terça-feira, 31 de julho de 2012

Era apenas uma Festa Junina.

Domingo, 29 de julho de 2012.

Já passavam das 15h da tarde. A quadrilha havia terminado. Parece aquele momento em que todo o peso nas nossas costas saem na hora.

Tudo o que aconteceu nas últimas semanas pareceu passar como um filme, tudo aquilo que provavelmente começou na primeira reunião no dia oito de junho e foi indo, dia após dia, chegando até o último domingo.

Eu não aguentei. Chorei! De felicidade mesmo. Corri e te abracei. Formamos e lideramos um time, e quando tudo acabou, foi a melhor sensação do mundo! =)



Organizar uma festa junina não é fácil. Organizei junto da minha amiga Paula, e com um super auxílio do grupo de jovens da Shinnyo-en Brasil. O dia esse ano caiu exatamente no aniversário do Kyodoin-sama, um dos fundamentos da nossa fé. Não tinha como nada dar errado, né? Você que pensa! =P

Foram quase dois meses de trabalho suado, muitos e-mails sendo trocados nesse meio tempo, noites mal-dormidas, tempo que a gente tirava não sei da onde, decisões, tudo. Conseguimos deixar as coisas relativamente prontas no dia 27. No dia 28 fui junto com a kombi levar as coisas.

E começou a via crucis!

E lá foi montagem sob um sol escaldante de julho. Sempre essa semaninha perto do meu aniversário faz um sol de rachar pra depois voltar o frio (não sei porque diabos... Acho que Deus tira uma com a minha cara todo ano... Só pode!). Ainda estou com umas seis picadas de borrachudo na minha perna que estão ficando com um formato engraçado.

Pega bambu, corta, amarra, põe arame, alinha, joga a lona. E isso vezes cinquenta, no mínimo. Já estava anoitecendo quando o resto do time chegou pra agilizar a cobertura da quadra. E lá estávamos nós mais uma vez.

Não consegui dormir na noite de tanta expectativa. Minha noite ficou alternando entre cochilos (meu cochilo é bem profundo) e depois ficar meia hora olhando pro teto, ou pra lua pela janela, que estava lá pra me dar uma animada. Teve direito até a morcego na casa. Esqueci que o meu dog whistle do celular acho que conseguiria espantá-lo...

E no outro dia lá estávamos nós de novo. Montando as mesas pra receber a comida, o som, fizemos oração budista até que o ônibus apareceu e eu entrei em pânico. Procurei a Paula e nada (você me paga, rs!). Era  apenas eu, e saudei o pessoal que descia e desejava-lhes que fossem bem vindos e aproveitassem a festa e ajudava a descarregar as comidas, refrigerantes, organizar as pessoas e dividir as tarefas.

Nós, budistas, acreditamos muito no Achalanatha (essa imagem aí do post). Ele significa a determinação de seguir em frente e não deixar a peteca cair! Porque acredite, tudo dava errado nesse dia. Por mais que a gente planejasse, a gente teve que praticamente criar uma festa nova na hora.

As comidas pareciam que não dariam pra todo mundo, estávamos quase indo buscar mais. Disse pra ficarmos tranquilos que ainda iam chegar mais pessoas e tinha ainda muita coisa pra te aprontar.

O noivo da festa junina não apareceu, tivemos que improvisar um e tive que usar minhas "técnicas de persuasão" (leia-se: implorar de joelhos com cara de gatinho pidão) pra conseguir um noivo novo.

No dia ventou muito, e por mais que fixássemos a lona na quadra, ela arrebentou e os remendos não estavam segurando.

A pessoa responsável por uma dança country não apareceu. O mesmo para a pessoa que estava organizando as brincadeiras: também não deu as caras! A programação teve que ser toda refeita.

E, por fim, o mini dvd player que iria tocar o CD com a música de festa junina simplesmente pifou na hora que iríamos usá-lo! Tivemos que pegar um carro, conectar a caixa do som e fazer a quadrilha acontecer.

Foi uma luta. Foi sim. Tivemos diversas provas para nossa paciência e persistência, mas conseguimos superar todas como um time. E no final, toda aquela pressão se foi, e tudo o que consegui fazer foi agradecer. Agradecer por tudo ter dado certo, e até agradecer os desafios que apareceram, pois superamos tudo juntos e a festa foi um sucesso. =)

E aqui está minha super parceirona (de azul) e também, não menos importante, a super irmãzona do outro lado que foi tão importante quanto!



Valeu, Paula! E obrigado a todos pelo empenho.
Acho que todos nós alí crescemos bastante, sem dúvidas.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Bonzinho só se dá mal mesmo?

Sempre é ensinado no budismo que devemos sempre colocar o próximo antes da gente. E só assim vamos crescer como pessoas. Isso é um tópico que venho meditando muito sobre o assunto, e quero colocar o resultado dessas reflexões aqui.

Primeiramente devemos considerar que o mundo não é nada se não existisse compartilhamento. É graças as pessoas que descobriram coisas e não fecharam isso para si que o mundo está assim hoje. Pra se inventar uma caneta esferográfica um cara teve que inventar a tinta, descobrir que se faz plástico pelo petróleo e até a bolinha de tungstênio na ponta. Todos foram compartilhando, um a um, até alguém pensar em juntar tudo.

Cada cabeça é um mundo, e embora muitas pessoas sigam o motto de "não vou compartilhar o que eu sei porque eu paguei caro por isso" não conseguem evoluir por si só. Nossos conceitos só crescem quando se tem mais de uma pessoa pensando.

Logo, o ego é um bocado destrutivo, como se pode perceber. A gente fica parado no lugar sem crescer.

Acredito que pessoas que colocam os outros na frente acabam ficando mais fortes por si mesmas. Muitas pessoas ainda acreditam na máxima de "ele me faz mal, então vou ferrar com ele também!", quando não é bem assim que funciona.

Esse é o caminho mais fácil, mas já pensou em mostrar compaixão com quem lhe fez mal? Acredite: Tem que ser FORTE pra fazer isso (e não "burro" como muitos afirmam). A verdadeira compaixão reside nas pessoas que passaram pelos piores problemas e isso lhes fez crescer.

Logo, uma pessoa que se dedica ao próximo cresce espiritual e socialmente. A pessoa começa a dar mais valor as pequenas coisas, percebe que é feliz quando o outro é feliz e vê que as coisas que fazemos por nós mesmos é apenas uma felicidade momentânea. Dedicar-se ao próximo que é o ápice do ser humano, e é isso que nos faz crescer, pois começamos a lidar com os mais diversos problemas e ajudando o próximo a crescer nos sentimos inspirados em também chegar lá!

Isso é uma coisa que muitas vezes desenvolvemos na adolescência mas perdemos nessa vida adulta e chata. Usamos muito o "eu" quando na verdade deveríamos usar o "você". Viramos egoístas lutando por um pedaço de carniça quando depois de tanto comermos e virarmos gordos, querendo comer mais e mais. Verdadeiros parasitas.

Pense no próximo, ajude o próximo. Nem que seja com um sorriso. Acredite, você estará já fazendo um gesto muito nobre.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dorminhoco.

Saiu isso na newsletter digital interna da agência:


Que mico!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Escravos de tutoriais?

Estou jogando, enfim, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. Gosto muito da série Metal Gear Solid, o meu primeiro jogo foi o do Gamecube, o remake do primeiro, originalmente lançado pro "Pleisteichon". Joguei um pouco o segundo, o comecinho do terceiro e fiquei totalmente perdido no Peace Walker, do PSP. 

Vi essa tirinha no 9gag hoje:


De fato, são poucos os games que não têm tutoriais.

É estranho dizer isso sobre os games atualmente, mas seria meio impossível dizer que vivíamos sem uma telinha nos ensinando pra apertar tal coisa antes de começarmos um jogo. Metal Gear Solid 4 é assim.

Não sei se estou ficando velho pra games ou se o jogo realmente é difícil comparado com o primeiro, mas eu ainda não consegui dominar a porra do CQC (Close Quarters Combat, e não "Custe o que custar", retardado!). Toda hora sou obrigado a entrar no briefing e entender que tem que apertar o R1, depois L1, Depois R1 de novo, depois atirar, depois triângulo, enfim... Não é algo muito didático.

Ficamos dependentes de tutoriais pra novos games? Não entendo os games. Eles são uma mescla de comandos absurdamente fáceis (X, X, X, X, X = ataca, ataca, ataca, ataca e... finaliza!) com alguns mais difíceis que dependem também do A.I. de quem estamos enfrentando. Ainda estou penando com MGS4, mas até prefiro um jogo mais difícil que consiga me prender do que um jogo que só tenha cutscenes.

terça-feira, 24 de julho de 2012

XXIV.

Dia 22 de de julho foi um bocado corrido, devo admitir. Levantei cedo e fui tomar um café com meus pais. Dureza foi pro meu pai engolir que com um filho com mais de vinte anos, e sempre acostumado comigo durante vinte e três aniversários ficar em casa atendendo telefonemas da família ficar fora, pois estava entupido de coisas pra fazer.

Tudo caiu num domingo. Muitas coisas ao mesmo tempo e minha comemoração foi a cereja do bolo.

Passei o dia inteiro no dia templo budista que frequento, a Shinnyo-en. Encontrei meus amigos, fomos almoçar juntos, teve até cerimônia apenas para nós, jovens (sim, eu sou "jovem" ainda, hehe). Fiquei correndo pra cima e pra baixo definindo e tentando aprontar algo para a festa junina que vai acontecer agora, nesse domingo.

(e sinceramente, ainda estou correndo)

Estava exausto quando vi no relógio 17h30. Subi pro metrô e fomos para a Liberdade, pro karaokê. Foi uma noite épica. Todo mundo cantou comigo, e as mais diversas músicas. Desde Barbie Girl, até mesmo Beat It do Michael Jackson, com direito a dancinha igual ao clipe.

Ganhei alguns presentes, mas o presente mesmo foi a presença de tanta gente! Me senti uma pessoa privilegiada, ainda mais com um aniversário que cai todo ano justo no final do mês de férias quando a galera tá mais sem dinheiro ou simplesmente viajando.

Foi inesquecível. Obrigado a todos! Vocês fizeram um cara feliz.

E na saída, a gerente do karaokê ainda comentou: "Nossa, vieram quase 20 pessoas no seu aniversário. Dá pra ver que você é muito querido". E eu só tenho a agradecer. =)







quarta-feira, 18 de julho de 2012

Os comentários são sempre os melhores!

Acho que um exercício mais que válido nos tempos de internet e liberdade de expressão é: olhar os comentários. Crie esse hábito, ele vicia. E é muito, muito divertido. Mas não precisa ficar respondendo também, ás vezes é melhor ficar na moita do que responder uma besteira e ser motivo de piada para o próximo que ler.

Ás vezes até uma notícia banal como a construção de um novo Titanic pode render boas risadas.

Tem os crentes (eu prefiro acreditar que o Titanic afundou porque não foi batizado):

Ou ainda os Zé-Graça:


Isso é só um exemplo pra você ver o que você tá perdendo! hehehe. Trate de reparar nesses comentários sempre. Ás vezes a notícia mais idiota rende as maiores pérolas do nosso povo semi-analfabetizado!

terça-feira, 17 de julho de 2012

O que gostaria de ganhar de aniversário?

A gente vai praticando o budismo e em algum momento esquece da gente, hehe.

Minha mãe está o mês inteiro perguntando o que eu quero ganhar de aniversário. Revirou meu guarda-roupas e disse que um tênis meu, furado, está precisando ir pro lixo. Eu disse que não ligo não, não queria presente, mas ela ficou nervosa e disse que ia me dar alguma coisa.

E como mãe é mãe, viu que o filho estava usando um tênis furado e decidiu comprar um novo. Fui obrigado a aceitar.

Sinceramente o que eu gostaria de presente não é possível. Mas eu me esforço pra fazer merecer.

Ás vezes eu me sinto como uma vela. Em chamas, iluminando. Pessoas vem atrás de mim querendo uma luz, um bom papo, desabafar ou mesmo que eu as empurre pra cima com meu bom astral. Como se essa chama fosse a felicidade e todas as pessoas a minha volta fossem velas apagadas. Felicidade nunca diminui quando se é compartilhada.

No fundo eu gostaria de poder fazer todas as pessoas ao meu redor felizes. Esse seria meu maior presente.

A gente vai vivendo e vai vendo que as pessoas não estão nem aí pra nada. Poucos estão se importando com seus problemas, todos parecem estar em competição acirrada uns com os outros, nessa tamanha ânsia que o homem tem em ser sempre o melhor, não importando os meios.

Ando na rua e consigo ver nos rostos das pessoas esse desânimo com a vida. Logo, eu decidi ajudar as pessoas a minha volta ao máximo. Nem que seja apenas ouvindo. E devo admitir que o maior presente do universo é quando uma pessoa me diz "Obrigado". Maior que tudo, maior que dinheiro, mulheres, carros, iates, mulheres, dinheiro, mulheres, carros e mulheres.

E essa coisa vicia, hehe. Aí chega um momento que a gente vê que a gente é pequeno. Que por mais que a gente tente ajudar existem dois grandes obstáculos: um são pessoas que não querem ser ajudadas. Outro é que sozinhos somos muito pouco.

Pro segundo, pelo menos, tem um jeito. Ajudar o outro sem esperar nada em troca é algo simples e tão benéfico que vicia. Quando a gente vê temos os mais tipos diferentes de pessoas precisando de ajuda e não conseguimos ficar quietos. Fazemos isso de coração, porque não gostamos de ver as pessoas tristes.

Ajude o próximo. Comece com coisas simples, mas sempre de coração. Ás vezes o que você acha que é pequeno pra pessoa foi imenso. Isso é ser humano, e isso num mundo cada vez mais mesquinho, é sem preço.

Nossa real felicidade só existe quando o outro é feliz. Nós sozinhos somos nada. Acredite.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia do rock.

Está dada a largada para mais um dia de ladainha ilimitada e muitas confusões na sua Sessão da Tarde.

Dia do Rock. Que baboseira. Aí eu entro no meu Facebook e vejo na timeline vários tipinhos esperados nesse dia.

Existem aquelas que colocam "Sweet Child O'Mine" ou "Stairway to heaven".

Esses são os clichês. São aqueles que no fundo ouvem Luan Santana e sabem todas as músicas do Babado Novo de cor. Acham que rock se limita a Queen, Guns 'n roses e Charlie Brown Jr. Forte candidato a pessoa que vai trabalhar de All Star e camisa de alguma banda de rock.

Tem também aqueles que colocam uns artistas que só ele e mais duas ou três pessoas conhecem.

Esses são o tipinho hipster. "Ai, eu gosto do vocalista da banda Magic Spit or Swallow under the table tennis of hell". Não conhece essa banda? Ela nunca fez sucesso, só umas seis pessoas conhecem, não querem que vira modinha e ficam com raiva se um sétimo ou oitavo cidadão as ouve. Fuck.

Rock era uma coisa mal vista, assim como o funk é hoje. Era coisa de bandido, marginal e drogado. Sua ideia inicial era exatamente essa, libertar as pessoas do preconceito, lutar pelos direitos da sociedade e fazer as pessoas refletirem sobre seu entorno. Além de comer umas meninas, isso desde os tempos dos Beatles.

O que existe hoje ainda é um baita dum preconceito ainda sobre as mesmas bandeiras que eles tentavam apagar, e rock virou coisa de moleque que acha que se ficar em coma alcoólico no bar terá algum êxito. Ainda mais se ele vomitar na sua camisa favorita com aquela caveirona do Guns 'n Roses. No fundo, manjam nada de absolutamente nada. Pagam o preço para terem a imagem de "roqueiros".

Poucos ainda mantêm esse espírito. Os caras que conheço que realmente manjam de rock são esses caras que vão trabalhar de social, sabem tocar algum instrumento e não ficam imersos nessa babaquice. Sabem falar de Pearl Jam até Beatles, e não ficam aí se vestindo disso ou daquilo, ou postando vídeos aqui e acolá pra dizer que é "transado". Bitch, please!

Pra eles rock é quase uma filosofia. Filosofia vai muito além de conhecer o pensamento. É você compreender e poder desmembrar tudo e montar de novo. Compreender sua história, vertentes, principais expoentes, movimentos, tudo!

São pessoas que pensam. Não são esses alienados que ficam aí com pintinho duro porque tem quarenta trilhões de horas no iTunes de música. A ideia do rock era exatamente essa, mas perdeu-se num mundo nerd e pseudo-revoltadinho. Esses caras que manjam não falam por aí disso ou daquilo. São o que são pelo que são. E ponto final.

Portanto, feliz dia do Roque.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Só quem faz cursinho entenderia.

Estava voltando pra casa e do nada ouvi um grito feliz. De um lado uma loira bundudinha (mas era aquela bunda de gordinha) e do outro uma mulata hipster.

As duas eram amigas do tempo de cursinho pré-vestibular. Não sei, nunca fiz cursinho desses, mas não é a primeira vez que vejo amizades tão fortes resistirem tão intensamente. Acho que só quem fez cursinho saiba descrever.

A conversa, claro, foi sobre o que aconteceu em tanto tempo. A loirinha tinha terminado com o namorado (falou com uma naturalidade... tenho uma amiga que terminou com o namorado e parou de frequentar lugares em comum só pra evitar que perguntassem do ex-cônjuge), tinha encontrado um amigo em comum na semana passada e tinha feito intercâmbio na Lusitânia. Já a mulata não consegui entender muito bem, já que sua voz era mais calma e entediante, ao contrário da loura gordinha que tinha uma voz aguda e um bocado irritante.

Ficaram em altas conversas enquanto voltavam. Como não queria ouvir música fiquei admirando aquela troca de ideias.

Queria saber que magia é essa que cursinhos pré-vestibular têm. Acho que talvez seja aquela momento crucial na vida de uma pessoa, onde tem que escolher o que quer seguir na vida, a pressão dos pais, a entrada na vida adulta eventualmente sejam ingredientes explosivos para que as pessoas se apeguem umas ás outras com tamanha força que acabam criando laços fortes pelo resto das vidas. Ou ao menos deveria ser assim na teoria.

Achei bacana o que tinha visto. Como não fiz cursinho, não sei o que é fazer uma amizade numa época conturbada como essa, mas fiquei feliz em ver as duas se reencontrando depois de tantos anos. Quem sabe agora elas ao menos troquem de Facebook, porque a reação da hipster ao ver a gordinha foi: "Nossa, você tá usando óculos agora?".

Pois é! Depois dizem que a depressão que é o mal do século. Daqui a pouco vai estar todo mundo vesguinho por ficar tanto tempo na frente da tela do PC.

Livros 2012 - #14 - 1984

Sim, mês de junho passou e só li um livro. Putz, aconteceu tanta coisa... Não consegui focar em nada. Sim, o motivo foi, só pra variar um pouco, uma mulher.

Mas cá estou de volta.

Esse livro eu estava me coçando pra ler. Vi num livro aí que três livros de ficção que todo mundo deveria ler seriam três: Admirável mundo novo, Laranja Mecânica e 1984. Nem tinha me ligado, mas ele é o mesmo que escreveu Animal Farm. Outro clássico, do porquinho Napoleão e o Snowball.

Excelente livro. Se ele tivesse sido lançado na semana passada eu diria que esse Orwell andou me espionando. Muitas das ideias que eu já tinha sobre a sociedade o filme trata. E na cara dura. É excelente em diversos aspectos.

O começo é muito tedioso. Acho que dá pra dividir a estrutura em três: o início, que é muito tedioso, onde ele descreve como a sociedade está estruturada, o meio, onde ele recebe o livro dos rebeldes contra Ingsoc e começa a se confirmar todas suas teorias e por fim, o final, onde ele é forçado a acreditar na ordem que é imposta.

Um livro incrível. Eu apenas peguei emprestado na biblioteca do Senac, mas vejo que terei que comprá-lo pra sossegar um pouco. Só fiquei com dó o destino do Winston e do affair dele no final. Mas tudo bem, acontece!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mulher, esse bicho engraçado.

Fui criado ao redor de apenas homens. Porém, vocês mulheres que me perdoem, sei que vocês concordariam se pensassem melhor (se já não concordam), mas lidar com homens é muito fácil. Nada como falar com um ser que quando falo "sim" é "sim", e "não" é "não". Não existe uma terceira variável, o "talvez". Homens são binários, diretos.

Por volta da adolescência comecei a sair do clube do bolinha. Era a testosterona e a vontade de procriar que domina nós, jovens homens, nessa época. Antes bundas eram apenas locais de onde saía cocô. De um mês pra outro, uma bunda feminina vira objeto de fetiche e tesão. Foi aí que comecei a lidar com mulheres, com uns quatorze anos. Um bocado tardio, de fato, mas aí vi que o buraco era mais embaixo.

Uma vez, já na faculdade, estava conversando com a Aline. Pegando "dicas" sobre mulheres perguntando para um ser que também tem como característica prevalente a tal da vulva no local onde nós homens temos um falo, e um bocado de estrógeno no sangue.

"Alain, quando a mulher fala 'não', é porque ela tá falando 'sim'!".

"O quê?", eu disse, no topo da minha ignorância pelas mulheres, "Como vocês negam algo quando na verdade o querem? Isso não faz sentido! E quando ela fala 'sim', é na verdade uma negação?".

"Quando ela fala 'sim', significa 'talvez'. E quando ela fala 'talvez', é porque ela quer dizer 'não'".

Minha reação nesse momento foi:

[Má que p*rra é essa?]

Mas na verdade, desde muito antes da faculdade eu comecei a lidar com mulheres, e não consegui entender nada porque na minha criação nunca tive mulheres suficientes. Até minha mãe é meio macho, coitada. Viver ao redor de homens, ela nunca reclamou (muito pelo contrário, disse que mulher sempre dá mais trabalho), mas em algumas coisas era difícil pra ela.

Hoje, por incrível que pareça, ela é a primeira a ficar pronta pra sair, antes mesmo de nós homens. Antes tínhamos que ficar esperando ela ficar pronta. Difícil de se imaginar, né? Até mesmo na hora de sermos homens minha mãe me empurrava mais do que qualquer outra presença masculina na família.

Acho que faz parte do ego masculino não querer o crescimento do outro, para que não sejamos superados. Talvez por isso, nada melhor que uma mulher para - ao menos nesse quesito - nos fazer verdadeiros homens. Nem que seja apenas abrindo um vidro de azeitonas ou matando aquela barata.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O que eu entendi do tal Bóson de Higgs

O assunto da semana foi o tal Bóson de Higgs. Religiosos de plantão estavam lá como de costume debatendo o outro nome dessa partícula, a "partícula de Deus". Ás vezes parece que esses intelectuais usam esses nomes de propósito, mas eu ainda creio num futuro onde a ciência se unirá enfim com a religião e uma provará que a outra existe.

Eu li em diversos lugares explicações sobre o tal Bóson de Higgs. Parecia que cada lugar explicava de um modo diferente. Mas só duas me fizeram entender o esquema direito, e foi esse aqui e esse outro.

Minha explicação é baseada mais ou menos em tudo o que li. Mas depois que você entende, até a teoria da relatividade fica facinho de entender.

[É mais ou menos isso que o LHC tava fazendo. Com prótons]

Existem átomos. Tudo a nossa volta é feito de átomos. Átomos são feitos de prótons, neutrons e elétrons. Prótons são de quarks e anti-quarks. Isso até Cavaleiros do Zodíaco ensina (menos os quarks!). 

Mas existem partículas essenciais que agem sobre esses átomos, e elas estão também andando por aí nos bares da Vila Madalena ou no O'Malley's.

Existem cinco princípios que estão em pesquisa: eletromagnética, nuclear forte, nuclear fraca, gravidade e massa. Cada uma delas tem uma partícula essencial em jogo.

No caso do Bóson de Higgs, é a que diz respeito à massa.

Logo, estaríamos todos imersos num campo de bósons de Higgs por todo o lugar. E quando as partículas interagem com esse campo elas ganham massa. É como se o campo de Higgs fosse um grande imã: ele atrai os quarks pra si, e os quarks viram prótons, neutrons e elétrons que depois viram átomos.

[Eu também não...]


Mas tio Allain, o que a "máquina do fim do mundo" do CERN tem a ver com isso?


Pois é, e teve gente que dizia que ia ser o fim do mundo, hehe. O Grande Colisor de Hádrons faz isso: ele pega um próton e arremessa contra outro e observa a cagada que acontece depois.

Só que ele não usa uma energia absurda. Usa por volta e 4 tera-eletronvolts. Pra acender uma lâmpada você precisa de 100 milhões de tera-eletronvolts. Então não dá nem pra sacanear seu amigo com 4 tera-eletronvolts naquelas canetas de dar choque. Ele vai sentir nada!

E aí, depois de ficarem chocando prótons atrás de prótons eles viram o tal campo de Higgs, atraindo os quarks pra si e... Tcharam! Provaram que o Bóson existe e não era conversa de bar. E não importa pra onde você correr, o tio Higgs vai te pegar, quark safadinho!

[Bóson de Higgs, o grande pegador das quarks de família.]

Por isso a gente vê essas imagens de linhas amarelas. A coisa do meio que é o tal Bóson de Higgs, o tal "imã" que atrai os quarks e cria a massa.

Fala a verdade, a ciência não é apaixonante? (L)
É que vocês não me viram explicando a Teoria da Relatividade!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Não é reverência, é agradecimento.

Uma vez estava conversando com uma amiga evangélica sobre o budismo.

Ela disse que não aceitava que uma crença como o budismo onde as pessoas rezam por uma estátua - no caso, a imagem do Buda Shakyamuni.

Desde os tempos em que Lutero e Calvino fundaram as seitas protestantes, naquela época de perseguição contra os preceitos católicos as pessoas acabam adquirindo um repúdio por qualquer imagem sagrada. Claro que a extremos como esse. Acontece.

Nós não rezamos pela estátua do Buda. Longe disso. Fazemos um gesto de gashô (unir as duas mãos, como fazemos numa oração) na frente do Buda, unimos nossas mãos na frente dele. O significado inicial desse símbolo não é submissão a uma divindade ou a uma pessoa, mas agradecimento.

Agradecemos ao Buda por estarmos aqui hoje, por podermos ouvir os ensinamentos que ele deixou há milênios, por termos sido iniciados no caminho Mahayana - de grande veículo - e por todas as maravilhas que têm nos acontecido desde que iniciamos nossa jornada búdica.

Gratidão é essencial. É o sentimento mais nobre do ser humano. No momento em que me elevei espiritualmente tudo o que senti foi uma gratidão imensa: gratidão por poder ajudar a todos a minha volta, gratidão por ter encontrado este Ensinamento, gratidão pelos méritos que tenho alcançado sempre, minha alma gritava um obrigado milhões de vezes.

A estátua é apenas uma estátua. O que fica mesmo são os ensinamentos. Isso independe de crença! Nós que fazemos o nosso redor melhor, e não um objeto inanimado. Portanto... Gashô por tudo!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Corajoso e delicioso.



Durante todo o ano de 2008 eu fiz um ensaio de fotos durante cada mês uma imagem diferente. O nome disso na época foi Bold 'n delicious em homenagem a uma música da Ayumi Hamasaki.

Nunca homenageei isso, até hoje acho que foi um trabalho bem bacana! Sim, não tem nada a ver com o clipe, mas foi divertido.

Bold 'n delicious version

terça-feira, 3 de julho de 2012

Simpática e inteligente.


Todo mundo na sala queria te comer. Não tem como negar. Até eu queria te comer!

Acho que você me deu mais bola. Fizemos trabalhos juntos e eu ficava abismado como você conseguia ser tão inteligente. Era esforçada e aprendia sempre as coisas com facilidade. Quase um nerd disfarçado de loura.

Quando um dia te dei uma flor, você se assustou, foi embora, e nunca mais voltou. Não queria romance. Queria apenas diversão. Acontece...

Mas acima de tudo, independente da sua pureza, você ainda era um ser humano. E fiquei um bocado surpreso quando vi que com apenas aquelas caipirinhas você foi capaz de abrir as pernas tão fácil. E quebrar uma pia com esse ato.

Afrodite, aquela de beleza infinita, sempre desejada por todos, sempre comida por (quase) todos. Mas acima de tudo: a mulher indomável, que preza pela sua liberdade antes de qualquer coisa.

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