quinta-feira, 28 de junho de 2012

Orgulho e Preconceito - Parte I

Meu nome é Fitzwilliam Darcy. Moro na Inglaterra no século XVIII.

Estou morando em Netherfield, no Reino Unido. Dias atrás conheci os Bennets. Eles são uma família bonita, que possui todas filhas mulheres e um bocado atraentes, devo admitir. Deve ser curioso viver no meio de tantas donzelas.

Uma delas em especial me chamou a atenção em um dos grandes bailes. Seu nome era Elizabeth Bennet. É a irmã mais nova da Jane Bennet, e embora sua irmã mais velha seja a mais cortejada e a mais bela entre as Bennets, não sei porque foi justo Elizabeth que mexeu com meu coração.

Não sei o que ela tem. Ela tem um quê de tristeza e ao mesmo tempo de independência. Provavelmente ela tem aquilo que eu não tenha em mim, me complemente. Das irmãs é a mais inteligente, também a que consegue analisar as cosias com mais frieza. Não pude esconder que isso abalou comigo, mas acho que agi de uma forma errada com Elizabeth no princípio.

Não sei o que ela pensa de mim nesse momento. Acho que apenas o tempo irá dizer. Não acho que senti isso antes por alguma donzela, mas ela mexeu bastante com os meus sentimentos.

Abraços,
Darcy.

terça-feira, 26 de junho de 2012

"Meu filho vai ser pegador!"

Ontem na volta pra casa estava na minha condução e tinha um cobrador de ônibus conversando com uma novinha, que ele já conhecia. A menina não era lá essas coisas também, menina de periferia, né? Dá pra perder uma meia horinha...

Ele estava comentando com ela que seu filho tinha nascido. Estava com quatro meses, mas ele predizia que o garoto seria um pegador. COM QUATRO MESES DE VIDA.

Disse que era bom os outros pais se cuidarem, porque filho homem não é criado pelos pais, mas é criado pelo mundo. E que ele estaria solto por aí, e problema seria de quem não prendesse suas filhas, porque ele seria um galo e o problema seria das outras galinhas soltas.

O tal cobrador disse que tinha uma filha também, mais velha que o bebê. Disse que cuida dela, mesmo ele mal tendo os dentes da frente. E os que tem são todos pretos.

Quando a novinha que ele conversava interrogou-o dizendo da onde o ignóbil cobrador tirou evidências de que seu rebento teria capacidade acima da média na arte de conquista do coração de seres humanos do sexo feminino (resumindo: "Como cê sabe que seu filho vai ser pegadô?") a resposta dele foi:

"Cê não viu nada, menina! Meu fio quando senta no colo de muié ele se abre todo! Agora se vem um macho, ele nem chega perto! Meu filho é muito macho!".

Fuck.




Quer apostar quanto que o moleque vai ser bichinha? =P
Acho que só por ironia do destino. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, meu caro desdentado!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Três anos sem Michael.

Tempo passa, né?

Lembro do tempo que eu era fã assíduo do Michael. E via as coisas e boatos que existiam ao redor da vida dele. Não estranhei quando, no momento de sua morte, sua própria mãe diria que agora seria o momento em que a Sony e a Epic mais sugariam grana dele.

Michael sempre foi uma pessoa endinheirada, mas aparentemente nunca foi o objetivo de vida dele essa coisa. Digo, dinheiro era consequência do seu perfeccionismo quase doentil, sua mente visionária e seu grande ouvido e parceiros musicais (de Diana Ross, Quincy Jones, Teddy Rilley, entre outros).

De alguma forma Michael estava num hiato muito forte. Acho que na verdade ele nunca quis que sua imagem virasse um mero produto de vendas. Quem é fã de Michael Jackson sabe dessa visão dele, nós o admirávamos como pessoa, não como mercadoria.

E hoje, três anos depois, fico um bocado triste com o quanto de mercadoria está sendo criada ao redor dele. Os maiores destaques foram o game Michael Jackson The Experience (sim, eu joguei!), os álbuns que estão brotando (entre eles os álbuns Michael, Immortal e Icon, todos saindo um ano após o outro) e esses dias vi até um boato que queriam fazer o mesmo que fizeram com o Tupac. Espero sinceramente que seja uma brincadeira.

Michael nunca gostou disso, tampouco sua mãe que já previa isso na época do seu funeral. Óbvio que isso é bom por um lado pra mantê-lo ainda vivo para as próximas gerações, mas Michael é lembrado também pela seu imenso trabalho filantrópico, sendo o músico que mais fez doações pra filantropia, e tinha sua própria Ong. O receio mesmo que tenho como fã é que isso se multiplique mais e mais pra frente.

Michael, você faz muita falta, cara.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Manifestação funciona?

Estava andando esses dias na Paulista e vi a avenida sendo tomada por jovens reivindicando algo. Sem noticiar, nem nada. Parece que era algo em prol da periferia.

Não sei, sempre fui uma pessoa muito a favor disso. Mas quanto mais o tempo vai passando mais eu me questiono se isso realmente tem alguma funcionalidade.

Sad but true.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

A cãibra.

Acho que de alguma forma eu estava doente de alma.

Só que o corpo respondeu.

Semana passada estava indo pro trabalho. Estava calmamente lendo o livro de sonoutas budistas, em pé, segurando nas barras do trem. Tinha sido uma semana péssima, algumas coisas tinham acontecido na minha vida e tinha virado tudo de cabeça pra baixo. Dizem que seguir uma fé quando se está bem é fácil, dureza mesmo é seguir quando se está mal.

Resolvi testar. Como budista a gente aprende que não existe nada eterno, nem a alegria, nem a tristeza. Eu sabia que ia passar. Mas curiosamente aquela angústia e cólera em mim só passava quando eu voltava aos meus estudos budistas.

Quando parava, lá voltavam de novo. A angústia, a frustração, a sensação de sentir-se um lixo, inútil. Como verdadeiros fantasmas me atormentando, indo e vindo.

Lá estava eu, segurando firme na barra do trem quando fui acometido por uma imensa cãibra

Começou no braço esquerdo e me contraiu todo o lado esquerdo do corpo. Senti até o pé, parecia que tinha algo no meu corpo de contorcendo por dentro, tipo um alien. No começo pensei que era coração. Achei que ali seria a hora que eu iria morrer, provavelmente. A dor no peito era inexplicável.

Desci, me estiquei, não melhorou. Ainda estava travado. Achei que ia morrer, que fosse algo degenerativo, ou que fosse coração, pois os músculos do peito tremiam e vibravam em sincronia.

Fui pro hospital, e por destino ou não, meu pai tinha tirado uma folga, e meu irmão estava internado com asma. Consegui até carona. Tudo na mesma sexta-feira, no momento em que estava aguardando o atendimento por conta da cãibra. Foi destino. Ainda bem.

Mas a dor de alguma maneira me livrou da mazela espiritual que estava sentindo. Era uma dor no âmago da minha alma, as coisas tinham mudado e eu não sabia mais como lidar. Mas essa cãibra sem dúvida deve ter sido algo espiritual.

Quando ela foi passando eu finalmente compreendi. Foi como um peso que me foi retirado das costas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

TCC - Um ano depois.

Parece que passou umas duas décadas, e não que foi apenas um ano depois disso.

Meu medo hoje ainda é emburrecer, hehe.

Ficar quase dois anos preso na monografia é dureza. Desde que me torneio livre disso coloquei meio que três objetivos, e não dizem respeito a mulheres ou dinheiro. Realização pessoal mesmo. Viajar pra fora, comprar um carro e fazer uma pós-graduação.

Decidi viajar pra fora. Mas não quer dizer que os outros não estejam encaminhados. Eu ando lendo muito. Decidi que esse ano vou devorar muitos livros. Não apenas porque admiro a dialética, mas também pra manter o cérebro ativo e funcionando. Tem muito babaca da minha idade que se fecha em baladas e barzinhos, não desmerecendo eles, mas acho que dá pra balancear. Beber é ótimo, ficar com os amigos é excelente, mas é necessário um pouquinho de disciplina também.

Carro está adiado esse ano, pelo menos. Porém, eu fui atrás de conseguir minha carta de habilitação, e agora, corram das ruas porque eu posso pegar num carro, hehe.

Logo, o objetivo será uma viagem internacional. Quero praticar meu inglês, conhecer umas gatinhas além-mar, beber uma cerveja que seja melhor que Skol ou essas vagabundas, e sentir o prazer que é pagar por um Kit Kat dez vezes menos do que pagamos pelo Kit Kat brasileiro importado da Rússia. Quero sentir essas coisas na pele.

E assim as coisas vão indo. Meu objetivo é fazer as coisas acontecerem, mesmo que demorem, eu vou investindo e um dia a gente chega lá. Vejo muitas pessoas ao meu redor desistindo das coisas, acho que melhor do que eu chegar e animá-los é eu, por meio dos meus atos, mostrar que é possível. Só não desanimar!

Vamos todos juntos, galera!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Transferência de mérito.

O maior problema quando a gente vira budista é que parece que a gente olha pras pessoas e começa a perceber a "auréola" deles. A gente começa a perceber a energia deles, começa a ver que as pessoas a nossa volta ás vezes precisam de ajuda. Não ajuda de uma religião específica, mas ajuda como ser humano.

Buda sempre pregou que ajudar as pessoas de maneira altruísta é algo muito maior do que reverência a ele. E quanto mais a gente ajuda, mais quer ajudar os outros. A gente faz isso de coração, eu sou feliz vendo os outros felizes. Independentes de serem budistas, católicos, umbandistas, protestantes ou sabe lá Deus o quê.

Na quarta estava muito frio em São Paulo.

Desci no Trianon-Masp como eu sempre faço, e ali ainda na Paulista, próximo a uma daquelas muitas saídas de ar do metrô paulistano, vi um mendigo relativamente jovem. Ele estava no chão agonizando pelo frio e pela fina garoa que estava caindo.

Ele tremia e se arrastava pelo chão. Eu via apenas a miséria do ser humano, e o pior, ninguém dava a mínima pro cara.

Acho que nós, ao menos espiritualmente podemos fazer algo sim. Comecei a andar mais devagar, coloquei minhas mãos em gassho e recitei o único mantra que acho que poderia ajudá-lo. A transferência de mérito.

Orei baixinho mesmo, uma vez, desejando que um pouco das coisas boas que eu fiz pudessem passar pra ele, e ao menos que ele pudesse sair daquele estado de profunda miséria.

Ontem passei no local e fiquei bem feliz. Ele estava sentado, comendo um pão na chapa com uma cara ótima e tomando um café!

Obviamente ele não ficou um milionário, nem nada. E sem dúvida não me conhece, nem nada. Mas gostaria de falar com ele sobre a grande compaixão do Buda. Mas o estado deplorável dele havia melhorado bastante. Fiquei feliz! =)

Não sei se funcionou mesmo a oração, mas dizem que o mérito existe dentro de um coração sincero. E ver ele melhor no outro dia me deixou muito aliviado.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Karma



Karma significa "ação".

É uma das coisas no budismo que mais a gente consegue fazer direta relação com o que nos cerca. Muita gente culpa karma pelas coisas ruins da vida, mas existe karma bom também.

Se você está aqui hoje, lendo isso, saiba que muito você deve agradecer aos seus antepassados, dos seus pais até seus bisavós! Todas as boas ações deles foram acumuladas pra hoje você estar aqui, desfrutando de um computador, de acesso a internet, lendo meu texto. Destino? Provavelmente. Dê o valor que merece!

Onde eu moro dá pra perceber bem a questão do karma dos pais. Lugar de periferia, né? Pais não estão em geral nem aí pros filhos, que crescem e vêem como única opção a bandidagem. Culpa kármica dos pais? Sem dúvida. Nós não apenas pagamos pelo que de errado fazemos, mas também pelo que os outros lá atrás fizeram. Eu ás vezes consigo ver no rosto das pessoas esse cansaço da vida, ignorância e intolerância. É um karma negativo muito acumulado.

Existe saída? Claro!

A mudança reside em nós, que vive o hoje e o agora. Se esforce em bons atos, desde dar lugar pra grávida sentar no ônibus, como ajudar um amigo necessitado. Quando for ver, estará fazendo isso automaticamente e com suas boas ações você conseguirá limpar as más ações acumuladas dos seus antepassados e suas mesmas. Tenha fé, mal não se cura com o mal! Apenas o bem pode curar nós, fisicamente e mentalmente. Mantenha as práticas altruísticas e seja um grande veículo Mahayana.

Você pode!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Livros 2012 - #13 - Sensibilidade do Intelecto

Ai, Fayga.

Eu casava com você.

O jeito que a Fayga fala é sempre lindo sobre a Arte. Minha mãe odeia ela, mas eu sempre gostei dela. A primeira coisa que eu li dela foi "Universos da Arte", ainda na faculdade. Genial. É o mais indicado pra quem não manja tanto de Arte. Sim, com "A" maiúsculo!

Esse "Sensibilidade do Intelecto" ela dedilha sobre alguns pontos interessantes. É MUITA COISA, vou citar a que mais me tocou:

A arte é importante pro ser humano nesses tempos onde pra passar no vestibular tem que escrever uma redação sem erros de gramática e decorar fórmulas de matemática ou física? Acaba passando desapercebida, isso é inegável.

Mas a arte, como a Fayga mesma diz, é o jeito de expressar e exteriorizar o nosso caos interno. Era assim com o homem das cavernas até os dias de hoje. A Arte, independente de qual que seja, nos faz sermos unidos uns com os outros, nos fazem expressar o que achamos estar dentro de nossas almas.

A arte é uma necessidade da nossa alma. Seja em fazer, ou seja em construir. É quando dividimos tudo o que existe dentro de nós com os outros, afinal ela foi a primeira coisa que nos faz diferenciar dos outros mamíferos. Foi a nossa primeira forma de comunicação e nossa linguagem natural, que nos une independente de língua, cultura ou valores.

Afinal a prova tá aí. Todas as culturas, desde os aborígenes australianos, até os europeus produziram arte. A Arte é primordial, e é deprimente que tanta gente não veja que respiramos, comemos e admiramos Arte, sem muitas vezes nem perceber ao longe de inúmeros cálculos matemáticos.

Inspirador, né? É a Fayga! Sempre me fazendo sonhar.

Eu casava na hora com você! =)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Dilemas.

"Um expresso pra mim, e um capuccino grande pro rapaz aqui", disse "n".

Uma bebida doce e enjoativa pra mim. Uma bebida amarga e forte pra ele. Até mesmo nossas preferências nos definem de alguma maneira.

"Quer dizer que ela beijou o cara com quem tava ficando na sua frente assim, na cara dura?", iniciou "n".

"É".

"Aquela carioca disse que achava ela cruel, não? Bom, crueldade é apelido pra isso. Isso eu fazia quando tinha 15 anos e queria mostrar pras minhas namoradinhas quem era o bonzão", disse "n", "Essa menina aí só te usou, como todas as meninas sempre fazem, e você continua aí, um grande dum babaca".

Fiquei quieto dessa vez. Eu tava péssimo esse dia, não estava afim de discutir.

"Escuta, Al. Porque não come a Stefany? Ela é loirinha, bonitinha, tem uns peitinhos deliciosos, e tem cheirinho de morango. Eu mesmo como ela de vez em quando. Ela diz que acha você uma gracinha, e só chegar nela e...", "n" disse, e eu o interrompi:

"Cara, chega. Eu não tô legal e você fica aí me afundando ainda mais, cala essa boca senão daqui a pouco eu quebro essa sua cara, seu idiota", eu disse.

"Ei, ei, só tô tentando te ajudar. Al, quando você vai aprender? Ser bonzinho como você NUNCA vai te trazer nada. Nenhuma mulher gosta disso. Seja um cara como eu, pise nelas que elas vêm de quatro pra você. Olha aí, ajudou, ajudou, ajudou a menina e ela ainda fez isso com você? Eu no seu lugar nem olhava mais pra ela", disse "n".

De novo esse dilema bate na minha porta. Mudar meu jeito de ser, ou continuar sendo do jeito que eu sou, e aguentar as consequências.

"Você me disse que ela disse pra você não mudar seu jeito de ser. Al, você é oficialmente o maior idiota da face da terra nesse momento. E vou ser sincero, desde que você entrou naquela... Qual o nome? Shinto in?"

"Shinnyo-en...".

"É, isso aí. Você fica falando pra mim sobre isso, mas eu não entendo. O ser humano é um bicho solitário por natureza. Não se ajuda o próximo estendendo a mão. Se ajuda muito mais pisando na pessoa, pois quando a pessoa se levanta, ela se levanta mais forte que você. Olha só até onde você chegou, Al. Isso foi tudo graças à nossa rivalidade de uma vida inteira. Você nunca vai ser melhor que eu, mas já é melhor que grande parte desses retardados que andam na rua. Ser bondoso nunca vai te trazer nada. Acorde pra vida, senão você vai ficar mais uns vinte anos sem comer ninguém".

"Mudar o meu... Jeito de ser?".

"Você é um especialista em comportamento humano. Você só de ver uma pessoa já consegue traçar todas as características dela. Até as mais intrísecas", disse "n".

"Quantas vezes eu tenho que te dizer que isso é coisa do passado?", eu afirmei.

"Você continua um Clark Kent se por dentro você é o Superman. Você tem como ser muito mais que isso, Al. Mas você se prende aos grilhões do seu comportamento quando não percebe que o mundo é feito de aparências, não do que as pessoas são realmente. Essa seu jeito certinho me faz vomitar...".

Continuamos conversando por alguns minutos. Ele deixou um dinheiro na mesa pra cobrir o café dele e foi embora.

"Bom, tenho que ir. Amanhã pego um vôo", disse "n".

"Pra onde te mandaram agora?".

"Chicago. Ah! Tenho uma boa notícia pra você. Está correndo um boato no nosso meio que a Émilie morreu".

"O quê?!", eu disse, em voz alta.

"Parece que aquele ricaço que ela casou não aguentou a múltipla falência dos seus negócios com essa crise agora. Eu já achava estranho ele continuar relativamente bem mesmo depois desse rolo todo o Lehman's. E pensar que foi por culpa dele praticamente que o mundo inteiro tá se ferrando...", concluiu "n".

"Mas como eles morreram?".

"Suicídio".

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Eu não queria perder o aroma dela.

(não sou de escrever de amor aqui. Mas vou abrir uma rara exceção hoje)

"Quer comer alguma coisa? Olha lá hein, vou te alugar o dia inteiro!", ela disse.

Acho que qualquer pessoa ficaria nervosa com isso. Seria muito trabalho. Mas eu disse que toparia. Eu ajudo todo mundo, qualquer pessoa que pedisse ajuda pra mim - e especialmente se eu conseguir fazer e ajudar - eu faço sem pestanejar. Menos se for uns trecos impossíveis. Sou gentil com todo mundo, e não acho isso ruim.

Houve várias demonstrações. Mas como sempre, nada concreto.

"E aí vou chamar muita gente nesse dia. Até mesmo o carinha que eu tô saindo vai".

Sem chance. Dureza mulher mudar de ideia, especialmente quando já está saindo com um cara. Na verdade acho que qualquer cara se abala, especialmente se gosta de verdade da menina. E de fato me abalei, e durante aquele dia inteiro aquilo ficou na minha cabeça.

É essa sensação de hesitação da paixão. A gente não sabe se vai, se deixa quieto, se joga tudo pro alto ou se avança com tudo pra frente igual um cego, temendo entre dar de cara na parede, ou nos braços da pessoa que gosta.

Já bati tantas vezes no muro, né? Tão fácil pros meus amigos isso.

Mas aí no dia vi como seria nossa convivência. E lembro de você ter tido que brigaríamos 24h por dia. Por sermos opostos. Mas os opostos sempre se atraem, e com você, nunca tive dúvida disso.

Não mesmo.

Mas aí a fome foi apertando, o dia passando, mas eu me sentia bem com você ali, do meu lado. É tão difícil da gente se encontrar, né? Acho que sou de um grupinho diferente das pessoas que você frequenta, e acho normal não misturar as tribos. Normal, todo mundo é assim, ainda mais num mundo com a plurariedade de hoje.

Mas eu me sentia bem do seu lado. E feliz!!

E fiz o que tínhamos combinado.

E você ainda me viu roncando (rs).

E depois, como um passe de mágica nossas mãos se juntaram na manhã seguinte. E fomos juntos até o trabalho. Abraçados. E conversando, como sempre conversamos sempre. Acho que independente de qualquer coisa eu confio muito em você. E consigo ser eu mesmo com você sem problemas. O eu sério, o eu engraçado, o eu irônico. E vice-versa, não?

A gente tem essa liberdade.

E eu fiquei aqui com seu cheio da camisa, hehe!

Quando você tá mal-humorada eu te faço sorrir. Quando eu estou também, você me faz umas graças.

Gosto disso! (de verdade!)

Mas lá naquele momento ainda teve ainda a muralha sua. Nada de concreto vai rolar entre nós, pois mesmo nos dando bem, de acordo com você, somos muito diferentes um do outro pra ficarmos juntos e darmos certo.

Sad.




É que você não conheceu a aquariana. =)
Ela é do passado. Mas foi o maior exemplo que duas pessoas totalmente diferentes da outra dão muitíssimo bem...

Gosto muito de você, menina. De verdade!
Mas não posso nutrir algo maior que isso por alguém que não poderia nutrir o mesmo por mim.
Desculpa.

E obrigado por tudo.
Ah, fala sério, a gente combina bem juntinho. Vi no vidro do metrô. =D

sábado, 2 de junho de 2012

Aquela carta.

Um belo dia, nas andanças em Glast Heim, eu te conheci.

A Manu me escreveu uma carta que levou uns 4 anos pra chegar no destinatário. E ainda mais um tempo até eu ter coragem de ler. Comentei dizendo que não tinha coragem de abrir ainda pois não sabia se eu era a mesma pessoa ainda que ela tinha enviado a carta.

Foi tanto tempo, né?
E eu não acho que fui um amigo tão presente como gostaria de ter sido com você. Me sinto péssimo!

Engraçado que na carta ela disse que eu comentei que nos separarmos seria inevitável e que a amizade iria acabar. Antes mesmo de abrir a carta eu pensei nisso.

Faz tanto tempo, né?

Fiquei pensando que, mesmo depois de tanto tempo ainda mantemos uma amizade boa. Conversamos como se tivéssemos nos encontrado ontem. Por isso, meu coração não tinha mais dúvidas. Eu sou, e continuo sendo a mesma pessoa de antes na minha essência! E não tinha nada a temer. Abri, e li a sua cartinha.

A nossa amizade nunca vai acabar, Manuzinha! Eu fui um tolo em afirmar isso anos atrás e hoje vejo isso. Acho que quando a gente vê o futuro na nossa frente eventualmente a gente fica com medo mesmo. Tenha medo de se apegar às pessoas e depois elas nos deixarem.

Mas quando a gente age de coração puro com as pessoas, a gente só recebe a pureza de volta. Uma amizade moldada nisso é eterna, atemporal e única!

E essa cumplicidade de nós é o que existe de mais rico na nossa amizade! Depois de tanto tempo, nunca vou esquecer quando nos encontramos depois de anos sem nos ver (uns 4 anos?) e você viu as cicatrizes no meu braço esquerdo e perguntou o que era. Depois que eu respondi você colocou a mão em cima, fez um carinho, e disse baixinho: "Porque você fez isso?".

Fui um egoísta mesmo, pois tinha esquecido o quão importante eu era pra pessoas como você! Se eu tivesse pensado nisso jamais teria feito. Fui um imbecil!

Acho que no fundo eu nunca entendi o quão sortudo eu sou de ter amigas que se preocupam comigo como você. Não poderia ser mais grato! Por tudo. =)

Eu que te amo mais, minha amiga! Obrigado por tudo, como sempre.

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