quinta-feira, 15 de março de 2012

E aí, ontem no metrô...

Estava voltando pra casa ontem tranquilamente, pegando meu santo trenzinho na Estação Pinheiros. Estava de pé e na minha frente tinha um casal. Duas pessoas jovens, com uma bebêzinha (provavelmente uma menininha, pois estava de rosa).

A menina do nada começou a chorar. A mãe, depois de uma tentativa frustrada de dar o peito, passou pro pai que estava do lado que não soube o que fazer. Cada vez mais a bebê chorava mais e mais alto e o casal se olhava com uma cara de "E agora, o que a gente faz?".

Uma senhora do lado resolveu intervir. Disse que era provável que a criança estava com cólicas, o que é muito comum. Pediu pra eles fazerem uma massagem, ou algo do gênero no ventre da criança. O pobre do pai, que era um garoto, tentou fazer, mas sem sucesso.

Ele devolveu pra mãe (mas ele insistiu bastante na massagem pro bebê!) e ela deu o peito, aí a criança parou. Aparentemente era fome mesmo. Aí o silêncio enfim tomou conta do vagão.

Não sei se eu estaria pronto para ser pai. Acho que qualquer coisa que acontecesse, dependendo da gravidade, acho que estaria relativamente preparado, mas acho que a paternidade não. Não sei ainda se quero um dia ser pai, é difícil, e não acho que tenha eventualmente boas referências para tanto. Tenho medo de magoar meu filho, ou filha. E esse medo impede de sequer cogitar a ideia.

Tenho medo mesmo é de ser um péssimo pai. E dado ao meu jeito de ser, não acho que serei mesmo.

Mas o tempo vai passando e... Bom, sei que meus espermatozoides vão estar sempre aqui, então tecnicamente não precisaria de pressa para tanto. Fico pensando mesmo se algum dia vou estar pronto. Vai passando o tempo e parece que vou ficando menos pronto pra um momento como esse, quando deveria ser o contrário.

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