segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Porque ninguém supera o primeiro?

Existe um grande consenso de que normalmente ninguém supera a primeira versão de uma coisa. Muita gente gosta da série de games Metal Gear Solid: grande enredo, personagens carismáticos, vozes inesquecíveis e sempre aquele conselho de vida que faz brotar aquela lágrimazinha no final.

Mas não é de se negar que, embora as continuações já tenham sido lançadas e, praticamente fechando todos os mistérios em torno da série, não dá pra dizer que o jogo sempre foi melhorando. Eu ainda acho que comparando com o primeiro muita coisa mudou pra pior. O único que terminei foi o primeiro, e ainda assim, um remake pro Gamecube (Metal Gear Solid - The Twin Snakes). Estou terminando o quarto agora. Mas vou citar as coisas que sinto falta do primeiro que valem a pena serem relembradas.


1 - CODEC
O Codec (na foto, como ele era no primeiro) é o rádio que você se comunica com o Coronel Campbell, o Otacon e a gracinha da Mei Ling no primeiro jogo. Um dos motivos de nunca ter rolado um filme de Metal Gear é isso: grande parte da história se passa no Codec. No quarto game o Codec é inútil. Eu estava acostumado a qualquer momento de dúvida recorrer ao Codec. Sem contar que tinha muitas opções como a Nastasha Romanenko que falava tudo sobre a minha arma, o Coronel ou Otacon pra dar uma dica, e até a Mei Ling pra dar um provérbio chinês. Esqueça. No quarto só tem o Otacon e a Rosemary. O primeiro praticamente todas as vezes que ligo ele fala nada com nada. A segunda só sabe falar da sua "stress gauge". Péssimo. A Rose virou uma MILF apenas.

Não sabe o que é MILF?



2 - Muitos capítulos
Nos outros jogos sempre tiveram focos. No máximo dois capítulos. Nesse quarto Snake vai passeando pelo Oriente Médio, América do Sul, Europa Oriental, Shadow Moses, Outer Haven... Ufa! O pior é que cada parte tem uma jogabilidade diferente, quando você mal acostuma com os rebeldes da Colombia... PUM! Você vai pro Oriente Médio ir atrás da Big Mama e ficar seguindo um lunático até cair no esconderijo. Acho que um foco ajudaria.



3 - CQC
Não! Não é um programa apresentado na Band por um homem careca. É o close quarters combat, um conjunto de técnicas de luta usada por militares para lidarem com inimigos de maneira rápida e precisa por meio de socos e imobilizações. Acontece que são muitos comandos, e alguns difíceis de se fazer (e até mesmo de explicar...). Ele veio como algo adicionado no Metal Gear Solid 3, mas ainda hoje acho que o Kojima (o criador) não conseguiu resolver de uma maneira fácil de se memorizar. Atirar nos carinhas antes ainda é uma opção e tanto.



4 - Vilões
Metal Gear Solid sempre se destacou com os chefes. Cada um deles era mais bem bolado que o outro. Nesse quarto capítulo da série, além do Liquid Ocelot e o Vamp  das antigas, apareceram as Beauty and the Beast (essas quatro bonitonas aí de cima). São gostosas que viviam em países com intensa guerra e cada uma tem um Transtorno de estresse pós-traumático diferente. São meninas gostosas até demais pra quem vive numa zona de guerra e estiveram "entre a vida e a morte", sobrevivendo a fome, doenças, estupros em massa, escravidão e tortura. E tem pra todos os gostos: Loira, Oriental, Negra e Latina. Elas são chefes divertidas de se derrotar, mas a história delas é tão excitante quanto ver seu pai contando historinha da morte da bezerra. Simplesmente você as derrota e vem o Dreblin no Codec contando os esquemas. Nada de filminho, só muita falação e dificilmente você tem saco de ouvir até o final. Falta carisma que os outros games tinham.



5 - Dificuldade
Não sei se foi apenas eu, mas o jogo é difícil pra caceta. Sem gente útil no Codec, com um Solid Eye que a bateria acaba antes do meu celular com um radar que confunde pessoas com ratos. Além disso os soldadinhos são inteligentes, e em Shadow Moses com aqueles... Sei lá, aquelas bolas pretas com pernas fica praticamente impossível andar sem ser visto. E isso porque estou jogando no Easy.

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