segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mãe e filha.

Semana passada estava voltando pra casa depois de ter ido ao templo budista da Shinnyo-en. Na plataforma sentido Butantã na estação Paulista encontrei uma dama e sua filha - uma menininha de aparentes três ou quatro anos.

As duas estavam em pé próximo de mim e... chorando. Não sei os motivos nem nada do gênero, mas aquela cena foi meio tensa. No começo as duas estavam bem tristes, chorando ao mesmo tempo. Dava dó ver aquelas naquele estado, pensei em ajudar, mas aí eu tive um vislumbre de como a maternidade (ou paternidade, porque não?) enriquece as pessoas.

A mãe começou a limpar as lágrimas da menina, que estava com uma carinha bem deprê. Ela parecia séria, com aqueles olhos inchados, dizendo pra menina não continuar chorando, pois aquilo ia passar e alguém (acho que o pai) iria voltar.

A mãe séria segurando as lágrimas para não fazer a fihinha chorar e a menininha também se mostrando forte. Mas aí alguns momentos depois a mãe voltou ao choro, e dessa vez foi a vez da menininha, com um sorriso lindo no rosto, consolar a mãe. A menina fez aquilo espontaneamente, ajudou a mãe que momentos atrás secava suas lágrimas.

Perdi as duas de vista quando embarquei. Acho que ficaram bem. Mas essa demonstração de força, de uma mãe e uma filha e vice-versa marcou meu coração e fiquei pensando naquele medo que eu tenho de constituir uma família. Será que é um pesadelo tão grande assim?

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