sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Diário de Fotógrafo #18 - Bold 'n Delicious

Em 2008 a cada mês eu fazia uma foto diferente. Colocava um efeito em escala de cinzas estiloso, teve gente que chamava até de "Black and white". Mas era o Bold 'n Delicious em referência a uma música da Ayumi Hamasaki de mesmo nome.

Foi bem divertido. Na época não tinha uma câmera boa como tenho hoje. Cada uma das fotos foram tiradas cada mês do ano de 2008. Segue elas na ordem, de janeiro até dezembro.













quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Michael virou barganha.



Hoje, aniversário dele, a lenda! =)

Amo Michael Jackson. E quando a gente começa a ouvir ele pelo seu grande talento artístico e original, acaba querendo saber como um cara vai ter tantas ideias mirabolantes pra tentar fazer algo no mínimo 5% do universo que ele criou, seja com suas músicas, seus clipes, seus filmes ou obras.

Michael, pessoalmente, sempre teve uma visão um bocado anti-mercado. A Sony nunca escondeu que sempre quis espremê-lo como uma laranja, e sugar até o último gomo dele. Michael mesmo declarava pra imprensa diversas versas o quanto Tommy Motolla fazia de ruim pra ele.

E de fato, pra uma empresa de música ter um Michael Jackson não é algo pra qualquer um. Ninguém tem tanto apelo. Nem Britney Spears ou Lady GaGa juntas.

Antes da morte de Michael a própria Elisabeth Taylor alertou. E de fato, agora mais ainda as empresas vão usar a marca Michael Jackson de maneira muito mais forte. Jogos, DVDs, músicas inéditas, álbuns que já estavam gravados, letras de músicas, tudo virará milhões dentro dos bolsos de grandes empresários. Nunca haviam sido lançados até então.

E tiveram que esperar a infeliz morte dele pra isso acontecer.

Michael, em vida, sempre alertou que era isso que queriam fazer dele, fazer uma grande máquina de fazer dinheiro. Não sou fã do artista Michael Jackson, mas sou fã da pessoa Michael Jackson. Tenho que agradecer totalmente aos valores que ele me deixou como pessoa pra eu chegar onde estou hoje. Devo quase tudo que tenho ao Michael Jackson. E fico triste em ver esse circo que se formou já desde o momento do funeral dele pra cá.

Feliz aniversário, Michael! We all love you.

domingo, 26 de agosto de 2012

As outras expressões da Kristen Stewart.

Assisti recentemente o On the Road (2012) que tem como principal apelo, a bonitona Kristen Stewart. Não assisti Twilight, mas sei de sua fama por causa dos inúmeros memes de internet que criaram em sua homenagem (pode clicar que eu deixo):


Uma amiga que estudou comigo na faculdade disse que ainda acreditava que a menina tinha potencial para ser uma boa atriz. Resolvi dar uma chance assistindo esse On the road. E, olha só, e não é que ela não é de se jogar fora?

Eu não acho que ela seria uma atriz ruim se ela dificilmente mudar a expressão. Longe disso! Acho importante um ator ter isso, personalidade. E desenvolvê-la. Pois se ele foge muito do papel sem ter talento pra coisa dificilmente o filme presta. Vide aquele "Júnior" do Arnold Schwarzenegger. Acho que o maior fiasco assistindo hoje, mesmo eu assistindo quando era moleque achava o máximo!

O que vejo no On the road é como se existisse um papel e a Kristen nascesse pra ele. Você não chega no Marlon Brando e fala: "Faz o Vito Corleone mais feliz!", ou chega na Camila Morgado e fala pra ela: "Sua Olga ficou muito machona!", não! Longe disso. Claro que isso pode ser um bocado limitante pro ator, mas se ele saber explorar pode fazer com que as pessoas reconheçam seu estilo único de atuação de longe. Você não vai pedir pro Picasso fazer uma obra surrealista se ele mexe com cubismo, certo?

E isso que acho que falta em diversos atores, um bocado desse desenvolvimento. A gente se acostuma com atores superficiais fazendo nada menos que o clichê. E não desenvolvendo o seu jeito e aplicando no personagem.

Claro que a Kristen tem muito a crescer, mas acho que ela está começando bem. Além de ser uma gracinha. E ela aparece pelada umas três vezes no filme, hehehe.

De resto, roteiro excelente. Não sei se é algum treco real, mas tem muito do que a realidade nua e crua, e não a realidade do cinema. Falta um pouco disso, e muitas pessoas acabam não curtindo por causa dessa veracidade. Mostrar que pessoas vão embora, outros vêm, acontece diversas coisas aleatórias... enfim.

E, por fim, a fotografia que é o que mais gostei. Não sei descrever, mas a fotografia por sí só é um elemento que faz o tempo passar. Achei genial, inclusive as paisagens retratadas. Mesmo que grande parte do filme seja filmada dentro de um calhambeque. Vale a pena assistir.

sábado, 25 de agosto de 2012

The teacher.


Na época eu era um adolescente. E fiquei apaixonadinho pela professorinha. Ao comentar com um amigo meu a reação dele foi: "Cara, tá parecendo o moleque quando se apaixona pela professora na pré-escola".

Éramos exatamente dez anos de diferença. E acho que ela sabia, ou pelo menos suspeitava. Nunca falara muito da vida pessoal, e eu já estava fazendo planos. Eu tinha 14, ela 24. Hoje, eu tenho 24 e provável que ela esteja hoje nos seus 34.

Mas eu na época imaginava que nos casaríamos com 24, teríamos alguns pimpolhos e tudo seria feliz para sempre. No dia da prova final eu, um moleque na época, estava querendo me declarar pra ela. Acho que ela sabia, mulher normalmente tem faro de testosterona de longe, a resposta dela foi o fora mais singelo que recebi até hoje.

E olha que de fora, eu entendo.

Simplesmente antes da prova final, que era elaborar uma biografia de alguém que a pessoa goste (eu escolhi Elvis Presley no dia) ela atende o celular (ainda artigo raro na época) e falou com alguém, terminando com um "Beijos, meu amor".

Tudo havia terminado ali. Antes mesmo de ter começado.

Eu, um mero mortal, tentei algo com a esposa de Zeus.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

"Enjoy the ride. May be the last one".

19 de outubro de 2004

Um bom motivo para que não existirem sobreviventes em acidentes aéreos é porque quem sobrevive dificilmente fica com ânimo para viver. Morrer poderia ter sido melhor. Menos doloroso.

Estávamos todos prontos para o embarque. Nosso voo seria num jatinho pequeno, nosso destino seria modificado em pleno voo. Dois tripulantes e treze passageiros.

Era eu, e "ela". Minha hoje falecida esposa.

O aeroporto de Lambert-St Louis sempre me deu um bocado de medo. Ele do céu parece uma arma, com um gatilho pronto para atirar. Naquele tempo em que estávamos casados tínhamos que ficar monitorando black ops em diversos cantos do mundo. Porém, antes mesmo de embarcar, um homem loiro e um bocado suspeito havia nos abordado.

"Aprecie a viagem. Pode ser a última".

Quem vive nesse submundo entende que quem trabalha na inteligência tem o mesmo destino dos vagabundos que a gente corre atrás: não temos passado, não temos futuro. Ás vezes nem mesmo um nome. Somos apenas ferramentas do governo atrás daqueles que descumprem as leis. Se não obedecermos, existe quem obedeça. Estamos abaixo dos que ditam os rumos da sociedade, sabemos todos suas emendas, gambiarras e o que se deve esconder. Mas não somos seres humanos.

Estamos um pouquinho acima dos criminosos, apenas.

E se morremos, temos uma morte de cão. Nem mesmo com nosso nome real é permitido nos enterrar.

O piloto parecia quieto ao embarcar, de fato. Mas mesmo assim nos sentamos. Somos iguais países: somos constantemente ameaçados por atendados, mas se dermos atenção pra cada um deles nós não trabalhamos. Parecia ser apenas mais um. Parecia.

No meio do voo o avião perdeu atitude. Não lembro de muita coisa, exceto muito barulho e uma baita duma explosão.

"Al... Al... Al...!"

Tudo estava embassado. Ouvi uns gritos ao longe.

Me levantei, acho que estava mais ou menos inteiro. Minha esposa estava presa com o sinto, acho que tinha machucado o braço. Fui até ela e destravei o cinto, a coloquei nos meus braços e saí correndo da fuselagem. Lá fora, três pessoas estava berrando para corrermos.

Eu não sabia direito pra onde correr, minha visão estava muito turva. Eu mal me aguentava em pé e estava tendo que carregar outra pessoa. Não sei da onde a gente tira forças essas horas, foi quando houve uma explosão.

Aquilo foi um atentado.

Deixei ela no chão rapidamente para que eu tentasse recuperar as forças, que não voltavam. Tinha algo nas minhas costas grudando. Quando eu puxei, doeu. Minhas costas estavam todas feridas, e olham pra trás tinha um rastro de sangue deixado por mim. Não aguentei muito tempo e desmaiei.

Ficaram ainda algumas cicatrizes nas minhas costas. Esse é um dos motivos pelo qual eu raramente fico sem camisa.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Diário de Fotógrafo #17 - Festa Junina (Shinnyo-en)

Fotografar eventos é um ótimo exercício. Tem que ser rápido pra olhar pra uma cena e saber de cara que ISO colocar, abertura, obturador e ajustar o flash. E, sendo o fotógrafo oficial do melhor grupo de jovens do mundo, é mais do que um prazer fotografar esse povo. Sempre saem ótimos resultados!












terça-feira, 21 de agosto de 2012

A bendita da voz interna.

Resfriado ás vezes dá uma letargia no corpo que parece que estou mergulhado numa coisa muito estranha.

Eu já vinha sentindo uns dias atrás, parece que sempre antes de eu pegar um resfriado, antes mesmo de dar os primeiros efeitos eu sou atingido de súbito por uma espécie de melancolia imensa. Só que dessa vez essa melancolia veio também por conta de algumas problemas - ou podemos usar a palavra "desafio" - que estou tendo que enfrentar nesse momento.

Sinto que não quero falar com ninguém, me isolar, ficar longe. É estranho. É um desafio grande, devo admitir.

Ando sem ânimo pra fazer qualquer coisa. Tinha algumas coisas pra fazer mas... cadê o saco? Saco mesmo. Tinha que ver como vai ficar a renovação do meu domínio na internet, as coisas da viagem, papelada, mas esse "medo" ás vezes é maior.

E não sei exatamente do quê.

Digo que é medo de avião, mas ele é o menor deles. Sério.

Meu maior medo é o desconhecido. Esse medo, me conhecendo, logo se acaba quando chegar lá. Tive medo de diversas coisas antes de conhecer, acho que isso é normal, né? E grande parte delas virei até um grande admirador. Por mais incrível ou bizarro que pareça.

O segundo medo é o abandono. Minha vida é uma grande interrogação na volta da viagem, mas eu não vejo a interrogação como possibilidade, mas como falha. Exatamente pois a vida inteira fui proibido de falhar em qualquer coisa, e faço um esforço terrível e sádico pra passar raspando pela falha. Estranho isso. Dizem que crianças que foram criadas com videogames conseguem lidar melhor com as falhas na vida.

Acho que é essa "voz" negativista dentro da minha mente que terei que lidar pelo resto da minha existência.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Porque ninguém supera o primeiro?

Existe um grande consenso de que normalmente ninguém supera a primeira versão de uma coisa. Muita gente gosta da série de games Metal Gear Solid: grande enredo, personagens carismáticos, vozes inesquecíveis e sempre aquele conselho de vida que faz brotar aquela lágrimazinha no final.

Mas não é de se negar que, embora as continuações já tenham sido lançadas e, praticamente fechando todos os mistérios em torno da série, não dá pra dizer que o jogo sempre foi melhorando. Eu ainda acho que comparando com o primeiro muita coisa mudou pra pior. O único que terminei foi o primeiro, e ainda assim, um remake pro Gamecube (Metal Gear Solid - The Twin Snakes). Estou terminando o quarto agora. Mas vou citar as coisas que sinto falta do primeiro que valem a pena serem relembradas.


1 - CODEC
O Codec (na foto, como ele era no primeiro) é o rádio que você se comunica com o Coronel Campbell, o Otacon e a gracinha da Mei Ling no primeiro jogo. Um dos motivos de nunca ter rolado um filme de Metal Gear é isso: grande parte da história se passa no Codec. No quarto game o Codec é inútil. Eu estava acostumado a qualquer momento de dúvida recorrer ao Codec. Sem contar que tinha muitas opções como a Nastasha Romanenko que falava tudo sobre a minha arma, o Coronel ou Otacon pra dar uma dica, e até a Mei Ling pra dar um provérbio chinês. Esqueça. No quarto só tem o Otacon e a Rosemary. O primeiro praticamente todas as vezes que ligo ele fala nada com nada. A segunda só sabe falar da sua "stress gauge". Péssimo. A Rose virou uma MILF apenas.

Não sabe o que é MILF?



2 - Muitos capítulos
Nos outros jogos sempre tiveram focos. No máximo dois capítulos. Nesse quarto Snake vai passeando pelo Oriente Médio, América do Sul, Europa Oriental, Shadow Moses, Outer Haven... Ufa! O pior é que cada parte tem uma jogabilidade diferente, quando você mal acostuma com os rebeldes da Colombia... PUM! Você vai pro Oriente Médio ir atrás da Big Mama e ficar seguindo um lunático até cair no esconderijo. Acho que um foco ajudaria.



3 - CQC
Não! Não é um programa apresentado na Band por um homem careca. É o close quarters combat, um conjunto de técnicas de luta usada por militares para lidarem com inimigos de maneira rápida e precisa por meio de socos e imobilizações. Acontece que são muitos comandos, e alguns difíceis de se fazer (e até mesmo de explicar...). Ele veio como algo adicionado no Metal Gear Solid 3, mas ainda hoje acho que o Kojima (o criador) não conseguiu resolver de uma maneira fácil de se memorizar. Atirar nos carinhas antes ainda é uma opção e tanto.



4 - Vilões
Metal Gear Solid sempre se destacou com os chefes. Cada um deles era mais bem bolado que o outro. Nesse quarto capítulo da série, além do Liquid Ocelot e o Vamp  das antigas, apareceram as Beauty and the Beast (essas quatro bonitonas aí de cima). São gostosas que viviam em países com intensa guerra e cada uma tem um Transtorno de estresse pós-traumático diferente. São meninas gostosas até demais pra quem vive numa zona de guerra e estiveram "entre a vida e a morte", sobrevivendo a fome, doenças, estupros em massa, escravidão e tortura. E tem pra todos os gostos: Loira, Oriental, Negra e Latina. Elas são chefes divertidas de se derrotar, mas a história delas é tão excitante quanto ver seu pai contando historinha da morte da bezerra. Simplesmente você as derrota e vem o Dreblin no Codec contando os esquemas. Nada de filminho, só muita falação e dificilmente você tem saco de ouvir até o final. Falta carisma que os outros games tinham.



5 - Dificuldade
Não sei se foi apenas eu, mas o jogo é difícil pra caceta. Sem gente útil no Codec, com um Solid Eye que a bateria acaba antes do meu celular com um radar que confunde pessoas com ratos. Além disso os soldadinhos são inteligentes, e em Shadow Moses com aqueles... Sei lá, aquelas bolas pretas com pernas fica praticamente impossível andar sem ser visto. E isso porque estou jogando no Easy.

sábado, 18 de agosto de 2012

Uma questão de fé.

Lembro até hoje da primeira vez na vida que rezei pra alguém sem ser eu. Eu tinha um amigo, na época da sexta-série que tinha machucado o dedo. A coisa tinha ficado feia no dedo dele, e ele havia comentado comigo que teria que amputá-lo muito provavelmente.

Fiquei horrorizado com isso. Tive medo. Tudo bem que muitos pode pensar: é apenas um dedo. Tem que ficar com tanto medo assim? Pois eu fiquei.

E toda a noite eu ajoelhava e orava por ele, tudo o que queria era a cura do cara. E, de fato, milagrosamente o estado do dedo começou a melhorar.

Gosto de ver as pessoas ao meu lado felizes. Isso é de coração que eu faço. Acho que é por isso que desenvolvi um estranho humor. E de fato, eu estudo bem as correntes humorísticas que estão em evidência pra conseguir oferecer para as pessoas um pouco de risada. Talvez seja por isso que quando estou mal não tem uma pessoa que pergunte: "Alain, você tá bem?".

Mas tem hora que simplesmente a gente não pode ajudar com apenas umas risadas ou um empurrãozinho. É aí que entra meu terceiro recurso: fé.

Você pode até ter dinheiro, mas não pode negar o poder da fé. Essa energia é algo que é intensamente discutido e levantado durante séculos a fio.

Meu chefe, de subito, teve a noiva internada graças a um aneurisma que apareceu subitamente. Sobreviver a um aneurisma, e sobreviver ainda sem sequelas é algo mais complicado ainda. Claro que a fé dele como esposo foi importante, a minha também e a de todos unidos ajudaram de alguma forma. Mesmo eu nunca tendo visto a menina na vida.

E mesmo também tendo crenças tão diferentes. Eu sou budista, e esse meu chefe é de uma dessas correntes neopentecostais que brotam em diversos cantos da cidade. E olha só: a menina se curou!

Outro caso é um amigo que trabalhou comigo onde estou hoje. Um dia ele chegou desesperado me falando da situação difícil que estava passando em casa sem emprego. Disse pra ele que nesse momento que ele deve ser forte, não deixar transparecer essa preocupação e pensar sempre o melhor pra sua família antes de qualquer coisa.

Como não tenho dinheiro, a única coisa que pude oferecer pra ele é minha fé. Mesmo ele sendo espírita. Logo, em todas as minhas orações e cânticos budistas eu colocava esse meu amigo e a esposa do meu chefe. Esses dias esse meu amigo falou comigo, disse que tinha conseguido em freela e que tinha até possibilidade de ser efetivado! Grande notícia!

Disse que sentiu também a força que eu estava passando pra ele. Fiquei feliz!

Buda nos ensinou que devemos colocar o outro na nossa frente, sempre. E de fato, fico triste ao ver que alguém próximo de mim está mal. Eu adoraria ganhar na mega sena e ajudar todo mundo, mas nesse momento tudo o que posso fazer é usar minha fé por eles. E, pelo que estou vendo, é algo tão valioso quanto ganhar numa megasena. Ainda bem, né?

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Seria tão mais fácil se...

Meu pai sempre foi uma pessoa muito rígida comigo. Por um lado eu agradeço, pois isso me ajudou a ser uma pessoa forte. Por outro, fico me perguntando se tudo não seria mil vezes mais fácil se ele simplesmente me ajudasse, nem se fosse com um apoio moral.

Estou com uma viagem pra Europa programada pra novembro, havia planejado tudo pra ela, e ontem numa conversa ele chega em mim e fala: "Porque você escolheu isso? Você vai voltar desempregado e cheio de dívidas. Não vai conseguir arranjar um trabalho novo nessa crise que assola o país! Como vai se sustentar?".

Sabe, seria TÃO mais fácil se ele simplesmente falasse algo como: "Vai filho, aproveita sua viagem, é sua primeira vez pra fora, na próxima você se planeja melhor".

Mesmo hoje, eu já passado dos vinte anos, ele me trata como se eu fosse um moleque de onze. Não vou mentir, não moro na minha casa, não sou completamente independente nem nada do gênero. E todas as vezes que eu seguia minhas escolhas sempre ele estava lá pra pisar em mim e me humilhar no caso de falha e se eu conseguisse dizia que eu não tinha feito nada mais que a minha obrigação.

Ele nunca me elogiou na minha frente. Nunca.

Poxa, será que tudo por si só já não está sendo um baita desafio pra mim? Eu tenho que superar meu medo de avião, saber me virar sozinho num país estrangeiro, ter o dobro de atenção e resposabilidade, ficar longe da família, aprimorar meu inglês, gerenciar o orçamento da viagem e agora não tenho o apoio da minha própria família?

Dureza. Hoje eu estou pensando seriamente em cancelar minha viagem pra Londres. É muita pressão e muita energia negativa por parte do meu pai que estará torcendo pra que tudo dê errado pra jogar na minha cara quando voltar. Desisto.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Diário de Fotógrafo #16 - Instagram.

Desde que ele foi lançado pra Android, deve ter triplicado o número de fotos upadas por lá, hehe.

Pra quem não conhece, o Instagram é um aplicativo disponível pra iPhone e Android e ele é basicamente uma rede social de fotografia e disponibiliza alguns efeitos vintage porque isso tá na moda hoje em dia.

Aqui estão algumas brincadeiras, hehe.











quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Livros 2012 - #15 - 1Q84

Depois de ler 1984, agora é a vez de 1Q84.

Esse livro me chamou muito a atenção uma vez que estava zanzando pela Livraria Cultura do Conjunto Nacional quando comprei o Moby Dick.

Mas no dia, rá! Eu não comprei.

E não anotei o nome do livro, embora o projeto gráfico havia me chamado muito a atenção. Essa aí é a capa, um papel vegetal com essas letras impressas e quando tira essa capa transparente os números ficam vazados. Achei muito bem bolado!

Sim, eu julguei um livro pela capa. Podem me jogar na fogueira.

E foi uma cruzada atrás dele. Nunca mais tinha encontrado o livro na livraria. E pesquisei tudo no google, todos os termos inimagináveis como "Livro com capa de japonesa" ou "Livro com capa vegetal números grandes" e não encontrei nem uma pista.

Foi aí que eu fiz o óbvio: fui perguntar pra uma funcionária da Livraria Cultura se ela conhecia. Na hora ela falou: "Ah! Deve ser o One-Kill-Eighty-Four!", me mostrou uma imagem, mas infelizmente no dia não tinha o livro lá. Aparentemente ele estava vendendo muito.

Alguns dias depois ele chegou lá e eu comprei.

Eu li apenas o livro 1, dá umas trezentas páginas. Se você comprar esse que tem essa capa aí virão os três juntos num fascículo de quase mil páginas. E está em inglês (mas dá pra entender de boas).

Primeiramente a tradução foi muito bem feita. Até partes complicadas como explicar o nome de uma das protagonistas, a Aomame, ele explica os ideogramas e tudo mais. Ás vezes um problema complicado em tradução de coisas orientais são os nomes serem parecidos. Confundi direto Tamaru com Tamaki, e eles são pessoas completamente diferentes, desde sexo até importância na história.

Ele tem personagens carismáticos e pega na maior ferida da cultura japonesa: o machismo.

Quase toda personagem feminina tem um histórico de abuso sexual por parte de homem. Desde estupro, até sexo oral forçado. Isso é bem tenso, ainda mais considerando a sociedade japonesa, que se projeta tanto como um lugar perfeito e ordenado.

Ele fala também da ineficiência da polícia japonesa. Mas enquanto aqui no Brasil o maior problema são as milícias, lá no Japão o problema mesmo é a imensa máquina burocrática nipônica.

Por fim, ele é diferente também porque a história é desenvolvida por meio do ponto de vista dos dois protagonistas, a Aomame e o Tengo, que ao menos nesse primeiro livro eles ainda não se encontram.

Logo no meio da história eles descobrem sobre a Sakigake, uma seita que tem como principais práticas isolar seus membros no campo, culto a um líder controverso e estupros contra crianças. O que eles descobrem sobre isso tudo, vou deixar na sua curiosidade pra ler o livro, hehe.

Antes de continuar a leitura, vou partir pra um que queria ler desde que terminei Os homens que não amavam as mulheres. Lá vou eu pra segunda parte da história! Valeu pelo presente, Naiara!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O discípulo tolo. Parte VI.

"Master, o que quero dizer é que eu não sei se me sinto vivo", eu comecei.

"Continue", ele ordenou.

"O único momento que eu me senti realmente vivo foi quando eu vi a morte na minha frente. Minha vida tem sido uma prova de sobrevivência, uma após a outra. Começou no meu nascimento, onde eu quase morri na barriga da minha mãe. Aos sete apontaram uma arma pra minha cabeça pela primeira vez".

"E mesmo assim você se acha forte o suficiente pra ficar por aí sorrindo. Você é mesmo um discípulo tolo!".

"Minha vida tem sido isso. Até mesmo quando quis me matar por vontade própria eu não consegui".

O mestre levantou-se e começou a andar em círculos.

"Você está se afogando no tempo!", o mestre disse.

Ele me ofereceu um cigarro.

"Eu não fumo mais", respondi, negando-o.

"O que você precisa é dessa vontade de viver que você sentiu agora depois de ter superado isso. A vida de todos é uma constante luta, como uma grande selva. Veja suas conquistas e encare qualquer desafio que vier na sua frente. Lute até o final e seja firme. Quando você reagia por medo você fugia, mas quanto mais próximo da morte, ou do fundo do poço você chegava, maior você voltava pra cima".

"Sim, e esses desafios vão sempre estar lá me fazendo crescer?".

"Os desafios o farão imortal".

Eu parei um tempo e fiquei refletindo olhando pra fogueira na nossa frente. Estava dando uns estralos da madeira. A noite estava estrelada e muito fria.

"Não sou imortal. Eu só não tenho medo da morte", concluí.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Novos rebentos.

Na minha geração da família eu sou o primogênito. Como não tenho muito contato com os parentes paternos, os que foram criados comigo foram os por parte materna. Primos e meu irmão.

Minha avó sempre imaginava que eu seria o primeiro a lhe dar um bisneto. Minha avó é relativamente jovem, tem pouco menos de setenta anos, ao contrário de muitos amigos meus que nem a avó ainda está viva. E eu, sendo o mais velho da trupe toda, sempre teve uma pressãozinha a mais pra que eu deixasse alguma donzela prenha.

Dias atrás minha prima apareceu grávida. Ok, ela tem mais de vinte anos, mas algumas pessoas olharam pra mim pois esperavam que eu fosse o primeiro.

Na minha idade meu pai já estava casado e já tinha um filho de três anos, no caso, eu. E todos na família sempre tiveram filhos muito cedo, tanto por parte de pai (meu avô engravidou minha avó antes de casarem) quanto por parte de mãe. Exceto meus bisavós que até que demoraram pra ter filhos, depois dos trinta.

E minha prima esses dias descobriu que está grávida.

Eu já disse o que penso sobre paternidade aqui. Mas não deixaram de olhar pra mim com um olharzinho de cobrança, que esperava que o mais velho fosse o primeiro.

Coisas da vida, hehe.

Arquivos do blog