido e ensanguentado, mas termina.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Diário de Fotógrafo #11 - Auto-retrato

Várias fotos eu tirei com meu celular de mim mesmo. Eu tenho um álbum no Facebook só com fotos de auto-retratos, mas aqueles lá são com a minha Nikon D60. Já que vou me despedir em breve desse meu Galaxy Lite (aleluia!), vou prestar aqui uma "homenagem" a ele postando fotos que ele registrou durante esses quase dois anos.

Vamos dizer que fiz isso por apenas uma questão de ego, hehe.







terça-feira, 15 de novembro de 2011

Evangélicos xiitas.

Cada vez mais o movimento evangélico pentecostal ganha força no país.

Moro num lugar bem perifa, e o que não falta são essas igrejas novas, de esquina mesmo, com os mais diferentes nomes. Estava lendo esse artigo esses dias e, embora eu tenha minha religião (budista) e acredite também em Deus e nos ensinamentos do Jesus nazareno, não censuro quem é ateísta. E não devemos mesmo.

O relato da Eliane Brum é algo que me impressiona. O Brasil é cada vez mais evangélico, e evangélicos ás vezes parecem árabes xiitas. Não aceitam nem tampouco quem seja diferente de sua religião, ou mesmo quem é homossexual.

O conceito de "unidade" do ser humano é algo muito questionador durante toda a trajetória da humanidade. Os gregos pregavam muito isso, diziam que uma sociedade perfeita seria uma sociedade onde todos fossem iguais. Vestissem a mesma roupa, os prédios fossem todos iguais, as casas fossem similares. Isso existe forte até hoje, a moda está aí pra ditar tendências, a mídia molda nossas opiniões e comportamento, tudo existe aí pra nós não sairmos do padrão. Normal. Isso é uma identidade de um povo.

É um mal necessário. Seguir um padrão da maioria acaba sendo imperativo. Imagina se eu saísse por aí barbado, fedendo, sujo e com roupas rasgadas? Nenhuma garota iria pra cama comigo, tampouco alguém me olharia no rosto.

O conceito de individualidade deve ser dentro do espectro do que é aceitável socialmente.

Por exemplo, não ter religião (ao menos hoje em dia) é algo aceitável. Você não está matando, nem roubando. Apenas abre mão de ter uma crença. E mesmo que isso influenciasse mais pessoas, é opção sua ser influenciado ou não. Minha última garota era umbandista. Imagino o dia que eu fosse apresentá-la para meus pais, especialmente minha mãe, evangélica. Na visão dela, acho que seria melhor até que a garota fosse ateia, hehe. Tadinha, ela é uma boa pessoa. =)

Acho que o que eles mais devem aprender é que você pode não aceitar algo, mas tem que aprender a respeitar. Eu não aceito um monte de coisa, e francamente, se eu fosse citar meus preconceitos aqui daria uma bíblia. Mas eu respeito. Respeito quem curte Restart, respeito quem gosta de Luan Santana, respeito quem gosta de funk.

A gente só pode cobrar respeito dos outros se a gente dar o exemplo primeiro, acredito.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

As luzes da Paulista

Pra quem não sabe, consegui um novo trabalho. Pra um cara que já trabalhou no Campo Limpo, Itaim Bibi e Brooklin, o "glamour" agora é o da Bela Vista, nome do bairro onde passa a avenida mais turística da cidade: a Paulista. Esse é um texto pequeno pra quem não mora aqui saber um pouco.

Conheço algumas pessoas que moram perto da Paulista, e o comentário é unânime: todos vêm com pintinho duro dizendo que sente-se como estivesse morando em Nova Iorque. Eu quando era adolescente gostava muito da Paulista, mas depois desencantei. Eu desencantei pois o problema da Paulista é que ela, por ser a avenida símbolo da nossa cidade, tem direito a regalias imbecis que outros lugares não tem. A Paulista não é lugar de gente rica, é lugar de gente pop. Não "povão", mas gente "pop".

Por exemplo, existe um número imenso de policiais, 24h por dia. Fiquei abismado pois existem até uns que andam de bike! WTF? Agora entendi porque qualquer roubo de carteira na região vai parar no Jornal Nacional.

Sempre visitei muito o MASP, mas demorei a acreditar que existia um parque na frente. Não sei se consigo chamar o Trianon de parque, acho melhor chamar ele de "um quarteirão com árvores". Passo por ele todos os dias. Se a Paulista é Nova Iorque, ter um quarteirão uma réplica do Central Park faz sentido. Proporcionalidade é preciso.

Digamos que o que mais se assemelha com Nova Iorque seja o fato dos motoristas te respeitarem quando você quer atravessar a rua. Ok, isso é algo atual, de fato, mas pelo vida inteira andando na Paulista, antes posso dizer que já era meio assim, por mais estranho que isso soe aos ouvidos.

E por fim, Natal chegando, pena que tem horário de verão que atrapalhe a diversão de ver as luzes natalinas. Só depois das 20h, e saindo ás 18h, eu não vou ficar duas horas parado esperando uma centena de LEDs ligarem. Ou sim, sei lá. Ficaremos no aguardo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Spin-off - Aquela que amarga. Aquele que adocica.

"Eu não aceito... Não aceito que você tome as decisões como essas sem me chamar!", Émilie disse, elevando o tom de voz.

"Querida, calma, não precisa falar tão alto, estão todos olhando pra gente!", Arch disse, sem jeito, tentando acalmar sua esposa, depois prosseguiu, "Se quiser, vamos conversar em casa. Desculpa! Você sabe que isso é tudo o que eu queria".

Os dois continuaram a discussão, porém em alguns minutos Émilie não aguentou mais, bateu na mesa com força, empurrando-a, derrubando tudo o que tinha. Saiu andando até a saída, enquanto Arch permanecia sentado no mesmo lugar, cabisbaixo. Pegou um táxi e foi embora.

Mais ou menos uma hora mais tarde, Arch tocou a campainha de casa. Estava sem as chaves, pois estas estavam com a Émilie. Ela espiou pelo olho mágico, e viu seu namorado do outro lado, sorrindo e pedindo desculpas.

"Não... Não te desculpo!", ela disse, teimosa e... Manhosa.

"Vamos, amor... Eu juro que vou te contar tudo. Sim, sim, sei que uma decisão dessas era melhor a gente tomar junto, mas tenho algo que irá justificá-la, prometo!", Arch disse, sem jeito e sorrindo.

Aquele sorriso de Arch era sedutor pros olhos de Émilie. A francesa não sabia que tinha, se era o balançar da cabeça, o olhar, as risadinhas que ele dava depois ou o charme. Foi aquele sorriso dele que a conquistou, e foi o sorriso dele que a fazia se apaixonar mais e mais vezes por ele, todos os dias. Arch provavelmente não sabia. Ou se sabia, fingia não saber.

"Émilie, lembra de quando nos conhecemos? Eu achava você tão séria, mas hoje, olhando bem, acho que você é mais que perfeita pra mim. Nós crescemos juntos, somos felizes, e não estou mentindo se eu dissesse que você é a pessoa mais importante pra mim", Arch começou. Enquanto falava ouvia os trancos da porta abrirem, e Émilie abrir apenas uma fresta, olhando-o com as mãos pra trás e sorrindo a cada término de frase.

Arch prosseguiu:

"Meus pais sempre foram duros comigo. Eu sempre fui sozinho de boa, mas acho que chegamos a um ponto em que simplesmente não consigo mais viver sem você. Eu nunca pensei em me relacionar com nenhuma garota antes, até encontrar você. Você trouxe algo pra mim que nenhum livro, nenhum professor, nenhum dinheiro, nada pode trazer", Arch concluiu.

Quieto, mostrou que escondia um grande ramalhete de flores, e entregou pra Émilie. Ele apontou no meio das flores pra ela ver algo, mas já era tarde. Émilie pulou nos seus braços, e minutos depois os dois já estavam no sofá mesmo fazendo amor como se não houvesse amanhã.

Depois do êxtase, os dois ficaram olhando pro teto. Arch foi devagar até as flores e tirou de lá uma caixinha.

"Você foi tão rápida que nem me deu tempo de mostrar isso que apontei", Arch abriu a caixa. Um anel dourado de noivado.

Émilie ficara sem palavras. Tão nova, casada? Mas ela sabia que era Arch. E vice-versa. Um pedido de casamento, naquele momento, nús depois de fazer amor?
Seria bem a cara de um casal de uma donzela salgada de um rapaz doce. A garota do queijo havia encontrado o rapaz da goiabada.

Um casal diferente da maioria. Um casal único.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

In rhythm - Parte IV - Aquele que trabalha em equipe

"Nós éramos um grande time. Mas mesmo com Arch sendo nosso líder, tínhamos nossos segredos pessoais. Muitas pessoas conviveram com seu irmão, Al. Mesmo com sua morte precoce, ele tinha uma mentalidade muito superior. Era o mais novo, mas mesmo assim era nosso líder e mais capacitado", Lucca reiniciou.

Nas últimas conversas Lucca estava cada vez mais debilitado. Tossindo forte, reclamava de constantes dores no peito. Mas mesmo assim continuava, não queria parar a história.

"Arch se revoltou e pensou que poderia fazer algum tipo de justiça. Poucos dias depois ele conheceu um jovem juiz espanhol, acho que o nome dele era Sandro Dueñas. Dizem que tinha ligação com a Interpol, e era especialista exatamente em capturar oficiais de leis corruptos ou anti-éticos. Os dois começaram a trabalhar juntos, não sei da relação deles, mas acredito que se tornaram bons amigos", Lucca prosseguiu.

"Sandro Dueñas... Onde ele está? Na Espanha?", Al questionou.

"Não. Ele foi morto numa emboscada, onde no laudo oficial acusavam ser um latrocínio. Porém, tudo foi armado por uma 'vontade maior'. Ele era o sistema dentro do sistema que lutava contra o próprio. Ele orquestrou um grande grupo com pessoas de diversos países para exatamente combater esse tipo de corrupção que não devia existir dentro da organização que mais defendia a justiça", Lucca parou por um momento, pegou um copo de água para atenuar a grave tosse e prosseguiu:

"Por essas e outras Arch tinha uma jornada dupla. Ele só foi me contar muito mais tarde sobre isso. Só conheci uma pessoa que era da trupe dos revoltados com ele, com a qual tive um relacionamento amoroso inclusive. Seu nome era Noriko Yamamoto, uma nipônica."

"Ela também está morta?", Al questionou.

"Não. Está em Langley", Lucca afirmou.

"L-Langley? Você disse... Langley?", Al ficou abismado.

Lucca continuou contando várias outras coisas. Arch era uma pessoa amada também pelos seus amigos, que permaneceram fiéis a ele durante toda a vida. Eles eram um time muito forte, a inteligência, a justiça, independente do lado em que estava. Ele não ligava para honrarias, dinheiro ou nome. Lutava pelo que acreditava ser correto. E isso era o suficiente para ele.

"Sandro Dueñas era amigo de infância da Émilie. O encontro com Arch não foi por acaso! Émilie arquitetou tudo, e depois virou tudo contra ele, acusando-o de uma traição que nunca existiu. Ou se existiu, era uma traição em prol de um bem maior. Seu irmão foi imbatível e um verdadeiro herói. E faz muita falta, foi a única pessoa que eu chamei de 'amigo' em vida. E agora... Está morto", Lucca concluiu.

Nesse momento algumas lágrimas caíram do rosto de Al. O orgulho que tinha do seu irmão era mais forte ainda agora. Estava se levantando para ir embora, e o estado de saúde de Lucca só piorava.

"Vou para Langley. Preciso encontrar essa Yamamoto. Tenho algumas perguntas para ela", Al afirmou.

"Não, ela está muito perto. A senhorita Yamamoto não está na Virgínia", Lucca disse.

"Não? Está aonde então?", Al questionou, arqueando as sobrancelhas.

"Está na Bélgica. A Noriko está atrás da cabeça da Émilie", Lucca fechou o assunto.

Dois meses depois Lucca foi internado com pneumonia avançada. Ele não resistiu e faleceu ainda em 1995.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Entre andanças e devaneios.

Essa estória já tem um tempo.

Ela tinha o hábito de colocar os joelhos em cima das minhas pernas quando estávamos juntos. Nada contra. Era apenas uma característica.
E a gente ficava assim, conversando. Uma vez ela me mostrou um álbum de fotos antigas. Foi aí que a gente começou a se conhecer melhor.

"Olha, essa sou eu e a minha irmã, crianças", ela disse, apontando na foto.

Ela dizia que eu parecia os primos dela, já que tínhamos a mesma idade. Logo, ela tinha dificuldades de me ver como um namorado.

"Meus pais sempre me desprezaram. Quando passei na faculdade eles não disseram nada, parecia que eu estava fazendo apenas minha obrigação", ela iniciou.

"Mas e a sua irmã?", perguntei.

"Já a minha irmã parecia que ela tinha mais méritos que eu, afinal ela tinha conseguido entrar numa faculdade que era até mais fácil de entrar do que na minha", ela prosseguiu.

Dizia que gostava do fato de eu não beber, na época. E de fato não bebia, eu não tinha desandado ainda. Sinceramente ainda me questiono se eu bebo a ponto de dizer que realmente bebo. Mas, enfim, questões superficiais.

"Eu na faculdade bebia muito. Eram festas e mais festas, baladas e mais baladas. Eu me apaixonei por um professor na época. Eu era muito infantil, boba, meu mundo era muito limitado".

Mas parecia que ela mesmo já crescida, mais velha, continuava a cultivar esse lado mais infantil, inocente até. Não entendia essa dualidade, e francamente, as manhas enchiam o meu saco. Mas ao mesmo tempo era interessante ouvir as estórias da vida, dos caminhos que levaram, os elogios e tudo mais. Um dia ela terminou tudo, mas me olhou nos olhos. Foi corajosa, expôs, e não pude negar. A gente não daria certo. Mesmo.

domingo, 6 de novembro de 2011

"Você vive bem sozinho".

"Consigo ver a sua aura. Ela é grande, brilhante.
Dá pra ver que você tem luz".

Ela apareceu. Assim, do nada.

E ficamos juntos. Que sensação era essa? Acho que quando amamos temos medo. Eu a todo momento imaginava que tudo poderia acabar. Deve ser neura de outras garotas. Vivemos numa sociedade líquida, trocamos pessoas com a mesma facilidade que trocamos de calças. Tudo depende do "momento".

Todos os momentos em que estávamos longe eu ficava nessa pequena paranóia. Porém a mesma sumia quando a encontrava, quando segurava na sua mão, ou quando via nosso reflexo, juntos, abraçados, de mãos dadas. Aquela sensação boa de sentir o seu cheiro doce, de quando nossos lábios se tocavam, nossos braços ficavam juntos.

Uma felicidade. Eu estava provando novamente aquilo que já fazia tanto tempo que não provava.

Pathos vem do grego. Para muitos significa "doença", mas existe outro significado. Significa "algo que não pode ser controlado" também. Era aquela saudade, aquela vontade de estar ao lado de alguém, ter uma boa pessoa pra estar do seu lado, desabafar, aconselhar e ajudar juntos a crescer.

Pathos é paixão.

Sem controle. Era assim, um sentimento puro e ingênuo. Todas as vezes que olhava em seus olhos dourados sentia que poderia ajudar, que não queria ser apenas mais um. Que queria ser especial. E que ajudando-a, eventualmente ela poderia me ajudar. E que ficaríamos juntos. E a sua felicidade seria a minha felicidade.

De alguma forma, embora seja totalmente diferente sua personalidade, ela me lembrava "ela".



E como era esperado, ela terminou tudo.

Nós não daríamos certo. E ela dizia propor esses desafios pois ela não é uma pessoa para qualquer homem. Fiquei triste, claro. Gostava dela. Sério. Achava uma boa pessoa. Amável, amiga, companheira. Era aquilo que buscava numa mulher.

Mas algo que ela disse me deixou marcado.

"Você vive bem sozinho".

Não no sentido de que sou muito sozinho. Mas que sou uma pessoa que vive bem sozinha.

Será que sou mesmo? Eu a vida inteira fui sozinho. Tive que ser assim. As pessoas não queriam me ajudar, diziam desde criança: "Se vira moleque, você não é quadrado!".

E foi assim quando eu queria crescer pra alcançar o interruptor do banheiro.
E foi assim quando eu tirava notas ruins na escola e depois tinha que me virar.
E foi assim quando eu disse que queria tomar minhas decisões da vida sozinho, pois não queria que ninguém se metesse nas minhas escolhas.
E foi assim quando no TCC, nos trabalhos onde tinha que carregar tudo sozinho, .

Mas e esse desespero?
O tempo vai passando e vou vendo que a única pessoa que sempre pude contar era eu mesmo. Era somente eu e eu mesmo. A vida inteira. Mas... Até quando serei forte desse jeito?

Todos tem um companheiro. Mas a minha companheira sempre foi "eu". Porque tinha que ser assim. Não fui criado pra ser dependente. Para ser assim tem que ser forte. E arrancar forças da onde?

Fiquei refletindo.
Existem males que vem para o bem. Mas será que as coisas tem que ser tão duras?

sábado, 5 de novembro de 2011

Budweiser



Cerveja de massa americana. É a Skol de lá. Cerveja vagabunda, com sabor de mijo.

Mas ao contrário da nossa Skol com seu gosto ferroso e difícil de descer redondo, a Bud é limpa. Tão limpa que parece que você não bebe nada. Se duvidar, qualquer um diria que nem mesmo álcool tem. Parece que já é fabricada em Jacareí.

A vagabunda deles dá de dez a zero na nossa vagabunda. Vagabunda americana é outro nível. Embora seu sabor não seja acentuado ela é muito, muito, muito refrescante. Eu experimentei numa barraquinha de churrasco de uma senhora koreana ali na feirinha dominical da Liberdade, aos domingos.

O rei das cervejas! Vale dar uma provada.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Será que se desejamos tanto o mal a outrém assim?

Lula está com câncer. E aí todos lembraram dessa clássica fala dele, há um bom tempo.

Eu gosto de pessoas que questionam. Independente de são movidos por revolta, por revolução ou por quaisquer outros motivos. Pode até ser um fã de Justin Bieber que reclama de alguém que xingou seu ídolo. Tá valendo.

Acompanho o canal do Daniel Fraga, gosto bastante de coisas que ele fala, em grande parte são interessantes. Somente não gostei muito desse vídeo onde ele deseja o mal publicamente ao carismático ex-presidente.

A questão não é política, ou religiosa, mas estamos falando de um ser humano. Seja ela quem ele seja. Estamos numa época onde infelizmente pregamos a individualidade, metemos o pau, não estendemos a mão a uma pessoa caída no chão ou pior: Fazemos igual a garotinha chinesa que foi atropelada duas vezes e ninguém se prestou a ajudar.

Cada vez mais perdemos esse sentimento humano, que não tem nada a ver com religião ou costumes éticos. Se estamos aqui hoje é porque lá atrás alguém estendeu a mão a alguém pra ajudar. Seja dando um emprego, seja ajudando num momento em que passou fome, ou seja apenas porque foi com a cara da pessoa.

Fico triste quando vejo isso pois, independente de ideologia, de partido, ou de qualquer coisa que seja contra nosso arbítrio, estamos falando de uma vida, e filhos que vão chorar a morte de um pai, amigos, irmãos, familiares. Deveríamos prestar solidariedade não apenas a ele, mas a todas as pessoas que também têm esse mesmo mal e lutam contra o câncer dia após dia, pois é uma doença terrível, que já matou sem dúvida alguém em cada uma de nossas famílias.

Será ele apenas um reflexo do que o que na realidade nos tornamos? Seres mesquinhos que além de não desejarmos a melhora, desejamos a morte de outrém?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mais uma demissão, sem namorada e crises.

Nem só de pão vive o homem! E nem só de alegrias.

Na terça passada veio o anúncio de que não trabalharia mais no local onde estava. Demissão. Veio de uma forma normal, e curiosamente na noite do anúncio eu sonhei com algo assim.

Já na noite do dia 23 pro dia 24 a garota com quem estava ficando pediu "um tempo". Terminou comigo o que sequer havíamos tido tempo de começar. Pra ser sincero eu estava até feliz, deu até pra alterar o status do Facebook (muita gente ficou feliz com isso! Obrigado!). Sentia eu que poderia ser o começo de algo. Mas não foi.

E pra variar, na quarta pego uma gripe ferrada. Deu até dores no peito, fiquei com medo.

Bom, não sou de ficar lamentando pelos cantos, mas se for contar a quantidade de coisa não muito legal que aconteceu, daria um grande post. Mas estranhamente não estou em desespero. Quem me conhece sabe, nem precisa ir muito longe no tempo pra saber o quanto já sofri, seja com garotas, seja com emprego.

E já estamos entrando em novembro. Dentro de algumas poucas semanas já será dezembro, e um novo ano virá. Já estou vendo gente dizendo que foi mais um ano perdido pra eles, mas fico pensando, em todos os anos que passaram, se continuarei com essa dedicação, curiosidade e mesma empolgação.

Se conseguirei arcar com essas coisas e tentar não fazer minha vida entrar num tédio.

Sério! Escrevo num blog regularmente há seis anos. Há seis anos é possível ver o que pensava, fazia, como agia em diferentes tempos. É quase um namoro indo pra noivado. Provavelmente como eu pensava há seis anos não tem nada a ver com o que eu penso hoje, e provavelmente daqui a seis anos será mais diferente ainda.

Mas acho que crescer faz parte desse empenho. Se hoje estou nessa situação, e não me joguei de nenhuma ponte e consigo arcar com responsabilidades, acho que continuo até que bem. Obvio que a gente fica triste, sem ter o dinheirinho do mês ou ainda sem ter uma garota pra dar uns amassos. Mas tem tanta coisa que aconteceu de bacana nesse ano!

Não foram apenas coisas ruins.

Vamos manter a cabeça erguida e seguir em frente. Um dia a gente chega lá. =)
E o clima natalino começa a bater na porta... Jingle bell, acabou o papel...

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