sábado, 18 de agosto de 2012

Uma questão de fé.

Lembro até hoje da primeira vez na vida que rezei pra alguém sem ser eu. Eu tinha um amigo, na época da sexta-série que tinha machucado o dedo. A coisa tinha ficado feia no dedo dele, e ele havia comentado comigo que teria que amputá-lo muito provavelmente.

Fiquei horrorizado com isso. Tive medo. Tudo bem que muitos pode pensar: é apenas um dedo. Tem que ficar com tanto medo assim? Pois eu fiquei.

E toda a noite eu ajoelhava e orava por ele, tudo o que queria era a cura do cara. E, de fato, milagrosamente o estado do dedo começou a melhorar.

Gosto de ver as pessoas ao meu lado felizes. Isso é de coração que eu faço. Acho que é por isso que desenvolvi um estranho humor. E de fato, eu estudo bem as correntes humorísticas que estão em evidência pra conseguir oferecer para as pessoas um pouco de risada. Talvez seja por isso que quando estou mal não tem uma pessoa que pergunte: "Alain, você tá bem?".

Mas tem hora que simplesmente a gente não pode ajudar com apenas umas risadas ou um empurrãozinho. É aí que entra meu terceiro recurso: fé.

Você pode até ter dinheiro, mas não pode negar o poder da fé. Essa energia é algo que é intensamente discutido e levantado durante séculos a fio.

Meu chefe, de subito, teve a noiva internada graças a um aneurisma que apareceu subitamente. Sobreviver a um aneurisma, e sobreviver ainda sem sequelas é algo mais complicado ainda. Claro que a fé dele como esposo foi importante, a minha também e a de todos unidos ajudaram de alguma forma. Mesmo eu nunca tendo visto a menina na vida.

E mesmo também tendo crenças tão diferentes. Eu sou budista, e esse meu chefe é de uma dessas correntes neopentecostais que brotam em diversos cantos da cidade. E olha só: a menina se curou!

Outro caso é um amigo que trabalhou comigo onde estou hoje. Um dia ele chegou desesperado me falando da situação difícil que estava passando em casa sem emprego. Disse pra ele que nesse momento que ele deve ser forte, não deixar transparecer essa preocupação e pensar sempre o melhor pra sua família antes de qualquer coisa.

Como não tenho dinheiro, a única coisa que pude oferecer pra ele é minha fé. Mesmo ele sendo espírita. Logo, em todas as minhas orações e cânticos budistas eu colocava esse meu amigo e a esposa do meu chefe. Esses dias esse meu amigo falou comigo, disse que tinha conseguido em freela e que tinha até possibilidade de ser efetivado! Grande notícia!

Disse que sentiu também a força que eu estava passando pra ele. Fiquei feliz!

Buda nos ensinou que devemos colocar o outro na nossa frente, sempre. E de fato, fico triste ao ver que alguém próximo de mim está mal. Eu adoraria ganhar na mega sena e ajudar todo mundo, mas nesse momento tudo o que posso fazer é usar minha fé por eles. E, pelo que estou vendo, é algo tão valioso quanto ganhar numa megasena. Ainda bem, né?

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