sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia do rock.

Está dada a largada para mais um dia de ladainha ilimitada e muitas confusões na sua Sessão da Tarde.

Dia do Rock. Que baboseira. Aí eu entro no meu Facebook e vejo na timeline vários tipinhos esperados nesse dia.

Existem aquelas que colocam "Sweet Child O'Mine" ou "Stairway to heaven".

Esses são os clichês. São aqueles que no fundo ouvem Luan Santana e sabem todas as músicas do Babado Novo de cor. Acham que rock se limita a Queen, Guns 'n roses e Charlie Brown Jr. Forte candidato a pessoa que vai trabalhar de All Star e camisa de alguma banda de rock.

Tem também aqueles que colocam uns artistas que só ele e mais duas ou três pessoas conhecem.

Esses são o tipinho hipster. "Ai, eu gosto do vocalista da banda Magic Spit or Swallow under the table tennis of hell". Não conhece essa banda? Ela nunca fez sucesso, só umas seis pessoas conhecem, não querem que vira modinha e ficam com raiva se um sétimo ou oitavo cidadão as ouve. Fuck.

Rock era uma coisa mal vista, assim como o funk é hoje. Era coisa de bandido, marginal e drogado. Sua ideia inicial era exatamente essa, libertar as pessoas do preconceito, lutar pelos direitos da sociedade e fazer as pessoas refletirem sobre seu entorno. Além de comer umas meninas, isso desde os tempos dos Beatles.

O que existe hoje ainda é um baita dum preconceito ainda sobre as mesmas bandeiras que eles tentavam apagar, e rock virou coisa de moleque que acha que se ficar em coma alcoólico no bar terá algum êxito. Ainda mais se ele vomitar na sua camisa favorita com aquela caveirona do Guns 'n Roses. No fundo, manjam nada de absolutamente nada. Pagam o preço para terem a imagem de "roqueiros".

Poucos ainda mantêm esse espírito. Os caras que conheço que realmente manjam de rock são esses caras que vão trabalhar de social, sabem tocar algum instrumento e não ficam imersos nessa babaquice. Sabem falar de Pearl Jam até Beatles, e não ficam aí se vestindo disso ou daquilo, ou postando vídeos aqui e acolá pra dizer que é "transado". Bitch, please!

Pra eles rock é quase uma filosofia. Filosofia vai muito além de conhecer o pensamento. É você compreender e poder desmembrar tudo e montar de novo. Compreender sua história, vertentes, principais expoentes, movimentos, tudo!

São pessoas que pensam. Não são esses alienados que ficam aí com pintinho duro porque tem quarenta trilhões de horas no iTunes de música. A ideia do rock era exatamente essa, mas perdeu-se num mundo nerd e pseudo-revoltadinho. Esses caras que manjam não falam por aí disso ou daquilo. São o que são pelo que são. E ponto final.

Portanto, feliz dia do Roque.

2 comentários:

Camila Amores disse...

Adooooorei o seu post, cê disse tudo! Fico feliz por saber que ainda existem pessoas que pensam como eu.

Alain De Paula disse...

Uhuuuu! Valeu, Camila! =D Bjs

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