terça-feira, 15 de novembro de 2011

Evangélicos xiitas.

Cada vez mais o movimento evangélico pentecostal ganha força no país.

Moro num lugar bem perifa, e o que não falta são essas igrejas novas, de esquina mesmo, com os mais diferentes nomes. Estava lendo esse artigo esses dias e, embora eu tenha minha religião (budista) e acredite também em Deus e nos ensinamentos do Jesus nazareno, não censuro quem é ateísta. E não devemos mesmo.

O relato da Eliane Brum é algo que me impressiona. O Brasil é cada vez mais evangélico, e evangélicos ás vezes parecem árabes xiitas. Não aceitam nem tampouco quem seja diferente de sua religião, ou mesmo quem é homossexual.

O conceito de "unidade" do ser humano é algo muito questionador durante toda a trajetória da humanidade. Os gregos pregavam muito isso, diziam que uma sociedade perfeita seria uma sociedade onde todos fossem iguais. Vestissem a mesma roupa, os prédios fossem todos iguais, as casas fossem similares. Isso existe forte até hoje, a moda está aí pra ditar tendências, a mídia molda nossas opiniões e comportamento, tudo existe aí pra nós não sairmos do padrão. Normal. Isso é uma identidade de um povo.

É um mal necessário. Seguir um padrão da maioria acaba sendo imperativo. Imagina se eu saísse por aí barbado, fedendo, sujo e com roupas rasgadas? Nenhuma garota iria pra cama comigo, tampouco alguém me olharia no rosto.

O conceito de individualidade deve ser dentro do espectro do que é aceitável socialmente.

Por exemplo, não ter religião (ao menos hoje em dia) é algo aceitável. Você não está matando, nem roubando. Apenas abre mão de ter uma crença. E mesmo que isso influenciasse mais pessoas, é opção sua ser influenciado ou não. Minha última garota era umbandista. Imagino o dia que eu fosse apresentá-la para meus pais, especialmente minha mãe, evangélica. Na visão dela, acho que seria melhor até que a garota fosse ateia, hehe. Tadinha, ela é uma boa pessoa. =)

Acho que o que eles mais devem aprender é que você pode não aceitar algo, mas tem que aprender a respeitar. Eu não aceito um monte de coisa, e francamente, se eu fosse citar meus preconceitos aqui daria uma bíblia. Mas eu respeito. Respeito quem curte Restart, respeito quem gosta de Luan Santana, respeito quem gosta de funk.

A gente só pode cobrar respeito dos outros se a gente dar o exemplo primeiro, acredito.

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