quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Livros 2012 - #5 - O Símbolo Perdido

A primeira vez que li Dan Brown foi em O Código Da Vinci, que comprei quando era um moleque em 2005 pensando ser um livro sobre arte e descobri toda a rolada do Santo Graal. Depois eu comprei o Segredos do Código que foi um passo inicial pra uma pesquisa maior sobre o real Santo Graal e vi que o que o Código Da Vinci explicava era apenas apenas a ponta do iceberg.

Independente dos temas polêmicos que trata o Símbolo Perdido (maçonaria, ciência noética e CIA), eu gosto muito do estilo de narração do Dan Brown. Ele consegue dar muita tensão e uma riqueza de detalhes interessante como um escritor. É uma narração cinematográfica - embora livros sejam livros e filmes sejam filmes. Não adianta adaptar uma linguagem pra outra, cada uma tem suas vantagens.

Os únicos defeitos que aponto é que embora seja mais uma aventura de Robert Langdom, duas coisas me incomodaram. Primeiro: ele é meio saudosista com "sua passagem em Paris" (Código Da Vinci) e "sua passagem em Roma" (Anjos e Demônios). Robert Landgom nunca cita tão diretamente suas outras aventuras. Isso faz parte do personagem, ele não é um aventureiro, ele é um professor de simbologia de Harvard que se mete em enrascadas.

(embora que no Código Da Vinci ele até que cita, indiretamente, várias vezes a Vittoria Vetra)

Outra coisa que não gostei é que o Langdom não dá uns catos na mocinha da estória. Ok vai, ele tem a Katherine Solomon, mas não comer ela porque ela é VELHA?

Poxa, panela velha é que faz comida boa, Robert! Comer a Sophie com aquela cara de lolita francesinha, ou a Vittoria com aquele shortinho com bundinha durinha é fácil, mas a Katherine que foi a única que deu mole você não pega? Vai se foder! Larga de ser frouxo e vai fazer a menina feliz!

Só falta dar a desculpa porque a Katherine é a irmã do Peter, seu amigo. Desculpa esfarrapada!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Busca por padrões.


Os gregos! Sempre eles. Estava ouvindo a crítica do Arnaldo Jabor hoje sobre o grande vencedor do Oscar, o filme O Artista, que, na opinião dele, veio com a promessa de ser um filme que criticasse as produções com investimentos milionários em efeitos visuais com um filme mudo, feito no modo das antigas, mas não parece ter sido assim. Ele diz que continua um filme que segue os padrões de Hollywood e não tem o amor pela sétima arte e sim, pelo dinheiro.

Os gregos sempre procuraram um padrão. Diziam que devia ter um padrão para a arte, para as vestimentas, para o comportamento e para as leis. Eles diziam que uma sociedade devia buscar cada vez mais o homogêneo para se estabelecer.

Tome como exemplo aquelas concepções de futuro que sempre nos foram pregadas: de um mundo onde tudo teria aquele branquinho da Apple, nossas casas, nossas roupas seriam leggins brancas, todos seriam iguais. Parece que o período modernista mudou esse ponto de vista criando a nós uma noção de que seríamos livres. Livres pra sermos o que quisermos e fazermos o que quisermos.

Mas parece que o negócio não é bem assim.

Essa imagem eu achei há um tempinho nesse link. Um maluco aí pegou obras nús famosas e retocou, dando uma siliconada e algumas lipoaspirações para deixá-las próximas a um padrão de beleza atual. Bom, ele pegou algumas fáceis, queria ver transformar as gordinhas do Renoir.

Houve alguns críticos antigos de arte, principalmente quando o cinema começou a fazer sucesso (isso lá no começo do século XX) que diziam que o cinema japonês deveria ser o melhor. Deveria. Disse que uma vez que o Japão ficou durante séculos isolado culturalmente e geograficamente (isso até o Comodoro Perry "invadir" pra comer umas japas) conseguiu desenvolver uma arte sem influências, sem a busca por esse padrão, mas ele se perdeu e, se seu cinema tivesse absorvido, a coisa seria boa.

Bom, ele não conheceu o Akira Kurosawa, provavelmente.
Mas se O Artista segue ainda os padrões clichês de Hollywood, seria da natureza humana procurar sempre fazer um padrão por mais que a sociedade diga que somos livres pra fazer o que quisermos e do jeito que quisermos?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sinais inegáveis.

"Trrrrrrrrrrrrom! Trrrrrrrrrrrrom! Trrrrrrrrrrrrom!"

Fiquei assustado quando ouvi o celular tocando. Eu estava no telefone com ela, conversando. Vi no identificador de chamadas. Era de uma menina que eu tinha ficado há um tempo, estava me ligando naquele momento.

"Ah, desculpe. Meu celular tocou", vi quem era e acionei o botão pra cancelar a chamada. Voltei ao telefone que estava originalmente. "Advinha quem era? Sim, era a *! Hahaha, não entendi porque ela tá me ligando uma hora dessas!", eu afirmei, meio sem jeito.

Essa amiga no telefone nunca aprovou meu relacionamento com essa menina. Ela estava ficando comigo, mas pensava no outro, no ex-namorado. Eu também sabia disso, mas não ligava muito. Queria só curtir um pouco. Mas tudo entre nós terminou antes mesmo de começar.

"Alain, não acredito que era ela. Me fala, vocês não tão conversando, né? Não tá rolando mais nada, né?", a amiga disse, inquieta, nervosa, aflita.

"Não! Não! A gente nem anda se falando direito... Ficou só na amizade mesmo. Não tá rolando nada, fiquei tão surpreso como você ficou!", respondi.

"Eu te falei sobre ela, não dá. Ela vai te fazer sofrer, eu falo isso pelo seu bem!", ela insistiu.

Na hora olhei pro lado. Vi a ligação perdida. Deitei a cabeça na cama, mudei o telefone de ouvido e respirei fundo. Eu me sentia confiante, sentia que aquilo que sentia por ela era forte, era verdadeiro, e que eu poderia tentar e saberia que iria dar certo.

Aquilo era um sinal. Aliás, vieram vários sinais. Parece aqueles filmes, sabe? Deus parece que escreve certo em linhas tortas, pensava. Tudo estava se encaixando.

Eu não vou mentir que eu não nutria algo profundo por aquela menina que eu tinha ficado. Eu ficava com ela mas pensava na outra. Me sentia bem junto da outra. Era alguém que queria algo sério. Alguém que estava investindo, alguém que eu sabia que ia dar certo pois tudo estava se encaixando perfeitamente.

Todo esse pensamento isso durou apenas alguns segundos. Ainda no telefone, respondi para ela:

"Escuta... Não tá rolando nada", recomecei, "Eu quando estava ficando com ela eu estava já interessado em outra. Pensei que não daria certo, mas agora tenho certeza. Tenho certeza que era ela que eu deveria ter investido desde o começo. Eu sinto isso!", disse pra ela no telefone.



No outro dia tentei chegar nela. Levei um fora.
E todos aqueles "sinais" foram pela descarga.

No final das contas, não era nada. E nunca foi.
Eu que fiquei fantasiando coisas que nunca existiram.

E quem estava falando comigo aquele dia no telefone não era a garota que eu estava afim, mas sim alguém muito próximo dela.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mudança no comportamento masculino.

Não podemos negar que a revolução feminista, que teve como principal vitória a garantia de voz, trabalho e direito ao sexo na década de sessenta tenha trago coisas bacanas pras mulheres. É por causa delas no passado que hoje você, mulher, pode sentir aquela gozada na sua buceta do seu namorado sem medo de engravidar.

Tem gente que afirma que os homens não seguiram nessa evolução. Eu acho que rolou mudanças sim. Homens puderam demonstrar sentimentos sem culpa, viraram pais melhores e mais participativos e viram que poderiam fazer coisas ditas femininas que antes não eram permitidos também por um enclave social.

Hoje talvez estejamos colhendo os frutos de uma outra mudança de comportamento masculino, muito graças à crescente comunidade gay.

Antes de mais nada sou heterossexual convicto. Mas sou um nerd também e gosto de saber de um pouco de tudo (nerdices...). Esse texto não é pra mostrar nenhum preconceito, e fiquei analisando muito as coisas ao meu redor antes de afirmar cada linha abaixo.

Qual seria esse novo comportamento masculino que está crescendo? Vamos lá: Antes meninos somente brincavam com meninos e vice-versa. Hoje os meninos brincam com meninas, desde coisas masculinas como futebol como femininas como boneca. E eles não viraram homossexuais, o que acaba com um grande tabu que existia.

Será que um homem pode ser amável, sentimental, compreensivo, fiel e inteligente, e ao mesmo tempo saber te dar um amasso com pegada, ou te botar de quatro na cama e bombar uma noite inteira? Garotas, é o homem friendzoned!

É o mesmo garoto que era motivo de zueira na escola porque andava com as meninas. Vou ser sincero, eu era muito clube do bolinha quando era moleque, mas os primeiros que conseguiram a proeza de beijar alguém com oito, nove anos foram esses meninos que a gente zuava porque preferiam ficar brincando com as meninas. Um tanto controverso, mas não sou um estudioso da área.

Acho que a crescente importância na mídia que a comunidade gay anda tendo acabou sendo um dos fatores pra surgirem os friendzoneds. O homem friendzoned ainda é motivo de preconceito por parte das mulheres, que acabam jogando-o no círculo de "apenas amigos", quando na verdade são incompreendidos. E eles querem algo com você!

Muitas vezes porque ele encarna muito dos fatores de um homem gay, mas não vive sem uma bela duma xoxota. É um homem amigo, que tem grandes chances de ser um excelente namorado e te fazer feliz se você, mulher, abrisse um pouco sua cabeça e tivesse menos testosterona que nós.

Estava vendo ao meu redor muitos camaradas sendo jogados na friendzone sem dó por parte de suas paqueras femininas. Alguns até afirmaram que a menina pensava que ele fosse gay. Mas... Não! Talvez não sejam machões barbados (se parar pra pensar barba é fácil de crescer!), mas vi casos de garotos amiguinhos que se deram bem com o sexo oposto. E alguns que até eu nem imaginava que iam conseguir encontrar uma mulher antes dos quarenta, conseguiram.

Portanto mulheres, abram os olhos!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Baronesa Thatcher

Dificilmente um filme me empolga a ponto de ir ao cinema ver. Desde que fiquei sabendo que ia rolar um filme sobre Margareth Thatcher fiquei interessado. Queria ver. Vi que havia sido lançado no mundo todo e nada aqui ainda. Pensei que iria direto para as locadoras, mas lançaram no cinema na última sexta-feira.

E lá fui eu ver, na Playarte no Shopping Center 3, ali na Paulista. Sou fã da Meryl Streep também.

Para muitos entendedores de cinema, essa cena do 2001 é o corte mais genial da história do cinema. Concordo. Mas um filme que bons cortes pra definir tempos diferentes é algo louvável. Eu gosto de dar o exemplo do Eternal Sunshine of a Mindless Spot. O cabelo da Clementine é a linha de tempo da rolada toda.

O filme The Iron Lady brinca bastante com essa passagem de tempo pra contar exatamente os problemas mentais de alucinação que a Margareth Thatcher realmente tinha. A história de vida dela acho que todos aqui conheçam (ou não?), mas o filme não foca muito na visão política do Thatcherismo. Foca mais na vida dela, e como ela foi decisiva no mundo para que conseguíssemos ter hoje Michele Bachelet, Dilma Roussef, Condoleeza Rice e Angela Merkel da vida no comando dos países.

Aliás, não duvido nada que daqui uns 20 anos vão fazer um filme sobre a Merkel também. Anotem o que eu estou falando. Uma Thatcher alemã. E se pá, com a Meryl Streep também!

E parabéns pela Meryl Streep pela ótima atuação! Sempre insuperável, não tem um filme com ela que eu não me arrependa. Uma mestra!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Porque "games" não são considerados "arte".


Meu irmão trouxe um Playstation 3 do Reino Unido, e trouxe junto um jogo que eu queria há muito jogar. Chama-se Uncharted. Eu já falei aqui sobre a cinematográfica de alguns games. Uncharted é um game mais cinematográfico que já vi. Muito fã de cinema iria se empolgar bastante com o jogo.

Porém dificilmente games, por mais enredo que tenham, dificilmente se elevarão ao estado de "arte". O próprio cinema não poderia competir com arquitetura, pintura, poesia, música, teatro e dança. Talvez por isso virou a sétima, mesmo que até hoje seja motivo de controvérsia. Na faculdade aprendi que "A Arte das Artes" é a arquitetura, não o cinema.

Será que tem um espaço para uma oitava?

Os games não tem um ar boêmio como as outras. Pra se fazer um game é preciso dinheiro, equipe, programadores, designers, roteiristas, artistas, dubladores. O dublador do Nathan Drake do Uncharted, aliás, é um dos maiores nomes da dublagem de games no mundo. Games não são como cinema que basta uma câmera e uma ideia na mão (e mesmo assim muita gente acha difícil... Se espelhem na Bigelow!).

Mas muita gente que curte muito cinema ainda se sente distante dos games. Acha que os games ainda são estilo Sonic do Mega Drive. Não! Games evoluíram, adotaram muita coisa do cinema, com roteiros e tudo mais. É legal de se assistir, assim como é bom de se jogar também. Tudo bem que ser caro no Brasil é um problema agravante... Meu irmão trouxe Uncharted 2 por 4 libras. Dá mais ou menos R$12. No Brasil tá até "barato" (estou sendo irônico), saindo por uns R$100. Não dá pra competir com o filme original nas lojas americanas por doze paus ou na banquinha pirata do "leva dois por seis conto".

Ver o trailer de Uncharted não me faz diferenciar que isso seja a história de um game ou um filme. Mas ainda acho que está se iniciando agora uma era em que os games irão de vez se desvinciliar do cinema. Não serão mais lineares, você não precisa obedecer um roteiro, você pode criar o seu roteiro. Já houve algumas tentativas disso, e acho que estamos muito próximos disso.

Aí seria como se comprassemos um filme e... Nós mesmos criassemos nosso filme!
Não seria genial?

Pra muitos games o momento ápice é quando o game vai pro cinema. Acho que os games chegaram num momento em que não precisam abaixar a cabeça pro cinema. Eles já rendem até mais que filmes. E nem precisam ir pra telona.

Seria mais uma Arte pra agregar as existentes?

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Artemis



Novamente, ninguém precisa saber quem é. Embora que, acho que ficou a cara cuspida dela (essa eu não tenho como negar, a feição dela é simples de desenhar!).

Ai, ai... Essas minhas mulheres. Se eu ficar fazendo um desenho toda hora que eu levar um fora, uma hora vão acabar as deusas gregas e vou ter que partir pra coisas fora do contexto como, Amaterasu, Freya ou Iemanjá.

Isso vai ser vantajoso pras elas me darem uma bota! Aí todas vão começar a me dar foras porque sabem que vão parar numa folha de desenho depois, hehe. Droga.

Eu preciso fazer minha versão de "Adoração dos Magos" antes de morrer. Vou começar a fazer alguns estudos!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

São Paulo crítica. Qualquer erro é inadmissível.


São Paulo opera no limite. Qualquer erro é fatal. E isso altera a vida de centenas ou até milhares de pessoas.

Das linhas da CPTM a Linha Esmeralda é considerada a mais próxima do "padrão metrô". Desconsiderando os dias de chuva e seus trens de açúcar. Ontem houve um descarrilhamento de um trem. Pra imprensa o trem estava vazio, mas parece que não foi bem assim.

São Paulo caminha parada no trânsito rumo a sua destruição. Todos adoram apontar soluções, como acabar com as cidades-dormitórios (os locais onde as pessoas apenas vão pra dormir, já que trabalham no outro lado da cidade) para melhorar o trânsito. Mas ninguém quer dar casa pra pobre no meio de Moema, super valorizado.

Óbvio que muito da culpa são das licenças ambientais quando se tem um mínimo de vontade política. Será que custa muito repensarem isso? Quando teremos um político que seja mais forte do que a ganância das empresas e dos sindicatos? Políticos que lutem pela vontade do povo, pois isso é a democracia que esse país nunca vê.

Isso quando não tem jornais que inventam merda.

Como eu disse no vídeo não foi a primeira e nem será a última. Será que custa muito votar direito nas eleições pra tentar amenizar um pouco isso? Shanghai em 15 anos fizeram mais de 200 estações. São Paulo mal tem 50, isso porque começou a construção do seu "metrôzinho" na década de 70.

40 anos e nada.

Vocês governadores são um bando de vagabundos mesmo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ser o mestre de sua própria mente.

Bom, eu já comentei sobre a vacuidade e sobre a fé inabalável.

O budismo é uma religião que por mais você questione, você descobre uma resposta. E uma resposta lógica. O budismo é centrado na pessoa, e seu objetivo não é um culto a alguém ou algo em específico. Seu objetivo central é ser o mestre de sua própria mente e assim, entendendo sobre o sofrimento e sua causa, você saber lidar melhor na sua vida. É isso que o Buda ensinou no Sutra do Nirvana, seu último ensinamento.

O budismo não nega que não existam pessoas que consigam alcançar o estado de plenitude sem serem budistas. Pessoas como Mahatma Gandhi ou Madre Tereza de Calcutá são consideradas pessoas iluminadas exatamente por seguirem a doutrina do Buda em que a nossa felicidade só existe promovendo a felicidade dos outros. E se pararmos pra pensar todos os grandes mestres religiosos tinham essa visão. De fazer os outros felizes, e assim você mesmo estará feliz.

Buda pegou tudo isso e sintetizou uma maneira de se alcançar a iluminação e mantê-la.

Eu estou praticando bastante esse conceito da vacuidade que o Avalokisvara nos deixou. Faz um sentido do cacete. A nossa mente é o nosso maior obstáculo pra tudo. É da nossa mente que vem os nossos desejos, que nos fazem querer sempre mais e nunca estarmos satisfeitos. É da nossa mente que vem a felicidade momentânea, que é apenas um prazer. Ela não existe por sí só, temos que deixar de procurar o "prazer" e ir em busca da "real felicidade".

Muita gente talvez pense que quem segue o budismo seja de alguma forma niilista. Mas acho que é exatamente o oposto: pensamos muito. Pra você, sei lá, estar com um desejo de comer um McDonald's e entender que essa vontade é momentânea, fútil, e não vai trazer nada de benéfico pra você é preciso um esforço mental incrível. Não é bem a negação, mas entender que se esse desejo por esse prazer nasce em você, cabe a você também cessar ele antes que te consuma e atrapalhe sua vida.

Nós somos seres humanos. Temos que acordar todos os dias e existem centenas de coisas que temos que fazer que não gostamos. Isso é normal, inclusive pra quem está buscando a iluminação, como eu. A diferença crucial entre nós e quem não tem essa noção é que mesmo que sentimos o sofrimento, nós rapidamente conseguimos nos livrar dele. Sofrimento é inevitável, mas a dor é opcional. Não ficamos remoendo ou nos lamentando muito tempo porque isso tudo é passageiro.

Igual um arranhão. Você não sentir a dor do corte é impossível, mas a dor que vem depois é opcional se você tratar o ferimento ou não.

Vai passar, nada, absolutamente nada é pra sempre. E é esse apego em querer fazer as coisas "eternas" que fazem o ser humano sofrer, e ficar como numa montanha russa: Tá triste, vai dar uma volta, distrai, volta pra casa, liga a tevê, fica triste de novo, e por aí vai.

Fica um ciclo vicioso, quando tudo poderia ser resolvido logo no primeiro "estou triste" entendendo que isso é algo que não tem uma existência intríseca, só me faz sofrer porque eu deixo ele me fazer sofrer.

Tem que ter moral! Ser o mestre de sua própria mente. Assim, você torna-se tanto um ser que entende a vacuidade do Avalokitesvara como alguém de fé inabalável do Achala. O primeiro te leva para o segundo: quando nada consegue te deixar pra baixo, você adquire uma fé inabalável, nada consegue te derrubar.

Como eu disse, faz um sentido do cacete!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Livros 2012 - #4 - Pride and Prejudice

Quando li a primeira vez Pride and Prejudice (Orgulho & Preconceito) eu li uma versão em inglês resumida e adaptada. Eu gostei tanto que li umas três vezes, praticamente decorei ele. Vi o filme umas dezenas de vezes também.

Mas o livro original escrito pela própria Jane Austen, não!

Confesso que foi um desafio. Ela escreve em inglês do século XVIII. É um pouco difícil porque era um inglês com expressões que não usam mais.

Por exemplo: Não falavam "Tomorrow". Falavam "In the next morrow". "Dine" é verbo (jantar) e ainda tinha muitas expressões francesas como "tête-à-tête". E eu pensando que hors d'oeuvre era o máximo que eu precisava de usar dessa língua nojenta desse povo francês ignóbil.

SPOILERS ABAIXO!
Depois não diga que eu não avisei.

Como eu amo Pride and Prejudice! É um romance que foge daquele objetivo da cópula que os filmes românticos mostram. Não é lavagem cerebral, tem toda uma pensamento por detrás. Eu sempre me emociono em três partes.

Primeiro quando a Elizabeth Bennet, já puta da vida com o Mr Darcy fala que ele seria o último homem do mundo que ela casaria, por conta do seu orgulho e por ter destroçado os sonhos molhados da Jane, sua irmã mais velha, que tinha pelo viadinho do Bingley.

A segunda parte é quando o Darcy entrega logo depois uma carta, explicando tudo. A terceira é quando a Elizabeth, depois de conhecer que o Darcy na verdade era uma boa pessoa, diz que agora o ama e aceita casar com ele.

Pride and Prejudice é exatamente isso, um romance que fala de primeiras impressões. É uma história que me emociona, e prova que segunda chance existe! Hahaha. Demorei pra ler até, talvez seja pela linguagem mais elaborada. Mas como sempre, emocionante demais! =)

Jane Austen é genial.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mil.

Quando terminei de jogar o conteúdo antigo do blog aqui na blogger me assustei com o número incrível de postagens. Já estava chegando aos mil posts. Deuses... Alguém tem noção do que é isso? Acho que eventualmente nem eu.

Nos tempos do antigo fórum Arayashiki eu vivi, há seis anos, a explosão da blogosfera. Era blogger, blig, weblogger e tantos outros. O fallen Pegasus nasceu como um projeto chamado 2Bad!, onde eu alternaria com um "alter-ego", que seria o Hypnos, o Deus do sono (hã?). Sim, eu tenho até hoje o layout dele em casa. Bem feio!

Com vários dos meus amigos fazendo blogs temáticos há seis anos, eu resolvi fazer o meu. Juntando o mito do Pégaso e Seiya, dos Cavaleiros do Zodíaco nasceu o Pegasus Wings. Primeiro na Weblogger, que depois de três anos decretou falência e pediram pra que todos nós salvássemos o conteúdo do blog, pois seriam todos apagados. Aí nasceu o fallen Pegasus que vocês conhecem e aqui donde vos falo.

Blogs mudaram muito. E as pessoas também.

E esse blog é um blog pessoal. Pessoas acessam quando querem. Lêem sobre o que está acontecendo, se divertem com as crônicas que escrevo. Não ganho nenhuma grana com ele, faço apenas por prazer. Prazer pela escrita, pela dialética, pela arte. Nós leoninos somos apaixonados por tudo (e por todas!).

Hoje você que está aqui provavelmente não estará daqui a alguns anos, mas pode ver o que já foi postado. Isso é natural. O blog está aqui, ele é um livro aberto da minha vida, um documento sobre tudo o que sou, pensei e agi durante esses seis anos e mil postagens.

O passado e o futuro são muito grandes para nós abraçarmos. O passado nós até temos uma ideia do seu tamanho, pois ele já passou. É graças ao passado que nós estamos aqui, nele se explica como estou hoje, como penso ou o que me influenciou.

O presente é uma linha muito tênue. Que está acontecendo agora. Mas esse agora já passou. E já está vindo um novo agora logo ali. Você poderia estar fazendo um monte de coisa agora, comendo um Doritos, dirigindo seu Corsinha, bebendo uma Bud produzida em Jacareí. Mas não, está aqui, lendo! Será que você consegue perceber que, nesse universo de coisas, opções, cheiros, pessoas você está conectado a mim nesse momento e lendo isso?

Cara, isso parece algo simples e trivial, mas na minha opinião, é FODA!

Se o passado é muito grande para nós termos em nossos braços, e o presente passa por nós rápido e nunca conseguimos agarrá-lo, o futuro é uma incógnita. Não tem forma ou tamanho. Ele vem logo depois das ações do presente, e é moldado pelo passado.

Tempo! O blog é um registro desse tempo. De uma vida. Mesmo que seja uma parte minúscula dela.

Não criei o blog para mostrar aos amigos, xingar políticos ou mostrar meus desenhos. Quando criei o blog eu queria ter um registro, pois tinha medo de dizer que as coisas passaram rápido. Eu queria poder medir o tempo de alguma forma. Hoje eu vejo que de alguma forma estive errado.

Não dá pra se abraçar o tempo. E ele está passando, cada segundo é um segundo a menos.

Se você o acessou, você entrou em contato direto comigo, seja em qual post você eventualmente caia.

Não sou um exemplo de nada na vida, mas se, por esse minúsculo tempo você leu, eu sou grato!




Sabe, cheguei a conclusão que o tempo não passa rápido demais. Cada segundo que passa é um segundo a mais de vivência dentro de nós. O futuro é uma possibilidade, o passado é a experiência, o presente é a ação. NADA se perde, isso é um mito de revistas de merda. Nós enriquecemos nossa alma, e ter o registro disso tudo e tornar ele público acho que é um presente muito mais pra vocês do que para mim.

Eu tenho vários blogs pessoais nos meus favoritos. De pessoas que conheço ou não. Eu espero que o fallen Pegasus seja um blog dentro do seu menu dos favoritos também. Mesmo que poucas pessoas o acessem,  se esse blog te faz relevância na sua vida, eu acho que não tem coisa melhor no mundo que me faça sentir mais grato! Nem que seja pra meia dúzia de pessoas, acho que somente temos a enriquecer juntos.

Pensar primeiro no próximo, depois em você.
A hora é agora!

Continuem visitando.
http://fallenpegasus.blogspot.com/

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Diário de Fotógrafo #15 - Anime Dreams 2012.

Eu ando sem paciência mesmo... Bom, mas deu pra tirar algumas fotos. Como sempre, o local estava um forno! E muita gente. E muita japonesa linda.

Se mulheres em geral já são seres difíceis de se entender, cuidado com as "otakas". Elas vivem mais no mundinho cor-de-rosa delas do que as mulheres comuns. Só uma dica antes de você se envolver com uma: Evite-as a todo custo porque você vai se dar mal, vai se apaixonar, e ela vai te dar um chute na bunda do nada.

Palavra de quem entende do assunto.


Eu comeria ela e o boneco junto! Nerdzinha linda!


Minha câmera atrai o que existe de pior no ser humano.


Sabe, eu não quero muita coisa. Uma japa dessas aí me faria feliz.


Cara tá armado! Cuidado.


Eu gosto de tirar fotos de pessoas tirando foto!


"Eu cara, você esqueceu o capacete?"


AH QUE CALOR! Uma dessas me faria feliz também.


É tudo poquemão!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Qual o segredo de um fotógrafo?

Eu adoro ver as galerias de imagens da BBC.

Esses dias um amigo meu pediu dicas de como se faz para se tirar fotos boas. Na verdade muita gente anda pedindo dicas, e acho que eventualmente isso possa ajudar. Algumas dicas para iniciantes, se esforce nelas e terá mais de meio caminho andado:

Não precisa gastar rios de dinheiro numa DSLR
Uma câmera DSLR (Digital single-lens reflex cameras, câmeras de lente única reflex digitais) é o sonho de muitos fotógrafos e desejo de todo bandido. Eu tenho uma Nikon D60. Sabe onde que eu uso? Em eventos fechados ou locais com muito policiamento. Caso contrário eu uso minha Cybershot vagaba mesmo. E, francamente, os resultados na Cybershot sempre saem melhores, só não saem com a resolução da Nikon.

Mas o que quero dizer é que fotografia não é equipamento. Se você for rico, aí já são outros quinhentos! Mas eu já humilhei muitos fotógrafos com uma Cybershot e duas pilhas AA.

Olhe antes de fotografar
No meu primeiro emprego fui fazer uma cobertura de um evento com minha Cybershot vagaba. Ao meu lado tinha um professor universitário barrigudinho, que só porque come o rabo das alunas ficava se achando com uma Canon poderosa nas mãos fazendo a cobertura do evento. As fotos dele saíram péssimas, sabe porque? Porque ele era um clicão.

Um clicão é quem sai por aí tirando foto sem ver o que está rolando. Vários teóricos da fotografia dizem que antes de ser um fotógrafo, você tem que observar tudo. Era assim com Henri Cartier-Bresson, um dos grandes fotógrafos. Temos que ver como se tudo a nossa volta fosse um teatro. Temos que focar em determinada cena e registrá-la. Tudo está lá. Não existe foto ruim. Você que não soube olhar antes e estar no lugar certo na hora certa.

Se puder, tente de outro ângulo
Essa dica é valiosa. Muitas vezes uma foto não sai boa, fica pesada, quadrada. Pode ser uma foto de uma cidade, de um monumento, ou daquelas três gatinhas que você tá afim. Se você é o fotógrafo, e você registra a cena, você pode ser o diretor do teatro também. Brinque! Mude de posição as pessoas, mande fazerem caretas, tente tirar de um local alto, por baixo, enfim... Tente!

Muita gente fica frustrada quando uma foto não sai boa. Mas não percebem que se não saiu boa, só chegar do lado e dar outro clique! Mostre para as pessoas apenas o crème-de-la-crème, ninguém precisa ver aquela foto que saiu o cofrinho do seu tio careca, ou sua avó sem dentadura ou uma sem foco. Para sair seis fotos boas, podem ter certeza que eu fiz no mínimo umas sessenta!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A questão é disciplina. A educação nem tanto.

Ontem fui fazer pilates e tinha uma peituda lá com braços bem definidos. Como ela estava na frente eu, todo meninão, puxei assunto. Ela, bem simpática, uma mulher com quase 40 anos que eu não dava mais de 25 pra ela. Disse que era bem disciplinada nos pilates.

Fiquei pensando... Disciplina?

Eventualmente nossos avós contam que a educação na época deles era melhor. Não faz tanto sentido se levarmos ao pé da letra. Considerando o avanço tecnológico até hoje, a internet, o conhecimento difundido, seria difícil imaginar que eles soubessem mais que nós naquela época.

Por essas e outras, levando em conta a peituda do pilates e nossos avós, o que caiu em declínio não foi a falta de conhecimento, mas sim a disciplina. Educação sem disciplina é nada, você só consegue atingir quem é interessado no assunto - quem em geral tem disciplina.

Como eu sempre estudei em escola pública, sei como é isso melhor que ninguém. No colégio tinha uma professora, chamada Olga. Mulher baixinha, cara de poucos amigos, muito, muito, muito, muito inteligente. Ela ensinou algumas lições pra mim que até hoje eu sigo.

Logo no primeiro dia ela dividiu a sala em grupos e disse que seriam naqueles grupos que trabalharíamos o ano todo. E teríamos que gerenciar os trabalhos, as provas, as redações, tudo. Tínhamos medo dela. Ela era muito disciplinada, nada a abalava e, por incrível que pareça, até os bagunceiros na aula dela se esforçavam. E por mais difícil que tenha sido, todos se esforçaram, todos aprenderam as matérias e no final ninguém foi reprovado. Isso! NINGUÉM!

Seu conhecimento da matéria era comum, nada demais. O diferencial era a disciplina.

Tinha um professor que era muito preguiçoso, e sua aula era cansativa e desestimulante. Uma vez a própria Olga disse "Vocês sabem como esse professor dá aula, não sabem? Agora me digam uma coisa, se vocês tivessem um filho, em que escola vocês colocariam? Na minha escola ou na dele?". Ela era assim, grossa. Mas ninguém na sala teve coragem de dizer que seria na dele.

Escola não acaba sendo prioridade. O governo quer você como peão e não como um pesquisador, ou doutor. E não apenas isso, as pessoas não querem estudar mais. Seja pela dificuldade, pela falta de estímulos ou por qualquer coisa. Por isso a escola fica em segundo plano. Deixa de se existir a disciplina. Não duvido que os professores de hoje tenham tanto ou até mais conhecimento que os antigos. Só que com pessoas que não levam a sério um trabalho esforçado, onde vamos parar?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Determinação.


No budismo tântrico existe os reis da sabedoria. Um deles é o Achala (ou japonês Fudô myô-ô). Ele representa a determinação, força e imutabilidade. Tanto que a tradução japonesa do nome dele é algo como "Rei que não se mexe". O mundo pode estar explodindo e ele continua lá, firme!

Mesmo ele tendo essa cara de quem chupou limão, ele transmite muita força. Ele não foi alguém que existiu de fato (ao contrário do Avalokitesvara, que já falei aqui), é mais um conceito em forma humana dessa força toda.

O que você, não budista, pode aprender com ele?

Vou falar mais ou menos como eu entendo.

Eu já expliquei que o Avalokitesvara ensinou a nós sobre a vacuidade, sobre a falta de existência por si só das coisas. As coisas só existem porque dizemos que elas existem, porque elas não existem por si mesmas. Isso inclui o sofrimento, a felicidade, a raiva, frustração, tudo. Se nós ligarmos o "foda-se" pra isso tudo, essas coisas não nos serão muros para derrubar, pois eles não existirão, e conseguiremos viver melhor (mais ou menos isso explicando em um parágrafo todo).

O Achala acaba sendo um oposto dele. Se o Avalokitesvara é um cara cheio de compaixão, o Acala é bem firme.

Digamos que se o Avalokitesvara diz pra gente não ligar para as coisas porque elas só existem porque dizemos que existem, o Acala vem e diz que a gente tem que aguentar todas as porradas da vida e ir seguindo em frente. Pois todas essas coisas são apenas obstáculos e temos que ser fortes em busca da iluminação.

Várias imagens do Acala tem uma flor de lótus em cima dele. A flor de lótus é um signo pertinente no budismo, afinal ela nasce em lamaçais. Se uma flor de lótus está em cima do Acala significa que ele, mesmo embaixo do lodo, continua firme e determinante. Nada irá tirá-lo de lá, podem jogar uma bomba atômica que ele não vai sair de lá nunca, vai aguentar tudo, pois nada o impedirá de alcançar a iluminação. Pois ele nada teme!

São dois pontos de vista. Seja a vacuidade do Avalokitesvara ou a determinação do Achala.

Tio Allain, e daí? O que você quer ensinar com isso?


Eu gosto muito dessa cena do último Rocky. "But ain't about how hard you hit... It's about how hard you can get hit, and keep moving forward!".

Ás vezes a vida lança umas dessas. Estamos cheios de problemas e queremos jogar tudo pro alto e não podemos. Pode ser uma dívida, pode ser um TCC (nééééé?), pode ser uma briga com cônjuge ou qualquer outra coisa. Somente nós sabemos o peso dos nossos problemas.

Mas não importa o quão forte a vida nos bata, o esquema não é batermos de volta. É segurarmos as rédeas e continuar seguindo em frente. Sempre! Com determinação. Jamais desistir. E acho que esse conselho, independe de sua religião. =)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Da Vinci: Um quase designer.

Embora eu não seja um grande fã de suas obras, desde moleque e, acredito até hoje, admiro muito Leonardo Da Vinci. Ele é Da Vinci eu sou De Paula, temos muito em comum, hehe.

Acho que teríamos muito a aprender com o Leo (para os íntimos). Pintor, arquiteto, anatomista, engenheiro e escultor. E mais uma porrada de coisa. Acima de tudo Leonardo era um cara curioso, mesmo que muitos artistas, desde antes dele até mesmo os atuais, nutram uma criatividade igual.

Quem sabe um dia meu quadro será exposto num Louvre da vida daqui uns 500 anos igual a Monalisa? Até as três moiras eu pintei com um significado, quem sabe vão criar teorias pra dizer quem são as três damas da pintura? Vale sonhar um pouco.

Da Vinci era um curioso. Acho que ele não devia ser um daqueles caras que se vangloriam por saber de três ou quatro coisas. Devia ser o tipo de cara que não tinha vergonha de perguntar como algo funcionasse ou como algo era. Acredito nisso. Acima de tudo não tinha vergonha de arriscar, tentar aprender algo novo ou totalmente diferente do que estivesse acostumado.

Muito se dá também pela lenda mítica que criaram entorno dele. Oras, Michelangelo também era um grande artista, anatomista, escultor, arquiteto e engenheiro e era seu grande rival.

Mas Da Vinci era um filho bastardo, que se matou pra aprender latim pra entender Vitrúvio (afinal era proibido pra quem não fosse filho legítimo) entrou num ateliê de um maluco (Verocchio) e arriscava usar uma "tecnologia" que um maluco holandês tinha criado que prometia acabar com a têmpera e dar mais suavidade - a tinta a óleo, criação atribuída ao Jan Van Eyck.

Talvez fosse essa coisa da superação. Um cara onde não tinha onde cair morto, diferente de outros contemporâneos seus evoluiu socialmente e ganhou notoriedade - mesmo ele, na minha opinião, sendo um grande preguiçoso também.

E hoje, pra minha felicidade vejo uma notícia sobre a "segunda Monalisa" (será que era do Alibrandi?), feita por um discípulo dele, com a mesma gostosa que Da Vinci deu uma "pintada".

Eu tenho uma teoria! Acho que a Monalisa jogou o Da Vinci numa friendzone ferrada, e como nem um beijinho ele conseguiu, fez um quadro dela. Nada diferente de mim, né Leo? Como aqui, aqui, aqui e mais essa.

Acho que se nós daríamos uns bons amigos de boteco, meu caro.

Garçom! Desce mais uma breja pra mim e pro Leo aqui. Ele não comeu a Monalisa, coitado...

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