terça-feira, 2 de outubro de 2012

Diários Nipônicos - #6


Hoje pela manhã depois da oração o funcionário do dormitório veio falar conosco, disse que seria um dia mais fresco do que o anterior e com possibilidade de chuva leve.

Fui tomar meu café e fui pra estação do Tóquio do JR esperar a Mary e o Hiroshi pra gente passear em Akihabara.

É o bairro mais nerd e otaku do Japão. E de fato, tem uma quantidade infinita de coisa, é algo surreal. Chegamos e logo fomos no grande shopping próximo da saída da estação. Todos os andares são cheios de parafernalha eletrônica. E tem andares temáticos, como andares só de coisa para celular, games e um de fotografia, onde comprei uma lente 70-300mm pra minha Nikon. Agora tenho um zoom do cacete!

Comprei pro meu irmão um WiiRemote e uma capa para laptop pro meu pai, bem firme, o treco aguenta bem!

Depois descemos e fomos tomar um sorvete e passear pelas avenidas importantes da região. Japão pode ser pequeno mas é MUITO populoso, por onde se olhe se vê pessoas. Akihabara é o local onde mais encontrei ocidentais (isso porque encontrei uns três) até agora.

Uma coisa chata são as meido (メイド, palavra japonesa pra “maid”, em inglês, empregada). São mulheres que se vestem de empregadinhas e ficam com as pernas e peitos de fora e se você aceitar você vai no café delas e toma café com “uma vista privilegiada”, se você entende o que eu quis dizer. Não é prostituição, mas obviamente não é bem visto pela sociedade puritana japonesa. Elas ficam putas da vida se você mira a câmera pra elas, mesmo que você as coloque por acaso, elas ficam fazendo um “x” com os braços, enfim.

Nada contra quem escolhe o seu meio de ganha pão, se é como prostituta, tem que estar preparadas, afinal o ganha pão delas é a rua, assim como as meido. Achei uma baita falta de deselegância por parte delas elas virem pra cima da gente.

Mas, enfim, voltando pra Akihabara, tem muitos locais bons, mas a maioria não deixa fotografar nem filmar (fuck!). Fui numa loja da Sega com diversos joguinhos viciantes, mas o único que eu joguei foi um de taikô, aqueles tambores japoneses.

Ficamos passeamos e, no almoço, comi o lendário okonomiyaki. É simplesmente DELICIOSO. Só provando pra explicar. É uma salada de repolho e várias verduras, com carne de porco, ovo, queijo, tempero e eles deixam fritando numa chapa na mesa, aí você vai provando. É muito, muito, muito bom. Era exatamente como pensava e já entrou pro rol das minhas comidas preferidas.

Amanhã vou pra Yamanashi pra começar os preparativos pra cerimônia do Saito Homa. Até esse momento o Japão foi inesquecível, mas eu vim aqui por um objetivo, vamos lá!

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