terça-feira, 31 de janeiro de 2012

"Eu não falo russo".

Existe uma antessala no departamento de imigração no KLIA que é reservada aos "supostamente perigosos", pessoas cuja ficha tenha dado algum problema. É chamada de sala branca, onde absolutamente tudo é branco e muito claro: paredes, cadeiras, porta. Nenhuma janela presente. A ideia é que seja um forte. Uma vez lá dentro, sem saída.

E lá estava eu, sentado numa cadeira branca e gelada feita de metal, uma mesa igualmente gelada, um pequeno duto de ar condicionado resfriava a sala parecendo um freezer frigorífico. Eu gosto de frio, mas aquilo era demais.

Um homem entrou na sala, com uma ficha em mãos.

"Ora, ora, o que temos aqui. Parece que existem três pessoas com a mesma digital que a sua. Você andou fazendo muita merda por aí, hein garoto?", o homem disse, com cara de asiático, mas muito forte. Portava uma arma na cintura e uma camisa rosada com bastante suor, "Quem diabos é você? Alguém servindo a MSS? Aqui diz que você é russo".

"Sou britânico. Mas nasci em Volgogrado", respondi.

"Говорите ли вы по России?" ele perguntou.

"Я не говорю по России...", respondi eu, dando uma risadinha no final. Ele veio pra cima de mim com a mão fechada e me deu um soco.

Difícil descrever como é levar um soco na cara. Dá uma tontura, além de uma dor desgraçada. Senti até um zumbido no ouvido. Parece que o mundo apaga e você acorda tonto no chão. Ruim demais.

"Engraçadinho...", ele disse, me puxando pelo pescoço. Quando senti meu corpo se levantar acordei, num baque.

Tudo escuro.

Olhei pro lado ela estava deitada, dormindo.

E eu lá, sem ar, e assustado.

Foi apenas um sonho.

Deitei de novo e fingi que nada tinha acontecido. Mas que doeu, ah... Doeu muito.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Irmãos de alma.



Bom, nós não somos irmãos de verdade, mas acho que depois de tanto tempo acho que merecíamos uma homenagem na altura da nossa grande amizade! =)

Soul Siblings Version

sábado, 28 de janeiro de 2012

Com uma "caixa d'água" só.

Uma das atrizes que eu mais gosto é a Alessandra Negrini. Sou apaixonado por ela. Claro que tem outras, mas ela é uma das dez mais. E aqueles peitos? (uai! Vou mentir?) É como assistir o Jornal da Band com a Ticiane Villas Boas. As notícias ficam em segundo plano, o que vale é o colírio.

E fui ver o filme apenas pela Alessandra Negrini, vou admitir. Mas me surpreendi com uma grande produção feita pela Black Maria, com direção de Afonso Poyart. Grande roteiro, com reviravoltas e mistérios, mas, diferente de Inception, você não precisa ver quarenta vezes pra entender. Muitíssimo bem bolado nessa parte. Outro aspecto interessante é a edição e a produção. Ele tem um aspecto de filme geek. Animações, rascunhos, um filme que nega a estética comum, parece meio "hipster".

Mas eu não vou fazer uma resenha do filme porque eu NÃO achei ele um filme bom, embora eu tenha gostado (hã?). Digo, não é genial, tem sacadas boas, mas é como Kill Bill. A gente adora, mas, cá entre nós, é uma merda se for levar em conta os BONS filmes de verdade.

Quero falar de estética, e como isso está ajudando a amadurecer não apenas o cinema, mas todas as artes relacionadas ao audio-vídeo no país. Digo isso como designer, uma opinião minha. Vamos lá:

Acho que o cinema tem muito a ganhar se arriscar mais. E os que arriscam sempre são os que não tem nada a perder. Vide novelas, sempre são o mesmo roteiro, só muda que uma apoia determinado grupo social ou faz campanha em prol de doação de órgãos. Tirando isso, sempre são iguais. Houve algumas tentativas, por parte da Record, de fazer umas novelas com explosões. Mas não rola, o povo que assiste novela é como meus pais, não querem ver nada muito diferente do que eles vêem há 30, 40 anos.

A HBO fez seriados excelentes, como Alice. É puramente experimental, roteiro, atores desconhecidos, temas dificilmente abordados, erotismo (afinal as pessoas não fazem sexo? Isso é natural, gente!), enfim. Experimentação. Teve quem curtiu? Eu fui um deles.

A Globo tenta também. Capitu foi um dos seriados mais bem produzidos. Acho que virou uma referência também. Com o poder que ela tem em mãos poderia fazer experimentos como Capitu mais vezes.

Vejo em 2 coelhos a mesma coisa. Quem produziu ele foi a Black Maria, uma produtora fudida do Brasil que faz... Comerciais. Se aventuraram em fazer filme e deu certo, e muito. Ficou um filme com uma linguagem diferente da usada como padrão na arte do cinema. Vale como referência também.

Outra coisa que gostaria de falar é que um tema abordado num filme reflete muito do que a sociedade vê. O filme trata basicamente de dois tipos de bandidos: os políticos de um lado, e os que te assaltam nas ruas do outro. Todos eles te roubam, diretamente ou indiretamente.

Pessoas adoram criticar Tropa de Elite porque mostra tortura policial, mas são daqueles que se pudessem iam matar bandido pela desculpa do "direitos humanos". Outros criticam Cidade de Deus mas não fazem nada para acabar com as favelas e dar moradias dignas.

Se o cinema brasileiro parece um faroeste é porque a nossa sociedade infelizmente é assim. Não temos segurança, uma diferença social gritante, poucas pessoas com direito a oportunidades e muitas das que não tem optam por caminhos mais fáceis. Simples.

Filme não pode mostrar bandido se dando bem no final porque isso seria uma eventual apologia ao crime. Por isso, embora mostre a ascensão deles, eles sempre vão morrer no final. E com o 2 coelhos não é diferente. Queria saber que dia que vão mostrar um filme onde o bandido se dá bem no final. Pode ser um anti-herói estilo Batman, que busca justiça com as próprias mãos, mas deixe de tabu social e mostre o que também acontece.

Cinema tem essa missão de discutir e mostrar a realidade nua e crua. Pode ser difícil de engolir? Eventualmente. Mas traga pipoca e refrigerante... Muito refrigerante!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Crise.

18h27

"Então é só isso que você tem pra me mostrar?", eu disse, guardando os papéis de volta no envelope.

"Sim... É um momento delicado. A qualquer momento a Crise da China pode tornar-se real. Um cataclisma sem precedentes nos aguarda", o velho disse.

Fiquei parado olhando pra ele. Sentei-me relaxado na poltrona. Olhei pro teto. Ouvia aquela barulheira ao meu redor. Pessoas me encarando (talvez por conta do cabelo, que naquele momento já estava todo desgrenhado). Eu não sabia o que dizer. Na verdade eu sabia, mas estava apenas pensando numa maneira melhor de falar.

"Eu sou um mero designer, vocês estão procurando a pessoa errada", respondi, sério.

"Posso considerar isso como uma negação?", ele perguntou.

"Vocês têm pessoas mais jovens e mais capacitadas do que eu. Se eu voltar, a senhora Elizabeth nunca vai me perdoar. Se eu estou aqui hoje conversando com você é porque devo tudo a ela. Ela que me ajudou naquela hora em que vocês queriam o meu sangue e minhas tripas", concluí.

O conteúdo do envelope era o de menos. Eu havia renegado tudo. E nada me faria voltar atrás. Nada.

"Levam meu irmão e a minha esposa. O que diabos vocês querem mais? Agora que encontro um pouco de paz nessa vida. Pode procurar outro. Estou fora.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

São Paulo, eu te odeio.

Ontem foi seu aniversário. Eu não queria falar mal de você no seu aniversário, mas hoje eu vou falar.

Eu te odeio de todo o âmago da minha alma, sua cidade de bosta.
Eu quando era adolescente me achava o máximo por morar nessa cidade. Tinha raiva de quem falasse mal e achava a cidade linda. Foi aí que o tempo foi passando e eu conheci outras cidades.

E minha visão do que era "belo" mudou.

Dizem ser a cidade do trabalho, pois viramos verdadeiras maquininhas e não vemos o dinheiro (já que os impostos comem tudo), pagamos R$6,00 numa cerveja onde na cidade do lado pagamos R$1,50. Temos que encarar ônibus onde nem se consegue entrar, engarrafamentos constantes por conta da sua falta de planejamento urbano e o sono. Ahhh, o sono. São Paulo não deveria ser conhecida como a "cidade que não dorme", mas sim como a "cidade onde não se dorme", seja pelo barulho dos carros vinte e quatro horas por dia na rua ou pelo fato de termos que levantar muito cedo e nos desgastarmos com viagens de duas horas pra ir e duas para voltar, ou qualquer coisa do gênero.

Encaramos baladas pois nos sentimos carentes. E muitas vezes quando estamos lá não vemos a hora de ir embora. Por mais que beijamos ou levamos alguém pra cama, aquilo fica frio, desinteressante, vazio.

Fazemos "uma social" com as pessoas do trabalho e vamos para o bar juntos. Um mês depois saímos do trabalho e nunca mais falamos com tal pessoa.

Eles querem produção! Produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza, produza,
produza, produza, produza,
produza, produza, produza,
produza, produza, produza,
produza, produza,
produza, produza,
produza, produza,
produza,
produza,
produza,
produza...

Caso não produza, tem mais cinco famintos pelo seu cargo. 9 milhões de habitantes, né?

E as mulheres? Só tem tribufu. Nunca vi lugar que concentre tanta mulher feia por metro quadrado. Mulheres mal dormidas, mal comidas, mal cuidadas. Se encontra uma bonitinha pode ter certeza que mora naquela mansão no Morumbi e tem duas Lassies como cachorro. Além de um Civic. Só dela. Pra comer essa buceta, tem que ter carteira recheada.

Acima de tudo São Paulo é essa falta de humanidade. E tem gente que fica com pintinho duro por dizer que mora aqui. Faça-me o favor! Você não vive. Você é uma existência vazia como a cidade que se afasta pelo horizonte, cheia de desigualdade, mal planejamento, políticos corruptos e tudo caro, muito caro.

E aí há quem pergunte: Não tá satisfeito? Porque não sai?
Eu SAIRIA. Mas tem quatro coisas que me prendem a essa cidade. E duas não consigo me livrar.

Resumindo, sou um prisioneiro de um local que odeio.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A vida de um blogueiro.



Saiu no Correio Braziliense. =)

Quase mil posts depois do seu início, força na peruca, chuchu!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O pobre garoto romântico.

E lá estava eu. Numa mesinha do saguão do GRU. Comendo um croissant e um café expresso - que custou um olho da cara - vi ele olhando pro celular, triste, e levantando. Disse que já vinha e ia fazer uma ligação.

E ele volta, meio triste. Mas uma tristeza com um pouco de esperança. Ele sentou-se na minha frente, e como quem quisesse um conselho fraternal e comentou:

"É difícil se despedir de alguém que você gosta, né?", ele comentou, olhando pro chão, cabisbaixo.

Eu olhei, fiz uma cara de bunda e respondi na lata:

"Você por acaso COMEU ela?", eu perguntei.

"Não", ele respondeu, balançando a cabeça.

"Nem mesmo uns BEIJINHOS?", de novo perguntei.

"...Não.", ele respondeu, dessa vez dando um sorrisinho.

"Então não perdeu nada. Se pelo menos tivesse comido isso mostraria que existe alguma coisa entre vocês. Como você não comeu então não tem que ficar triste em se despedir. Mulher é assim, elas tão nem aí pra você, vê se acorda!", eu disse, sendo bem duro.

Ficamos em silêncio por um momento. Vi que ele tava realmente triste. Achei que fui meio duro com ele. Digo, não é porque eu tenho uma outra visão das mulheres que ele era obrigado a compartilhar a mesma. Eu via nele como eu era antes, um garoto criado pela mamãe pisciana romântica e sonhadora, que via filmes românticos e se emocionava. O garoto que se declarava de amores para várias garotas e sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre levava aquela bela duma bota. 

Não é que eu desisti do "amor", mas eu o guardo para alguém que realmente valha a pena. Alguém que eu realmente tenha um enlace. Alguém que eu realmente leve pra cama. Alguém que eu realmente consiga dividir um pôr-do-sol abraçado. Não tenho motivos pra ficar sofrendo por alguma garota que sequer beijei na boca e ficar sonhando com quem nem transei. Tenho que continuar confiante, continuar investindo e... uma hora chega. Simples. Esse papo de "amor" deve-se guardar para quem quiser algo sério mesmo. Até lá, a gente se diverte com as erradas. Esse é o espírito da coisa que eu demorei anos a entender.

"Escuta... Você só vai ficar um mês fora. Vai passar voando e logo logo você volta. Aproveita lá, tem muita menina bonita na Inglaterra. E as européias dizem que elas dão o rabo em qualquer canto pra você! hahaha!", respondi, descontraindo.

Ele deu uma risadinha. Me senti melhor.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mãe e filha.

Semana passada estava voltando pra casa depois de ter ido ao templo budista da Shinnyo-en. Na plataforma sentido Butantã na estação Paulista encontrei uma dama e sua filha - uma menininha de aparentes três ou quatro anos.

As duas estavam em pé próximo de mim e... chorando. Não sei os motivos nem nada do gênero, mas aquela cena foi meio tensa. No começo as duas estavam bem tristes, chorando ao mesmo tempo. Dava dó ver aquelas naquele estado, pensei em ajudar, mas aí eu tive um vislumbre de como a maternidade (ou paternidade, porque não?) enriquece as pessoas.

A mãe começou a limpar as lágrimas da menina, que estava com uma carinha bem deprê. Ela parecia séria, com aqueles olhos inchados, dizendo pra menina não continuar chorando, pois aquilo ia passar e alguém (acho que o pai) iria voltar.

A mãe séria segurando as lágrimas para não fazer a fihinha chorar e a menininha também se mostrando forte. Mas aí alguns momentos depois a mãe voltou ao choro, e dessa vez foi a vez da menininha, com um sorriso lindo no rosto, consolar a mãe. A menina fez aquilo espontaneamente, ajudou a mãe que momentos atrás secava suas lágrimas.

Perdi as duas de vista quando embarquei. Acho que ficaram bem. Mas essa demonstração de força, de uma mãe e uma filha e vice-versa marcou meu coração e fiquei pensando naquele medo que eu tenho de constituir uma família. Será que é um pesadelo tão grande assim?

domingo, 22 de janeiro de 2012

A tal da Friendzone.

Relacionamentos humanos sempre foram um assunto e tanto. Desde que Ovídio escreveu sobre a "Arte de Amar" o mundo nunca mais foi o mesmo. Já li. E devo dizer que depois de séculos, a pegação continua a mesma coisa. Não mudou nada, e dificilmente mudará.

Me deparo com uns neologismos engraçados. Entre eles a tal temida friendzone. Entenda a friendzone:


Sacou?

Todo homem já esteve na friendzone. E amiguinha não dá a bundinha. Nem beijinho. Se entra na friendzone você tem duas opções: ou vira amigo mesmo, ou exclui dos contatos. Já excluí várias porque não me interessa nem mesmo a amizade. Normal. Seres humanos são assim.

Aí me deparo com fórmulas infalíveis de se escapar da Friendzone. Existe essa teoria. Não se funciona com todas. Eu sou da teoria do dinheiro, pois depois que eu vi a menina que mais acredita em "amor puro e sincero" excluir um cara bacana da lista porque ele era pobre, eu já não acredito mais na humanidade.

Costumava ir atrás de mulher mais velhas. Meninas mais novas não são garotas para se ter um relacionamento. Acho que o problema grande é que como meninas criam hormônios antes dos meninos elas "crescem" e acham de deixar de brincar de Barbie porque borrou a calcinha de sangue é o suficiente para fazê-las mulher, quando o buraco na verdade é bem mais embaixo.

Não vou mentir que conheço pirralhas de 30 e mulheres feitas de 17.

Eu tento fugir, mas todo mundo sabe que estou em busca de uma boa esposa há muito tempo. É quase uma cruzada medieval, vem sempre uma pior que a outra. Mas como eu sou brasileiro e desisto nunca, a gente prossegue na busca.

Porém existem algumas pessoas que me dão fé no ser humano. Meninas são meninas. Mulheres são mulheres. Depende do que você procura.

Digo isso porque dá pra diferenciar muito bem. Tenho dó dos meus amigos que namoram essas meninas sem nada na cabeça, onde o único assunto nas rodas de conversa é a última tintura da Avon ou quem matou quem na novela das oito. Não estou dizendo que não pode falar sobre isso mas, por exemplo, acho muito sensual uma mulher que fala sobre futebol. Mas uma que entenda mesmo, e não seja igual as maria-vai-com-as-outras que torce pro São Paulo FC e sabe nada de futebol.

Se a menina torce pra outro time sem ser o SPFC, ganhou um ponto! Se souber discutir (e até umas briguinhas básicas), ganhou quarenta pontos.

Uma vez eu vi o filme O Clã das Adagas Voadoras. Sei que é uma referência bem nerd, mas o personagem principal veste a Xiao-Mei como homem, e diz que ela ficou bonita. Acho que nós homens embora busquemos uma mulher, queremos uma mulher que não seja menininha. Não queremos mulher com frescura, que viva perfumada e arrumada, que foge de qualquer garoa por causa da chapinha ou coisas do gênero. Queremos MULHER. Não queremos MENININHA.

E acho que essa cena mostra bem isso. Ele, mesmo vendo a estonteante Zhang Ziyi (comia ela e o bebê junto!) vestida de homem ainda queria dar uns catos nela. Sabe, no fundo nós homens não procuramos bunda, nem peito. Claro que seria ótimo. Mas, na boa, aguentar uma menina fresca ela só pode ter uma tonelada de buceta, porque é um porre. Legal é ter uma mulher pra conversar, te apoiar, tirar uma com a sua cara, te dar uma mão quando precisar do que uma fresca que te julga pelo que você tem na carteira.

E descobri da pior maneira que idade não tem nada a ver com isso. =/
Ela pode ter 30 anos, mas age como uma menininha de 13. Isso deixa as coisas um bocado complicadas...

Será que o problema está apenas no homem que não tem tanta "confiança" assim? Será que as garotas não enxergam nós homens e não valorizam um bom rapaz? Será que elas precisam virar "mulheres" pra que se extingue de vez a "friendzone" e elas arrisquem mais sem frescura?

Não acho que seja culpa de confiança masculina. Vou confiante pra cima de todas. Levar fora é normal. Mas se você está na friendzone esqueça-a e parte para a próxima. Exclua os contatos e acredite: você não perdeu nada. Pra cada menina babaca tem um cara mais trouxa para pegar ela. Mudar a cabeça dela vai ser muito mais difícil. Seja você e frequente locais propícios para se arranjar mulheres, não menininhas.

Vire homem, rapá! Se quer mulher, vá atrás de mulher!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Livros 2012 - #3 - Coração das Trevas

Sem comentários. Grande livro, grande autor, grandes questionamentos. Embora seja excelente eu me pergunto se deveria ter lido. Ele trata de umas questões muito complexas...

Comprei ele já há muitos meses, e somente tinha criado coragem de ler agora. Pra quem não sabe é o livro que serviu de base para o Apocalypse Now (tem até um Kurtz). Mas... Não sei, muitos questionamentos, não sei se caberia num único post.

Sinceramente?
Adorei o livro. Mas por algum motivo, acho que talvez pela sua dramatização e riqueza em detalhes (principalmente os mais podres relativos à psique humana) somente tenho a concluir que não temos salvação. Ou temos, sei lá. Se todos fôssemos um pouco igual ao Kurtz.

Vale a pena ler. Mas eu, preferiria não ter lido. Acabou um pouco com o "mar de rosas".

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ordem no tribunal.

Dizem que os gregos era um povo tão centrado em padrões que as roupas eram similares, casas sempre na mesma cor, prédios públicos. O ser humano sempre foi em busca de ordem.

Nossos avós eram assim. Ou eventualmente até nossos pais. Eles queriam que tudo seguisse a ordem. Crianças teriam que ir para a escola. Deveriam estudar. Deveriam refletir sobre seus estudos. Deveriam ir pro trabalho em uma determinada idade. Algo assim.

O ser humano durante toda sua História buscou alguma ordem. Pra isso criamos leis e punição. Se você não as cumpre, tem seu maior valor, que é a liberdade, tirada de você. E aí de uns tempos pra cá pessoas começam a pregar que deveria ter liberdade para tudo. Dizem que já teríamos alguma consciência superior, e que não faríamos merda por aí com essa tal liberdade.

Concordo plenamente que não deveriam ter leis pra nos dizer o que é certo ou errado. Deveríamos ter uma noção de um bem-estar social, mas para isso deveríamos optar pelo caminho mais difícil: fazer de todos nós seres pensantes. TODOS, sem exceção. Vamos pegar um exemplo atual (e descontraído, para que vocês entendam).

Lembram da Luiza? Teve gente que tirou sarro. Teve gente que criticou. Pessoas replicavam o que achavam de melhor, mas não sei se pararam pra pensar o que era de fato. É meio duro dizer isso, mas você acaba sendo um bocado superficial apenas replicando. Não dá pra se concordar sem ao menos questionar. Se você aceita passivamente o humor ou a crítica você está deixando de ser um ser pensante e sendo um ser meramente replicador.

Porém esse tipo de sociedade é difícil de se elaborar. Precisamos de pessoas interessadas, inteligentes e críticas. Esse é o ápice da ordem. Muita gente crê que anarquia é a falta de ordem, mas é exatamente o contrário. Anarquia é a ordem extrema. A sociedade perfeita com seus indivíduos participando ativamente do seu meio, entendendo-o e refletindo em cima dele. E isso todos, não apenas uma parcela pensante.

Temos um outro caminho também, que também acho interessante. Se por um lado temos uma sociedade livre baseada na ordem, podemos ter também a total ausência de ordem. Cada um faz o que quer, problema é da pessoa, basicamente é isso. É um caminho mais fácil, mais barato, mais ágil, mas de resultado duvidoso. Duvidoso não porque pode dar errado - pode até ser um caminho para se adquirir essa "ordem" que falo acima - mas é um tiro no escuro, não dá pra saber onde vai acertar.

Aí eu vejo vídeos como esse que refletem apenas uma ponta do iceberg. Nada contra a menina, eu comia fácil e concordo e acho divertidíssimo o vídeo. Mas se você prega a liberdade e total uso sem discernimento você não tem o direito de criticar. No fundo você mesmo prega uma ordem. E não é apenas ela. Sou eu, você, sua tia, seu avô, sua vizinha gostosa e até o cachorro.

Mas o problema não é a liberdade, nem ausência de certo ou errado. As pessoas podem muito bem defender algo ou criticar algo se tiver subsídios teóricos para tal. Se não fica uma crítica muito rasa. A total liberdade pode virar um caminho para essa anarquia de seres plenamente racionais. Tenha uma opinião, pesquise, saiba ouvir e falar, mas principalmente ouvir. Sabendo disso, já é um bom começo. =)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pra ela, somente pintos selecionados.

Na última segunda-feira encontrei-me com "n".

"E aí, como estão as gatinhas?", ele perguntou.

"De mal a pior. Nada vezes nada. E você, tá com aquela loura ainda?", perguntei.

"Não. Terminei. Agora estou com essa aqui", e ele me mostrou no Facebook. Era mais bonita ainda que a outra dele, e tinha seios enormes. "Por enquanto tá legal, mas ela é meio burrinha".

"Nossa... Muito mais gostosa que a outra", comentei.

Ficamos em silêncio. "n" sempre tinha aquela ânsia de conseguir as coisas e esfregar na minha cara, só pra se mostrar superior. Eu fingia não ligar, mas estava me remoendo por dentro. Mas por algum motivo, até que estava relativamente tranquilo. Sempre os melhores empregos, melhores mulheres, grama mais verde. Odiava isso, e ainda odeio.

"Ei. E aquela menina lá? Comeu ela já?", ele questionou.

"Essa aqui? Não... Acho que já era", respondi.

"Também achava que você não tinha chances. Não apenas por ela ser mais velha, mas essa carinha dela, e pelo que você me contou dela, nessa xoxota aí só entra pintos selecionados. Salário de R$4,000, morou fora, carro do ano...", ele finalizou.

"Como sempre, você adora me ridicularizar, não é? Seu cusão!", respondi.

"É o meu trabalho... Mas eu faço isso naturalmente", "n" concluiu.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Penso, logo existo, mas não vivo?

Copiando as palavras do filósofo. Esses dias estava voltando pra casa quando tive um insight perto ali do Trianon.

Lembrei de alguém que vi dizendo que essa coisa de pensar é muito chata. Você tem questões, busca respostas e acha mais questões. Não apenas isso, mas nossa cabeça fica inquieta, não conseguimos ter uma saciedade da vida exatamente porque tudo conseguimos explicar, tudo entedemos.

Quando era pirralho eu questionava tudo. Sorte minha que tinha pais inteligentes. Quando estava com 10 anos percebi que meus pais não poderiam mais responder meus questionamentos e comecei a levar para a escola e pesquisar. Tinha ânsia pelo conhecimento, de fato. Mas ainda assim me achava um burro quando eu, com 15 anos, queria me comparar aos mestres de 40, 50.

Mas aí será que isso era correto?

Se existe uma ordem nesse caos, é possível alcançá-la?

Tive um grande professor que ensinou que reflexão nada mais é do que ver-se no espelho e questionar aquilo que se vê. É pensar em algo e tentar negar, buscar uma resposta. Por isso que se chama reflexão: você vê o seu pensamento e o reflexo dele.

Mas existir é a questão ou viver é a questão? Vejo tantas pessoas idiotas ao meu redor que eu penso se esse teria sido o caminho correto. Eu poderia estar nessa vida medíocre que a grande maioria parece levar e ir seguindo as coisas do jeito que elas são. Sem essa vontade de ir atrás de conhecimento que traz muito sofrimento.

O problema é que a gente vê que por mais que busque, nunca chegará.

Mas eu vejo que exista eventuamente um ponto onde a coisa toda fique estável. Não vejo professores sempre com esse questionamento grande. Pode ser uma coisa da idade, eu querendo dar um passo maior que a perna e caindo, quando não deveria ser assim. Um grande mestre acho que alcança uma plenitude quando consegue se organizar um pouco.

Óbvio que sempre questionar e estar disposto a sempre aprender algo novo seja essencial. Mas entender que somos muito pequenos para engolir o mundo todo de conhecimento é o começo. Nos esforçarmos é válido, mas pensar que podemos saber de tudo nessa vida é utopia.

Mas ninguém falou sobre "de tudo um pouco", hehe.
E é nisso que vou me esforçar.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O discípulo tolo. Parte IV

Eu era o número cinco.

Junto com os outros pupilos eu era apenas mais um. Mas eu era um dos caras que ele mais conversava. E sempre puxava uma reunião com todos com eu incluso. Um dia fiquei sabendo que ele ensinaria uma "técnica" nova ao discípulo número um. Não era que ele era o melhor, mas era o primeiro a receber sua tutela.

Essa técnica era um modo de persuasão que usava a própria "psiquê" do alvo. Algo como: você teria que sempre dialogar no mesmo patamar que ele. E ele provavelmente iria fazer o mesmo. O momento da virada seria quando um dos dois escorregassem. Aí quem fosse mais esperto, iria para o abate. Simples na teoria.

Porém, eu fiquei de fora. Ele dizia que isso levaria tempo, e eu não iria aprender, e provavelmente nunca aprenderia.

"Me diga uma coisa, se eu apontar uma arma pra sua testa, o que você faria?", ele questionou.

"Não sei... Provavelmente eu ficaria imóvel, assustado. Ou sei lá, poderia sair correndo, ou dar um tapa na arma. Não tenho ideia", eu respondi.

"Mas é exatamente isso, discípulo tolo. Você é imprevisível. Sabe qual o seu problema? Você fica aí, sorrindo o tempo tudo para todos. O mundo pode estar caindo lá na calçada, e você reage sorrindo. Uma pessoa pode vir te bater e você dar sorrir. E como sei que você não é retardado, isso me leva para a segunda opção, que é pior do que imaginava. Você não tem sentimentos, você esconde, nega todos e fica com um sorriso na sua cara inexpressiva", ele disse.

Fiquei parado um momento pensando. Desmanchei o sorriso. Dessa vez ele que riu, com ironia.

"Tolo! Você sorri pra esconder os sentimentos que estão aí dentro. Eu, como seu mestre, sei muito bem disso. E esse é o problema. Você não pode ficar com esse sorriso disfarçando tudo o que se passa dentro de você pra sempre. Isso se tornará um turbilhão e você será engolido por ele!", ele disse, elevando o tom da voz.

"Pft... Para de falar asneira!", eu respondi, rebelde.

"Eu não ensino a técnica exatamente porque você precisa ser frio e equilibrado para fazer isso. Mas sabe, você não é de todo mal. Eu vejo potencial em você, garoto. Essas suas emoções podem ser usadas ao seu favor, se você conseguir usa-las para te ajudar você nem vai precisar dessa técnica. Você será superior. Você irá muito além deles", ele finalizou.

"Minhas emoções podem me ajudar? Como?", perguntei, abismado.



Algumas semanas depois eu abandonei sua tutela. Não sei se foi o melhor, mas foi a minha escolha. O mestre sumiu sem terminar de treinar o discípulo. Até hoje estou na procura dele, quem sabe um dia? Preciso ainda fazer algumas perguntas pra ele.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Será que era pra eu ser tão diferente deles?

Hoje fui pra Anime Dreams, um dos eventos de anime principais do ano. Eu percebi que não achava mais graça no ano passado. Nesse ano mal fiquei duas horas lá. E pensar que antes eu nem dormia direito de tanta ansiedade. Mas já se foram uns 10 anos desde então...

Como era próximo ao Anália Franco peguei uma van do Carrão até lá. No caminho vi umas duas japas gostosas, mas dentro da condução um infeliz estava ouvindo música sem fones de ouvido. E não era funk. Era trilha sonora de anime. Eu reconheci a do Death Note e uma das trezentas do Fullmetal Alchemist.

Vi uma das gostosas olhar torto pra ele - estava REALMENTE alto.

E ele nem aí. O cara parecia ser bem mais velho que eu. Estava com uma pulseira do dia anterior do evento, uma mochila (artigo essencial da "tribo") e um nunchaku de plástico.

Fiquei com medo de mim mesmo. Pensei que eu poderia ser um deles. E lembrei que todas as coisas que curto, como Cavaleiros do Zodíaco, Rurouni Kenshin, X/1999 e outros simplesmente hoje são coisas de velho, perto dos atuais e desconhecidos por mim Gantz, Bleach e Code Geass.

Pensei: deixa o cara ser feliz, não está fazendo nenhum mal a ninguém (ou não diretamente) mas o meu medo era ser meio bitolado, nesse estilão de nerd virgem e bobo, sem a sociedade e tudo mais falando pra eu deixar isso, me encaixar num padrão de comportamento pra ser aceito.

Acho que comecei a enxergar as milhões de possibilidades que a gente tem na vida. A gente meio que escolhe, acho que deve existir coisas de karma, mas grande parte a gente escolhe. Eu escolhi deixar de lado meu lado nerd pra ser "aceito socialmente", mas... Até quando isso é válido - principalmente os prós e contras dessa escolha?

Não estou dizendo que o pobre nerd de 33 anos do ônibus seja infeliz. Mas eu gostaria de algumas coisas (ou elas foram colocadas na minha cabeça como coisas corretas) que pra buscar tive que deixar esse meu lado otaku, de fanático por animação nipônica. E mesmo os das antigas que curta, deveria fechar o bico e fingir que não conheço - caso contrário acho que não conquistaria algumas coisas.

Escolhas, né?
Sempre influenciando na nossa personalidade. E no futuro.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Livros 2012 - #2 - Ensaios de Amor

Já emendei o Sutra do Coração em outro, Ensaios de amor, do meu xará Alain de Botton.

Incrível. Eu sou apaixonado por filosofia, e depois li que o autor parece procurar sempre uma explicação filosófica para nossa intensa necessidade de coito - vulgo "amor".

Acho que é coisa de "Alain" mesmo. O cara curte filosofia também, sofre por conta de mulheres também, tenta explicar o mundo também e consequentemente acaba ficando com mais dúvidas também. Eu diria sinceramente que esse de livro foi escrita pelo Alain de Paula, não o Alain de Botton.

Embora que, acho que quando lemos algo que vemos semelhança conosco ficamos felizes e nos identificamos. Mas quando é MUITO semelhante, nos dá nojo de nossa própria existência e repudiamos. Eu senti muito isso lendo o livro, algo como "Nossa, isso que aconteceu com ele aconteceu comigo. Que merda, como eu pude sentir isso por aquela vadia?".

O livro fala de um romance com Chloe. Mas o interessante é que não fala da conquista - que muitos filmes/livros/romances/novelas focam. Mostra exatamente o dia-a-dia romântico, já que logo no primeiro capítulo ele pega ela.

Todas as desavenças, briguinhas, frescuras femininas (e masculinas também), tudo. Vale a leitura, embora eu ache que é meio superficial ás vezes as parábolas filosóficas.

SPOILERS ABAIXO!
Pare de ler por aqui se não quiser saber o final do livro.


MANOOO, ele come ela, fiquei tão feliz quando comeu ela no começo do livro quando isso acontece, hahaha! Mas independente das dificuldades do dia-a-dia de um namoro que o livro conta, achei foda alguns detalhes.

Relacionamentos não são fáceis, mas o cara do livro parecia um moleque virgem apaixonado, daqueles que só de ficar de mãos dadas com a menina fica de pau duro. Que bosta! E isso porque o cara já é adulto no livro. Relacionamentos maduros pedem pessoas maduras.

Voltando ao livro, a Chloe é uma vadia. Só porque o Will era dezáiner resolveu dar pra ele. Chifrou o protagonista (que não tem nome) na cara dura e ainda teve coragem de contar. Que BOSTA! Eu não duvido nada que se houvesse um "Ensaios de amor 2" seria com o Will e a Chloe, e ela trocaria ele de novo por, sei lá, o "encanador Joe". Quando a menina é puta, é puta, não adianta. Ela é muito vadia, se quisesse dar pra outro simplesmente terminasse o namoro, não precisa cornear o coitado que gostava de você.

Mas no final eu curti. Mesmo o cara ficando mó mal com toda a situação ele encontra outra menina, pra começar todo o processo mais uma vez. E vivas pra Rachel, o tal novo amor que o protagonista encontra no final do livro.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Livros 2012 - #1 - O Sutra do Coração

Como puderam ver, terminei de ler o livro O Sutra do Coração, livro comprado em 2011, que só parei pra ler agora, no comecinho de 2012.

Gostei bastante, até porque eu sou budista. Livro escrito baseado em palestras do próprio Dalai Lama atual, uma das maiores autoridades budistas do mundo e uma espécie de líder do Mahayana. Ensinamentos bonitos, mas o livro é muita informação pra poucas páginas.

Eu no começo tava com medo do livro ser escrito por um oriental. Orientais não conseguem desenvolver um raciocínio linear igual a fala ocidental.

Exemplo: ocidentais falam "Esse carro é vermelho". Orientais falam: "Tomando como base a reflexão da luz e as ondas no espectro visível que atingem nossos olhos, é possível afirmar que a cor desse veículo automotivo está dentro das ondas mais curtas do espectro do olho humano". Mas não! O livro é bem direto, simples, redondinho.

Ás vezes até fico confuso porque é bem direto e vomita várias informações. Mas, valeu, vale a pena dar uma lida, independente da religião. =)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

22h06

Avenida Paulista, 807.
22h06

Tinha acabado a aula, e lá estava eu. Saí correndo até o elevador, depositei o cartão na catraca, dizia "tchau" pros colegas enquanto ia pro corredor que dava ali na Alameda Santos. Saí correndo, o tempo urge! E já eram 22h06.

Colocava a mochila nas costas e pegava o embalo da descida. Ia direto, sem pestanejar.

No caminho aquela decoração natalina, discreta mas presente, iluminava as calçadas. Na noite não havia ninguém, ás vezes me deparava com uns sujeitos curiosos. Mulheres de legging sem bunda andando com seus cachorros, rapazes treinando corrida e volta e meia algum tipo estranho de gente.

Fazia o caminho Joaquim Eugênio de Lima e virava na José Maria Lisboa. No primeiro dia fiquei meio perdido, mas sempre me achava numa banca de jornal que havia no cruzamento entre essas duas. Bem nesse cruzamento existe um boteco, que sempre era frequentado por tipinhos estranhos. Passava lá com um pouco de receio ás vezes, eles sempre me encaravam.

Afinal era um cara de quase dois metros correndo ás dez da noite pra alcançar o ponto de ônibus e ir pra casa.

Uma vez um Lamborghini quase me atropelou. Acho que o cara tava bêbado, e provavelmente eu teria o mesmo destino daquela que foi atropelada na Joaquim Floriano. Até um senhor veio me perguntar se eu estava bem. Afinal, aquele local era point de barzinhos e gente bonita... Estaria sujeito a esse tipo de coisa uma hora ou outra. Maluco bêbado ao volante.

Sempre na José Maria Lisboa havia uma casa antiga, que ficava sempre no completo breu. Acho que era mal-assombrada.

Quando enfim chegava no ponto de ônibus da Nove de Julho eu saía correndo. Em quase todos os dias tinha uma dama de óculos estilo Hipster, branca, algumas tatuagens e cabelo muito escuro. Nunca deve ter reparado em mim (um maluco exausto e suado com cara de poucos amigos). Ela sempre pegava o ônibus antes de mim, enquanto eu ficava esperando a minha condução, que mesmo passado das 22h ainda vinha lotada de gente.

Shit!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Será que somos tão diferentes deles?

Eu estava lendo esse texto sobre a última capa da Revista Época. Se você está com preguiça de ler, vou sintetizar aqui: "Basicamente a Época diz que a música do Michel Teló traduz valores da cultura brasileira, e ele diz que balada não é o único valor do brasileiro".

Ele cita várias vezes que a música tem apenas dez versos (eu reduziria pra apenas sete) e acha ridículo que uma música como essa faça sucesso e todo aquele blá-blá-blá de "intelectual".

Concordo com ele. Mas eu adoro me contradizer.
Acho que é por isso que eu não vou pra frente.

Será que somos tão diferentes deles?

Outro hit-chiclete foi a música da Beyoncé All the single ladies. Sim, aquela que o Luciano Huck colocou três gordinhas pra fazer um cover e ainda tenho pesadelo com essa merda. Alguém já viu a letra? Basicamente fala de uma menina, cansada do namorado que a trata com desdém, aparece um outro para comê-la e... Ela diz que se o antigo quiser algo sério, deve colocar um "anel" nela, firmando um compromisso.

WHAT A FUCKING PIECE OF SHIT!

Ridículo! Não vejo muita diferença com o "Ai se eu te pego". Mas por ser Beyoncé, por ser made in USA, por ser quebra de paradigmas e todo aquele blábláblá todo mundo reverencia. Porque é americano, porque é cool e tudo mais.

Não estou querendo fazer um discurso patriota. Longe de mim! Estou querendo dizer que merda e shit significam a mesma coisa, seja em português ou inglês. E é isso que ambas as músicas são.

Acho que o mundo seria melhor se as pessoas fossem menos hipócritas. O PC Siqueira fala muito isso, concordo completamente com ele embora tanto eu quanto ele falamos muita merda também. Mas nós admitimos!

Agora não me venha dizendo que é errado dizer que isso é uma questão de cultura brasileira porque acho que a coisa não está tão errada. No meu Face o que mais vejo são fotos de baladas, menininhas querendo dizer que encheram a cara, ficaram louconas e aproveitaram bastante.

Se entendemos "cultura" como tudo aquilo criado pelo homem, a necessidade de modificar a cultura não deve vir da mídia, mas sim das pessoas.

Mídia apenas replica o que está sendo falado nas ruas. Raramente acho que a mídia consegue fazer algo substantivo.

Quer um exemplo? O movimento por direito dos homossexuais diz que você é descolado se apoiar a causa gay. Mas homossexuais são espancados na rua, viram capa de jornal, todo mundo acha errado, mas a sociedade continua sendo hipócrita e isolando esse grupo cada vez mais. Acaba só um pequeno grupo realmente apoiando a causa gay não por modismo, mas porque eles são seres humanos e têm o direito de se relacionar com quem eles quiserem!

Você pode silenciar Calypso em São Paulo, mas vá pro nordeste, ou pro Pará. Só se fala nisso! Solução disso? Sei lá. =P

Talvez educação. Talvez moralidade. Ou talvez seja apenas uma onda passageira, um hit do momento, assim como foram Elvis, Beatles, Raul e tantos outros. Eu não sou sociólogo, e não vim pra explicar o be-a-bá pra ninguém. Mas hipocrisia é algo que me dói o rim.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dimensões metafísicas ou filosóficas.

Toda religião parece ter uma dimensão metafísica e filosófica. Na questão filosófica, todas são similares. Na metafísica que surgem as diferenças.

Dias atrás encontrei uma amiga das antigas e fomos juntos ao trabalho, conversando. Comentei com ela que eu sou budista. Ela é evangélica, como grande parte dos meus amigos. Ela começou logo dizendo: "Como assim vocês ficam cultuando uma estátua de um cara sentado como indiozinho?".

Nada contra evangélicos. A grande maioria por incrível que pareça respeita bem a escolha dos outros. Minha família, por exemplo, mesmo não entendendo o que é designer ou o que é budismo respeitam bem. Tanto a parte católica paterna quanto a protestante materna.

Expliquei que não é bem assim e a estátua lá funciona como um simbólico da representação dos ensinamentos do Buda, e não que a gente reverencia ela (tive que explicar desse jeito, senão já era...).

Disse pra ela que as religiões no fundo tem o mesmo fim: trazer a felicidade para as pessoas. Essa é a questão filósofica. Religiões podem ser um novo paradigma social de uma comunidade que cada vez mais abraça o ateísmo, mas religião é subentendido pelas pessoas como uma forma de submissão, quando não é exatamente isso.

Religião ensina ética, por exemplo. Cristianismo prega a bondade. Budismo foca na harmonia. Outras tantas religiões focam em outras coisas, mas sempre são substantivos abstratos que enriquecem o ser humano. Talvez apenas o satanismo que tenha aquela ideia de "faça o mal ao outro mais do que foi recebido". Mas talvez apenas ela mesmo.

As guerras acontecem exatamente nas diferenças metafísicas. Cristãos acreditam na ascenção de Jesus Cristo como filho do Criador. Muçulmanos acreditam no expurgo de qualquer religião que não seja a sua, pois apenas a sua é capaz de te levar para Alá. Judeus... Bom, eles se circuncizam. Quer algo pior que cortar a pelezinha do pau? Budistas acreditam no círculo das seis existências e que apenas se alcançando o Nirvana a gente se livra desse renascimento eterno.

Se todas as religiões, catolicismo, protestantismo, maometismo, umbanda, budismo, taoísmo, xintoísmo e até a Seita do Bule Gigante têm sempre uma filosofia similar porque a gente tem que brigar tanto por detalhes se o fim de todas é o mesmo?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Corpo é o vazio. Vazio é o corpo.

MANO, eu li um livro doido escrito pelo Dalai Lama sobre o Sutra do Coração. Nós na Shinnyo-en (a comunidade budista que participo) entoamos ele, mas nunca entendi direito o significado. Não sei se posso falar sobre, mas se o Dalai Lama escreveu um livro, eu acho que posso falar o que entendi, lol!

Como se chegar na iluminação
Buda foi acima de tudo um grande filósofo. O budismo, aliás, é uma das poucas religiões que pedem pra você questionar o ensinamento. Eu gosto de dizer que é uma religião-filosofia, porque toda essa porra toda faz um sentido do caralho (desculpa os palavrões!).

O objetivo do budismo é alcançar o Nirvana, e cada um pode chegar lá. Nirvana é a libertação do sofrimento, e o Buda conseguiu descobrir como:

1. Primeiro entenda que o sofrimento é inevitável.
2. Já que você não pode escapar dele, entenda que ao menos ele tem uma origem.
3. Se você sabe a origem do sofrimento, você pode atenuá-lo.
4. Se você atenua e sabe sofrer menos... Bum! Você alcança o Nirvana.

Parece simples, mas não é. Gosto de dar o exemplo do carro. A gente fica querendo muito um carro, quer tanto que fica ansioso, mal-humorado, bate no cachorro, espanca a mulher, enfim...

1. O seu sofrimento vem do desejo de ter um carro. Desejos todo mundo tem, normal.
2. Se você sabe que esse desejo insaciável faz você agir de modo a fazer os outros sofrer, já é um começo.
3. Se você, sabendo que a vontade de ter um carro faz você ter dor de barriga e combate ele ficando menos ansioso e preocupado, você combate o sofrimento.
4. Se você consegue aplicar esse insight em outras coisas da sua vida, you've got the Nirvana!

Mas não é bem assim
Esse ensinamento do Buda ele chegou a conclusão quando ele era um belo rapaz latino americano sem dinheiro no banco e sem amigos importantes (mentira, ele era ricaço e comia todas!). Acontece que apareceu um maluco chamado Avalokitesvara, mas vamos usar o nome japonês dele, Kannon. Ele é um bodhisatva, e parece que ele viveu na mesma época do Buda, um amigo de boteco. Bodhisatva é alguém que alcançou o Nirvana, assim como o Buda.

Foi dele que surgiu o Sutra do Coração, que complementa esse conceito do Buda sobre o sofrimento. Eu faço a entoação dele nipônica (olha nesse video). Nele, ele afirma que os cinco agregados são vazios de existência interna. Cinco agregados são: forma, sensações, percepções, formações mentais e consciência.

Vamos por partes porque tem um livro inteiro pra explicar, e vou fazer um resumo do resumo (espero que consiga entender):

Forma é vacuidade e vacuidade é forma.
Quando ele fala em falta de existência intrínseca, significa que as coisas não conseguem existir por sí mesmas.

Exemplo: Se eu sinto ódio por alguém, esse ódio só existe porque existe eu, a pessoa que sinto ódio, e o sentimento somente existe entre nós dois. Logo apenas eu odeio essa pessoa porque apenas eu vi algo nessa pessoa para odiar. Faz lógica?

Nem todos têm o mesmo ódio sobre a pessoa. Então esse sentimento é vazio de existência por sí só porque ele só existe entre nós dois. Logo, eles estão na vacuidade.

Por ele ser vazio de existência, ele, assim como tudo no mundo, um dia vai acabar.

Exemplo: Por mais que eu ache um carro bonito, um dia ele vai parar de funcionar e parar no ferro velho. Pode ser em cinco anos ou setenta. Nada, nem mesmo nós existimos para sempre. Nada é pra sempre. Nem mesmo aquela paixãozinha que você sente pela loirinha que você comeu nesse fim de semana.

Pare de ver filmes românticos também. Isso é uma dica pra vida, não uma dica do budismo. Dá pra fazer uma lavagem cerebral em escala global apenas com comédias românticas.

Mas esse vácuo não é niilismo! As coisas existem porque existem pessoas que fazem com que isso exista (hã??). Tanto as coisas boas como ruins acabam. Elas não são eternas, nem mesmo a sabedoria.

Logo, se nada dessas coisas existem por sí só, quem busca a iluminação teria nada a obter, certo? Certíssimo! A tristeza vem exatamente desses apegos a essas coisas vazias, esse apego a essas coisas da vacuidade é que freiam o ser humano, e não permitem que ele cresça.

Logo uma pessoa atrás da iluminação arrisca, pois não tem a nada a perder, e consegue chegar lá pois nada o impede, pois ele tem consciência que elas no fundo não existem!

Voltando ao exemplo do carro que dei em cima: Se ele entender que a tristeza de não ter um carro é vazia, e só existe porque ele próprio a criou e ele próprio a sustenta, conseguirá chegar na iluminação. Porque não haverá barreiras, não haverá tristeza, não haverá felicidade, porque todas as sensações, coisas e percepções da nossa cabeça são efêmeras.

E a verdadeira felicidade vem de saber que todas essas coisas podem deixar de existir se você deixar de ligar pra elas. A tristeza e felicidade passageiras são danosas pois estão num ciclo. Escape do ciclo entendendo a vacuidade das coisas e... Tcharam! Alcança a iluminação.

Expliquei tudo rápido, meio por cima, usando exemplos, mas aqui vai o maior questionamento:
ALGUÉM ENTENDEU ALGUMA COISA??


Se alguém entendeu, replique isso a alguém. Isso pode parecer simples, mas pode ajudar alguém a viver melhor, eu acho. É uma filosofia interessante, e uma maneira mais interessante de se lidar com a vida e os problemas, independente da religião, acredito. Acho que no fundo o Buda nunca quis ver milhões de pessoas o reverenciando. Mas sim que cada um encontrasse uma maneira de viver melhor e mais feliz, libertar as pessoas dessas coisas mundanas e fúteis.

E é nisso que acredito.
Dúvidas? =P

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

"Eu fico preocupada com você!"

Essa estória já tem um tempinho.

Pelo visto eu estava ficando com uma vadia. E com "v" minúsculo, pois era tão baixa que nem valeria a pena ser maiúscula. Eu trocava SMS com ela durante o dia, e essa minha amiga delatava tudo sobre ela à noite. Que ela não prestava, que ia me trair, que não queria compromisso sério e que não valia nada.

E eu pensava: "Ora, bolas! Estamos apenas ficando. Se terminar, sem problemas!".

Uma vez estávamos voltando, eu e essa amiga. Ela realmente parecia preocupada comigo. E eu realmente confiava muito nela também. Mas não sabia exatamente o que dizer. Afinal tanto tempo sem uma garota, e uma me aparece assim, do nada, quase que como caída do céu. Eu queria aproveitar! É confortante saber que tem uma donzela assim além de apenas uma amiga, uma parceira.

"Sobre ela, não se preocupe. Eu sei dessas coisas que você fala e tal, mas estamos apenas ficando!", eu disse.

Nessa hora ela pulou em mim de braços abertos e disse:

"Eu sei, Alain! É que eu fico preocupada com você!".

E me apertou.

E o que o idiota aqui fez?

EU DEI RISADA.
(tipo aqueles "rá, rá, rá!")

Acho que a minha risada broxa as mulheres, sei lá.
Acredito ela se cansou e foi atrás de outro, presumo eu. E pensando bem hoje, é uma excelente pessoa. Mas eu, pelo visto, desperdicei.

Droga!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Guerra de fontes.

Hoje vou falar de "design pra quem não é designer".

Bom, existem fontes e fontes. Na verdade eu não gosto de usar o termo "fonte", o correto seria "família tipográfica", mas vou usar "fonte" mesmo pra deixar mais fácil de entender o texto.

Muitas pessoas acham o máximo a Comic Sans. Por nome você nem deve lembrar, mas abre o Word aí e seleciona ela. Eu também achava o máximo quando tinha 12, 14 anos. Era a fonte das menininhas que usavam sutiã de elástico e cor-de-rosa.

Comic Sans é uma fonte bem humorada e versátil, isso temos que admitir. Dá pra se usar desde em um texto, quadrinhos, cartazes, em tudo. Talvez exatamente por isso que ela seja tão odiada por designers.

O uso dessa fonte engraçadinha parece dar um diploma de designer a quem não é designer, afinal ela pode ser usada em praticamente tudo. E fica bem, odeio admitir isso. Mas nós designers, embora não conseguimos diferenciar muito bem algumas fontes, vemos de longe a Comic Sans. E vemos ela sendo usada em tudo, desde o folhetim da igreja até no cartaz de A4 no banheiro.

Por isso o nosso ódio.
Mas somos abertos ao bom humor também, como esse site que faz a paródia da fonte.

Gostamos praticamente de todas as fontes (tirando a Comic Sans), mas acho que uma que nem é o fato de gostar, mas nos dá raiva por ela ser tão versátil como a Comic Sans e ficar bem em desde pôster de puteiro até em para-choque de caminhão é a Helvetica.

Inclusive um outro tumblr apareceu com a premissa de que "O Brasil seria um país melhor se usasse mais a Helvetica".

Odeio admitir mas fazia um teste cego de fontes, e sempre na que eu parava era justo a Helvetica. É uma fonte bem versátil, mais limpa, que, enfim, eu sinceramente fico pensando o que essa fonte tem de especial mas não acho. É uma Arial mais gordinha com a altura da Verdana e sem ser desengonçada como ela.

Comparando fontes com mulheres?
Tsc, tsc, tsc... Maldito designer!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Livros 2012 - #0 - Bilionários por acaso.

Meu maior medo desde que terminei a faculdade é ficar burro.

De me acomodar e aí ferrar com tudo. Ler nesse caso é essencial para manter o cérebro ativo, com leitura criamos fundamento e conseguimos argumentar. Até porque eu ás vezes acho que a maior argumentação acontece justo dentro da minha cabeça.

Vou tentar ler no mínimo um livro por mês. Dos mais variados temas e tentar escrever sobre. Como hoje é dia 2 de janeiro e não li nada ainda, vou começar com o último que eu li em 2011 ainda. Bilionários por acaso - A criação do facebook. De Ben Mezrich.

Livro conta todo o rolo da criação do Facebosta, mas pelo ponto de vista dos que se fuderam na história toda. Incluindo Eduardo Saverin, o playboyzinho loser brasileiro que foi morar em Miami, e os gêmeos mongos Cameron e Tyler Winklevoss, e um indiano lá que não tem nenhuma importância na história.

Quando li no prefácio que não tinha depoimento do próprio Mark Zukkerberg já duvidei da veracidade do livro. Poxa, é a mesma coisa de pedir pra eu fazer um depoimento dos meus inimigos usando apenas meu ponto de vista. Sacanagem.

Livro escrito de uma forma que parece que os americanos gostam bastante - estilo que virou marca do Dan Brown, os livros cinematográficos. Usa detalhes rápidos, descreve rápido a cena, fala o que cada um está fazendo, traz riqueza em certos detalhes e negligencia tantos outros.

Gostei da tradução por usar os palavrões também em português (algo mais comum em livros do que filmes). Deixou a linguagem mais jovem e realista. Por exemplo, no cartão de Mark Zukkerberg está escrito em inglês: "I'm the CEO, bitch!", e em português ficou "Eu sou o CEO, porra!". Bem adaptado!

Palavrões são um elemento da comunicação e dificilmente deve ser menosprezado. E eu já falei o que acho sobre isso.

Vale dar uma lida pra se ter medo de Mark Zukkerberg. Aliás, a namorada dele é gatíssima. É um reflexo da desigualdade social. Uns tem tanto e outros tem tão pouco:


domingo, 1 de janeiro de 2012

Diário de Fotógrafo #14 - Acampamento Shinnyo-en 2011

Dia 26 e 27 de novembro nós, do grupo de jovens da Shinnyo-en Brasil, organizamos um acampamento para nos conhecermos melhor, trabalharmos em equipe, praticar o budismo e é claro, SE DIVERTIR! =)

Algumas fotos não são minhas, mas como não lembro mais quem estava com a câmera na hora, vou colocar as melhores depois que eu dei uma editada simples, hehe.

Vamos lá!









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