quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Penso, logo existo, mas não vivo?

Copiando as palavras do filósofo. Esses dias estava voltando pra casa quando tive um insight perto ali do Trianon.

Lembrei de alguém que vi dizendo que essa coisa de pensar é muito chata. Você tem questões, busca respostas e acha mais questões. Não apenas isso, mas nossa cabeça fica inquieta, não conseguimos ter uma saciedade da vida exatamente porque tudo conseguimos explicar, tudo entedemos.

Quando era pirralho eu questionava tudo. Sorte minha que tinha pais inteligentes. Quando estava com 10 anos percebi que meus pais não poderiam mais responder meus questionamentos e comecei a levar para a escola e pesquisar. Tinha ânsia pelo conhecimento, de fato. Mas ainda assim me achava um burro quando eu, com 15 anos, queria me comparar aos mestres de 40, 50.

Mas aí será que isso era correto?

Se existe uma ordem nesse caos, é possível alcançá-la?

Tive um grande professor que ensinou que reflexão nada mais é do que ver-se no espelho e questionar aquilo que se vê. É pensar em algo e tentar negar, buscar uma resposta. Por isso que se chama reflexão: você vê o seu pensamento e o reflexo dele.

Mas existir é a questão ou viver é a questão? Vejo tantas pessoas idiotas ao meu redor que eu penso se esse teria sido o caminho correto. Eu poderia estar nessa vida medíocre que a grande maioria parece levar e ir seguindo as coisas do jeito que elas são. Sem essa vontade de ir atrás de conhecimento que traz muito sofrimento.

O problema é que a gente vê que por mais que busque, nunca chegará.

Mas eu vejo que exista eventuamente um ponto onde a coisa toda fique estável. Não vejo professores sempre com esse questionamento grande. Pode ser uma coisa da idade, eu querendo dar um passo maior que a perna e caindo, quando não deveria ser assim. Um grande mestre acho que alcança uma plenitude quando consegue se organizar um pouco.

Óbvio que sempre questionar e estar disposto a sempre aprender algo novo seja essencial. Mas entender que somos muito pequenos para engolir o mundo todo de conhecimento é o começo. Nos esforçarmos é válido, mas pensar que podemos saber de tudo nessa vida é utopia.

Mas ninguém falou sobre "de tudo um pouco", hehe.
E é nisso que vou me esforçar.

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