quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Livros 2012 - #15 - 1Q84

Depois de ler 1984, agora é a vez de 1Q84.

Esse livro me chamou muito a atenção uma vez que estava zanzando pela Livraria Cultura do Conjunto Nacional quando comprei o Moby Dick.

Mas no dia, rá! Eu não comprei.

E não anotei o nome do livro, embora o projeto gráfico havia me chamado muito a atenção. Essa aí é a capa, um papel vegetal com essas letras impressas e quando tira essa capa transparente os números ficam vazados. Achei muito bem bolado!

Sim, eu julguei um livro pela capa. Podem me jogar na fogueira.

E foi uma cruzada atrás dele. Nunca mais tinha encontrado o livro na livraria. E pesquisei tudo no google, todos os termos inimagináveis como "Livro com capa de japonesa" ou "Livro com capa vegetal números grandes" e não encontrei nem uma pista.

Foi aí que eu fiz o óbvio: fui perguntar pra uma funcionária da Livraria Cultura se ela conhecia. Na hora ela falou: "Ah! Deve ser o One-Kill-Eighty-Four!", me mostrou uma imagem, mas infelizmente no dia não tinha o livro lá. Aparentemente ele estava vendendo muito.

Alguns dias depois ele chegou lá e eu comprei.

Eu li apenas o livro 1, dá umas trezentas páginas. Se você comprar esse que tem essa capa aí virão os três juntos num fascículo de quase mil páginas. E está em inglês (mas dá pra entender de boas).

Primeiramente a tradução foi muito bem feita. Até partes complicadas como explicar o nome de uma das protagonistas, a Aomame, ele explica os ideogramas e tudo mais. Ás vezes um problema complicado em tradução de coisas orientais são os nomes serem parecidos. Confundi direto Tamaru com Tamaki, e eles são pessoas completamente diferentes, desde sexo até importância na história.

Ele tem personagens carismáticos e pega na maior ferida da cultura japonesa: o machismo.

Quase toda personagem feminina tem um histórico de abuso sexual por parte de homem. Desde estupro, até sexo oral forçado. Isso é bem tenso, ainda mais considerando a sociedade japonesa, que se projeta tanto como um lugar perfeito e ordenado.

Ele fala também da ineficiência da polícia japonesa. Mas enquanto aqui no Brasil o maior problema são as milícias, lá no Japão o problema mesmo é a imensa máquina burocrática nipônica.

Por fim, ele é diferente também porque a história é desenvolvida por meio do ponto de vista dos dois protagonistas, a Aomame e o Tengo, que ao menos nesse primeiro livro eles ainda não se encontram.

Logo no meio da história eles descobrem sobre a Sakigake, uma seita que tem como principais práticas isolar seus membros no campo, culto a um líder controverso e estupros contra crianças. O que eles descobrem sobre isso tudo, vou deixar na sua curiosidade pra ler o livro, hehe.

Antes de continuar a leitura, vou partir pra um que queria ler desde que terminei Os homens que não amavam as mulheres. Lá vou eu pra segunda parte da história! Valeu pelo presente, Naiara!

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