sábado, 7 de janeiro de 2012

Será que somos tão diferentes deles?

Eu estava lendo esse texto sobre a última capa da Revista Época. Se você está com preguiça de ler, vou sintetizar aqui: "Basicamente a Época diz que a música do Michel Teló traduz valores da cultura brasileira, e ele diz que balada não é o único valor do brasileiro".

Ele cita várias vezes que a música tem apenas dez versos (eu reduziria pra apenas sete) e acha ridículo que uma música como essa faça sucesso e todo aquele blá-blá-blá de "intelectual".

Concordo com ele. Mas eu adoro me contradizer.
Acho que é por isso que eu não vou pra frente.

Será que somos tão diferentes deles?

Outro hit-chiclete foi a música da Beyoncé All the single ladies. Sim, aquela que o Luciano Huck colocou três gordinhas pra fazer um cover e ainda tenho pesadelo com essa merda. Alguém já viu a letra? Basicamente fala de uma menina, cansada do namorado que a trata com desdém, aparece um outro para comê-la e... Ela diz que se o antigo quiser algo sério, deve colocar um "anel" nela, firmando um compromisso.

WHAT A FUCKING PIECE OF SHIT!

Ridículo! Não vejo muita diferença com o "Ai se eu te pego". Mas por ser Beyoncé, por ser made in USA, por ser quebra de paradigmas e todo aquele blábláblá todo mundo reverencia. Porque é americano, porque é cool e tudo mais.

Não estou querendo fazer um discurso patriota. Longe de mim! Estou querendo dizer que merda e shit significam a mesma coisa, seja em português ou inglês. E é isso que ambas as músicas são.

Acho que o mundo seria melhor se as pessoas fossem menos hipócritas. O PC Siqueira fala muito isso, concordo completamente com ele embora tanto eu quanto ele falamos muita merda também. Mas nós admitimos!

Agora não me venha dizendo que é errado dizer que isso é uma questão de cultura brasileira porque acho que a coisa não está tão errada. No meu Face o que mais vejo são fotos de baladas, menininhas querendo dizer que encheram a cara, ficaram louconas e aproveitaram bastante.

Se entendemos "cultura" como tudo aquilo criado pelo homem, a necessidade de modificar a cultura não deve vir da mídia, mas sim das pessoas.

Mídia apenas replica o que está sendo falado nas ruas. Raramente acho que a mídia consegue fazer algo substantivo.

Quer um exemplo? O movimento por direito dos homossexuais diz que você é descolado se apoiar a causa gay. Mas homossexuais são espancados na rua, viram capa de jornal, todo mundo acha errado, mas a sociedade continua sendo hipócrita e isolando esse grupo cada vez mais. Acaba só um pequeno grupo realmente apoiando a causa gay não por modismo, mas porque eles são seres humanos e têm o direito de se relacionar com quem eles quiserem!

Você pode silenciar Calypso em São Paulo, mas vá pro nordeste, ou pro Pará. Só se fala nisso! Solução disso? Sei lá. =P

Talvez educação. Talvez moralidade. Ou talvez seja apenas uma onda passageira, um hit do momento, assim como foram Elvis, Beatles, Raul e tantos outros. Eu não sou sociólogo, e não vim pra explicar o be-a-bá pra ninguém. Mas hipocrisia é algo que me dói o rim.

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