quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Os padres que apertaram minha mão.

E hoje acaba o pontificado de Bento XVI. Não quero discutir aqui motivações políticas nem nada do gênero. Isso todo mundo tá cansado de saber.

Não sou católico, sou budista há três anos. Na Shinnyo-en somos ensinados a respeitar e aceitar as religiões e filosofias do mundo. Não existe um só caminho pra subir a montanha. Temos que aceitar, principalmente. Isso é um ensinamento do próprio Buda e nós colocamos isso em prática.

Em Amsterdam, logo no primeiro dia de passeio, enquanto estávamos lá na frente da Amsterdam Centraal, vimos a igreja St. Nikolaaskerk que estava aberta. Fomos então assistir uma missa. Tinha apenas umas trinta pessoas, eu não lembro de ter entendido muita coisa dos sermões porque ele misturava holandês com inglês.

Porém, no final da missa, o padre veio cumprimentar com um caloroso aperto de mão um a um. Até mesmo os fiéis lá disseram que isso é bem raro de acontecer. Apertei a mão calorosamente e até troquei umas palavrinhas com o padre.

Um mês depois, em Gavião Peixoto, fui na paróquia lá. Eu fui no cemitério ali perto pra orar um pouco pelos mortos, muitos deles são meus antepassados. Voltei e enquanto passava na frente da igreja depois da missa ter acabado, a esposa do meu avô veio me chamar e momentos depois o padre veio me cumprimentar com um aperto de mão. Muito amigável e carismático também.

Espero bastante que o próximo papa continue com esse discurso inter-religioso, buscando a harmonia e conversa. Aceitar e acolher. Seria ótimo, mesmo nos tempos atuais, que pudessem ter mais cumplicidade entre as religiões. E assim, extender esses apertos de mãos pelo mundo inteiro. =)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Livros 2013 #3 - Millenium - A Rainha do Castelo de Ar.


Enfim terminei a série Millenium. Quase um ano depois que eu li o primeiro. E por motivos óbvios, não é porque o livro é ruim. A série é um daqueles livros redondinhos, que embora nos vicie desde o primeiro capítulo, ela fecha de maneira surpreendente no final.

Bom, esse livro explora uns últimos aspectos da Lisbeth Salander e do Mikael Blomkvist tentando ajudá-la. Como é o fechamento da série, não vou comentar muito. Apenas que a trilogia é perfeita, não deixa nenhuma lacuna, nem dúvida, nem nada. Stieg Larsson foi um grande escritor, e a série Millenium, um grande livro!

E não vejo a hora de ver a Rooney Mara de novo no "A menina que brincava com fogo"!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Fevereiro, por favor, vá embora.

Fevereiro sempre é um mês terrível. Todos os fevereiros desde aquele onde celebramos o seu ultimo aniversário. No dia 25 de maio você morreu, naquele trágico atropelamento na Tower Bridge na minha frente.

É normal ver meses terriveis, e sinto a tristeza das pessoas a minha volta. Tudo deu errado esse mês. Nenhuma entrevista deu em alguma coisa, coisas mudaram no templo, amigos vão casar, virei despeza em casa.

Sério, por pouco não puxei um gatilho na garganta, e não sou de ficar reclamando. As vezes até coisas pequenas que vão acontecendo, que mudam as relações com amigos afetam.

Tive a confiança traída duas vezes. E duas pessoas que eu contava absolutamente tudo, que me magoaram profundamente. Acho que talvez isso seja um treinamento pra mim, entender que pessoas podem não confiar tanto em mim quanto confio nelas.

O jeito é seguir em frente.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Guanyin.

Estava meio no tédio ontem e fiz isso. Pintar sempre me dá uma animada. E minha técnica no pastel tá melhorando. Tá meio podreira ainda, mas comparado com alguns anos atrás, teve uma melhora, vai!


Guanyin by ~fallenpegasus on deviantART

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

As feições do ser humano são incríveis!

Eu estava vendo esse vídeo. Diga-se de passagem, duas koreanas lindíssimas, gatinhas! A internet aqui anda meio lerda, e com esse atendimento "ótimo" e "automático" da Vivo Speedy tá pior que da época da telefônica. Mas se vida dê limão, faça uma limonada!

Acontece que eu ví esse comecinho do vídeo e reparei na cara que a Janice e Sonia fazem. Como o ser humano é interessante! Hehehe. Elas mudam de cara em diversos momentos. Fiz uma tirinha com isso:


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Achalanatha, o senhor imóvel.


Eu nunca fiz nada relacionado a budismo, mesmo eu gostando muito. Como estava sem ideias, achei bem válido fazer um homenageando uma espécie de divindade para os budistas. Seu nome é Achalanatha (ou Fudo-myo-o, em japonês), o "imóvel".

Já vi ele no Rurouni Kenshin uma vez, o Anji (o monge errante) tinha uma estátua imensa dele na mansão do Shishio. Porém, na tradução brasileira, foi erroneamente chamado de "demônio", só porque ele tem cara de poucos amigos.

Porém o Achala é o exato oposto. Significa a determinação de seguir em frente, curte o que custar. Ser "imóvel", sendo forte até o final. Isso é ser Achala. Isso é ser imóvel.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Coturno all star, legging preta e cabelos curtos.

Hoje fui pra mais uma entrevista. Ao subir no ônibus, três pontos depois uma menina de cabelo playmobil, blusa branca (sem decote), uma legging preta (preenchida de pecado, belas pernas aliás) e um coturno all star. Porém um detalhe mudava tudo: uma correntinha com o "L" estilizado de Death Note. E aquela cara de poucos amigos.

Eu nunca entendi isso. Toda vez que algo me abala emocionalmente, você aparece pra mim. E dessa vez apareceu na forma de uma menina que tinha um ar muito similar ao seu, uma tomboy.

Ah, as tomboys. Se os homens soubessem delas, abandonariam qualquer patricinha cuja a unica gama de cores que conhece é a de esmaltes. Essas "meninas meio menino", assim como era você.

Uma menina que ao invés de ficar se entupindo de maquiagem, jogue baseball com você. Uma menina que ao invés ficar fofocando sobre a vida alheia, que tire uma com sua cara como seus melhores amigos. Uma menina que ao invés de ficar de frescuras, vá com você caçar baratas para depois retalhá-las.

I had my tomboy girl.
But now, she's dead.

Happy birthday, sweetheart.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Eles pediam ajuda.

A tragédia de Santa Maria foi terrível.

Enquanto eu via as imagens e os novos fatos que iam sendo revelados eu não sabia o que fazer. Os depoimentos foram cada vez mais tristes. Orei por todos eles, tentando indicá-los pra alguma luz. Passei mal. E aquela dor de barriga revelou-se uma pedra no rim. Pouco maior que meio centímetro.

E lá estava eu no hospital. A ráqui, a anestesia que paraliza tudo da cintura pra baixo estava passando. Eu me sentia como naquela cena do Kill Bill: "Mexa o seu dedão". Mas no meu caso não era atrofia muscular, obviamente.

Me deram muita água. Era pra urinar, obviamente. Me deram uma bugiganga de plástico chamado "papagaio". Mirar dentro e mijar na cama. Impossível. Eu ainda sequer sentia meu pinto, tudo formigando. Mas a dor da bexiga cheia foi aumentando... Eu devia ir logo fazer.

Quando conseguia mexer um pouco as pernas consegui me erguer. Um jato de sangue voou no chão. Estava mijando no chão, basicamente. Consegui ir me arrastando em pé pro banheiro do leito, sentei e fiz um dos melhores xixis da minha vida.

Levantei e coloquei na CNN. Vi um depoimento de uma menina que havia sobrevivido a tragédia na boate Kiss. Naquela hora chorei. E mesmo ainda todo machucado devido a cirurgia, juntei as duas mãos o orei. Meus olhos ainda derrubavam lágrimas com todo aquele sentimento.

Consegui voltar a cama. Eu pensava que aquilo que aconteceu comigo tinha sido algum pedido de ajuda que recebia daquelas pobres almas. Porém eu sozinho não sou nada... Não tenho forças pra fazer nada.

Mas tenho grandes aliados do meu lado. =)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Diário de Fotógrafo #21 - London Nights

Eu sempre admirei muito fotografia noturna.

Mas em São Paulo não dá, vão roubar sua câmera. Fiquei remoendo até meu âmago de não ter levado meu tripé e minha lente f1.8 pra essa viagem. Quando você não tem um tripé, pra tirar fotografias a noite, qualquer apoio é um apoio. Todas as fotos aqui foram um parto pra tirar, eu sei de cabeça onde eu apoiei, como fiz pra focar, tudo.

Alta exposição você não pode mexer a câmera. O engraçado é que alguns dias tinha até um retardados me acompanhando, apoiando camera em qualquer banco, mureta ou lixeira pra conseguir o ângulo perfeito sem movimento algum!












sábado, 2 de fevereiro de 2013

Uma cultura etílica diferente - Parte I

Eu quero falar de algumas coisas que poderiam muito bem ser colocadas em prática no Brasil, especialmente no que diz respeito ao consumo de alcool.

Primeiramente, não sou desses que é contra o consumo. O problema não é o alcool, o problema é de quem bebe. Se pessoas bebessem de uma maneira racional não teríamos tantos problemas. O alcool é presente na sociedade mundial de diversas maneiras - e na Europa, por exemplo, se não fosse sua presença, provavelmente hoje ela seria habitada por animais, pois graças ao alcool o ser humano foi sobrevivendo também.

Vou comparar duas culturas com a que mais tenho contato: Inglesa e Brasileira. Como um bebe diferente do outro.

Existe uma teoria muito forte que pessoas de ascendência ariana tem mais resistência à bebida. Isso não é racismo, isso é ciência. Muito se dá pelo fato diferente de que os europeus faziam para purificar a água para consumo: juntar alcool. Com isso, geração após geração, foram adquirindo uma maior resistência a essa substância. Não é algo que aconteceu na Africa, por exemplo, onde as pessoas lá tinham o hábito de ferver a água para torná-la própria para o consumo.

Pessoas na Inglaterra bebem, e bebem MUITO. Se brasileiro, fraquinho na bebida como é, bebesse a mesma quantidade, você veria as cidades virarem palcos de pandemônios. Muita gente chama alguns pseudo-pubs de São Paulo como "Pubs", quando não passam de baladinha que servem Fosters ou Guiness.

Entre num Pub legítimo bretão ou escocês aí você vai ver a diferença. Eu vou citar o Wetherspoon porque você encontra ele até no Heathrow (então mesmo se tiver de escala, vai conhecer!).

No Brasil, o alcool é muito relacionado como uma via para se chegar no sexo. Porém, estamos falando da Inglaterra, um país onde é impossível você deixar alguém bêbado. Tinha dia que eu ia no Wetherspoon tomar café e depois de passear o dia inteiro eu voltava lá, e via AS MESMAS PESSOAS BEBENDO AINDA. E eles ficam bem, conversam, vêem futebol, as mulheres ficam fofocando e as coisas vão indo. Eles tem uma capacidade de beber incrível e invejável.

Tente embebedar (por meios legais!) uma britânica e levá-la pra cama. EU DUVIDO. Você tem que ter ideia, não adianta! Elas não são fáceis como ir pra qualquer Morrison ou O'Mailley aqui em São Paulo.

Mas um Pub é uma área pra se relaxar, beber uma cerveja depois de um dia de trabalho, bater um papo com os amigos (embora muita gente, como eu, vá sozinha também), ver a liga inglesa, mas acima de tudo, relaxar. Não tem nem música (e isso eu adorei! Odeio esses Pubs que são baladinhas).

Não são lugares pra ficar dançando "bracinho pra cima, bracinho pra baixo". É bem masculino isso, tenho que admitir (homem que dança demais em balada ou quer pegar a menina fazendo uma média, ou é muito viado! Quase todos que conheço só vão em balada quando querem arrumar sexo gratuito, de resto...) mas nem por isso os Pubs ingleses deixam de ter pessoas. E o mais engraçado é que grande parte dão pessoas são ingleses e... Casados! Homens e mulheres! Não sei, não cheguei a conversar com todos, mas a grande maioria tinha esse perfil. Saíam do trabalho e iam pro Pub. Bebiam umas cervejas, sentados em cadeiras, viam uma tevê, esperavam a hora do rush passar e pegavam o Underground (metrô) até suas casas. Segunda a sexta.

Acho que isso é interessante pra comparar. Sonho ainda em um dia ter um Pub desses de verdade em São Paulo. Pub baladinha é um saco! Quero um lugar pra beber uma cerveja boa, ver a rodada do futebol e comer uns sanduíches bons com preços em conta, sem uma música tagarelante no meu ouvido e meninas com periquita assada querendo dar.

Viva os Pubs ingleses!

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