quinta-feira, 31 de maio de 2012

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"Mano, que mina escrota!", um amigo iniciou a conversa no bar.

"Calma, hahahha!", eu disse, tentando acalmá-lo, "Isso acontece... Relaxa!".

"Véi, uma coisa é a menina te dar um fora. Outra coisa é ela mandar uma amiga dar o fora. Que merda, mano! Não tem coragem de fazer isso cara-a-cara? Mano, fica longe dela, é a do pior tipo!".

"Ela não fez isso por mal. Acontece, uai. Ás vezes ela se sentiu mais segura, ou sei lá. Eu não vou ficar com raiva dela por causa disso, vamos continuar amigos, isso é ótimo!", eu disse, tentando atenuar.

"MANO, por isso você não anda comendo ninguém! Amiguinho não come ninguém! Honra o que tem no meio das suas pernas, mano! Tem que comer todas!", esse meu amigo disse, elevando a voz.

"Hahaha, acho que foi o melhor, cara. Eu não sou desses que fica insistindo a vida inteira. Se a menina não quer, não tenho porque ficar insistindo. Virão outras cara, relaxa!".

"Mano, só fico com raiva que você é um cara bacana, não é como nois que só quer pegação e essas mina ainda faz isso com você? Elas vivem querendo algo sério, e quando vem um cara ponta firme igual você elas ainda fazem isso?".

"Hahaha! Cara, eu francamente não dou a mínima. Não vou mudar o meu jeito de ser. Se eu fosse ficar com raiva de cada menina que me dá um fora, teria que ficar com raiva de metade da população da cidade, isso sim! Um dia a menina certa chega, tranquilo! Eu quero mais é que ela seja feliz! =)", eu finalizei.

As meninas retratadas não é porque eu tive apenas algum interesse romântico com elas.

Se fosse assim, eu teria que fazer o panteão inteiro (rs!).

Na verdade são donzelas especiais que, acima de tudo, virei um grande admirador delas como pessoas.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Lágrimas de felicidade.

"Muitas vezes a gente cai num poço.
E descobre que lá embaixo tem uma mola."

Muitas coisas aconteceram essa semana. E ainda estou digerindo muito as coisas que aconteceram nesse sábado.

E foi cair um Eza principal justo no dia 26 de maio. Como se eu já não sofresse por lembrar todo ano do dia 25 de maio.

Não sei dizer se a semana foi tensa. De fato, alguns atritos no trabalho estavam acontecendo. Mas a gente sempre tenta sempre lembrar da máxima budista que diz sobre "Fazer primeiro ao próximo". Mesmo naqueles momentos em que você fica alterado por te mandarem coisa pra fazer ás cinco pras seis da tarde!

Mas naquela hora eu senti o apoio das pessoas.

No budismo Shinnyo existe o assento de elevação Eza. São quatro graus até a mediunidade budista (reinô). Eu prestei para o primeiro, Daijo (determinação).

Sentia a expectativa das pessoas desde o último Eza inicial. O Eza de elevação estava chegando e eu cada vez mais nervoso pensando se eu estaria sendo bom com as pessoas ao redor suficiente. Desde minha família, amigos, e tudo mais. E naquele momento em que sentei pra meditar, lembrei de tudo isso.

Não gosto de ver as pessoas tristes. Gosto de ajudá-las de alguma forma. Digo, eu não tive ninguém como eu pra fazer uma graça pra mim quando estava triste, e creio na máxima de que ás vezes o que uma pessoa precisa é uma boa gargalhada. E é o que tento fazer com as pessoas, sempre. Mesmo que eu esteja entupido de problemas a resolver, eu prefiro não demonstrar isso. Não quero que as pessoas fiquem preocupadas comigo, pois eu me preocupo com todo mundo.

Minha felicidade é ver as pessoas ao meu redor felizes!

Na hora de meditação, esperando a orientação do médium, fiquei pensando: será que eu fiz o suficiente?


Acho que todo mundo pensa isso.

Lembrei uma vez quando desci do ônibus pra ir pro metrô do Capão e um senhor cego tinha desembarcado pela frente. Vi todas as pessoas do ônibus passando por ele como se ele não existisse. E o cara tava lá, com uma begala, se esforçando pra desviar das calçadas depredadas de um bairro de periferia. Vi, e prontamente voltei. Dei o braço pro senhor se guiar e levei ele pro Metrô. Foi uma excelente conversa! Ele me contou algumas estórias legais durante aqueles cinco minutos.

Entreguei ele no metrô pra um funcionário e ele disse: "Jovem, não tenho como te agradecer". E eu disse: "Foi nada senhor!".

Nós como seres humanos achamos que nossos atos bondosos são medidos com a nossa medida, e não vemos o quão grandioso é cada bondade que fazemos pro próximo. No mundo espiritual cada ato é medido com uma régua muito maior, por isso a importância de fazer a bondade e acumular esses méritos.

E naquela hora que o médium chegou na minha frente, ele disse algumas coisas e eu comecei a chorar. A chorar de felicidade! Senti toda a energia das pessoas que naquele momento estavam preocupadas comigo. Senti a força das pessoas que estavam torcendo por mim.

E tudo o que senti foi gratidão.

Gratidão por estar com vocês hoje aqui, dividindo esse momento, essa felicidade. A gente poderia ter nascido em qualquer lugar do mundo, em outra época, em outro contexto. Mas conhecer as pessoas que conheci, ajudar as pessoas que ajudei, e manter as amizades com as pessoas que me são queridas isso sim é um presente. Um presente maravilhoso.

A Shojushin-in-sama está feliz em ver seus esforços, ela está orgulhosa de você! Continue firme como o Achala até o fim.

Daijo. O cartão amarelo estava lá. E eu não acreditei.
E depois um pequeno discurso foi ministrado pelo Orlando, meu amigo. E ele disse que quando subiu sentia que duas pessoas iam se elevar, e apontou pra mim e pra uma menina. E nós conseguimos. Conseguimos todos juntos!

E depois, Denichan, minha madrinha veio me dar os parabéns. Aí eu não vi mais nada. A emoção deu conta, abracei ela forte e segurando as duas mãos dela eu disse: "Obrigado viu? Obrigado por tudo!". Obrigado por me trazer ao Ensinamento budista, obrigado por me ouvir e me ajudar com meus problemas, obrigado por ser essa amiga que eu tanto estimo!

Obrigado por tudo. Só tenho a agradecer pelos presentes que recebo dia após dia. Isso não tem preço.

sábado, 26 de maio de 2012

Estender a compaixão a todos.

Um dos bodhisatvas (pessoas que alcançaram a iluminação depois do Buda) venerados além do Avalokiteshvara é o Jizô (em japonês), também conhecido como Ksitigarbha (leia com calma, não é um monte de palavras aleatórias, é Ki-si-ti-gar-ba).

No Japão ele em geral é colocado junto de uma criança, pois existe a crença de que ele proteja crianças pequenas. Parece o Santo Antônio de Pádua, né?

Mas o papel desse nobre bodhisatva não é apenas resguardar pelas crianças. É algo muito além disso.

Enquanto o Avalokiteshvara fez o voto de compaixão de todos que entram no caminho budista, o Ksitigarbha protege exatamente as pessoas de fora.

O caminho budista, especialmente nós que praticamos o Grande Veículo, isso é, divulgar o ensinamento para tentar ajudar o maior número de pessoas possível, nos inspiramos muito no Ksitigarbha.

Ele é o bodhisatva que fez o voto de ajudar a todos chegarem na iluminação até que o inferno não esteja mais com ninguém. Pra isso ele aguenta chuva, calor, frio, tudo. Tudo pra continuar em frente e guiar todas as pessoas que querem chegar lá conseguirem.

Seguir um caminho de Grande Veículo ás vezes é algo um bocado frustrante. A gente aprende o budismo, e entende que o Ensinamento é algo grande, muito grande pra morrer apenas dentro da gente. Por isso a gente tenta ajudar as pessoas usando os ensinamentos que a gente aprende. E os ensinamentos não dizem respeito a meditações, ou você patrocinar uma igreja. Os ensinamentos dizem respeito ao karma (ações) onde só podemos limpar o karma ruim nosso por meio do karma bom.

Por isso o maior ensinamento é ser bondoso com todos. Ás vezes só de você ouvir o problema de alguém você estará ajudando. E nos inspiramos exatamente no Ksitigarbha. Vamos aguentar sol e chuva, neve e tempestades, furacões ou ferimentos, tudo para que possamos ser bons com mais uma pessoa. E essa pessoa espalhe essa felicidade, e essa felicidade seja como uma luz que ilumina o mundo.

Lindo, né? =)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

"Me prometa: Que você nunca mais irá chorar".



Era uma tarde comum. Eu tinha depressão na época e estava péssimo.

Estava chorando sentado na minha cama. Não lembro exatamente o motivo, acho que foi uma briga com meu pai. Foi aí que ela entrou no recinto.

Ela virou e me viu naquele estado. Aquariana firme e racional, acho que ela achou estranho um cara do meu tamanho chorando.

"Ei, garoto. Porque você tá aí chorando?", ela disse, se aproximando de mim.

Eu lembro de ter explicado os motivos. E que eu estava muito triste, e não aguentava mais aquela pressão. Logo depois que terminei, ela continuou.

"Olha pra mim", ela disse, colocando a mão nos meus ombros. Eu olhei pra ela. "Não chora mais. Quero que você me prometa uma coisa. Me prometa como o homem que você é", ela afirmou.

Eu nem a via direito com os meus olhos naquele estado. Mas ela estava firme e decidida. Ela prosseguiu:

"Me prometa que você nunca mais vai chorar por mais nada nesse mundo", ela começou, "Você é um homem, e homens não choram. Acima de tudo essas suas lágrimas são muito bondosas pra serem desperdiçadas. Ninguém, absolutamente ninguém nesse mundo merece receber essas suas lágrimas! Você tá me entendendo?".

Eu acenei que sim. Me levantei e fui lavar o rosto.

Naquele momento foi importante por congelar toda minha tristeza. Se chorei em algum momento depois daquilo, foi de alegria.

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O dia 25 de maio não é o dia em que você se foi, é o dia em que nós brigamos.

Acho que já tive um trabalho grande trazendo de volta essas reminiscências, e devo dizer que, de você só tenho boas lembranças. Mesmo que hoje você esteja num lugar bem melhor. Sei que você ainda olha pra mim, e me protege.

Você será meu segredo, e eu serei o seu segredo.

Seu último pedido foi que eu procurasse um novo amor, não é? Querida, você vai dar risada, mas estou me esforçando bastante! São tempos difíceis, rs.

Mas o que nunca vou esquecer foi a força que você me deu, na apresentação do TCC. Parecia um sonho. Agradeceu o convite mas não poderia comparecer. Mas que estaria torcendo por mim, e que tudo daria certo.

E tudo deu certo, né?




Eu nunca te agradeci, mas... Obrigado!
Por tudo. E até o próximo 25 de maio.

E desculpe, mais uma vez.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A jornada atrás da CNH.

Tirar a CNH pode ser um processo cansativo, doloroso e caro.

Tudo começou em setembro. Lá estava eu em um emprego novo. Ligia, uma grande amiga minha, disse que eu deveria ir logo tirar a carta. Já tinha dois meses que eu havia me formado, não tinha desculpas para não fazer. Me cadastrei numa auto-escola no Brooklin.

A partir daquele dia o relógio estaria rodando. Um ano pra tirar a carta a partir daquele dia.

Aquela agenciazinha que trabalhava na Berrini (que nem vou citar o nome, pois nem merece) foi o emprego mais misera que já peguei. Não durei lá nem três meses sem ar-condicionado e gente imbecil. Foram três meses angustiantes.

Eu precisava me cadastrar logo pra começar o cursinho do CFC e não conseguia pois eu queria era sair daquele emprego logo. O chefe havia me enganado, me prometendo diversas coisas e no final negou tudo o que havia proposto na entrevista na cara dura. Tomado pelo desespero fiquei na busca por um emprego novo e... não encontrei, mesmo indo para várias entrevistas (acho que era porque era fim de ano, né?).

Nessa hora, tive que deixar tudo nas mãos de Buda.

E fui demitido, e uma semana depois entrei num novo emprego, nos Jardins. Em meados de novembro comecei o cursinho CFC, no CFC Paulista, com o grande mestre Tony Kiritchenko. Era o mais próximo que tinha do emprego.

Estranho dizer como um mero cursinho de duas semanas nos ensine coisas que vão muito além de dar setas ou respeitar aquela placa de "Pare". Esse descendente de ucranianos (ou sei lá da onde veio) ensinou ética não apenas para o trânsito, mas para nossas vidas.

O cursinho do CFC é um curso de apenas nove dias onde o conteúdo pode ser passado tranquilamente em três dias.

Tony sabia que nós saíamos do trabalho e estávamos cansados, sabia que nós morávamos longe e não havia motivos pra nos segurar lá, sempre tirava nossas dúvidas e dava conselhos valiosos. Tem dois filhos que são a vida dele e contava histórias da vida dele que nos prendiam. Desde o fusca alemão com direção inversa que ele pilotou uma vez, como as brigas que ele comprou com a Polícia Civil por reprovações injustas dos seus alunos.

Foram nove dias que demoraram a passar, de fato. Mas quando terminei o cursinho fiz questão de descer e cumprimentar o cara. Ele estava fumando sentado olhando pro prédio, apertei a mão do cara e ele disse: "Boa sorte, garoto". E eu agradeci. Mas foi um obrigado não apenas pelo desejo de boa sorte, mas também por tudo que ensinou durante aqueles dias. Um mestre.

Na primeira semana de janeiro fiz a prova teórica, onde passei tranquilamente.

Um mês depois a auto-escola me liga, marcando a primeira aula de direção para o dia 11 de fevereiro. Elas foram todos os sábados ininterruptamente até o dia 14 de abril. Aí eu conheci o Leônidas, ou Léo.

Desde a segunda aula focamos apenas na prova final. Todas as setas, paradas, pés fora da embreagem, tudo. Baliza saía sem problemas, mas na hora de parar no acostamento... Toda vez era errado. Se eu parei no acostumento umas 100 vezes (sem exagero) umas 27 foram certas. E olhe lá. E nem era subir na guia, mas parecia que ele pedia milimetricamente, a diferença é muito sutil.

Sua rigidez era incrível. Ele parecia que media, e sempre me atentava para os erros. Um dia, numa das aulas noturnas que eram mais tranquilas, perguntei pra ele se eu poderia usar a técnica da baliza na hora de estacionar um carro na rua. Ele disse que sim, e eu estacionei no meio de dois carros usando os pontos. Saímos do carro e ficamos conversando enquanto fumava um cigarro.

"Escuta, Alain. Eu sei que eu sou bem rígido com você. E tô vendo que isso te deixa cada vez mais nervoso. Mas entenda que eu tô fazendo isso pelo seu bem", começou Leo.

"Sim, Leo, sem problemas", eu disse, pensando que viria ladainha por aí. Mas não veio.

"Não, é sério! Alain, não se esqueça que nós somos periferia, cara. Se seu pai não fosse duro com você, provavelmente hoje você não teria sua faculdade, nem nada. Seria como esses vagabundos que andam na rua aí, um malandro. Eu sou assim com meus filhos, e sei que você seria assim com seus filhos também, ou estou errado?".

Bom, ele tocou nesse ponto que eu já falei aqui. Mas mesmo assim, concordei com ele. Ele prosseguiu.

"Cara, tem que ser assim! A gente é rígido porque a gente quer o bem, eu sei da sua capacidade, sei que você vai conseguir! Se eu sou exigente é porque quero que você faça tudo isso na prova e passe bem. Você já sabe como fazer, só te falta ter confiança em si mesmo!".

A prova prática ficou pro dia 15 de maio, a última terça-feira. E terminou tudo bem.

Mas olhando pra trás, muita coisa aconteceu. Tudo foi um grande aprendizado.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O que eu vi em Assassin's Creed 2.

Terminei ontem a noite o famoso Assassin's Creed 2.

Já vou adiantar que tem SPOILERS. Depois não diga que não avisei.

Joguei o primeiro e o segundo. O primeiro ainda tem uma mecânica mais difícil, poucas armas e coisas realmente difíceis (como missões em que você deve cruzar Jerusalém em 10 segs. Nem o Vettel faz isso!).

Assassin's Creed 2 é ESTUPIDAMENTE FÁCIL. Eu só morri duas vezes no jogo: uma foi planando com a Asa-delta do Leonardo e outra foi quando falhei na corrida em Venezia. Só.

Mas pra balancear com isso o jogo é muito longo e cansativo. E diferente do primeiro onde você tem que matar nove cornos, nesse você tem, sei lá, cinco missões em Florença, quatro na Toscana, uma em Romagna/Forlì e umas dez em Venezia. E não como no primeiro que você vai pra Jerusalém, depois no Acre, depois volta pra Jerusalém, depois Damasco... Não! Ficar na mesma cidade por dez missões cansa! Cansa de ver as mesmas bundas e as mesmas cortesãs. Tem que variar como no primeiro!

Um ponto bom são os personagens que ganharam carisma. Ezio com seu sotaque de pizzaiolo fanfarrão, o tio Mario com seus trocadilhos infames (Ezio! It's me, Mario!) e os coadjuvantes também não são de se jogar fora. Destaque pro Leonardo Da Vinci.

Gostei muito das armas. Especialmente porque a hidden blade não serve apenas pra assassinar. É a arma mais rápida. O que não gostei é que o direcional direito tem a espada. E não tem como trocar esse atalho.

Se você quiser trocar tem que entrar no menuzinho que é muito chato e difícil de usar. Eu não gosto de usar espada, sou mais a adaga. O sistema de luta melhorou 300%, embora continua um jogo onde basicamente pra matar os caras você tem que ficar apertando X, X, X, X, X e depois X, X, X, e por fim, X.

O roteiro é fraquinho ainda. Continua no "mata um e vai pro próximo", igual do primeiro. Isso deixa os vilões nada menos que uns babacas esperando pra serem mortos, exceto o Rodrigo Bórgia. E o cara foi papa mesmo, e tem até um rolo com o filho dele, o Cesare, que fiquei sabendo que vai mostrar no próximo (quero só ver a deturpação. Os caras da Ubi sabem que tem gente que manja de história jogando?).

Por fim, o Desmond não é apenas o chorão que fica acordando pra ficar apenas batendo papo com os malucos da Abstergo. O Desmond vira homem e até luta. Falta só perder a virgindade, Desmond! Come a loirinha, rapá! Tudo bem que ela tem uma voz irritante, mas tem um belo dum corpo.

Mas é visível a evolução comparado com o primeiro. Mas ainda sim, pra quem jogou o primeiro e brincava de pega-pega com os templários como eu fazia, a jogabilidade do segundo é mamão-com-açúcar.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Os signos no comportamento de um país?

Estava vendo essa tabela.

Percebi que o meu aniversário, dia 22 de julho, é o 18º mais comum!

Porém, calma aê! Essa tabela é baseada numa pesquisa americana. Será que é válido para as terras brasileiras?

Muitos seres humanos tupiniquins costumam copular bastante em fevereiro, graças ao Carnaval. Mas não acho que hoje em dia necessariamente as pessoas continuem nascendo apenas em dezembro graças aquela enrabada que seu pai deu na sua mãe vendo a globeleza peladona na tevê.

Não sou pesquisador mas acho que clima influencia muito.

Veja nos EUA: existe um pico de nascimentos entre julho até começo de outubro. E pra uma criança nascer nesse período, caso tenha sido uma gravidez normal, o coito deve acontecer entre novembro até meados de março. Será que o clima festivo, o peru de Ação de Graças, promessas de fim de ano, ou mesmo o friozinho que faz a galera querer "dormir juntinho de conchinha" acenda esse apetite todo nos nossos camaradas gringos?

Talvez seja por isso que o hemisfério norte tenha tantas guerras. Leoninos, ora, queremos dominar o mundo! hehe. Junte isso a renca de librianos que nasçam também e você terá uma visão do inferno. Todos nós temos uma pitada de Napoleão Bonaparte em nossas veias. Já o hemisfério sul teria o quê? Sagitarianos engraçadões e taurinos calmos?

Apenas cogitando! Hehehe.

domingo, 20 de maio de 2012

Ego.

Dizem que a diferença básica entre seres humanos e deuses é que deuses pensam muito mais nos outros do que os seres humanos que tem como base seu próprio ego. O único jeito do ser humano alcançar a sua apoteose seria abandonar o seu ego e se dedicar aos outros.

Fácil falar, o difícil é fazer.

Nas discípulas mahayana do budismo, que são os ensinamentos que o Buda pregou depois de alcançar o Nirvana até sua morte, é muito ressaltado que não devemos procurar a iluminação para nós mesmos.

Buda quando chegou na iluminação ele poderia muito bem ter fechado esse conhecimento para ele, tornando difícil o acesso às pessoas que quisessem alcançar o mesmo estado de felicidade e plenitude que ele chegou. Mas não. Ele compartilhou seu ensinamento e ensinou que nós deveríamos fazer o mesmo.

Buda entendeu que se algum conhecimento morre com você, morre junto com você. O ser humano só evolui quando ele compartilha. Hoje fazemos aviões de papel pra planar durante as aulas, mas imagina se Santos Dumont tivesse apenas criado os escritos e deixado pra ele mesmo? Dificilmente hoje estaríamos voando por aí.

Vamos nos libertar do ego e ajudar as pessoas a nossa volta. É só nos libertando do nosso ego que chegaremos lá.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sob o estranho sol mogiano.


De alguma forma você me lembrava a justiça. Nada melhor do que te retratar como Athena.

Eu tinha ficado com uma menina e ela do nada sumiu. Eu era um moleque e fiquei sentido com isso. Na época não queria apenas uma ficada. Tinha a cabeça pequena e não entendia isso.

Bisbilhotando nas redes sociais achei você, uma japonesa linda, e aparentemente era uma grande amiga dessa ficante. E foi aí que comecei a amizade, o objetivo era usar você como ponte pra chegar nessa garota que eu tinha apenas ficado. E talvez conseguisse saber alguma coisa, algum paradeiro, algum recado.

Mas tudo deu errado, porque eu acabei me apaixonando por você.

Afinal, tínhamos mesmo uns gostos parecidos, conversávamos super bem, e mesmo pela distância acho que algo poderia rolar. Apostei minhas fichas. E dei de cara no muro.

Naquele tempo eu pensava que tinha algo sobre racismo, por eu não ter nenhum sangue oriental. Mas depois vi que isso seria uma sacanagem com sua amiga se você ficasse comigo. Um pouco daquela estranha ética feminina.

Pensava eu: nós tínhamos apenas ficado, não deveria ter nada que impedisse de ficar com minha Athena.

Mas não. Aquela que eu apenas tinha ficado ainda gostava de mim.

Só que dessa vez, era eu que não gostava mais dela.

terça-feira, 15 de maio de 2012

O que cada um de nós busca como mulher.

Esses dias andei refletindo bastante.

Muita gente diz que uma abordagem na questão sexual é mais efetiva do que uma abordagem via amizade. Mulheres não sabem o que funcionam com elas, uma coisa é o que elas querem, outra coisa é o que realmente as atraem.

Elas querem um cara numa abordagem sincera, meiga e educada. Mas preferem fazer muitas vezes o caminho contrário: primeiro dão pro barbudinho que conheceu na balada bêbada e depois tentar mudar a mentalidade do cara. O que acaba sendo uma tarefa impossível. Amor não muda ninguém.

Muitos amigos (e amigas) dizem que eu vou pra balada pra conversar com a mulherada, onde o objetivo do local é conseguir levar uma menina pra dar uma trepada. E dizem que isso está errado, muito errado.

Sexo é fácil. Muito fácil, eu diria. Mas se eu fosse querer apenas sexo com garotas, não acho que estaria aqui reclamando.

Gosto de conversar, conhecê-las primeiro. O ideal pra mim seria uma amiga que virasse uma namorada.

Não consigo ter um relacionamento com alguém baseado apenas em tesão. Trepar é ótimo, e mulher é um negócio muito bom, não nego. Mas tesão passa. Por mais que você fique com uma gostosa como uma Pietra Príncipe da vida, dificilmente você terá algo duradouro se as ideias não baterem. Se a menina curte assistir jogos de pólo, e você gosta de Ópera, uma hora vai cansar e cada um vai mandar o outro para aquele lugar e vão cada um prum canto.

Gosto de conhecer as mulheres e pesar os fatores. Comecei a fazer um exercício que uma amiga me sugeriu: Pensar nos prós e contras caso fosse engajar um relacionamento com alguma mulher para aí então ir avançando. Isso inclui gostos, comportamentos e outras coisas. É necessário um pouco de frieza e racionalidade nessa hora. Acho que relacionamentos devem ser levados pensando na trindade. Não estou falando de pai, filho e espírito-santo. Estou falando de tesão, coração e cérebro.

De nada adianta uma gostosa se você não sente amor. De nada adianta você estar apaixonado se você sabe que os gostos não batem. De nada adianta a menina ser perfeita em compatibilidade se você não sente tesão. Acho que é um bom começo, especialmente pra construir algo duradouro.

Talvez esse seja meu problema. =/

Comer meninas é fácil. Se apaixonar também. Admirar também. O difícil mesmo é construir um relacionamento duradouro e verdadeiro. E achar alguém que realmente queira isso.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Essa tal paternidade.


Fiquei vendo essa campanha da Save the Children e fiquei refletindo.

Desde moleque sempre tive medo da paternidade. Eu dizia que esse ciclo tinha que terminar em mim. Eu tinha medo até de fazer sexo, com medo de engravidar alguém e eventualmente ser pai. Acho que isso foi um dos motivos para as coisas corriqueiras como essas serem tão tardias na minha vida.

Acaba sendo um ciclo, que vai se repetindo de geração em geração. Acho que a única vantagem que eu eventualmente teria é a de ser homem: espermatozoides sempre vão estar aqui, não tenho a pressa de uma menopausa pra fazer logo filhos como seria se fosse uma mulher.

Mas mesmo assim, mesmo muita gente dizendo que eu vou ser um bom pai, ou coisas do gênero, nesse momento isso não é algo que eu quero. Meu medo é exatamente como o desse da figura. Isso é um ciclo. Não desejo isso para os meus filhos.

Eu queria ser um pai engraçadão como o pai do Ichigo, hehe. Mas vendo essa porcentagem de 70%... Acho que não tenho muita escolha.

domingo, 13 de maio de 2012

Livros 2012 - #12 - Ponto de Impacto

Ok, eu terminei esse livro há quase dez dias. E não postei ainda porque minha vida anda uma baguncinha organizada (leia-se, problemas com mulheres).

Mas vamos lá!

Esse é o último do Dan Brown que não tinha lido ainda. E demorei porque o começo dele é um saco. Depois mais pra frente também não é lá uma brastemp. Mas mesmo assim é Dan Brown, o cara sabe fazer livros cinematográficos embora esse seja um dos livros mais com desfecho Scooby Doo que se possa imaginar que ele escreveu.

Mesmo esse, na minha opinião, sendo o mais fraquinho do Dan Brown ainda vale a pena ver a Rachel Sexton e o Michael Tolland correndo pra cima e pra baixo atrás do meteorito no Ártico. Mas não achei que tinha o mesmo nível de interesse do leitor como os outros dele. Mas pra quem gosta de livros em estilo suspense, mesmo apesar de ser mais fraquinho, continua um prato cheio.

Eu tenho uma página no Pinterest que eu coloco ali os livros que mais gostei. Podem deparar que lá não tem, por exemplo o Assassin's Creed - A Renascença que eu li porque de fato é uma bosta. São livros que indico fortemente!

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Lenda de Michael Jackson - Parte 1

Muita gente conhece Michael Jackson como apenas o carinha que dança com zumbis. Ou o molestador de criancinhas. Sou fã do cara, mas fã mesmo. Pesquisava, ia atrás, na época até fiz um site em homenagem a ele. O Rei do Pop. O engraçado é que quanto mais se pesquisa, mais encontram-se informações descabidas. E ainda mais pelo fato do Michael sempre expressar publicamente seu ódio a jornalistas (o que consequentemente faz muitas vezes nós fãs também odiarmos os tablóides sensacionalistas) acabou levando uma vida fechada, com direito a muitos, muitos mistérios.

E acho que essa arte, magnífica, expandida do álbum "Michael" ajuda a explicar algumas coisas:


Lindo, né? Pode clicar, eu deixo.

Michael pode nos atrair pela música, mas ele criou um verdadeiro mundo ao redor dele, e só quem é fã mesmo tenta desbravar esse mundo. Acho que Michael Jackson é responsável por 70% do que sou hoje, e devo muito a esse cara. Essa capa então delineia, mesmo que superficialmente, parte desses mistérios. Vamos lá:


A Kombi que provavelmente os Jackson 5 usavam no começo da carreira e embaixo todos os filhos, da Rebbie até a Janet. Olha o Michael ali, o antepenúltimo! O mais engraçado é que é uma cinta, fazendo referência aos castigos físicos que o velho Joe fazia com os filhos, a casa em que eles moravam e provavelmente o emprego na US Steel que Joe tinha antes. E no centro o pai e mãe do Michael.


No topo a bolha mostra um desenho animado podre que existia sobre o Jackson 5. Do lado tem o espantalho que cortei a cabeça do The Wiz, a versão somente com atores negros do Mágico de Oz. O cara sorrindo com o glow ali é Michael no "Can you feel it". No fundo o cover de "Destiny", um dos álbuns de maior sucesso dos Jacksons.


A esquerda, a nave do ET - O Extraterrestre. Michael fez até uma música pro filme, chamada Someone in the Dark. Tem um astronauta na Lua com o logo da MTV e Michael sendo coroado por um anjo branco e o outro negro.


Esse eu enumerei. Todas referências da era Bad. Leave me Alone (1), Bad (2), Leave me Alone de novo (2), Spike, que aparece no clipe de Speed Demon no filme Moonwalker (4), The way you make me feel (5), Smooth Criminal (6) e... Man in the mirror (7)?


Lindo né? Michael moleque, como Peter Pan.


Eu não sei mais exatamente quem são. Identifiquei a mãe, Katherine (1), uma atriz gostosa que ele comeu na década de oitenta que esqueci o nome (2), Lady Di (3), Naomi Campbell (4), que partipou do In the Closet, sua irmã docinho-de-coco Janet (5). E o resto? Nem sei. Aliás, quem é a pessoa que aparece atrás do cabelo da Janet?


A realeza! Prince, o primeiro filho (1), Michael no centro segurando um... WHATDAFUQ UM RIFLE? (2), a gracinha Paris Jackson (3) e o Blanket (4), ou para os íntimos príncipe-cobertor (alguns o chamam de Prince Blanket, porque ele tem o mesmo nome do irmão mais velho, em homenagem ao avô do Michael).

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Unleashed.

"Você lacrou seus sentimentos no fundo do seu coração.
Não passa hoje em dia de um cara que fica sorrindo por aí.
Mas quando você liberta essas emoções, você fica imbatível."

O verbo leash tem uma origem engraçada. Hoje usamos como "libertar, soltar". Mas ele era um verbo usado para descrever exatamente o ato de prendermos um cão nervoso que estivesse prestes a atacar, preso com algum pano.

Talvez o cão fosse mesmo o melhor amigo do homem, pois ele se assimila tanto a parte amigável, quanto a fúria.

Era um sábado, e lá estávamos nós. Eu conversando com uma velha amiga, enquanto o marido dela e você estava na minha frente, também conversando distraídos. Estávamos aproveitando um evento cultural, tudo estava indo bem. Muitas pessoas nas ruas, policiamento extenso, parecia um local tranquilo.

Foi então que em uma escada vi um moleque, que ao passar por você esticou o braço e tentou tirar sua carteira, que estava em sua mão. Na hora que vi aquilo não acreditei muito, mas ele desceu e estava na minha frente, que estava logo depois de você.

Unleashed. Não lembro dos detalhes. Segurei o garoto com força pelos braços e gritei pra ele devolver o que tinha furtado dela. O garoto estava sem reação, seus olhos arregalados, ele sentia medo. Meu objetivo era destroçá-lo naquele momento, sentia o braço dele firme em minhas mãos, e o garoto apenas negava: "Não moço, não peguei nada, eu juro!".

Gritei na hora pra você se ele tinha pego algo. Você me disse que estava tudo ali, e nada tinha sido levado. Joguei o moleque de lado igual um bicho de lado, ele tropeçou e saiu correndo.

Você simplesmente virou as costas e foi subindo. Disse que apenas sentiu alguém encostando.

Nem mesmo um obrigada você disse.

E lá naquele momento meu coração estava no pescoço, eu me esforçava pra respirar. Me vi de súbito não mais num evento, mas no meio de diversas pessoas e entre elas estaria algum espertinho que iria se aproveitar de algo. Aquela fera em mim tinha saído. Lembrei dos conselhos do meu mestre num outro dia, há muitos anos.

Mas não poderia ter sido "libertado" numa hora mais conveniente.

Mais tarde minha mãe me criticou veemente. O cara poderia estar armado, e eu teria levado a pior por ter sido valente em querer salvar a menina. Não pensei. E aí senti o real significado de unleash. Seria a fera que estava adormecida de alguma forma dentro de mim.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Essa coisa chamada "morte".

Sexta-feira treze pode ser péssimo dia para se morrer, não?

Estava indo fazer meu passaporte na Polícia Federal. Foi quando estava comendo alguma coisa, matando o tempo, que recebi uma ligação do meu pai. Um grande amigo dele, com o qual tinha uma amizade de quase quarenta anos, tinha falecido de causas naturais. Aos 87 anos.

Desci até o Terminal e peguei o ônibus. Vi que dava tempo de passar lá. Fui até o velório.

Quando cheguei na esquina, aquele lugar me veio na mente. Tinha tido um sonho com aquele lugar, e lembrava de exatamente tudo. Todas as paredes, o que havia no local, as ruas próximas. Por alguma razão que desconhecia eu conhecia aquele lugar.

Junto da minha mãe estava a viúva. Não consegui cumprimentá-la com um "Meus pêsames". Apenas consegui abraçá-la.

Ficamos conversando, fui até a padaria na frente comprar uma água. Sim, eu conhecia aquele lugar, provavelmente eu estive naquele velório quando era criança, mas não lembro exatamente quem estava sendo velado.

Meu pai me chamou pra tomarmos uma cerveja. Quando voltamos ao velório, o corpo já estava pronto para o último adeus, dentro do caixão.

Fomos lá. Haviam poucas pessoas da família, eram basicamente amigos. Alguns filhos, alguns netos, mas não era preciso muita lógica pra saber que a família era muito maior que aquela que estava lá. Seus amigos tinham se tornado sua família. Amigos fiéis, que ajudaram em seu tratamento, em sua vida, em tudo.

O momento da morte é estranho. Eu via aquele corpo inerte e acho que me sentia como aquele moleque que havia entrado no velório a primeira vez, há muitos anos. É uma pausa brusca, a gente nunca imagina ser acometido, até que é. Não dá pra fugir. Independente de conhecer ou não, de ser alguém especial ou não, a gente sente a falta da pessoa no junto das pessoas.

E sempre parece que no momento da morte tem uma ironia do destino:

A viúva viu que no peito do defunto tinha um volume estranho. Abriu a camisa e viu embaixo uma camiseta. Meu pai viu e deu um riso.

Ele tinha ido em Aparecida dias atrás e só tinha trago uma coisa: uma camiseta com Nossa Senhora Aparecida, a santa que o casal era devoto. E aquela camisa não tinha sido usada. Não até aquele momento, em seu próprio velório. E agora seria usada pelo resto da eternidade.

De qualquer forma, morrer de velhice aos oitenta e sete anos é uma honra. Tanta gente por aí doente, ou morrendo acometidos por doenças, ou pelas suas próprias mentes. Quanta coisa esse cara deve ter visto, e eu estaria aqui pra continuar isso tudo. E provavelmente outros ainda viriam depois de mim.

Se naquele momento eu tive medo da morte, acho que senti ainda mais vontade de viver. E quem sabe, morrer dessa forma deveras romântica como o senhor faleceu.

Vá em paz, seu Silvio.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Crepúsculo lácteo.



Eu acho que tinha combinado de três em três meses trocar o layout, né?

Eu perdi a conta! Se eu troquei no final de janeiro, temos fevereiro, março, abril. Bom, acho que foi no prazo, hehe.

Versão Milky Twilight. Passaram o mouse lá em cima? Uma frescurinha, hehe. Baseado em Frontiére, um conto que criei (e ainda estou criando porque sou deveras preguiçoso). Lado direito, Mia, a filha (crescida, né?) e do lado esquerdo, Anya, a mãe.

Tem uma imagem das duas aqui, com a Mia ainda pirralha.

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